31 agosto 2014


Homem, o animal político
      Desde a antiguidade, toma-se como referência um governo democrático, baseado no povo e para o povo. Hoje, esse sistema ainda permanece, mas tornou-se muito mais distante a opinião do povo para com o governo. Tomando como base esse contexto, convém analisar o plebiscito e sua importância para um governo democrático.

       A princípio, é importante perceber que o plebiscito é um mecanismo democrático de consulta popular e é de suma importância para satisfação com o governo. Isso se dá porque à medida que o povo é convidado a votar por algo, estão participando das decisões que afetaram suas vidas e por isso devem escolher o que os beneficie e que seja mais adequado àquela sociedade. Um exemplo disso ocorreu em abril de 1993, houve questionamento ao povo sobre a forma de governo que seria melhor para o Brasil.

      É importante, ainda, perceber que à medida que os cidadãos participam de decisões importantes para o país, o plebiscito se torna uma ferramenta democrática, mas que se empregada no momento errado pode se tornar uma forma imposta de governo. Isso porque se o povo não for devidamente orientado sobre a importância e as consequências das escolhas, pois o plebiscito é uma decisão para longo prazo e por isso deve-se pensar não só no presente, mas também no futuro.

     Admite-se que o plebiscito é muito importante para se estabelecer um governo para o povo, mas é necessária cautela por parte da população. Por isso, é importante prepará-los para tomar as decisões certas e uma boa forma de fazer isso é no começo da infância, através de aulas de sociologia no ensino fundamental para a formação de um pensamento crítico. E assim todos poderão exercer bem o papel de “animal político” como no passado, Aristóteles afirmou. 


Professor: Diogo Didier 
Aluna: Laís Carvalho  

“O-M-G! Eles estão em toda parte, como um exército multicor envergonhando nossa causa! Pintosas, travestis, transexuais… gente espalhafatosa, que escolheu ser assim e alimenta essa Ditadura Gay, tentando fazer com que nós, os pobres homossexuais normais, façamos parte dessa vergonha!”
Bee, você é machista, e não é pouco não!
Há um discurso infeliz cada vez mais comum aos gays. Uma nota cinza em meio ao arco-íris. Parece um “tirar o corpo fora”, na tentativa de ser MACHO, que só resulta em covardia. É um papo tenso, que prova que nossas lutas ainda estão longe do fim, já que as vitórias do lado inimigo são mais do que concretas, quando o campo de batalha é o que há de mais íntimo em cada um de nós.
Bem, como esse tema é recorrente aqui na coluna, deixa eu esclarecer logo que este não é um tratado sobre como é maravilhoso ser “pintosa” e como é horrível ser “discreto”. Aliás, na semana passada, propus uma celebração do dar pinta simplesmente porque acharia lindo que todo mundo fosse livre para rir dessas convenções ridículas que regulamentam nossa masculinidade, como se a gente precisasse de um “Manual do Homem com H”. Particularmente, não tenho nada contra quem é discreto, macho, masculino ou hétero, adoro homem do jeito que for. A questão é que no momento atual, com todas as dicussões sobre o tema, me espanta perceber que dentro da comunidade gay ainda exista um papinho de que “esse assunto está demais” ou “essa bicha é muito escandalosa”. Não é hora disso. Não ainda.
Pode ser que no futuro a gente conquiste uma sociedade igualitária onde sexualidade e identidade não serão problemas para ninguém, e todos possam exercê-las com liberdade. É difícil, mas vai que… Só que isso ainda não aconteceu, então é cedo para que a sensação de segurança (da qual poucos de nós gozam) permita a dissolução do nosso senso de comunidade. Vejam, eu sequer acho que acabar com essa “irmandade” seja necessário, mas se há quem acha, beleza… Só que, historicamente, aComunidade Gay é uma invenção recente, que ainda não cumpriu seu papel como movimento civil. Há muito o que conquistar, e quando rejeitamos as coisas que são parte da nossa cultura, simplesmente por valorizar mais o que é tido como “normal”, estamos agindo da mesma forma que quem nos agride.
Então bee, se liga, néam? Se você acha que “dar pinta” é uma escolha e que por isso o escárnio se justifica, você é machista. Se acha que um cara é mais gostoso apenas por ser mais masculino (e não falo de gosto pessoal não, falo de atribuir valor, como se a virilidade em si fosse um mérito), você é machista. Se você acha que “orgulho gay” é uma manobra separatista, você é machista AND homofóbico. Se acha que o “Ativo” é o pegador e que o “Passivo” é a quá-quá, também. Se bate palmas quando os colegas do trabalho fazem piadinhas homofóbicas, porque você não é bichinha (Thank God!), é machista e otário; e se acha que falar “brother” te faz mais homem, vê se cresce! Se você pensa que para conquistar respeito e sermos aceitos nós precisamos “maneirar nos trejeitos”, você é machista pra caralho e o pior, nem sabe!
Não somos culpados do nosso machismo. Fomos criados nele e é difícil abandonar certos hábitos. Mas somos culpados de continuar a propagá-lo, especialmente depois de percebermos que ele existe. Não tem essa de “assim está muito gay”. O que é uma viadagem, no pior sentido, é esse medo de celebrar a diversidade, na crença de uma inclusão falsa, que nunca virá. Se você acha que alguém está certo de nos punir por nosso comportamento ou orientação sexual, bee… Parabéns, você é machista!
Permita-se. Seja livre. Seja fabuloso.
Visto no: Os Entendidos

10 agosto 2014


Eles chegaram para ficar. Com a democratização das novas tecnologias, sobretudo aquelas que estão acopladas aos celulares, ter um ou vários aplicativos instalados significa estar antenado com as mudanças do mundo tecnológico. Rapidez, praticidade e pouco espaço para instalação, são critérios preliminares que levam muitos usuários a experimentar essa novidade. Além disso, fatores como curiosidade e modismo também atraem pessoas para esse universo. Desde coisas triviais a outras de cunho pessoal, os APPs modificaram a relação das pessoas com o mundo a sua volta. Entretanto, o contato demasiado com esse tipo de tecnologia tem trazido diversos problemas para aqueles que não tem limites na rede. Sem uma dosagem, nesse sentido, cresce em várias partes do mundo locais especializados em tratar quem ultrapassa a linha da moderação e se entrega ao vício virtual.

Não é difícil de encontrar alguém conectado à internet com um celular. Em casa, no trabalho ou na rua, a naturalização desse ato tem se tornado comum que poucos são aqueles que conseguem enxergar um problema nisso. No entanto, a banalização dessa visão é o primeiro dos muitos problemas que surgiram com a popularização dos aplicativos nos celulares. Sem dar uma devida importância a esse assunto, indivíduos de faixas etárias diversas foram fisgados pelo mundo virtual e, paulatinamente, foram se desconectando do mundo real. Pessoas diversas que, muitas vezes, não interagem mais com amigos e familiares frente à frente, preferindo o contato cibernético, como se houvesse uma barreira que impossibilitasse a interação tradicional.

Dentre tantos, os jovens são, sem dúvida, os mais hipnotizados pelas novidades tecnológicas. Nascidos numa era onde as brincadeiras são substituídas pelo computador, muitos já trazem os sinais dessa problemática. Entre as características mais frequentes estão o isolamento, já que é quase impossível ficar sem um computador ou celular. Eles se tornam mais arredios e propensos a depressões quando algo possa ameaçar seu novo modelo de vida. Fora de casa, geralmente no colégio, muitos são desconcentrados, perdidos, o que dificulta p aprendizado e a formação intelectual. Para completar esse quadro, ainda tem as redes sociais que agora também estão em formas de aplicativos para prender mais ainda a juventude nesse universo. Sem esquecer, é claro, dos jogos virtuais, que agora estão mais convidativos do que nunca.

No entanto, mesmo os adolescentes sendo os principais alvos dessas novidades, isso não quer dizer que adultos estejam imunes a elas. Pelo contrário, basta uma pequena busca nos inúmeros aplicativos de paquera existentes para comprovar que muita gente bem grandinha também usufrui desses novos recursos. A prova é tanta que na última copa do mundo, que aconteceu aqui no Brasil, APPs de pegação, hétero ou gay, tiveram picos de acessos no período futebolístico. A intenção desses recursos se assemelha às redes sociais existentes, onde a exposição de perfis, muitas vezes falsos, e a busca por reconhecimento de outras pessoas seja concretizada. O que muda, um pouquinho, é o teor sexual que alguns aplicativos possuem. Neles, pessoas descartam e são descartadas num simples deslizar de dedo pela tela do celular. É como se o ser humano se tornasse um Menu e quem está do outro lada escolhe se quer ou não comer aquele prato.

Além disso, há os fadados perigos da exposição virtual. Semelhante às tradicionais redes sociais nesse sentido, muitos aplicativos expõem duplamente quem tem conta em suas páginas e quem acessa tais páginas. Segredos são revelados, pessoas que no cotidiano tem uma conduta X, na net exibem outra Y, sem contar aqueles que aproveitam para cometer crimes virtuais contra quem se deixa amostra de mais na rede. Para quem exerce esse tipo de conduta, basta uma breve pesquisada para comprovar outros males do uso excessivo dos meios tecnológicos. Entre tantos, a mecanização humana é a principal. De tanto estar conectados, muitos começam a fazer parte da máquina, ou, se tornam semelhantes a ela.

Evidentemente que tudo isso não coloca os aplicativos e suas funcionalidades na berlinda. Muitos deles são extremamente úteis na sociedade caótica atual. Desde mecanismo para escapar do trânsito, passando por dicas diversas, curiosidades, entre outros. Sem esquecer que tais mecanismos foram criados para facilitar a vida das pessoas, com uma linguagem fácil e de fácil manuseio. Diante de tudo isso, talvez o erro não esteja na tecnologia, nem tão pouco nas novidades que ela proporciona, mas na falta de educação em torno do seu uso. Sem uma consciência sobre como se deve utilizar os recentes meios tecnológicos, os indivíduos ao invés de dominarem passam a ser dominados pela própria criação, o que resulta numa sociedade doente em vários sentidos.

Após diagnosticado isso, em alguns casos, quando a compulsão alcançou o limite máximo, resta apenas a internação em espaços especializados no tratamento de quem sofre de compulsões virtuais. Mas, o que fazer quando esse problema não é identificado no tempo certo? Por ser uma problemática tão moderna quanto as inovações em torno dela, fica difícil precisar o momento exato do qual uma pessoa está “doente” virtualmente falando. Embora o empirismo da questão possibilite que certos diagnósticos sejam realizados, é necessária maior atenção para os sinais mais comuns como isolamento, depressão, temperamento arredio, necessidade extrema de adquirir novas tecnologias, horas e horas conectado na internet, entre outros. Tarefa que parece simples, mas não é, pois muitos apresentam um ou mais caraterísticas das citadas há pouco.

Enquanto nada é feito, novos aplicativos surgem e aprisionam as pessoas. Sua facilidade e praticidade são inquestionáveis, embora sua funcionalidade nem sempre seja necessária. Entretanto, não há motivo para alarmes. A sociedade pode reverter essa cultura conectada e tentar equilibrar o tempo na rede com o da vida real. Também não é sensato afirmar que tais mecanismos devem ser banidos do dia a dia, apenas porque muitos não aprenderam a utilizá-los corretamente. Feliz ou infelizmente, a tecnologia veio para ficar e junto dela os benefícios e malefícios, porém o que falta é maior discernimento das pessoas para utilizar as benesses da tecnológicas sem abusos. Ai é que reside o problema, pois numa era onde o consumo dita regras, parece que o mundo é dos aplicativos e ao homem restou se curvar diante disso, comprando o novo smartphone do momento, para não ser de vez excluído da terra. 

      A febre que vivemos hoje foi iniciada nos Estados unidos em 1956 com o lançamento do primeiro celular e em 1960 com a criação da internet. Em pleno século XXI, estamos no auge da tecnologia, a cada dia que se passa algo novo é lançado, superando outros até então de última geração. Apesar de essencial ao nosso cotidiano o celular está se tornando um objeto viciante, causador de uma dependência semelhante ao de uma droga, ou de doenças físicas ou psíquicas.

    Segundo informações divulgadas da consultoria Teleco e da Anatel, o número de celulares superam em 20% ao de habitantes. Nas principais cidades do país é visível encontrar as pessoas nas ruas falando ao celular ou trocando mensagens, estando sempre conectado com o mundo. A tecnologia “android” chegou e com ela veio inúmeros aplicativos, o que deixa o usuário ainda mais fixo ao aparelho.

      As atratividades de novos aplicativos, novos celulares e ainda maiores deixam o consumidor mais alienado para comprar. Nomofobia foi o nome dado pelos ingleses para aqueles que descrevem o medo de ficarem sem o celular, em alguns casos as pessoas são submetidas à internação e uso de medicamentos. Os jovens são os principais usuários, estando eles sempre conectados à internet, o que causa além da dependência, uma má interação social, substituindo o presencial pelo virtual.

    O vício no uso de celulares já é algo bastante sério e o uso inadequado ainda causa outros inúmeros problemas. Dores no pulso, dedos, cotovelos, ombros e pescoço são algumas das consequências atribuídas para aqueles que não têm o autocontrole, utilizando de maneira exagerada e incorreta. Numa matéria do jornal “The New York Times” a cada 5 norte americanos 3 procuram ajuda médica por causa das dores e a causa principal sempre está ligada ao uso exacerbado das tecnologias.

     Logo, percebemos o quanto a nossa população é fraca e se torna dependente e submissa a uma tecnologia. Seja para comunicação entre amigos ou uso profissional entendemos que é uma ferramenta de extrema importância, mas devemos usá-la de maneira adequada e em períodos curtos, não permitir que o vício nos domine. Apesar de todas as possibilidades que estas ferramentas nos apresentam, elas jamais serão tão eficientes como nós, e que a comunicação presencial seja mais evidente que a virtual.
Aluno: Vauder Duarte
Professor: Diogo Didier



Paixão que cega

Nosso primeiro contato com o futebol é datado em 1894 através de Charles W. Miler, considerado o pai do futebol. A prática do esporte caiu no gosto popular e anos depois o Brasil passou a ser considerado o país do futebol. É evidente a inclusão social que esse esporte exerce, no entanto, sua idolatração e valorização exacerbada tornou-se o maior exemplo de alienação nacional.

Em junho, o Brasil será palco da Copa do Mundo 2014 e os gastos com cidades planejadas, construções e reformas de estádios apresentam cifras bilionárias. Tal constatação é contraditória: há dinheiro para investir em eventos futebolísticos, porém, as autoridades alegam falta de recursos para a educação, saúde e segurança. O futebol é tido como primordial enquanto a população segue em segundo plano, como declarou o ex-jogador e membro do Comitê Organizador Local (COL) Ronaldo: “(...) não se faz Copa com hospitais e escolas”.

Nossa cultura incorporou o futebol como identidade nacional, menosprezando e desmotivando a prática de qualquer outro esporte. Jogadores como no caso de Neymar são idolatrados, têm seus comportamentos e visuais copiados e a mídia, por sua vez, usa-o para incentivar o consumismo.

Nesse contexto, chegamos ao ápice da alienação nacional, fica evidente que a paixão pelo esporte é usada como agente mascarativo para os males da população. É necessário que as pessoas se conscientizem do quanto o país está perdendo economicamente e culturalmente. Futebol é entretenimento, distração, 90 minutos de bola rolando no gramado não colocará fim em nossos dilemas sociais, culturais e políticos.



Aluna: Rafaela de Souza
Professor: Diogo Didier

Dois Eles, Dois Elas

Como um céu de inverno abandona suas noites claras.
Como um trovão soa quando morre.
Como uma fonte clara que se abre para o mar e depois se funde com ele.
Como um pedaço de carne nos faz homens.
Assim que dois "eles" se tocam
Todos nossos sentidos se lembram
Que um beijo faz
Dois seres
Duas almas, ligadas até ao eterno...
Assim que dois "elas" se tocam
Tudo em nós se acorda...
Inclusive a evidência de que o amor
Fez dessa vez toda a diferença...
Como inseparáveis são as raízes de uma imensa árvore
Quando os ventos e as tempestades as atormentam e elas resistem.
A caravana passa apesar dos latidos dos cães de guerra
Entregando os segredos e retirando o ódio do lugar...
Assim que dois "eles" se tocam
Todos nossos sentidos se lembram
Que um beijo faz
Dois seres
Duas almas, ligadas até ao eterno...
Assim que dois "elas" se tocam
Tudo em nós se acorda...
Inclusive a evidência de que o amor fez
dessa vez toda a diferença...
Assim que dois "elas" se tocam
Tudo em nós se acorda...
Inclusive a evidência de que o amor fez
Dessa vez toda a diferença...
Almas gêmeas são imortais
Bem além "deles" ou "delas"
 
Deux Ils, Deux Elles

Comme un ciel d'hiver a ses nuits claires s'abandonne
Comme un grand tonnerre meurt dès qu'il résonne…
Comme une source claire s'ouvre à la mer et puis fusionne
Comme un bout de chair fait de nous des hommes….
Lorsque deux " ils" se touchent
Tous nos sens se souviennent
Qu'un baiser fait
De deux êtres
Deux âmes liées presque éternelles...
Lorsque deux "elles" se touchent
Tout en en nous se réveille…
À l évidence que l amour
Fait cette fois toute la différence…
Comme inséparables sont racines et immenses arbres
Quand vents et tempêtes persiflent et s'entêtent
Caravane passe , aboient les chiens de guerre lasse
Livrer les secrets, et la haine se déplace…
Lorsque deux " ils" se touchent
Tous nos sens se souviennent
Qu un baiser fait
De deux êtres
Deux âmes liées presque éternelles...
Lorsque deux "elles" se touchent
Tout en en nous se réveille…
À l évidence que l amour
Fait cette fois toute la différence…
Lorsque deux "elles" se touchent
Tout en en nous se réveille…
À l évidence que l amour
Fait cette fois toute la différence…
Ames jumelles sont immortelles
Bien au- delà d'ils ou eles.


Desde á Antiguidade, o uso de ervas alucinógenas era feito como ferramenta para alcançar a transcendência espiritual. Atualmente, o uso de ervas como a maconha além de ser utilizado como válvula de escapismo por muitos, apresenta benefícios medicinais já comprovados cientificamente. Porém, ainda não são acessíveis à população, porque a erva é considerada ilegal.
Segundo o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas, o Brasil é um dos líderes em pesquisas sobre o uso terapêutico da maconha. Em países onde o uso para fins medicinais é legalizado, médicos recomendam o uso para aliviar os sintomas de diversos distúrbios e doenças crônicas. No Brasil, em 2014, alguns casos de convulsões agudas foram tratados com o uso do canabidiol, substância proveniente da maconha que atua diretamente no sistema nervoso central reduzindo radicalmente o número de espasmos, o que mobilizou inúmeras famílias em redes sociais em prol da legalização do composto e sua comercialização.
No país onde bebidas alcoólicas e tabaco são comercializados livremente e tidos como lícitos, o canabidiol que poderia estar salvando vidas e reduzindo sofrimentos físicos é vetado. Segundo o IBGE aproximadamente 31,6% da população brasileira sofre com algum tipo de doença crônica como, por exemplo, o câncer, a AIDS e a esclerose múltipla. Os que têm acesso à substância precisam dispor de uma condição financeira alta, visto que o medicamento é importado dos Estados Unidos, ficando assim boa parte da população sem acesso ao benefício.
Portanto, é necessário que o uso seja permitido e que também haja gerenciamento nos recursos destinados às pesquisas científicas. É preciso conceber a maconha além do uso alucinógeno, mas também como um meio de melhoria para a qualidade na saúde da população brasileira.


Aluna: Débora Raiane                    
Professor: Diogo Didier

Alô, mulheres. Se pegarem trem ou metrô em São Paulo, prestem atenção às orientações do sistema de som: “Se você estiver com vontade de ser violentada, ou ao menos receber uns apertões na bunda e nos peitos, siga para o vagão comum. Se estiver cansada, introspectiva, teve um dia difícil, está com TPM, vá para o rosa e viaje tranquila”. Uma excelente semana a todas.
Poderia ser uma piada ou um filme de horror futurista. Mas é sério e não é ficção distópica. Na prática, essa é a mensagem do projeto de lei aprovado em 4 de julho pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. De autoria do deputado Jorge Caruso (PMDB), ele cria um vagão exclusivo para mulheres no metrô e nos trens. Algo similar já existe no Rio de Janeiro. A lei poderá ser vetada ou sancionada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, nos próximos dias. Na sexta-feira (18), feministas reuniram-se no centro da capital paulista para um ato em protesto contra a criação do “vagão rosa”.
Não é muito, mas muito estranho mesmo?
Estamos em 2014, há uma mulher na presidência do Brasil. Mas acredita-se necessário criar um vagão só para mulheres nos trens de transporte público da cidade mais cosmopolita do país. Por quê? Porque, se ficarem misturadas aos homens, as mulheres serão encoxadas, apalpadas, abusadas e até estupradas. E é verdade, tudo isso acontece. Tanto que um grupo feminista fez recentemente uma campanha distribuindo alfinetes para as moças enfiarem nos abusadores do metrô.
É bizarro. Diante de uma mulher, num espaço apertado, atulhado de gente, alguns homens sentem-se autorizados a abusar dela. Isso diz de cada indivíduo e, claro, diz também dessa sociedade. Seria importante escutar esses homens para entender qual é a questão de cada um com seu próprio pênis. Talvez vivam um sentimento de impotência avassaladora, para muito além da ereção que conseguem ou não ter. Mas é só uma hipótese para tantas que só podem ser compreendidas na história de cada um.
Mais bizarro do que o ato individual, porém, é o ato público. Mais perigosa é a “solução” que o poder público, nesse caso o parlamento paulista, deu para a violência. Comete-se violência sexual contra as mulheres nos trens, segrega-se as vítimas. Seguindo essa lógica, em breve poderia se propor que, nas ruas e espaços coletivos, as mulheres passassem a usar burca. Assim, os homens não seriam “tentados” a cometer crimes sexuais.
Se o “vagão rosa” (o apelido já é duro de aguentar!) vingar, é um retrocesso muito maior do que pode parecer a um primeiro olhar distraído. É alarmante que os protestos não sejam mais numerosos e barulhentos, dada a seriedade do que está em jogo. Em nome das supostas boas intenções de “proteger as mulheres”, o que se faz, de fato, é reforçar duas ideias do senso comum, interligadas, que persistem há séculos e estão na base da violência sexual.
A primeira delas é que a culpada é a vítima. Seja porque usou “roupas sensuais”, seja porque “se expôs” a uma situação potencialmente perigosa. Nesse caso, apenas por existir. Por ser mulher, precisa ser colocada num “vagão especial”. Sua condição, em si, despertaria sentimentos incontroláveis em alguns homens. Então, nada de ficar perto desses espécimes ou eles não poderão resistir e cometerão a violência. Como se esses homens não fossem responsáveis pelos seus atos, como se fossem incapazes de se controlar, como se fossem animais, eliminando a cultura da equação e deixando restar uma ideia tacanha de natureza.
No conceito do “vagão rosa” as mulheres são colocadas na posição de objetos de desejo ou objetos de posse. E os homens são vistos como vítimas do próprio desejo, sem a necessidade de se responsabilizar por ele. Acho curioso que homens não façam protestos contra o “vagão rosa”: a ideia nele embutida sobre o que é ser um homem é ofensiva ao extremo.
Se o “vagão rosa” virar lei, o próximo passo será: se uma mulher não quis ocupar o vagão especial e foi sexualmente abusada no comum, conclui-se o de sempre: “Ela pediu. Se não quisesse ser encoxada, apalpada, estuprada teria entrado no vagão dela”.
A outra ideia fincada no imaginário de homens (e também de mulheres) é mais interessante. As mulheres é que são a ameaça. (E não aqueles que abusam de seus corpos e de suas almas.) Confina-se, cobre-se, esconde-se aquilo que nos envergonha e aquilo que nos coloca em perigo. Quando se propõe – e se aprova – um vagão especial para as mulheres, o que se está fazendo, de fato, é isolar o elemento desestabilizador. Colocar em ambiente controlado quem teria o poder de revelar, expor algo que deve continuar oculto. O segredo, nesse caso, está naquele que esconde – e não naquela que é escondida.
O “vagão rosa” é mais uma tentativa de sujeitar os corpos femininos, ao determinar que só podem ser “transportados” em sistema de segregação. Uma prova de que, ainda hoje, a imagem social das mulheres difere pouco da visão medieval em que eram compreendidas como “más e impuras”. Não custa lembrar do recente linchamento de uma mulher como “bruxa”, no mesmo estado de São Paulo. (Escrevi sobre isso aqui).
O que há de tão ameaçador nas mulheres?
A buceta, ainda ela. O desembargador Francisco Batista de Abreu, da 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais ajuda a explicar. Em acórdão publicado no final de junho, ele expõe uma linha de raciocínio fascinante ao justificar por que o valor de 100 mil reais de indenização, determinado pela justiça de primeira instância, deveria ser reduzido para 5 mil reais, como de fato aconteceu no julgamento em segundo grau. O caso refere-se ao que tem sido chamado de “vingança pornô”.
Um homem e uma mulher namoraram, em cidades diferentes, por cerca de um ano. Depois do término da relação, ainda conversavam e trocavam imagens íntimas pela internet. Na descrição do desembargador, as dela eram “ginecológicas”. O ex-namorado, seguindo o roteiro bocejante dos imbecis, quebrou a confiança estabelecida entre eles e tornou público o que era privado. As imagens, que eram consensuais, foram expostas de forma não consensual. Um ato sujeito à punição legal, portanto.
O desembargador Abreu concluiu, porém, que esta seria uma oportunidade para fazer um julgamento moral da vítima, expondo a profundidade do seu entendimento sobre como uma mulher deve lidar com sua vagina e com seu corpo. Depois da divulgação do caso, o processo foi colocado em “segredo de justiça”, limitando o acesso aos autos. Mas o segredo de quem, àquela altura, deveria ser protegido? Da mulher, do homem ou do desembargador?
A seguir, alguns trechos do voto do desembargador Francisco Batista de Abreu publicados na imprensa:
“Quem ousa posar daquela forma e naquelas circunstâncias tem um conceito moral diferenciado, liberal. Dela não cuida. Irrelevantes para avaliação moral as ofertas modernas, virtuais, de exibição do corpo nu. A exposição do nu em frente a uma webcam é o mesmo que estar em público.”
“As fotos em momento algum foram sensuais. As fotos em posições ginecológicas que exibem a mais absoluta intimidade da mulher não são sensuais. Fotos sensuais são exibíveis, não agridem e não assustam. Fotos sensuais são aquelas que provocam a imaginação de como são as formas femininas. Em avaliação menos amarga, mais branda podem ser eróticas. São poses que não se tiram fotos. (...) São poses para um quarto fechado, no escuro, ainda que para um namorado, mas verdadeiro. Não para um ex-namorado por um curto período de um ano. Não para ex-namorado de um namoro de ano. Não foram fotos tiradas em momento íntimo de um casal ainda que namorados. E não vale afirmar quebra de confiança. O namoro foi curto e a distância. Passageiro. Nada sério.”
É possível desenvolver uma tese de doutorado na área de psicanálise e direito a partir do voto do desembargador mineiro. Mas, atendo-se a apenas um ponto de seu raciocínio, percebe-se o que é assustador para o magistrado: “As fotos em posições ginecológicas que exibem a mais absoluta intimidade da mulher não são sensuais. Fotos sensuais são exibíveis, não agridem e não assustam (...) São poses para um quarto fechado, no escuro, ainda que para um namorado, mas verdadeiro”.
Para o desembargador, a vagina não é sensual. O que é sensual, segundo ele, não agride nem assusta. É coerente depreender dessa afirmação que a imagem da vagina não só agride o magistrado, como também o assusta. Assim, só pode ser exibida “no escuro”, de forma que não possa ser vista. E para um namorado “verdadeiro”.
Quando o voto se tornou público, lamentou-se em alguns espaços da internet a escuridão em que vive o desembargador Abreu. E até a suposta indigência de sua vida sexual. Mas não se trata de julgá-lo. Como indivíduo, seu Abreu pode até ter medo da vagina. Pode achá-la feia e assustadora. Pode preferir só vê-la no escuro ou não vê-la nunca. É possível ter compaixão por seu Abreu, mas ninguém tem o direito de julgar como seu Abreu se relaciona com a sexualidade do outro e com a sua própria. Isso diz respeito só a ele.
O problema é com o desembargador Abreu, servidor público, investido da Lei. Com a sua pretensão de determinar, como verdade única e universal, registrada nos autos, o que é sensual, o que é erótico, o que é amor “verdadeiro” e quando, como e onde uma vagina pode ser exibida. Assim como determinar que uma mulher que mostra a sua vagina não tem autoestima. O problema é que, ao assim manifestar-se, o desembargador Abreu está representando a Justiça. Seu ato tem efeito direto sobre a vida da vítima – e também sobre as vidas na sociedade brasileira.
A tal “vingança pornô”, em que imagens feitas em âmbito privado são divulgadas contra a vontade de quem é retratado, num ato de quebra de confiança, já levou ao suicídio adolescentes brasileiras que não suportaram o julgamento moral da família, amigos e sociedade. Ao manifestar-se nesses termos, o desembargador está reeditando, para um fenômeno contemporâneo, ligado às novas tecnologias, o velho “ela pediu”. E isso é inadmissível.
O relator do caso, desembargador José Marcos Rodrigues Vieira, defendeu reduzir o valor da indenização dos 100 mil reais determinados em primeira instância para 75 mil reais. Afirmou em seu voto: “Isentar o réu de responsabilidades pelo ato da autora significaria, neste contexto, punir a vítima”. Seu colega, o desembargador Abreu, porém, preferiu julgar a “moral” da vítima, acompanhado pelo terceiro desembargador, Otávio de Abreu Portes. Ao final, determinou-se que 5 mil reais seria um valor suficiente. É possível concluir que, simbolicamente, essa já não é mais uma indenização, mas um pagamento.
O “doutor” enxergaria a vítima como uma “puta”. No sentido de que a prostituta, na sociedade brasileira – e esta é outra enorme violência – é vista como aquela que não tem direito nem ao próprio corpo, nem à Lei. Isso ficou de novo muito claro em junho, quando o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo inocentou um fazendeiro preso em flagrante ao estuprar uma menina de 13 anos. A justificativa: ela seria prostituta, o que teria levado o criminoso a errar sobre a sua idade. Em resumo: com prostituta se pode tudo. O que as coloca fora do corpo e fora da Lei, de várias e complexas maneiras, com consequências sempre aterradoras.
Como afirmam organizações de prostitutas, infelizmente muito pouco escutadas, não existe prostituição envolvendo menores de idade. Com crianças e adolescentes só existe estupro e abuso sexual. Mas esse não foi o entendimento dos desembargadores paulistas. Assim como, ao reduzir em 95 mil reais a indenização devida à mulher que teve imagens do seu corpo divulgadas contra a sua vontade, o que o tribunal mineiro fez foi: não mais determinar ao réu uma indenização pelo dano causado, mas dar um valor à mulher.
É o que se compreende da justificativa contida no voto, em especial nesse ponto: “Mas, de qualquer forma, e apesar de tudo isso, essas fotos talvez não fossem para divulgação. A imagem da autora na sua forma grosseira demonstra não ter ela amor-próprio e autoestima”. À vítima, que foi quem passou a ser julgada e enquadrada como alguém que não se dá valor, é concedido um valor aviltantemente mais baixo do que aquele determinado em primeira instância como indenização pelo ato do réu.
Mas qual é o valor de uma mulher? Como diz Renata Corrêa, em um texto bonito no Biscate Social Club:
“Por essa e por outras que para uma vida livre todas as mocinhas, garotas, meninas, mulheres, cidadãs do mundo não deveriam valer nada. Eu particularmente não valho um centavinho furado. Ninguém pode me medir, me pesar, me trocar ou me comprar: não tenho preço, código de barras, cifrão ou vírgula. Quem tem o direito de dar preço para minha alma? E pro meu corpinho? Nobody, baby. Não valho nada. Não me atribuo valor algum. Não tô a venda: tô vivendo sem conta, sem mercantilismo amoroso, fraterno ou sexual. E também não tô comprando. Mas isso é outra história”.
De volta ao “vagão rosa”, que leva as mulheres a uma viagem sem movimento algum, na qual estão estacionadas no mesmo lugar, para que não exista deslocamento nem nada se altere. O “vagão rosa”, destinado ao transporte das mulheres para que não sejam encoxadas, bolinadas ou até estupradas, é o mesmo lugar simbólico destinado à vagina em visões como a do desembargador mineiro. O corpo feminino, a vagina como sua máxima potência, deve ser oculto. Se for exposto, está subentendido que as mulheres assumirão o risco – e a responsabilidade – de serem violadas, de terem seus corpos (e suas almas) destruídos.
Resta se perguntar que vagão é esse, o que exatamente ele transporta de um lado a outro e qual é o seu destino.

08 julho 2014


“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. O célebre verso de Fernando Pessoa caiu como uma luva, depois de ver a derrocada histórica do Brasil diante dessa copa milionária, que dividiu opiniões desde o início. A alma, nesse contexto, serviria como expoente para essa análise se o povo tivesse se conscientizado desde o começo que o campeonato mundial não era nosso, ou pelo menos não deveria ser. 

Mesmo assim, desalmados torcedores do país inflaram seus peitos de esperança, na crença de que a taça poderia ser desse Brasil, onde a bola é mais importante que a educação; o salário dos jogadores são mais altos do que os dos médicos e a copa é mais importante do que salvar a vida de milhares de pessoas que são esquecidas em prol dessa alienação.

Felizmente, como em muitos jogos, ganhar ou perder é algo previsível. E o Brasil perdeu nesse. Entretanto, entre tantas perdas, a da Copa é a mínima. A nação perdeu antes por se expor mundialmente sob dois enfoques: em sediar um evento dessa proporção num país sem estrutura, cultural ou física, para isso. E, acreditar que ganhando a Copa, todos os males sofridos seriam esquecidos ou apaziguados. 

Ledo engano, pois com a derrota do Brasil todos os seus problemas voltaram à tona pelos mesmos brasileiros que viveram na contradição de ir as ruas protestar contra esse evento, ao passo que estão neste instante lamentando a desclassificação do país e buscam culpados para minimizar a real culpa dessa nação cega pelo futebol.

O mesmo povo que ficou sem casa, devido às inúmeras desapropriações feitas para comportar os megaestádios, que agora não passaram de elefantes brancos. Essa mesma população conta agora com a sensação de dever não cumprido, visto que o que deveria acalantar os corações dos brasileiros, agora ganha às ruas em forma de violência, de torcedores inconformados com a retirada do Brasil e que mostram a sua verdadeira face com arrastões, assaltos, brigas, discussões dentro e fora das redes sociais, e mortes. 

Nada de novo, já que tais violências tinham sido deferidas muito antes contra esse mesmo povo, no momento que a política e mídia brasileira reuniram forças e discursos para apoiar essa Copa, mesmo que para isso milhares de pessoas tiveram que sofrer a duras penas para que tudo saísse “nos trinques”. Então, a revolta do povo reverbera a incongruência desse Evento, que viola os direitos humanos desde o seu princípio.

A começar pelas frases criadas pela mídia para uniformizar a nossa torcida. O que dizer daquela, que talvez, tenha sido a mais popularizada entre tantas: “somos todos um”. Dizer que somos um, apenas quando estamos diante de um evento futebolístico, é uma saraivada contra os direitos humanos, bem como contra as lutas existentes em torno dele. 

Isto porque, num país onde o negro sofre discriminação dentro e fora do campo; onde a mulher foi objetivada como símbolo nacional para esse evento; onde os gays morrem diante do machismo futebolístico e a população vive à mercê de tudo o que é essencial para sua sobrevivência, é evidente que não somos todos um. Na verdade, a única unidade dessa copa é a do dinheiro. Inicialmente, as cifras das classes mais abastadas do Brasil, exibindo suas cervejas extremamente caras nos campos. E a da expoente classe C, a qual gastou o que não tinha para fazer bonito nessa Copa.

Diante de tudo isso, não é hora de lamentarmos porque o Brasil perdeu a Copa, mas sim porque o nosso país se vendeu para fazer bonito para os estrangeiros, enquanto sua nação era e é esquecida. Isso sim é motivo de vergonha. Também é hora de reavaliar nosso posicionamento político nesse sentido, pois os dirigentes dos país contribuíram significativamente para a hipnose dessa cultura de pão-e-circo orquestrada também pelos meios midiátcos.


Se os protestos de 2013 foram intensos, talvez agora uma nova onde de incoerentes mobilizações sociais tomem conta das ruas, motivadas pela indignação da derrota nessa copa. É uma pena, pois nem sempre perder é algo negativo. Muitas vezes a perda lava a nossa honra e nos torna pessoas, e nesse caso sociedade, melhor. Porém, conhecendo bem o nosso país, bem como o nosso histórico de incivilidade, fica difícil acreditar que a derrota seja aceita com naturalidade. Agora sim o Brasil mostrará a sua real face: a de um povo carente, mal educado e alienado, características estas que perduraram por muitas Copas.