10 agosto 2014

Copa do Mundo no Brasil: O ápice da alienação nacional


Paixão que cega

Nosso primeiro contato com o futebol é datado em 1894 através de Charles W. Miler, considerado o pai do futebol. A prática do esporte caiu no gosto popular e anos depois o Brasil passou a ser considerado o país do futebol. É evidente a inclusão social que esse esporte exerce, no entanto, sua idolatração e valorização exacerbada tornou-se o maior exemplo de alienação nacional.

Em junho, o Brasil será palco da Copa do Mundo 2014 e os gastos com cidades planejadas, construções e reformas de estádios apresentam cifras bilionárias. Tal constatação é contraditória: há dinheiro para investir em eventos futebolísticos, porém, as autoridades alegam falta de recursos para a educação, saúde e segurança. O futebol é tido como primordial enquanto a população segue em segundo plano, como declarou o ex-jogador e membro do Comitê Organizador Local (COL) Ronaldo: “(...) não se faz Copa com hospitais e escolas”.

Nossa cultura incorporou o futebol como identidade nacional, menosprezando e desmotivando a prática de qualquer outro esporte. Jogadores como no caso de Neymar são idolatrados, têm seus comportamentos e visuais copiados e a mídia, por sua vez, usa-o para incentivar o consumismo.

Nesse contexto, chegamos ao ápice da alienação nacional, fica evidente que a paixão pelo esporte é usada como agente mascarativo para os males da população. É necessário que as pessoas se conscientizem do quanto o país está perdendo economicamente e culturalmente. Futebol é entretenimento, distração, 90 minutos de bola rolando no gramado não colocará fim em nossos dilemas sociais, culturais e políticos.



Aluna: Rafaela de Souza
Professor: Diogo Didier

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