Mulheres no Brasil: ascensão, conquistas e desafios

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Luta, substantivo feminino

         Historiadores acreditam que a função das mulheres primitivas era de cuidar da prole e do lar. Tempos se passaram e esse costume se perpetuou; durante séculos a mulher foi submissa do pai, do marido e dos olhos do mundo. Contudo, o movimento feminista que no Brasil data de 1930, vem garantindo cada vez mais o espaço da mulher na sociedade, mas as conquistas já ganhas não são de todo o suficiente, pois ainda existe muita discriminação.

         A ascensão feminina é notória, aos poucos elas foram deixando de ser “Amélias” e passaram a ser mais independentes o possível, principalmente com a Revolução Industrial, pois nesse período houve uma grande entrada de mulheres no mercado de trabalho. Foi nessa época também que cerca de 130 mulheres foram incendiadas numa fabrica por cobrarem seus direitos trabalhistas e depois desta tragédia surgiu o dia internacional da mulher.

        A ascendência do “sexo frágil” desencadeou inúmeras conquistas, a exemplos: A entrada no mercado de trabalho, o direito ao voto, a escolaridade, a pílula anticoncepcional, a entrada na política, no atletismo, entre outros. Hoje mulheres como Dilma Rousseff, Malala, Olga Benário, Michelle Obama e Ângela Merkel são as personalidades mais influentes no mundo, afinal cada uma delas é um exemplo vivo de ascensão, perseverança e luta feminina.

         A mulher sempre foi vista na literatura oscilando entre a bondade angelical e a perversidade demoníaca e na maioria das vezes com força e determinação como, por exemplo, Capitu, Lucíola e Gabriela. Mas, na vida real é geralmente o posto, elas são esmagadas por um peso patriarcal e sexista, o qual dita que o homem é o chefe da casa e a mulher é a submissa que obedece sempre.

        Além disso, a desigualdade entre os sexos é evidente, de acordo com o IBGE os homens recebem 30% a mais que as mulheres, desempenhando a mesma função; de acordo com o Banco Internacional de Desenvolvimento elas ocupam apenas 8,7% das cadeiras na Câmara dos Deputados. Sem falar que entre 2009 e 2013 o Instituto de Leila Posenato Garcia registrou mais de 16,9 mil feminicídios, ou seja, homicídios femininos gerados por desigualdade entre os gêneros.

        Em suma, pode-se afirmar que as mulheres conquistaram vários direitos, mas que ainda existem muitos desafios. Portanto, para haver uma igualdade entre os gêneros é necessária a entrada de mais mulheres na política, um conjunto de regras judiciais, mais eficientes, rápidas e diretas; e a igualdade não só entre os salários, mas também de condições em todas as esferas publicas e privadas. Afinal liberdade é pouco o que elas querem e merecem ainda não tem nome

Aluna: Conceição Maria de Souza
Professor: Diogo Didier

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