Homossexualismo e Homossexualidade, eis a diferença!

19:40




Por Arlete Gavranic*

A sexualidade é o aspecto mais conflituoso, controverso e desconhecido do ser humano. A nossa cultura lida mal com esse importante aspecto da vida e, para agravar, cria modelos estanques nos quais pretende encaixar e classificar as pessoas. Esses moldes, muitos dos quais baseados apenas no preconceito e na falta de informação não permitem que sejamos exatamente aquilo que somos ou poderíamos ser.”

A homossexualidade é uma das primeiras grandes divisões em relação à orientação sexual, que designa o interesse e a atração sexual por indivíduos do mesmo sexo(*Silvério Oliveira).

A orientação sexual é um processo interno, psico-afetivo e não uma doença ou opção. Afinal, ninguém acorda de manhã e se questiona: vou me relacionar com homem ou mulher? Esse processo interno psico-afetivo pode ser traduzido da seguinte forma: integração do corpo às vivencias sociais e a elaboração emocional dessa sexualidade

A OMS Organização Mundial de Saúde, há mais de 10 anos (1993) - conjuntamente com a revisão e publicação da 10º edição da Classificação Internacional de Doenças (CID 10) - não considera homossexualidade como doença mental. Segundo o DSM III – Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais publicado pela American Psychiatric Association – a homossexualidade deixou de ser considerada perversão e passou a ser designada como estilo de comportamento.

No Brasil desde 1985 o Conselho Federal de Medicina não considera homossexualidade como desvio sexual.

Homossexualismo e homossexualidade

Todos esses fatores nos fazem ter cuidado de não mais falar em homossexualismo, pois o sufixo ‘ismo’ está relacionado a patologias, portanto, hoje devemos falar em homossexualidade.

Segundo o psiquiatra Ronaldo Pamplona, a sexualidade é o aspecto central de nossa personalidade, por meio da qual nos relacionamos com os outros, conseguimos amar, ter prazer e procriar.

“A sexualidade é o aspecto mais conflituoso, controverso e desconhecido do ser humano. A nossa cultura lida mal com esse importante aspecto da vida e, para agravar, cria modelos estanques nos quais pretende encaixar e classificar as pessoas. Esses moldes, muitos dos quais baseados apenas no preconceito e na falta de informação não permitem que sejamos exatamente aquilo que somos ou poderíamos ser.”

A homossexualidade ganha espaços pessoais. Questionamentos sobre união civil homossexual, adoção por casais homossexuais e outros, têm sido motivo de constantes estudos e defesas.

Muitas ONGs e instituições buscam reconhecimento desses direitos, entre elas, a Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgênerosfundada em 1999, como uma organização da sociedade civil em defesa da diversidade sexual. Sua missão é lutar por uma sociedade mais justa e inclusiva, que reconheça direitos iguais para todos.

Visto no: Uol

*Arlete Mª Girello Tavares Gavranic é Psicóloga, Mestre em Educação; Educadora e Terapeuta sexual 

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