09 dezembro 2010



Ai o amor!
Sentimento que incendeia e faz calor
Energia que brota do corpo em forma de vapor
Tudo o que eu quero é esse sentimento avassalador...

Ai a paixão!
Quando pega a gente parece um furacão
Furta-nos os sentidos, a direção
Tudo o que eu quero é reviver essa sensação...

Ai o desejo!
Chega silencioso e meigo
Se espalha pelo corpo em forma de cheiro
Tudo o que eu quero é te envolver no meu aconchego...

Ai a vontade!
Sempre me bate de manhã ou de tarde
Guiando-me para perto da tua carne
Tudo o que eu quero é te devorar como um chocolate...

Ai a loucura!
Vontade de te possuir sem censura
Unir-me ao teu corpo numa fissura
Tudo o que eu quero é viver essa luxúria...

Ai o tesão!
Tira sempre nossos pés do chão
Sinto uma chama ardente de um vulcão
Tudo o que eu quero é esquentar teu coração...

Ai, ai, ai...

Hoje parei para pensar em nós dois
Em tudo o que fizemos...
Nas palavras que dissemos...
E em tudo o que realizamos...
Não foi fácil recordar esses momentos
Tínhamos tanta coisa para fazermos juntos
Sonhos que foram interrompidos
Desejos que não chegaram a ser concretizados
Metas que não foram alcançadas...
E tudo isso por quê?
Não sei!
Nem você sabe, ou pelo menos fingi que não
Preferi se calar a ter que enfrentar a situação
Esse seu silêncio feri ainda mais a minha alma
Quero ouvir xingamentos
Palavras de fúria
Ou de arrependimento...
Sei lá!
Qualquer coisa que me confortasse.
Que me tirasse desse vazio que insiste em me consumir
Algo que preenchesse as lacunas que a sua partida deixaram em mim..
Fico a me perguntar se a culpa foi minha
Será que não te amei o suficiente?
Será que faltou entrega da minha parte?
Eu deixei em algum momento a chama da paixão se apagar?
Ou simplesmente você cansou dos meus carinhos?
...
Fala!
Eu preciso ouvir a sua voz
Nem que seja pela última vez
Só em pensar que nunca mais tocarei no seu corpo
Beijarei a sua boca
Dormirei sobre os teus braços...
Dá um calafrio!
Uma vontade de caminhar sem rumo
Sem destino...
Mas se preferes partir, que vá!
Recolherei os cacos do meu amor...
Nesta noite eu afogo as minhas mágoas
Todas elas!
Derramo cada lágrima que me resta
Pensarei em você acordada como uma sentinela
Pois ainda tenho esperança de te ver passando na minha janela
Essa possibilidade é a válvula que no meu coração acelera
Por favor, não me deixe morrer nessa espera...
Vem ou vá em bora depressa
Não me deixe sentir frio em plena primavera...


Nunca Deixe de SonharRouge
Composição: Rouge

Há uma luz em algum lugar
Que vai fazer seu sonho se realizar
É só você acreditar
Que uma nova estrela vai poder brilhar

Algo em você vai despertar
Não duvide nunca você vai chegar
Nunca deixe de sonhar
Nunca deixe de sonhar

Há uma luz que não se vê
Brilha o tempo todo dentro de você
Há uma luz
Há uma luz em algum lugar
Que vai fazer seu sonho se realizar

Se está além do Sol
Além do sol
Ou além do mar
Além do mar
Bem além do tempo

Sei que há um lugar
Há um lugar
Onde eu quero ir
Onde eu quero estar
Ver a fantasia se realizar

Se está além do Sol
Além do sol
Ou além do mar
Além do mar
Bem além do tempo
Sei que há um lugar

Há um lugar
Onde eu quero ir
Onde eu quero estar
Ver a fantasia se realizar

Se está além do Sol
Além do sol
Ou além do mar
Além do mar
Bem além do tempo

Sei que há um lugar
Há um lugar
Onde eu quero ir
Onde eu quero estar
Ver a fantasia se realizar
Ver a fantasia
Se realizar!
Se realizar!

OLÁ POVO!!

Recebi um email falando sobre as cerimônias fúnebres de várias religiões e achei viável compartilhar com vocês, visto que a marca única e principal do MEU BLOG é a LIBERDADE, pois, como vocês já sabem, SER FELIZ É SER LIVRE, aqui ou na outra vida. Espero que gostem.


Conhecer o significado da morte para diversas religiões é muito importante para quem atua no ramo funerário. Cada crença religiosa interpreta de maneira diferente o falecimento de uma pessoa. Respeitar os rituais é um dever humanitário. Confira o significado da morte para algumas religiões:

1. BUDISMO
Significado: Para os budistas, a morte é a única certeza. "Se nos lembrarmos da inevitabilidade da morte, geraremos o desejo de usar nossa preciosa vida humana de modo significativo", diz Ani-la Kelsang Pälsang, do Centro Budista Mahabodhi.

Treinamento: Os budistas acreditam que treinando a mente durante a vida, o indivíduo estará tranquilo e sereno quando chegar a hora de morrer, o que garantirá um renascimento afortunado.

Reencarnação: Os seguidores do budismo acreditam na reencarnação. "A única coisa que passa de uma vida para outra é nossa mente sutil. Como um pássaro mudando de ninho em ninho. Buda compara o processo de morrer e renascer com o ciclo de dormir, sonhar e despertar", diz Ani-la.

Reflexo da vida: De acordo com o budismo, toda ação em vida influencia decisivamente na vida futura. Para Buda, se a pessoa quiser saber quem foi no passado, basta olhar para sua condição no presente.

Ajuda: Diante da morte, os budistas procuram manter o equilíbrio e ajudar os amigos ou parentes que estejam morrendo. Evitam o choro e o desespero para que a mente da pessoa permaneça positiva.

Rituais: No Japão, de acordo com a monja zen-budista Coen de Souza, usam-se flores dentro do caixão, tradicionalmente, e, além disso, uma tigela com arroz cozido, água, um vaso com flores, velas e incenso são colocados sobre uma mesa para que nada falte ao morto.
Os budistas têm vários rituais funerários. Um deles é o powa (transferência de consciência), quando toda prece feita com intenção de ajudar o morto é válida e traz benefícios.

Não há luto: Há apenas preces e dedicação dos pensamentos positivos à pessoa que morreu. No entanto, nos lugares mais tradicionais, como no Japão, a família guarda até 49 dias de luto como sinal de respeito.

Cremação: Desapegados das coisas materiais e não se preocupam muito com o cadáver, portanto não são contra cremação. As cinzas poderão ser depositadas em um templo, altar doméstico ou devolvidas à natureza.

2. CANDOMBLÉ

Significado: De acordo com a crença do candomblé, as pessoas são formadas por elementos constitutivos perecíveis e imperecíveis. A parte imperecível é chamada de ORI (cabeça interna, destino).

Vida após a morte: Os seguidores do candomblé acreditam na continuidade da vida por meio da continuação da força vital. O ORI volta dentro da mesma família, mas em outro corpo.

Rituais: O corpo do iniciado no candomblé geralmente é velado no terreiro. O rito funerário, chamado de axexe, começa depois do enterro e costuma ser longo, podendo durar vários dias.
A sociedade é chamada para participar do axexe, rito pelo qual o espírito do morto é encaminhado para outra terra. Na ocasião, os assentamentos -elementos simbólicos e materiais- são quebrados e jogados em água corrente.

3. CATOLICISMO

Significado: Para os católicos, a morte é uma passagem. "Não existem mortos, mas vivos e ressuscitados. O Senhor nos toca e nos reerguemos para a vida eterna", diz o padre Paulo Crozera, coordenador da pastoral Universitária da PUC-Campinas.

Não há reencarnação: Os seguidores do catolicismo acreditam que a morte é o batismo definitivo, o caminho para a vida eterna. Para eles, corpo e alma são uma só coisa. A reencarnação não é aceita.

Rituais: Os católicos velam os corpos do mortos e, além das orações populares que costumam ser feitas durante o velório católico, como o Pai Nosso e a Ave Maria, um padre ou ministro leigo das Exequias faz uma celebração para encomendar a vida da pessoa às mãos de Deus. Nesse ritual, há a celebração da passagem do morto à luz do mistério da morte, por meio de orações e da benção do corpo.

Simbolismo: As velas, colocadas ao lado do caixão, simbolizam a luz do Cristo ressuscitado, e as flores são a "primavera da vida que floresce na eternidade".

Celebrações: O corpo pode ser enterrado ou cremado. No momento do enterro, há a "benção do túmulo", cujo objetivo é pedir o acolhimento do corpo pela terra. Depois de enterrado, ocorrem celebrações em memória do morto no sétimo dia, no primeiro mês e no primeiro ano.

4. ESPIRITISMO

Significado: Para os seguidores do espiritismo, a morte não existe. O espírito usa o corpo físico como instrumento para se aprimorar. "O corpo é uma veste e a reencarnação serve para o espírito evoluir", diz Ana Gaspar, das Casas André Luiz.

Reencarnação: Quando o corpo morre, o espírito se desliga e fica no mundo espiritual estudando e se preparando para uma nova encarnação. Com a reencarnação, o espírito adquire experiências e evolui em outro corpo sucessivamente.

Rituais: Os espíritas velam e enterram seus mortos da mesma maneira que os demais religiosos. Durante o velório, fazem preces e procuram manter o equilíbrio porque o espírito do desencarnado pode continuar por perto durante um período.
Os espíritas não usam velas nem flores nas cerimônias fúnebres. O corpo pode ser enterrado ou cremado. Não existe luto e a vida dos familiares segue normalmente. "O espírita não tem fé, ele tem certeza", diz Ana.

Rituais: Para cremação costuma-se aguardar mais de 72 horas

5. ISLAMISMO

Significado: Para os seguidores do islamismo, a morte é uma passagem desta vida para outra eterna. "Quem fizer o bem será julgado por Deus e vai para o paraíso. Quem fizer o mal também será julgado e irá para o inferno", diz Abdul Nasser, secretário-geral da Liga Juventude Islâmica do Brasil.
Os muçulmanos acreditam que o corpo após a morte não significa mais nada, mas a alma continua tendo valor. A morte se dá, portanto, quando o corpo se separa da alma.

Rituais: De acordo com as leis islâmicas, o corpo do morto é lavado pelos familiares -sempre do mesmo sexo- e enrolado em três panos brancos. Depois, é colocado num caixão para que os parentes mais próximos se despeçam dele.
Em seguida, o corpo é levado à mesquita do cemitério islâmico e a partir deste momento apenas os homens participam da cerimônia. O sheik faz as orações para a alma da pessoa, numa celebração que dura cerca de duas horas.
O caixão é carregado para o túmulo, composto por quatro paredes de pedra, onde o corpo será colocado sem o caixão em que foi transportado. O buraco é tampado com pedras e só depois de totalmente fechado a terra é jogada sobre a tampa.

Não há cremação: A cremação do corpo não é permitida pelas leis islâmicas.

O Luto: O luto pela pessoa morta dura três dias. No entanto, quando a mulher perde o marido, o tempo de luto é de 4 meses e 10 dias. Na ocasião, a mulher não pode sair de casa, a não ser em caso de emergência.
Pela tradição muçulmana, quando a mulher perde o marido e está no começo de uma gravidez, ela deve se despedir passando debaixo do caixão, para mostrar aos presentes que espera uma criança.

"Acreditamos num Deus único, absoluto e individual, que jamais gerou ou foi gerado", diz Nasser.

6. JUDAISMO

Significado: Para os judeus, a morte não é o final da vida, apenas o fim do corpo, da matéria. "A verdadeira pessoa, que é a alma, é eterna", diz o rabino Avraham Zajac.

Reencarnação: Os seguidores das leis judaicas acreditam na existência de outro mundo, para onde as almas vão, chamado de olam habá (mundo vindouro). No entanto, a alma pode voltar para a terra, num outro corpo, para completar sua missão (reencarnação).
"Acreditamos que a situação de vida que a alma terá depende de como a pessoa viveu no nosso mundo. Não são dois mundos diferentes porque o tipo de vida levado aqui afeta a vida no olam. Cada alma está na terra por alguma razão e tem uma missão a cumprir", diz o rabino.

Rituais: Apesar de acreditar que a alma seja eterna, os judeus sentem a dor da perda e acreditam que ela deve ser expressa de várias maneiras.
Quando um judeu morre, há um ritual chamado de tahará (purificação), no qual o corpo é lavado pelo chevra kadisha (grupo sagrado). Os judeus não permitem que seus mortos passem por autópsia.
Depois de lavado, o corpo é envolvido em panos brancos e o caixão é fechado para que ninguém mais o toque. O enterro deve ocorrer o mais rápido possível.
"Tudo usado no enterro deve ser de materiais simples, das vestimentas ao caixão, para não haver distinção entre um e outro", diz o rabino. Por isso não são usadas flores nem velas.

Não há cremação: As leis judaicas não permitem que o corpo seja cremado. "Tudo tem que voltar para a sua origem, da mesma forma que a alma volta. Se o nosso corpo saiu do barro, da terra, a maneira mais respeitável é colocá-lo de volta", afirma o rabino.

Cerimônias: Junto do corpo, familiares e amigos rezam salmos e partes da Torá (livro sagrado dos judeus). Os parentes mais próximos rasgam um pedaço da roupa para mostrar o luto, que tem três etapas.
A primeira delas dura uma semana. Durante este período, os parentes mais próximos não saem de casa nem para trabalhar. A roupa rasgada usada no enterro não é trocada durante a primeira semana. Não há cuidado com o corpo porque a preocupação é voltada apenas à parte espiritual. Por isso, todos os espelhos da casa são cobertos.
Na primeira etapa, todos os amigos e familiares visitam a família que está de luto e conversam sobre a pessoa que morreu. "Não é saudável fazer de conta que nada aconteceu. Acreditamos que as pessoas tem que demonstrar seus sentimentos", diz.
Até o final da segunda etapa do luto, que acaba depois de 30 dias, os homens não fazem a barba e os cabelos também não podem ser cortados. O luto termina no primeiro aniversário de morte, mas a pessoa sempre é lembrada na data de morte por todos os anos seguintes.

7. PROTESTANTISMO

Significado: Os protestante acreditam que a morte é apenas uma passagem para outra vida e não aceitam a reencarnação.
"O movimento protestante acredita na próxima vida, mas em comunhão com Deus. Falar na vida eterna da alma é limitado porque acreditamos na ressurreição do corpo", diz o pastor da Igreja Metodista Fernando Marques.

Céu e Inferno: Para os protestantes, existe o céu e o inferno. O julgamento ocorre não pelas ações da pessoa em vida, mas pela fé que ela teve na palavra de Deus e pelo amor ao Senhor.

Rituais: Os rituais de velório e enterro são semelhantes aos dos demais religiosos. No entanto, quando um protestante morre, o velório é feito em função da família e não para o morto. O mais comum é que o velório ocorra na igreja, mas também pode ser feito no próprio cemitério.
Os seguidores do protestantismo não usam velas, apenas flores. O ritual, chamado de Liturgia para Ofício Fúnebre, costuma ser feito pelo pastor, mas na ausência dele um leigo pode fazê-lo. A participação da comunidade é muito importante. São feitas leituras bíblicas e orações espontâneas.
O corpo do morto, de acordo com as tradições protestantes, pode ser cremado ou enterrado. Se for enterrado, no cemitério o corpo é acompanhado até o túmulo, onde a família recita um versículo da bíblia e o pastor faz uma breve despedida.
Diferentemente da Igreja Católica, não há celebrações após a morte. Se a família desejar, pode fazer um culto de gratidão a Deus pela vida da pessoa, mas não é uma norma.
Os protestantes não têm imposição quanto ao luto.

Para alguns, o álcool é veneno puro. Para outros, remédio. A solução é encontrar a quantia exata que vai servir a você. E nunca passar do limite.

por Álvaro Pereira Jr., de San Francisco, com Meire Cavalcante, em São Paulo

Consumido sem cuidados, o álcool provoca reações inesperadas. Você já reparou que nas festas tem sempre alguém que bebe uma cerveja e dá vexame, enquanto outro entorna uma garrafa de vinho e fica só um pouco mais alegre? É difícil acreditar, mas apenas agora a ciência começa a entender como e por que a droga mais antiga da civilização suscita efeitos tão diferentes nos seres humanos.

São duas possíveis respostas. A primeira é genética. O psiquiatra Marc Schuckit, da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, conduz uma pesquisa a respeito desde 1978. Ela mostra que os filhos de alcoólatras são os mais fortes candidatos ao alcoolismo. Mas a herança não pára por aí. Eles são também os que toleram melhor a bebida. “Só 5% dos descendentes de não-alcoólatras têm alta resistência ao álcool”, disse Schuckit à SUPER. “Já quando um dos pais é alcoólatra, o número de resistentes sobe para 40%.” Isso significa que não só a tendência ao vício, mas o tipo de reação ao álcool, pode estar inscrita no DNA. A segunda descoberta é bioquímica. Experiências com camundongos demonstraram que os bichos com maior ou menor quantidade de certas moléculas (batizadas de NPY e PKC-épislon) no organismo tendem a ingerir menos álcool.

Os novos conhecimentos abrem o caminho para que cada um descubra qual a quantidade de álcool adequada para si. Várias pesquisas sugerem que, na medida certa, a bebida pode fazer bem. “O uso moderado do álcool traz uma série de benefícios físicos e psicossociais”, afirma Archie Brodsky, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. “O álcool é o que se chama de lubrificante social ideal”, explicou à SUPER a psicobióloga Ana Regina Noto, do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Sob seu efeito, os indivíduos interagem com os outros de uma forma gostosa, melhorando a qualidade da relação”, acrescenta a pesquisadora. Estudos realizados em mais de vinte países indicam que uma dose diária (veja o que é uma dose no infográfico acima) para mulheres e duas para homens diminuem os riscos de doenças do coração. A ciência leva em conta ainda outros fatores positivos no consumo moderado, como a redução do estresse e a melhora do humor, segundo Brodsky. “Como a Medicina passou a incluir a qualidade de vida nos condicionantes da saúde, o álcool deixou de ser tão malvisto”, diz ele. A sabedoria está em separar a porção que alivia daquela que envenena.

Gosto não se discute. Herda-se

Se você fica tonto só de cheirar um copo com bebida alcoólica, alegre-se. A ciência mostra que gente capaz de tomar todas e estar inteira no dia seguinte é justamente a que corre mais risco de se tornar dependente. E não é só isso. Descobriu-se também que os mais resistentes costumam ser filhos de alcoólatras. Essas conclusões fazem parte de um estudo superdetalhado do psiquiatra americano Marc Schuckit, da Universidade da Califórnia.

De acordo com estatísticas do governo americano, cerca de 8% da população dos Estados Unidos é vítima do alcoolismo. Entre filhos de alcoólatras, o número sobe para 40%. Quando pai e mãe são dependentes, a porcentagem é ainda mais assustadora: 60%. Segundo o psiquiatra, isso acontece mesmo quando o filho é criado por outra família, longe dos pais biológicos. Esse é um forte indicador de que a propensão ao alcoolismo é genética.

Foram esses dados que levaram Schuckit a testar como os filhos de alcoólatras seguravam a onda na hora de beber. Em 1978, ele conseguiu juntar dois grupos de homens. O primeiro alvo do estudo era formado por descendentes de dependentes. Eles tinham cerca de 20 anos e bebiam apenas socialmente. O segundo grupo era idêntico ao primeiro, exceto por um detalhe: ninguém tinha pai ou mãe alcoólatra. No total, nada menos que 453 pessoas.

Schuckit convidou a turma toda para tomar uns drinques (no máximo cinco doses), sob rigoroso acompanhamento científico. Não deu outra: 40% dos filhos de alcoólatras quase não sofriam os efeitos que atingem um indivíduo médio depois de cinco latas de cerveja. Conforme o esperado, a mesma resistência só apareceu em 5% dos filhos de não-alcoólatras. Dez anos depois, uma equipe de pesquisadores conseguiu localizar todo mundo outra vez. Só três homens não quiseram mais participar da pesquisa. Depois de entrevistas exaustivas, os dados finais confirmaram as suspeitas de Schuckit. Os maiores índices de alcoolismo estavam justamente entre o pessoal que, uma década antes, bebia, bebia e não sentia quase nada.

Resumo da ópera: quem, além de ser filho de alcoólatra, resiste bem à bebida está sob alto risco de alcoolismo. Atualmente, Schuckit está fazendo novo contato com os mesmos entrevistados (quatro morreram). “Entre outras coisas, vamos pesquisar os filhos deles para acompanhar a evolução da próxima geração”, explicou o cientista à SUPER.

A influência do ambiente

Schuckit espera que pesquisas como a dele sirvam para tratamento. “Descobrir genes ligados ao alcoolismo poderá ajudar a explicar uma série de reações químicas que acontecem no organismo de dependentes, abrindo caminhos para a descoberta de novos remédios”, diz ele. “E, se estudarmos aqueles que não se tornaram viciados, mesmo que filhos de alcoólatras e resistentes à bebida, poderemos aproveitar a experiência deles para criar novos métodos de prevenção.”

Não é de hoje, porém, que a ciência conhece relações entre o álcool e a genética. “De um modo geral, os orientais não se dão bem com a bebida”, explica Ana Regina, do Cebrid. Segundo a pesquisadora, eles têm uma deficiência de aldeído desidrogenase, uma enzima que dificulta a eliminação de acetaldeído, um derivado da metabolização do álcool.

A falta da enzima provoca o chamado blushing, isto é, uma vermelhidão no rosto, além de náuseas. Nada disso, no entanto, significa que não haja bebedeiras entre os orientais, mas é um forte indício do peso da genética na reação ao álcool.

Os cientistas ainda guardam uma certa cautela. “A baixa resposta ao álcool é um fator muito importante, mas é um entre vários”, ressalva Schuckit. Embora seu estudo possa levar à descoberta de um gene envolvido no alcoolismo, ele lembra que o ambiente também desempenha um papel importantíssimo. Ana Regina concorda. “Um filho que cresce vendo o pai ou a mãe bebendo de modo exagerado tende a encarar isso como algo natural”, diz ela. “A educação é fundamental.”

A irresistível atração bioquímica

Assim como o uísque, os maus bebedores se conhecem no dia seguinte. Além da dor de cabeça, eles costumam ser acometidos, ao acordar, pelo remorso de não terem conseguido parar na hora certa. A ciência, porém, tem fortes motivos para suspeitar de que a culpa não seja só deles. Por trás da irresistível atração por continuar bebendo podem estar duas substâncias produzidas pelo corpo humano e sobre as quais a razão não exerce controle: o NPY e o PKC-épsilon. Trabalhos recentes mostram que ambas devem estar relacionadas ao álcool.

O NPY é um neuropeptídeo, ou seja, uma molécula, parecida com uma proteína, que atua no sistema nervoso. O psicólogo Todd Thiele, da Universidade de Washington, em Seattle, Estados Unidos, decidiu procurar relações entre o NPY e a quantidade de álcool ingerida por camundongos. Encontrou. Thiele contou à SUPER que a sua equipe desenvolveu animais alterados geneticamente para produzir NPY em excesso. Os bichos modificados acabaram consumindo bem menos álcool do que os normais. Os cientistas também fizeram o oposto: criaram camundongos sem NPY. Eles consumiram duas vezes mais álcool do que os normais. Embora tomassem todas, recuperavam-se rapidamente e demostravam menos sinais de estarem bêbados, já prontos para mais uma rodada. Era como se fossem alcoólatras.

“O NPY dos camundongos é muito parecido com o dos seres humanos”, afirma Thiele. Por isso ele acha viável o desenvolvimento de remédios que aumentem o nível de NPY no corpo, levando a um controle do uso de álcool. “Meu objetivo final é dar a quem bebe demais um mecanismo de controle”, diz o psicólogo. A pesquisa com o PKC-épsilon, substância também associada à ansiedade, chegou a conclusões semel


Ainda trago no corpo as marcas da nossa paixão
E fico a me perguntar se cada uma delas valeram a pena.
Mas o poeta já dizia que "tudo vale a pena se a alma não é pequena"
Acho que essa frase pouco a pouco me envenena...
Mesmo assim me entreguei ao teu amor
Provei cada beijo teu com fervor
Ai como era bom sentir o teu calor!
Só de pensar no passado sento uma imensa dor...
Sabia que poderia me machucar
Na verdade eu não queria me enganar
Deixei você me ludibriar
Com cada palavra, com cada olhar
Mas acabei por descobrir
Que tudo o que fiz foi apenas me magoar...
Como era complexa a nossa relação
Fico imaginando o que nos fez durar tanto tempo
Até agora não compreendo
Não sei se foi o desejo ou o alento...
Mas a vida tem dessas coisas
Alguns se entregam de cabeça
Enquanto outros nem sequer se entregam...
Acho que esse foi o seu caso
Esperei muito de alguém que não poderia me corresponder
Esperei muito de você, mas o que você fez não dá para entender
Deixar, enganar, iludir, fingir mentir...
Isso não se faz com quem tanto te quis
Pensei que você era feliz
Mas uma vez me iludi...
Agora no fim de tudo
Carrego a semente desse fruto
Que acabou com os meus sentidos, meu mundo
Cicatriz de um vale inseguro
Que atingi meu coração bem no fundo
Deixando um sentimento de arrependimento profundo


Sinopse:

Amer Atrash (Philippe Caland), designer de moda, perpetuamente à beira do sucesso, está passando por uma crise pessoal, tanto no casamento quanto nos negócios. Atribuindo a má sorte de seu carma pelas irregularidades que cometeu há quinze anos, ele se propõe a corrigir o seu erro, e ao fazê-lo, experimenta um despertar espiritual.

Elenco:

Philippe Caland … Amer Atrash
Forest Whitaker … Philip
Virginia Madsen … Sherry
Minnie Driver … Kitty
Kali Rocha … Alex
John Billingsley … Brad
Jerry Katell … Gordon
Orlando Seale … Brian
Kip Pardue … Tyler
Betsy Clark … Amy
Joanna Krupa … Victoria
Ken Sylk … Ronald
Robin Arcuri … Andrea
Denise Crosby … Ronald´s Wife
Elena Satine … Sophia
Michael Weiss … Michael
Gwendolyn Bailey … Lara
Kelli Nordhus … Sylvia Myron
Ilona Alexandra … Makeup Artist
Bryan Black … Promoter
Johnny D. Boyd … Attorney
Evans Butterworth … Ad Salesman
Charley Mae Caland … Charley
Stacy Cunningham … Susan
Timothy Donovan … Tim
Emily Johnson … Bar Girl
Don Le … Partygoer
Maisie Pacia … Student
Joe Roach … Tatooed Cowboy
Becca Sweitzer … Jewelry clerk
Kimberly Van Luin … Girl 2 at the Party
Michael Weiss … Michael
Lia Gotti … Girl at the Party
Susan Knego … Drunk girl

Ficha Técnica:

Título no Brasil: Efeito Cascata
Título Original: Ripple Effect
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 83 minutos
Ano de Lançamento: 2007
Estréia no Brasil: 2010
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Direção: Philippe Caland

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08 dezembro 2010



Porto Solidão
Jessé
Composição: Zeca Bahia e Gincko

Se um veleiro
Repousasse
Na palma da minha mão
Sopraria com sentimento
E deixaria seguir sempre
Rumo ao meu coração...

Meu coração
A calma de um mar
Que guarda tamanhos segredos
Diversos naufragados
E sem tempo...

Rimas, de ventos e velas
Vida que vem e que vai
A solidão que fica e entra
Me arremessando
Contra o cais...(2x)

Se um veleiro
Repousasse
Na palma da minha mão
Sopraria com sentimento
E deixaria seguir sempre
Rumo ao meu coração...

Meu coração
A calma de um mar
Que guarda tamanhos segredos
Diversos naufragados
E sem tempo...

Rimas, de ventos e velas
Vida que vem e que vai
A solidão que fica e entra
Me arremessando
Contra o cais...(4x)

Rimaaaaaas!
A solidão que fica e entra
Me arremessando
Contra o cais...