02 janeiro 2012

Frei Betto

É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos.

No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”...).

Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc).

No 60º aniversário da Decclaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.

A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu Catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.

Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hétero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.

São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a homofobia não se justifica apenas pela violência física sofrida por travestis, transexuais, lésbicas etc. Mais grave é a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.

A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama...).

Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?

Ora, direis ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.

Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?

Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.

Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais, autor de “Um homem chamado Jesus” (Rocco), entre outros livros

Visto no: Frei Betto

Ser professor significa ter consciência de que todas as expectativas de crescimento e desenvolvimento de uma sociedade estão depositadas no seu trabalho e de que você será responsabilizado, muitas vezes, pelas falhas e pelos sucessos.

Ser professor e estar apropriado de conteúdo e saber que estes conhecimentos mudam vidas e transformam realidades. E sabendo disso, cabe ao profissional lidar com o fardo e aceitá-lo com maturidade, mas sempre com a mente aberta para perceber que o mundo muda constantemente e que o novo conhecimento está sendo gerado neste exato momento e que o professor está tão sujeito às descobertas quanto seus alunos.

Ser professor é representar e mediar pela instituição, quando em sala de aula ou fora dela. Ser professor é nunca poder esquecer que seus alunos vieram de algum lugar. Eles têm origens que merecem ser respeitadas tais realidades devem participar ativamente do processo de ensino-aprendizagem.

Ser professor é compreender que seu sucesso vem do sucesso de outros e por isso nunca deve esquecer que a escola tem o poder de integrar, nunca de excluir.

Ser professor é enxergar que cada aluno tem seu potencial, sua capacidade que precisa ser descoberta e testada para que cada aluno possa enxergar também que possui um papel na sociedade e que está apto a ocupá-lo.

Ser professor e saber que o resultado está presente em cada livro lido, cada texto escrito, cada problema solucionado e a cada objetivo alcançado.

27 dezembro 2011


O homem vem lutando de forma particular para garantir o seu espaço na sociedade. Isto porque, ser “diferente” dos padrões impostos pela atual cultura “fotochopada” da qual vivemos, que tenta enformar seus indivíduos como réplicas de um molde perfeito, é motivo suficiente para aprisionar qualquer um dentro de uma masmorra ou banir definitivamente aquele que ousasse sair dos modelos pré-definidos e historicamente estratificados. Hoje, a falsa moral ainda vive entre nós, como um grande calabouço sem paredes. Entretanto, as pessoas não estão dispostas a viverem presas a ele, apenas por que alguém acha que tem o direito de julgar e condenar uma determinada diferença. De fato, cada vez mais elas, as pessoas, buscam uma saída racional para garantir a legitimidade respeitável das suas filosofias de vida.

Ocidentais e orientais, religiosos e ateus, brancos e negros, homens e mulheres, héteros e gays, pobres e ricos, todos, como se sabe, constituem a árvore da diversidade humana. Devido a essa pluralidade de ideologias, pensamentos, crenças e, sobretudo comportamentos desiguais, os conflitos interacionais são inevitáveis. Isso acontece porque há uma necessidade inerente do ser humano de se sobrepor ao outro, de propagar uma filosofia particular de forma unívoca, como se ela fosse detentora das verdades absolutas. Exemplos disso não faltam na história da humanidade. Desde a catequese impelida pelo Catolicismo por várias culturas do mundo; da escravidão dos negros nos tombadilhos até as terras brasileiras; das teorias ensandecidas de raças puras defendidas por Hitler; dos conflitos religiosos da atualidade no Oriente Médio; das discriminações sofridas por negros, mulheres e homossexuais, passando pelo desolador quadro da desigualdade econômica presente em alguns países como o Brasil.

Nesse espectro, onde a antítese fincou morada, os grupos estigmatizados estão lutando em defesa da afirmação do seu espaço. E como toda luta, as discordâncias servem como pano de fundo para justificar práticas violentas que dividem a sociedade entre os menos e os mais aceitos. Nesse momento, é criada uma pirâmide entre aqueles que devem permanecer desfrutando do convívio social, geralmente posicionados no topo dela, e, por outro lado, aqueles que ficam à margem dessa estrutura, lhes restando o lugar mais rasteiro e esquecido. E nesse instante uma onda de intolerância banha a sociedade, pois cada grupo quer ter o direito expor as suas “verdades” e disseminá-las com intuito de ratificar determinados comportamentos e/ou filosofias.

Tal cenário, no entanto, vem sendo desconstruído, pelo menos aqui no Brasil, onde as pessoas estão derrubando certos preconceitos, a fim de viverem harmoniosamente entre si. Na realidade, já não são tão acentuadas as diferenças entre homens e mulheres, sobretudo no ambiente de trabalho ou nas questões relativas ao lar. Hoje, elas estão em pé de igualdade com eles, mostrando igual ou superior competência. Também houve uma significativa mudança entre as práticas discriminatórias contra os negros, visto que as leis que protegem esse grupo serviram para reeducar a sociedade para a importância de respeitá-los tal qual qualquer outro cidadão que compõe esse país. Na mesma linha impositiva, os gays também estão conseguindo legitimar o seu espaço na sociedade. Mesmo sem uma lei que criminalize os crimes contra essa classe, são inegáveis as melhorias alcançadas por eles nos últimos anos e, principalmente a ampla aceitação da população para a temática LGBTT.

Toda essa trilha revolucionária tem como bússola a palavra união. Ela é o guia que pode levar a sociedade para longe da selvageria criada por ela mesma. Desse modo, por trás de cada discurso social há uma crescente necessidade de buscar a unificação dos grupos, o que não quer dizer que isso vá “ilegitimar” as suas diferenças. Pelo contrário, a intenção primária é pacificar a sociedade, fazendo com que pessoas de tribos distintas possam conviver democraticamente entre si, numa relação de civilidade. Tudo isso porque a falta dessa união já causou, e ainda causa muito sofrimento e dor. Estes elementos resultantes de atos violentos, impensados por alguns que preferem agredir verbal ou fisicamente o outro, a ter que entender o cerne das diferenças que os constituem.

Assim, é pretensioso, e até hipócrita, querer que a sociedade caminhe de mãos dadas de uma hora para outra. Isso seria utópico, quase que irrealizável, pois as distinções entre as pessoas impossibilitariam tal feito. No entanto, é possível sim que todos vivam em harmonia, basta somente que haja a propagação da palavra tolerância. Ela é determinante na sedimentação do respeito, na autoafirmação da identidade e, consequentemente na construção da igualdade. Ninguém precisa gostar ou aceitar uma pessoa no seu convívio que tenha um pensamento religioso diferente do seu, um comportamento social incomum, uma cor de pele não padronizada, uma prática sexual diferenciada ou até mesmo uma maneira de agir desconforme com tudo o que se conhece como “correto”. Porém, todas as pessoas têm o dever moral e, principalmente humano de respeitar essas diferenças, pois é nessa máxima que a paz vai sendo construída e os preconceitos vão sendo vencidos. Portanto, só a união desprendida de moralismos e conservadorismos será capaz de reverter às atrocidades cometidas pela insensatez do homem.

21 dezembro 2011

Olá amigos blogueiros,

O Ser Feliz é Ser Livre estará temporariamente sem postagens publicadas, porque este autor que vos escreve precisa descansar um pouco. 2011 foi um ano de muito trabalho e, se Deus quiser, 2012 promete ser o dobro. Então, o blogueiro aqui vai recarregar as energias para o ano que se inicia. Se tudo der certo, o blog começará o ano de cara nova, com outras novidades, mas com a mesma qualidade de sempre, respeitando as diferenças e tratando de temas diversos, uma vez que um dos lemas desse espaço é a liberdade, em sua total plenitude.

Deixando um afetuoso abraço nos corações de todos aqueles que, direta ou indiretamente, acompanham as postagens do meu blog. Que Deus continue iluminado o caminho de todos. Que o Natal seja tempo de reflexão e de ternura, não só entre parentes e amigos próximos, mas também entre todos, numa explosão de energia positiva. Que 2012 seja de saúde, prosperidade e, sobretudo sabedoria, pois sem ela não se consegui transpor as barreiras da vida.

BOAS FÉRIAS!

E lembrem-se:

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho".
Mahatma Gandhi

Em um ano que o deputado Jair Bolsonaro e outros militantes da “anti-causa gay” como o pastor Silas Malafaia ganharam visibilidade pelo discurso refratário ao reconhecimento dos direitos de lésbicas. gays, bissexuais, travestis e transexuais, as novelas tentaram de várias formas levar ao público o debate sobre a homofobia.


Mais uma vez, no entanto, não foram as produções da Globo as mais ousadas na abordagem do tema. “Amor e Revolução”, escrita por Tiago Santiago para o SBT, levou ao ar a primeira cena de beijo entre as personagens de Luciana Vendramini e Gisele Tigre. Não era selinho. E por isso mesmo chocou os anunciantes, que ameaçaram retirar patrocínio caso a emissora veiculasse outra cena do tipo, dessa vez entre os atores Lui Mendes e Carlos Arthur Thiré.

Já “Vidas em Jogo”, de Cristianne Fridmann, deu picos de audiência ao revelar o segredo da personagem Augusta (Denise Del Vecchio): era uma transexual. Em entrevista, a autora disse que o tema seria tratado de maneira contundente. O filho de Augusta tentaria interditá-la como “doente mental” para tomar conta de todos os seus bens, já que a personagem ficara milionária ao ganhar na loteria.

Enquanto LGBTs eram agredidos na região da avenida Paulista, em São Paulo, “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, levou às telas da TV Globo o maior núcleo gay da história da teledramaturgia para discutir de forma incisiva a violência contra LGBTs, o processo de “saída do armário”, a união civil (que pelo menos na ficção já é uma realidade) e o esforço de um homofóbico assumido em aceitar o filho homossexual.

O que chocou, no entanto, foi a cena em que o menino Gilvan (Miguel Roncato) é espancado e morto por um bando de “pit boys”. Não tanto pela cena em si, mas pelas manifestações de apoio vindas de internautas de todo o país. Em enquete realizada pela repórter Thays Almendra, a maioria dos entrevistados afirmou que era mais chocante ver um beijo gay do que um homossexual ser espancado. Se foi efeito da teledramaturgia ou não, o fato é que durante a exibição de “Insensato” o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu as uniões entre pessoas do mesmo sexo, embora o tema ainda patine no Congresso Nacional.

Apesar de toda a discussão acerca de preconceito, LGBTs mais populares da ficção em 2011 foram os caricatos Crô, de Marcelo Serrado em “Fina Estampa”, e Áureo, de André Gonçalves em “Morde & Assopra”. Criticados pelos ativistas do movimento LGBT por supostamente acentuarem o conceito da “bicha pintosa”, aceita socialmente sempre como motivo de chacota ou, ainda, por “não refletirem a realidade” de LGBTs, Crô e Áureo, ou melhor, André e Marcelo, afirmam receber inúmeras manifestações de carinho nas ruas.

Na verdade, esse tipo de afirmação apenas reflete um preconceito existente entre os próprios LGBTs em relação aos afeminados. Qualquer pessoa que frequente a rua Vieira de Carvalho no centro de São Paulo vai perceber que as “pintosas” existem sim e também merecem ser aceitas, nem que seja pelo humor, pois se Crô e Áureo não aprofundam nas questões dos direitos civis, pelo menos promovem algum tipo de tolerância, não a ideal, já que esse papel não cabe à novela, mas ao Congresso.

POR JAMES CIMINO

Visto no: Gay 1

15 dezembro 2011


 
 
 
A onda agora é está “conectado”. Quem não ouviu essa frase é porque, realmente está desconectado da realidade. Isto porque, com o “boom” da tecnologia, a qual através da internet tem encurtado distâncias, muitas pessoas têm a oportunidade de interagir com diversas outras em qualquer lugar do mundo de forma simultânea. O fenômeno das redes sociais é, nesse sentido, o auge de todo esse avanço que as redes trouxeram para a sociedade. O leque de opções é tão grande que o individuo pode escolher entre o Orkut, Twitter ou a mais nova febre do momento, o Facebook.
Propiciando a criação de perfis dos quais os membros podem expor seus gostos pessoais, dados profissionais e até determinar que pode ou não fazer parte do grupo particular de amigos, essas mídias tem significado uma revolução na vida de todos os que aderem a essa nova mania virtual. O problema, porém, reside na inversão de valores que essa febre midiática tem disseminado. Antes relacionamentos entre amigos, namorados, parentes tinha como base interacional o toque, desde o aperto de mão, o abraço ou o tão intenso e afetuoso beijo. Hoje, no entanto, o contato se resume ao teclado do computador, a representação corporal na “Web Cam” e, é claro, às redes sociais.
O homem moderno parece ter a necessidade de estar incluído, inserido num mundo onde a tecnologia é a mola propulsora da vida, guiando as relações interpessoais numa rapidez tamanha, inferior apenas aquela que corre por dentro dos cabos de fibras ópticas. Tal fato tem desconstruído inúmeros comportamentos interacionais, dentre eles a amizade. Ser amigo hoje não é mais sinônimo de contar segredos, confidenciar amarguras, tristezas e/ou alegrias. Também não há mais aquela aura nostálgica da camaradagem, da qual sentimentos puros como confiança, ternura e companheirismo faziam parte dos calorosos encontros entre as pessoas.
Atualmente isso se resumiu a ser “seguidor”. A palavra compartilhar continua sendo utilizada, mas o seu significado usual perdeu a verdadeira essência. Ela hoje quer dizer postar, sejam fotos, frases, comentários, muitas vezes irrelevantes, dentro das redes sociais. O mais preocupante é a velocidade em que tudo isso acontece, pois enquanto no mundo real uma relação entre amigos sedimenta-se com o passar dos anos, na internet ela acontece numa fração de segundos, ou até o clicar de uma tecla.
As relações amorosas como paqueras, namoros, casamentos, também não são mais as mesmas. Se no passado o ar galante que envolvia a conquista entre as pessoas, desde um olhar, um bom ramalhete de flor, um jantar a dois, um encontro casual numa sala de cinema faziam parte da atmosfera romântica dos casais. No presente, porém, tudo isso tem se perdido. Não há mais jogo de conquista. As pessoas não querem mais “perder” tempo com estas sutilezas, já que na internet existe até rede social para quem precisa arranjar um companheiro.
Tanta “facilidade” tem criado um modelo moderno de relacionamento, onde em alguns casos, pessoas se envolvem emocionalmente com outras, que estão a centenas de milhares de quilômetros de distância. Nesse mundo de relações cibernéticas, nem o sexo conseguiu escapar. Sites, dos mais variados possíveis, garantem o prazer do internauta das formas mais intensas e diversificadas. Vídeos online com profissionais fazendo “Stripe Tease”, masturbando-se ou fazendo o sexo propriamente dito são propostas convidativas aos mais lascivos.
Disso tudo, o mais perigoso são os problemas que vêm imbricados com a velocidade da aceitação do público com esse mundo virtual. Entre eles o bullying é o mais famoso, do qual pessoas se aproveitam do poder midiático dessas redes para propagar discursos de intolerância e violência, desrespeitando, geralmente as minorias. O aliciamento de menores também é uma constante nesse ambiente, onde cada vez mais pessoas são ludibriadas por promessas de carreira, sucesso e fama e acabam caindo na armadilha do tráfico de seres humanos, este que tem levado muitos, principalmente jovens, para o caminho da prostituição e da morte. Por falar em juventude, eles são os principais consumidores das mídias existentes e acabam se tornando as maiores vítimas, devido ao grau de vulnerabilidade que os cercam.
É notório, portanto, que a influência desmedida das redes sociais tem causado profundos danos no comportamento de toda a sociedade. As pessoas estão paulatinamente perdendo o desejo pelo contato corporal e verticalmente estão imergindo nesse mundo mágico, prático e rápido que é a internet. Para muitos, isso é reflexo da globalização que tem impelido uma nova forma de relacionamento. Ou talvez uma necessidade cabal de estar incluído, num mundo onde há uma profunda precisão entre as pessoas em fazer parte de alguma coisa. Pode ser ainda uma ilha virtual, onde as pessoas mais introspectivas ganham vida e aquelas carismáticas ampliam a sua gama de amigo. Independente do que seja, o importante mesmo é que haja uma apurada análise desse fenômeno para que no futuro as nossas relações não se resumam a meros cliques.