06 dezembro 2010




Sinopse:

Calígula é uma das mais polêmicas produções do cinema. O único que mostra o show de perversões que o Império Romano escondia, e conta a história de Calígula o mais louco dos imperadores, que mantinha um bizarro caso sexual com sua irmã, e era casado com a mais infame das prostitutas. Ao mesmo tempo que Calígula vivia cercado de bajuladores, tinha também inimigos perigosos, loucos para vê-lo longe do poder. Superprodução com elenco do primeiro time, onde se destacam Malcolm McDowell, Peter O'Toole, John Gielgud e Helen Mirren, Calígula é um filme que choca pela sua beleza e naturalidade com que trata temas considerados tabus pela sociedade.

(Não recomendado para menores de 18 anos, contém cenas de sexo)

Elenco:

Malcolm McDowell ... Caligula
Teresa Ann Savoy ... Drusilla
Guido Mannari ... Macro
John Gielgud ... Nerva
Peter O'Toole ... Tiberius
Giancarlo Badessi ... Claudius
Bruno Brive ... Gemellus
Adriana Asti ... Ennia
Leopoldo Trieste ... Charicles
Paolo Bonacelli ... Chaerea
John Steiner ... Longinus
Mirella D'Angelo ... Livia (as Mirella Dangelo)
Helen Mirren ... Caesonia
Rick Parets ... Mnester (as Richard Parets)
Paula Mitchell ... Subura Singer


Ficha Técnica:

Tamanho: 1,4 Gb
Formato: AVI
Qualidade: DVD Rip
Audio: Inglês
Legenda: Português


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Calígula - Traillers de Filmes. por antoniomartinsrocha no Videolog.tv.

02 dezembro 2010


Essa pergunta me veio a cabeça ontem quando vi um vídeo absurdo de um pai que disse que resolveria a homossexualidade do seu filho a base de surra. Isso mesmo, ele está usando a força física para mudar a sexualidade do filho, pode? O que mais me surpreende nesse pai é que ele é membro da Comissão dos Direitos Humanos, muito controverso não? Pois bem, no final desse texto eu coloco o vídeo no qual este monstro que se diz pai, expõe o seu ponto de vista violento sobre a homossexualidade do seu filho. Enquanto isso, quero chamar a atenção dos meus leitores/seguidores, para a pergunta que compõe esse post. Será mesmo que a homossexualidade, ou os primeiros sinais dela na adolescência, pode ser revertida através de métodos arcaicos de violência, como o que foi relatado acima?

Há uns anos, a revista VEJA publicou uma matéria a respeito dessa temática, na qual relatava sobre um encontro na Universidade de Coimbra, onde um especialista enfatizava que se o indivíduo quisesse, ele poderia deixar de ser homossexual. Na época, quando eu li esse matéria tive uma crise de riso, pois já tinha a plena convicção de que não é tão simples assim mudar todo um sistema biopsicológco da noite para o dia. Hoje, depois de muitos anos, a minha opinião está ainda mais fermentada, pois acredito que a possibilidade de um gay deixar de sê-lo é remota. Para ratificar essa informação, conversei com um amigo da área de saúde que me disse que a probabilidade de um individuo mudar a sua sexualidade inexiste. Nas palavras dele, a pessoa, por diversos fatores, pode inibir/mascarar/ocultar o seu desejo pelo individuo do mesmo sexo, mas a atração sexual continuará existindo, adormecida dentro dele.

Se fomos analisar a explicação dada pelo meu amigo, perceberemos que ela faz muito sentido, pois não estamos lidando com fantoches, nem tão pouco com animais de laboratório que são manipulados de acordo com a vontade alheia. Estamos falando de seres humanos que sentem vontades, têm escolhas, desejos, fantasias, opiniões e que, sobretudo, pensam. Se o homem é um ser pensante, logo ele deveria entender que a sexualidade do outro não pode ser revertida baseado apenas em concepções tacanhas de certo e errado. Isto porque, são nesses dois pilares que a homossexualidade é vista, como algo transgressor, aberrador que vai de encontro com o modelo procriativo da nossa sociedade.

Educar um jovem nessa perspectiva é um crime a integridade física-psicológica dele. A adolescência, época conturbada na transição para a vida adulta, deve ser guiada pelos pais com cautela e muito respeito. Cautela por que, temos que observar, acompanhar e orientar esses jovens para caminhos seguros, educando-os para a vida, sem interferir diretamente nas suas escolhas ou decisões. O papel dos pais é de um professor sendo que com mais intimidade. E respeito porque, nem sempre os filhos realizam as vontades dos pais, pois muitas vezes estes esquecem que a graça da juventude é ser arbitrária e fora dos padrões estabelecidos pelos cânones familiares. Cabe aos pais entenderem e aceitarem o que os filhos decidiram para a vida deles, com tolerância e respeito.

Partindo desse principio, a atitude violenta narrada no parágrafo introdutório é inconcebível. A sexualidade não é uma massa de modelar na qual batemos e construimos uma forma nova. Ela é evolutiva, e vai se desenvolvendo com a evolução do indivíduo dentro da sociedade. É evidente que há uma propensão genética para isso, coisa que já está sendo pesquisada por vários especialistas, mas na minha visão já é um fato. Acredito que exista uma pré-disposição para que uma pessoa seja homossexual e que ela se manifeste nas relações interacionais. Mesmo assim, ainda não tem uma teoria que afirme o surgimento da homossexualidade, nem tão pouco o fim dela. Freud, grande nome dos estudos psicanalíticos, dizia que o ser humano era composto por três bases sexuais: a bissexualidade, a heterossexualidade e a homossexualidade. O que falta em determinadas pesquisas que tentam "reintegrar" o homossexual num plano heteronormativo é estudar um pouco mais a fundo as contribuições freudianas sobre a sexualidade.

Teorias a parte, o que não pode ser permitido é que a sociedade ache normal um pai ou mãe, tentar mudar a sexualidade do filho a base de porrada e ponta-pés. Não serão com atos violentos dessa natureza que educaremos nossa juventude. O que precisa ser feito é uma reeducação sexual, não aquela que fala apenas das IST - Infecções Sexualmente Transmissíveis, de extrema importância para os primeiros passos da vida sexual da juventude, mas também uma educação LGBTT, na qual os pais falariam abertamente com os seus filhos sobre a pluralidade sexual existente na sociedade e que ele é livre para viver a sua sexualidade da forma que ele achar melhor. Falta esse entendimento sobre a diversidade sexual na nossa sociedade. Uma liberdade assistida pelos pais, mas não oprimida, pois não é de forma opressiva que transformaremos os jovens, como se fossem marionetes.

PARA QUEM ACHA QUE A VIOLÊNCIA RESOLVE, AI VAI O VÍDEO QUE EU FALEI:


PARA QUEM QUER UM CAMINHO RACIONAL PARA EDUCAR SEU FILHO, ACEITANDO A SUA SEXUALIDADE, O VIDEO É ESSE AQUI:



Debaixo Dos Caracóis Dos Seus Cabelos

Caetano Veloso

Composição: Roberto Carlos

Um dia a areia branca
Teus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar

Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora

Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho

Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

Sinopse:


Serra Leoa, final da década de 90. O país está em plena guerra civil, com conflitos constantes entre o governo e a Força Unida Revolucionária (FUR). Quando uma tropa da FUR invade uma aldeia da etnia Mende, o pescador Solomon Vandy (Djimon Hounson) é separado de sua família, que consegue fugir. Solomon é levado a um campo de mineração de diamantes, onde é obrigado a trabalhar. Lá ele encontra um diamante cor-de-rosa, que tem cerca de 100 quilates.

Solomon consegue escondê-lo em um pedaço de pano e o enterra, mas é descoberto por um integrante da FUR. Neste exato momento ocorre um ataque do governo, que faz com que Solomon e vários dos presentes sejam presos. Ao chegar na cadeia lá está Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um ex-mercenário nascido no Zimbábue que se dedica a contrabandear diamantes para a Libéria, de onde são vendidos a grandes corporações. Danny ouve um integrante da FUR acusar Solomon de ter escondido o diamante e se interessa pela história. Ao deixar a prisão Danny faz com que Solomon também saia, propondo-lhe um trato: que ele mostre onde o diamante está escondido, em troca de ajuda para que possa encontrar sua família. Solomon não acredita em Danny mas, sem saída, aceita o acordo.

Elenco:

Leonardo DiCaprio

(Danny Archer)

Jennifer Connelly

(Maddy Bowen)

Djimon Hounson

(Solomon Vandy)

  • Kagiso Kuypers (Dia Vandy)
  • Arnold Vosloo (Coronel Coetzee)
  • Antony Coleman (Cordell Brown)
  • Benu Mabhena (Jassie Vandy)
  • Anointing Lukola (N'Yanda Vandy)
  • David Harewood (Capitão Poison)
Ficha Técnica:

título original:Blood Diamond

gênero:Aventura

duração:2 hr 18 min

ano de lançamento: 2006

site oficial: http://www.diamantedesangue.com.br

estúdio: Warner Bros. Pictures / Virtual Studios / Spring Creek Productions / Initial Entertainment Group / Bedford Falls Productions

distribuidora: Warner Bros.

direção: Peter Wenham

roteiro: Charles Levitt, baseado em estória de Charles Levitt e C. Gaby Mitchell

produção: Gillian Gorfil, Marshall Herskovitz, Graham King, Darrell Roodt, Paula Weinstein e Edward Zwick

música: James Newton Howard

fotografia: Eduardo Serra

direção de arte: Peter Wenham

figurino: Peter Wenham

edição: Steven Rosenbum

efeitos especiais:11 Mediaworks / Flash Film Works / LOOK! Effects Inc. / Rising Sun Pictures


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Você sabia que eu sou louco por você? Não?
Que eu cometeria qualquer loucura para estar ao teu lado?
Subiria ao céu, enfrentaria até o diabo
Só para saborear mais uma vez desse pecado
Você sabia que eu seria capaz de qualquer loucura? Não?
Desde subir montanhas até chegar a lua
Apenas para provar da tua boca nua

Você sabia que esse meu sentimente é profundo? Não?
Eu desceria até o oceano mais fundo
Desse ou de qualquer outro mundo
Para te provar esse sentimento profundo

01 dezembro 2010

Olá gente!

Desafios fazem parte da vida de todos nós. Todos os dias nos deparamos com coisas inusitadas, tarefas a serem feitas, compromissos inadiáveis e uma infinidade de percalços que fazem com que a vida nos mostre que para sobreviver nessa terra sem lei é preciso ser astuto. Partindo desse principio, eu recebi um desafio do meu amigo do blog Três Egos , no qual é proposto uma serie de 7 questionamentos, consequentemente com 7 respostas para cada pergunta.

Fiquei muito entusiasmado com a ideia e espero que vocês gostem do que será dito.

7 COISAS QUE EU TENHO QUE FAZER ANTES DE MORRER

Terminar a minha faculdade;
Conseguir um cargo público, consequentemente estabilidade financeira;
Comprar um carro novo;
Morar sozinho, pois sinto falta de ter um pouco mais de privacidade;
Educar o meu sobrinho/filho, para que ele tenha tudo o que eu não tive;
Aprender a falar francês, pois acho o idioma mais lindo que existe;
Conhecer a Índia e o seu misteriosoTaj Mahal.

7 COISAS QUE MAIS DIGO

Nesse quesito eu sou bem tradicional. Uso os cumprimentos triviais do nosso dia-a-dia. Apenas uma ou duas expressões fogem a regra:

Neh?! - Essa expressão eu uso para tudo...Neh?!
Entendo! - Momentos de reflexão.
Bom dia!
Boa tarde!
Boa Noite!
Tudo bem gato (a)?
Olá!

7 COISAS QUE EU FAÇO BEM

Bolo;
Sobrancelha;
Coreografia ( sou bailarino);
Texto (preferencilamente artigos e redações);
Persuadir - Sou ótimo em convencer as pessoas;
Falar em público - Não tenho nenhum problema com isso;
Opinar - sempre exponho os meus ponto de vista nos momentos mais apropriados.

7 DEFEITOS MEUS

Sou egoísta;
Possessivo;
Intransigente;
Rancoroso;
Preguiçoso;
Impaciente;
Vingativo.

7 COISAS QUE EU AMO

Minha família;
Minhas leituras;
Meus amigos;
Minha liberdade;
Viajar;
Dançar;
Aprender.

7 QUALIDADES

Sinceridade;
Honestidade;
Companheirismo;
Compreensão;
Gratidão;
Respeito;
Tolerância.

7 PESSOAS PARA FAZER ESSE JOGO

Rafaela do blog Caixinha de Pandora
Marcelo do blog Dalla
Marega do blog Roseane Marega
Julio Moura do blog Live and Let Live
Victor Ricardo do blog Vitrine Urbana
Michel Chaves do blog Nem Comento
Rafael do blog J.Rafael (Jimmy)

Espero que vocês tenham gostado da brincadeira e das minas sinceras palavras.

30 novembro 2010



Fica Comigo
Placa Luminosa
Composição: Thomas Roth / Arnaldo Saccomani

Amo você, fica comigo
O seu jeito de ser
Me pegou sem notar
Sem querer...

Quero você
Mas deixa comigo
Dá o teu coração
Te devolvo em dobro
A paixão...

Já provei da maçã
E é você quem eu quero
Tudo bem sou teu fã
Eu confesso te espero amanhã...

O nosso amor é lindo!
Tão lindo!
Nada pode ser mais lindo
Do que o nosso amor...(2x)

Amo você, fica comigo
Uma frase, um papel
Uma noite, um motel
Só nós dois...

Com você, minhas cartas
Tão todas na mesa
Eu não posso, não quero
Nenhuma surpresa prá nós...

O nosso amor é lindo!
Tão lindo!
Nada pode ser mais lindo
Do que o nosso amor...

O nosso amor é lindo!
Prá você que eu fiz
Essa canção
Dá prá mim todo teu coração
Que eu devolvo em dobro
A paixão...(3x)

Prá você que eu fiz
Essa canção
Dá prá mim todo seu coração
Que eu devolvo em dobro
A paixão...(2x)
Por você eu sou capaz de escalar paredes
Subir ao pico mais alto
Escalar montes
Mover montanhas...
Por você eu perco a cabeça
Cometo suicidio
Sou capaz até de perder o juízo
Te dar minha alma, vender meu espirito...

Por você eu dou a volta o mundo
Entrego-me de cabeça
Vou até o fundo
Pois sei que o que sinto é verdadeiro e profundo...
Por você faço qualquer coisa
Da mais complexa até a mais boba
Para não te perder sou feroz como uma loba
Pois, de tudo o que a vida já me deu, esse amor é a coisa mais boa...

GENTE, ACABEI DE ASSITIR ESSE FILME E DIGO COM TODA COMVICÇÃO: ELE É SENSACIONAL!!!!!!!!!!!!!!! QUEM PUDER, POR FAVOR, ASSISTA, POIS NÃO IRÁ SE ARREPENDER.

Sinopse:

O escritor Truman Capote (Toby Jones) realiza uma pesquisa para escrever seu 1º livro não-ficcional, "A Sangue Frio", baseado no assassinato de 4 pessoas ocorrido numa pequena cidade do Kansas. Para tanto ele mantém contato com os assassinos Perry Smith (Daniel Craig) e Dick Hickock (Lee Pace), que estão presos à espera de julgamento.

Baseado nos fatos reais sobre o brutal assassinato de uma família no Texas. Confidencial reúne um elenco estelar de uma magnitude rearamente vista num mesmo filme: Toby Jones, Sandra Bullock, Gwyneth Paltrow, Daniel Craig, Jeff Daniels, Isabella Rossellini e Sigourney Weaver, entre outros, aparecem nesta história sobre como as vidas dos envolvidos mudaram radicalmente após a tragédia.

Elenco:

Sigourney Weaver

(Babe Paley)

Gwyneth Paltrow

(Kitty Dean)

  • Toby Jones (Truman Capote)
  • Juliet Stevenson (Diana Vreeland)
  • Michael Panes (Gore Vidal)
  • Frank G. Curcio (William Shawn)
  • Sandra Bullock (Nelle Harper Lee)
  • Isabella Rossellini (Marella Agnelli)
  • John Benjamin Hickey (Jack Dunphy)
  • Peter Bogdanovich (Bennett Cerf)
  • Jeff Daniels (Alvin Dewey)
  • Marco Perella (Clifford Hope)
  • Bethlyn Gerard (Marie Dewey)
  • Libby Villari (Delores Hope)
  • Joey Basham (Paul Dewey)
  • Marian Aleta Jones (Ellen Bechner)
  • Terri Zee (Nancy Hickey)
  • Richard Jones (Andy Erhart)
  • Brian Shoop (Everett Ogburn)
  • Lee Pace (Dick Hickock)
  • Daniel Craig (Perry Smith)
  • Brady Coleman (Charles McAtee)
  • Lee Ritchey (William "Bill" Paley)
  • Zachary Burnett (Truman Capote - jovem)
  • Brady Hender (Perry Smith - jovem)
  • Terri Bennett (Secretária)
  • Hope Davis (Slim Keith)
Ficha Técnica:

título original:Infamous

gênero:Drama

duração:1 hr 50 min

ano de lançamento: 2006

site oficial: http:

estúdio: Killer Films / Longfellow Pictures / Jack and Henry Produtions Inc.

distribuidora: Warner Independent Pictures / Alpha Filmes

direção: Laura Ballinger

roteiro: Douglas McGrath, baseado em livro de George Plimpton

produção: Jocelyn Hayes, Christine Vachon e Anne Walker-McBay

música: Rachel Portman

fotografia: Bruno Delbonnel

direção de arte: Laura Ballinger

figurino: Laura Ballinger

edição: Camilla Toniolo

efeitos especiais:Custom Film Effects


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Fonte: Mundomais

HOMOFOBIA

Resposta à Cassandra
Escritora lésbica Hanna Korich diz que prática da violência homofóbica é inaceitável e deve ser repudiada
por Hanna Korich

Não pretendo analisar as origens históricas do horror à homossexualidade, e o parentesco deste preconceito com o racismo e o machismo. Deixo a reflexão para os especialistas. Não posso como homossexual assumida silenciar-me frente aos recentes atos homofóbicos, ocorridos em São Paulo, uma metrópole, dita “civilizada”. Cidade que abriga todos os anos, a maior parada gay do mundo!

É impressionante constatar que, tem gente que acha que a discriminação não existe. Eu como homossexual tenho a certeza que ela existe. Independentemente da orientação sexual, qualquer pessoa sabe que, ocorrem diariamente atos de violência contra as minorias sexuais, em São Paulo.

Basta andar pelas avenidas, ler os jornais, acessar a internet, assistir televisão. Enfim, se você mora em São Paulo, no Brasil, e acompanha minimamente as questões relativas a esses grupos, percebe que a discriminação é flagrante e visível. Algumas notícias publicadas nas últimas semanas nos jornais comprovam os fatos:

Acusados de agressão na Paulista são soltos”. “(...) em dois ataques, a polícia diz haver indícios de homofobia. As vítimas relataram que os agressores diziam para elas: Suas bichas, vocês são namorados”. – Folha de S. Paulo 16/11/2010.

Jovem atacado na Paulista escapou da morte, diz polícia”.

Universidade em São Paulo quer ter o direito de ser homofóbica” – Blog da Folha de S. Paulo 11/11/2010.

Matéria corajosa – Recentemente, o encarte Folhateen, de 1º/11/2010, também publicou uma matéria corajosa, denunciando a homofobia, com o título – “Preconceito Fatal”. No texto, o índice de suicídios entre jovens homossexuais por causa da discriminação. Em um dos casos relatados, o jovem conta que o namorado se matou aos 19 anos, pulando do sétimo andar, porque “achava que não tinha futuro sendo gay”. Afirmo, não só como homossexual, mas como ser humano, que ser gay não é errado! Errado é passar fome, ser explorado, enganado e principalmente ofender e agredir.

O homossexual sofre discriminação, sim! Às vezes, em níveis insuportáveis. Tem gente que ainda acha que os homossexuais não são confiáveis e normais. Tem gente que ainda afirma que a homossexualidade é uma doença! Essas ideias e sentimentos são totalmente equivocados e demonstram ignorância. Eu tenho vizinhos que me dão as costas no elevador, não me cumprimentam. São homofóbicos, sim!

Tenho orgulho de dizer que sou homossexual. Não tenho vergonha, e sei me defender. Esse clima geral de gargalhadas, tipicamente brasileiro, parece liberdade, mas engana. Precisamos denunciar e combater diariamente a homofobia. Ela esta aí, nas escolas, nas ruas, no trabalho, na política e em todos os lugares.

Todos são iguais perante a lei – Ela é o medo, a aversão e o ódio. É a causa principal da discriminação e da violência física, moral ou simbólica contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Todos são iguais perante a lei. Por isso, todos podem e devem ser punidos por discriminação homofóbica.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos reconhece que as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Como editora da única editora lésbica da América Latina, a Brejeira Malagueta, não posso deixar de citar duas frases, que me chamaram muita atenção de autoras completamente diferentes no seu tempo e origem, mas tão iguais quanto aos efeitos da discriminação homofóbica, por que eram lésbicas: Cassandra Rios e a inglesa Hadcliffe Hall.

Hadcliffe Hall no romance O Poço da Solidão publicado em 1928 (considerado a bíblia do lesbianismo), a protagonista Stefhen Gordon se dirige a Deus dizendo: “Então, levante-se e nos defenda, reconheça-nos ó Deus, ante o mundo inteiro, dê-nos o direito de existir!

Cassandra com mais de 60 títulos publicados no Brasil. O primeiro em 1948. No romance de 1979, “Eu sou uma lésbica”, cita no último parágrafo: “Eu sou lésbica. Deve a sociedade rejeitar-me?”. Eu respondo à Cassandra: Não! A prática da violência homofóbica é inaceitável e deve ser repudiada.

Viva a diversidade!