Homofobia: a intolerância que mata

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Um dos mais famosos tipos de preconceito, em um aspecto global, de todos os tempos, é a homofobia. Sobram motivos para justificar esse fato, já que seu próprio conceito é deveras amplo, existindo várias vertentes para a prática, mas todas têm com a intolerância e a repulsa pelas minorias sua origem, o que não deve ser tolerado. Sua evolução é tamanha, através do tempo, ao ponto que não é necessário ser homossexual para esse desrespeito. Ou seja, qualquer um pode ser uma vítima da homofobia.

   A natureza do ato está impregnada na cultura mundial em diversas maneiras, como expressões e apelidos, usados com normalidade, na maioria das vezes. Nas escolas, por exemplo, as crianças têm um certo impulso para chamar a atenção e confrontar atitudes ou falas que fogem do seu conceito de normalidade, estabelecido por meio de inúmeras circunstâncias. Assim, a segregação se inicia e o ciclo trágico da intolerância se repete novamente, o que pode acabar acarretando em consequências muito sérias.

   A conduta adotada nesses casos consegue refletir na personalidade, caráter e ações futuras de todos os envolvidos. Depressão, instabilidade emocional e até pensamentos suicidas são realidades presentes na vida de uma vítima desse preconceito. Mas o quadro não só afeta a mente, como também ameaça suas vidas. São dezenas de casos diários de espancamentos e assassinatos com a homofobia como principal causadora do crime. Sendo assim, foi necessário o começo da luta pela reivindicação de direitos.

   A equivalência de direitos da comunidade LGBT com as dos heterossexuais seria, por si própria, uma afronta aos bons costumes e a integridade da sociedade, na mente dos homofóbicos. Então, a luta por mais direitos para essa minoria vem de bastante tempo e, até agora, pouco foi conquistado. Somente em 2011, o direito ao casamento de pessoas do mesmo sexo foi assegurado por lei, no Brasil. Todavia, é preciso conquistar cada vez mais.

   Cada vez mais a homofobia representa um perigo, não só para homossexuais, como para toda a sociedade, todo o mundo. Uma maior atenção ou uma área somente destinada a casos de preconceito contra qualquer minoria, assim como toda a comunidade LGBT, na polícia de todas as cidades brasileiras. Se informar de como se pode fazer sua parte para garantir que essa intolerância vire crime. Com essas medidas em vigor, conseguimos uma maior harmonia humana, um mundo melhor.

Caetano Azevêdo

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