O caos cotidiano no trânsito

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Desde a época de 50 quando o Brasil optou pelo transporte privado ao invés do coletivo, nós seres humanos sofremos graves consequências. Os trajetos têm seu tempo de percurso triplicado nos horários de pico, acorda-se mais cedo, dorme-se menos, consequentemente têm-se menor produção e passa-se uma parte considerável do dia dentro de meios de transporte. A frota de veículos tanto coletivos quanto particulares aumenta a cada dia, não se pensa nas poluições sonora e atmosférica, se busca o “conforto” e a “comodidade”.

Projetos nas vias que priorizam o transporte particular já estão em andamento. Veículos que acomodam no máximo cinco pessoas, mas que em geral deslocam apenas uma. Quando a verdadeira necessidade é se pensar em um todo, um coletivo, onde se localiza a necessidade da maior parte da população. A quantidade de veículos particulares nas ruas também aumenta ainda mais a poluição, intensifica o tráfego e causa-nos horas à espera de ônibus e dentro deles.

Os trabalhadores chegam a seus locais de trabalho estressados, agitados e na maioria das vezes atrasados por conta dos acidentes e congestionamentos constantes. A produção é baixa, as relações interpessoais se tornam mais difíceis e os repetitivos descontos salariais ou horas após a jornada de trabalho para compensar o atraso é algo repetitivo. Sem falar no consequente menor tempo de descanso.

Facilidades na compra, redução de IPI e suaves prestações acessíveis também são fatores que ajudam a intensificar o tráfego. As pessoas são bombardeadas com ofertas e promoções tentadoras todos os dias, pensando apenas em seu próprio bem-estar aumentam significantemente a quantidade de gases poluentes jogados na atmosfera todos os dias. Além da poluição, a “vantagem” de ter um carro acaba tendo o efeito contrário, pois o maior número de veículos faz demorar ainda mais o trajeto.

Não se sabe a que ponto chegaremos, talvez ao rodízio de carros pela terminação da placa ou a um número ainda maior de veículos e cada vez mais horas de carros parados, mais pessoas com sono acumulado, mais estresse no trabalho, mais tempo gasto em congestionamentos. Tudo por mau planejamento do governo nas vias e falta de bom senso das pessoas. Vejamos daqui a alguns anos, como nos locomoveremos?

Aluna: Thayná Cavalcante
Professor: Diogo Didier 

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