A morte da escrita

10:27



Baterias cheias, pessoas vazias

 

      Com a invenção dos primeiros computadores nos anos 30, uma nova era surgia. O aumento da tecnologia e melhorias em suas funções, a sociedade se tornou cada vez mais dependente das máquinas. Hoje, além de muito úteis no dia a dia por serem práticas e rápidas, são utilizadas por uma grande parte da população como passatempo. Porém, é importante lembrar que antes dos teclados, as letras já existiam e a escrita é a base da formação humana.
      Segundo uma pesquisa feita pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), em média a cada 5 habitantes do Brasil, 3 possuem computador. O problema é que as pessoas estão ficando dependentes demais de telas digitais e esquecendo-se da vida real fora do virtual. No Japão já existe uma clínica de reabilitação para jovens que não conseguem viver sem a comunicação através de aparelhos celulares ou computadores, desconforto que recebe o nome de nomofobia.

      Escrever é muito importante, de fato, mas com todo o conforto de digitar, a  população vem deixando o papel para segundo plano. Os trabalhos de escola com cartazes foram trocados por slides, cartas foram trocadas por emails e visitas foram trocadas por mensagens em redes sociais. Assim, comentários sobre preguiça de escrever ficaram muito comum e a escrita se tornou algo não prazeroso de se fazer.

       O que a sociedade precisa perceber é que com a falta de prática da escrita, muitos problemas são ocasionados, como déficit de um vocabulário formal, má qualificação para bons empregos e uma mente menos criativa. Algumas escolas no Brasil substituem livros impressos por tablets, a inclusão dessa tecnologia é útil para a performance dos  alunos com a tecnologia, mas os livros são de extrema importância para a sensibilidade dos alunos.

      Portanto, não é preciso radicalizar e abolir as inovações digitais, mas balancear o contato com elas. Favorecer a escrita e não se prender ao virtual são atos essenciais para lidar com o mundo profissional e essencialmente importante para o social. Até hoje não há tecnologia capaz de substituir um abraço verdadeiro.

 

Aluna: Marahma
Professor: Diogo Didier

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