28 junho 2015

O nome que a gente dá para as coisas na vida não é inocente, não é por acaso, é marcado por posicionamento, é político, é cultural. Pensando nisso, os diversos apelidos dados aos órgãos sexuais feminino e masculino dizem muito sobre sexo e papéis de gênero:
Enquanto o pênis tem todos os nomes possíveis que remetem ao formato de cenoura, nabo, cano, anaconda, espeto e tantos outros mais, à vagina direciona-se outro tipo de apelido, muito mais pejorativo, como:
bacalhau
carne mijada
nugget de peixe
marisco
suvaco de coxa
túnel cheiroso
suadinha
A vagina e seus perseguidos odores! Fedor de peixe, suor, mijo. A vagina é nojenta, tem mau cheiro. Tudo que o homem hétero quer é que sua estaca crave esse marisco, mas sem abrir mão de rebaixar essa pobre carne mijada ao seu devido lugar.
A mulher escuta esses nomes desde pequena mesmo sem entender ainda seus significados. A gente vai crescendo e entendendo que é suja, que deve esconder nossos cheiros, mesmo que sejam naturais para todas as mulheres. A menina desde novinha aprende a usar uma infinidade de produtos de higiene, enquanto o menino aprende a fazer xixi na árvore e dar só uma balançadinha na sua bengalinha. A gente aprende que peixe podre e vagina tem o mesmo odor. Carregamos um túnel “cheiroso” no meio das pernas, motivo de piada, medo, objeto de controle.
Esses apelidos podem parecer apenas piadinhas inofensivas para muita gente, mas carregam um peso muito maior que uma comédia boba. Muitas mulheres realmente acabam tendo nojo de si mesmas, não conhecem suas próprias vaginas, não tocam em si mesmas. Aliás, falando em toque, a masturbação feminina é um grande tabu que vem também desses apelidinhos carinhosos:
engole espada
ninho de rola
lixa-pica
casa do caralho
papa-duro
gulosinha
buraco da serpente
Se o homem chama a vagina de lixa-pica e casa do caralho, isso significa que a maldita xoxota só existe para servir ao homem; portanto, mulheres, o prazer sexual não é de vocês, mas do homem e sua espada.
O homem carrega orgulhoso sua terceira perna (a vontade de aumentar o tamanho do pênis através de apelidos é visível), sua furadeira, seu socador, sua ferramenta. A mulher esconde, depila, limpa sem cansar seu suvaco de coxa. Dar nomes pejorativos à vagina prejudica muito a sexualidade feminina, pois a mulher tem pensamentos negativos em relação a si mesma, acaba se limitando, tem medo de se expor, de ter o cheiro errado, o formato errado, o prazer errado.
A tentadora vagina, o testador de batina pode parecer idolatrado por muitos homens, mas essa adoração tem um limite muito demarcado: o controle. Dar nome é querer controlar, diminuir, determinar a função. O homem apelida de ninho de rola quando quer dizer que a vagina serve para nada além das vontades de sua rola. O homem corta, mete, penetra, come com sua serpente, seu canivete, sua arma. E finaliza chamando de bacalhau.
Essa mistura de idolatria e controle é muito parecida com aquela história de chamar as mulheres de musas que muitos adoram. Vários homens tentam fugir de uma imagem de machista dizendo que amam as mulheres, que elas são musas inspiradoras, deusas que devem ser veneradas. Gente, deixa eu contar um segredo: isso ainda é machismo, isso ainda é tentar definir uma posição para mulher alheia à sua vontade. Portanto, não me venha dizer que a vagina é a coisa mais adorada do mundo, a área VIP, a desejada, a caixa dos prazeres, pois, homem, você está determinando que a vagina só serve pra ti.
Os apelidos dados à vagina tiram da mulher o controle (e orgulho) sobre o próprio corpo. Quando somos condenadas a levar entre as pernas nada além de um nugget de peixe e um buraco de serpente, aprendemos que somos submissas ao gigante adormecido masculino. O poder das palavras é forte na subjugação de qualquer grupo, qualquer minoria. As 100 palavras para vagina citadas no vídeo no início deste texto podem ser separadas em três grupos: mau cheiro/aparência feia; diminutivos; provedor do prazer masculino. Nenhum apelido carrega uma ideia de poder como espada, ou de algo que machuca e domina como arma.
Esses nomes condenam a mulher pela sua própria natureza, ou seja, não há saída. As mulheres passam a vida lutando contra as suas cavernas, cabaças, cabeludas, pombinhas. A espada manda, o engole-espada obedece. Vivemos numa cultura de idolatria do pênis, toda a teoria psicanalítica do Freud gira em torno do desejo ao falo. No entanto, com as mulheres tentando se libertar cada vez mais, podendo finalmente falar (de vez em quando e ainda controladamente) que gostam de sexo, que se masturbam, que gostam do próprio corpo, acho que está na hora de apelidos com mais empoderamento feminino.

Visto no: NOO

"Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta [...]
O verso da Música de Milton Nascimento realmente traz um alerta para a sociedade pernambucana e brasileira, de que "é preciso ter força, é preciso ter raça" para suportar a perda brutal de mais uma de suas Marias. Desta vez, a jovem Maria Alice Seabra barbaramente assassinada aos 19 anos confirma o que eu já sabia há tempos: o machismo mata. Isto porque, a figura do padrasto e algoz da vítima, o Gildo, é similar, quiçá igual, a de muitos outros homens nascidos e criados no Brasil. Infelizmente, ensina-se a eles que mulher é mercadoria e que, por isso, é de propriedade indiscutível deles.
Essa ideia de posse é defendida pelo machismo e resulta em crimes dessa natureza, uma vez que muitos homens sucumbem ao desejo e violam o corpo alheio desrespeitando a integridade física e moral da vítima. Com as mulheres o machismo age diferente, ora recatando-as entre as "mulheres de respeito", ora vulgarizando-as através da roupa, do modo de falar, agir ou de se comportar. É desse modelo sexista de sociedade que várias Marias são mortas, apenas por serem bonitas, femininas, jovens, desprendidas, ou pelo simples fato de terem nascido mulher. É importante lembrar que mesmo após a sansão da Lei Maria da Penha, os índices criminais em torno da violência de gênero não tiveram mudanças positivas.
Para os mais informados, não é surpresa saber que no Brasil os maiores casos de violência contra a mulher ocorram em casa, geralmente por pessoas bem próximas da vítima, como maridos, pais, padrastos, irmãos, etc. Crimes estes silenciosos, já que a vítima, devido a proximidade com o agressor, não se sente segura e confortável para denunciá-lo. Foi o que talvez tenha ocorrido com Maria Alice, que antes de ser morta, resolveu sair de casa a ter que enfrentar mais uma vez o padrasto "protetor". E quem não tem essa opção? Resta suportar as humilhações, cantadas e assédios de homens asquerosos, que aparentemente passam por meros "cidadãos de bem" no dia a dia. Nesse exato momento, por exemplo, talvez outra garota esteja sofrendo violência de gênero em casa, ou pior, sendo estuprada impiedosamente por aquele que deveria ser seu maior protetor.
Na verdade, é complicado esperar alguma transformação nesse sentido enquanto o machismo é naturalizado em casa, na escola, na mídia, na religião e em todos os lugares. Os perfis de menino e menina personificados pelas cores azul e rosa já dão os primeiros indícios da dominação de um sobre o outro. Depois vem a ideia de fragilidade, do sexo forte em detrimento do fraco. Os colégios, ao invés de desconstruírem tais papeis, acabam perpetrando-os ainda mais. Por sua vez, os segmentos religiosos dominantes no Brasil reduzem a mulher a um objeto de procriação e somente só; ou reduzem-na a um pedaço retirado da costela de Adão.
A lista piora quando a mídia coisifica a mulher nos comercias de bebida; romantiza o gênero como excessivamente sentimentalista em suas tramas; vulgarizam-nas em suas músicas ou ainda insistem na ideia de "Amélia", mesmo que elas hoje tenham conseguido se libertar desse rótulo. O fato é que desse tratado histórico/sociológico nascem vários "Gildos" capazes de assediar, invadir, bater, machucar, trair, violar e até matar mulheres se for necessário para saciar suas vontades mais lascivas. Em meio a isso, Marias, Alices, Brunas, Carlas, Fernandas e Terezas são criadas para servir aos caprichos desses indivíduos, sob pena de serem mortas caso não sigam à risca tudo o que está na cartilha do ser homem e do ser mulher.
É lamentável constatar tais posicionamentos numa era cercada pela informação. É uma pena saber que há mortes derivadas do machismo ainda hoje no brasil. É triste saber que uma jovem de 19 anos teve todos os seus planos interrompidos apenas porque os papeis de gênero ainda se dividem entre os músculos e não pelos méritos. Mais triste ainda é saber que Maria Alice Seabra não foi e nem será a última e que outras, neste momento, podem estar perto de ter um fim semelhante ao dela. Marias de idade semelhantes ao dessa jovem, talvez mais novas, mais velhas, talvez que não tenham nem nascido ainda. Marias que se tornarão estatísticas da violência de uma sociedade sexista, onde as minorias morrem diariamente e pouco é feito para se reverter esse quadro. Marias que não devem ser lembradas apenas na dor, mas como disse Milton nascimento, lembrada como:
''Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta''



Carla engravidou aos 17. Mal teve beijo; só boquete. Foi no banco de trás do carro. Chupou até o talo. Márcio disse que não tinha camisinha. ‘Põe na bundinha’, Carla pediu. Não foi atendida. Foi comida pela buceta e a treta não é nem essa. A treta foi a pressa com que o pai sumiu. ‘Cadê, Márcio? Ninguém sabe, ninguém viu.’
Márcio abortou.
Carla, em desespero com o sumiço, com o paradeiro do desserviço masculino, saiu por aí. Feito zumbi ficou dias sem dormir, vomitando por lá, por aqui.
Já de três meses, desistiu de encontrar o pai da filha. Contou pra família. Da mãe Irene levou um tapa. Do pai, nada. Nem abraço, nem risada. Nem conforto, nem piada de vô. O próprio pai, Carla nunca conheceu.
Hélio desapareceu. Dezoito anos atrás, deixou a noiva Irene grávida e se mandô. Hélio abortou.
‘Eu te criei pra ser diferente de mim. Não pra ser estúpida sem fim. Você não cansa de cometer os mesmos erros que eu, sua filha da puta?’ - Não deu pra se fazer de surda. Carla carregou pra si dupla culpa. A mãe estava decepcionada. Decidiu que para aprender com a jornada, Carla deveria encarar as consequências sozinha. Como fez a própria com a pequena Carlinha; ainda nos braços.
‘Só assim ela vai aprender.’
Assim Carla conheceu seu terceiro aborto. Foi expulsa de casa.
Com uma mochila nas costas e uma filha no ventre, a garota cedeu ao caos. Depois de três dias de rua, decidiu que ficaria nua pra levantar o necessário. Ficou de quatro pra cada otário que é impossível contar nos dedos.
Os medos, Carla teve que engolir. Teve que aceitar o partir de Márcio, como foi o do pai. Descobriu que há um mundo em que a tristeza não se esvai.
Viu a barriga crescer tendo um viaduto como teto. Por certo, torcia pra que ele desabasse. De preferência que não sobrasse nada dos dois corpos. O nem nascido e o emagrecido dela própria.
‘Sai da minha frente, sua demente.’ Vociferou o motorista quando Carla atravessou a pista fora da faixa com uma caixa de papelão. Eram fraldas, cachaça, calcinha suja e uns documentos que um dia serviriam pra alguma coisa. Se esse dia chegasse.
Em certo ponto,Carla não era mais menina. Por sina, chegou aos dezoito, mas não passou disso. Também não teve o quarto aborto. Seu corpo foi encontrado morto antes do nono mês.
Agora vamos jogar limpo. Quem se importa menos com Carla: eu ou vocês?

**
Fábio Chap

“Quais são minhas raízes?”. “Onde estão meus pares?”. “Em que momento as referências das  origens  africanas  se  perderam  na  família?”.  Com  alguns  destes  questionamentos pessoais  referentes  à  historicidade  familiar  e autoidentificação,  surgiram  inquietações maiores,  que  produziram  um  questionamento  mais  amplo  sobre  a  visibilidade  da  mulher negra na sociedade atual.
 Da   inquietação   surgiu   a   energia   para   criar   visualmente   algo   em   que   minha   arte contribuísse para expressar o que parecia faltar nas mídias de ampla penetração social: as  mulheres  negras  existem  em  grande  quantidade,  estão  aqui  e  tem  as  mais  diversas possibilidades criativas de expressão com seus corpos.
Se existimos, onde estamos na mídia de massas e o que ocorre que não nos vemos de fato representadas nas mesmas e muitas de nós sequer se reconheçam como tal? Qual o perfil de mulher negra que consegue atravessar este “bloqueio” midiático e ser inserido? E como   fica   quem   não   se   enquadra   nestes   perfis   que   auxiliam   na   construção   de estereótipos socialmente aceitos?
Com  tantos  questionamentos  em  mente,  o  passo  seria  tornar  realidade  a  inquietação: buscar mulheres negras de diferentes idades, tons de pele, tipos e cores de cabelo, para expressarem  de  diferentes  formas  partes  de  suas  personalidades  em  imagens  que buscariam  mostrar  umas  para  as  outras  que  estamos  aqui  e  podemos  sim  ser  quem somos.
 Todas as mulheres deste ensaio mostraram-se disponíveis  para  se  expor  por  uma  causa  comum, permitindo   que   sua   geração   e   as   futuras   vislumbrem   sua   diversidade   e   beleza, independentemente de quais sejam os padrões sociais vigentes.
Mulheres de todos os tipos e jeitos, e gostos, e formas. Celebrando em conjunto o simples fato de serem mulheres, e negras, e belas, e diferentes. Serem quem são. Em toda sua plenitude.

Ensaio fotográfico por Ester MendesTexto por Luciana Medeiros, beauty artist.
Visto no: NOO

1º – Vê-la dançar. Ter ciência que se trata de um espetáculo. Sua mão por cima da minha cueca naquela noite foi meu ingresso. Essa cama, a área vip. Um rebolado desses não se assiste, se devora com os olhos;
2º – Te beijar a boca. Mas não é essa coisa de beijinho fofinho. É beijo na boca te engolindo os lábios. Minha língua invadindo seu mundo. Te apertando em mim e te soltando assim que a saliva quiser alcançar outro patamar;
3º – Fazer seu pescoço pedir bis. Como adoro seu pescoço. Meu beijo nele não se importa com perfume ou suor, com a pele doce ou salgada. Nem ouso falar ‘venha como for’, porque, comigo, você não vem, eu busco;
4º – Tirar seu sutiã e, antes de qualquer beijo ou qualquer mão, te colar em mim. Como são interessantes dois corpos que, sem pressa, se tateiam e se misturam. Seu peito no meu. Sua alma na minha;
5º – Pela nuca, expor a mulher dentro de você. É a nuca que revela quem é de beijinho e quem é de beijão. Quem é de amorzinho e quem é da entrega intensa. A mão que te aperta o cabelo na pressão perfeita é a mesma que te traz pra perto, pra dentro, pro caminho;
6º – Tatear seu seio e me dar o direito de descer outra mão até o botão que sua calça insiste em achar nos segura. Se não perco uma gota de tudo que é teu, jamais deixaria passar batido o barulho do zíper descendo. Sinfonia do tesão. Acho que faz todo sentido um beijo mordiscado no seio esquerdo, uma mão pesada no direito e dedos ágeis descobrindo a umidade da sua calcinha;
7º – Chupar, lamber, melar, foder com a língua a buceta que esperou essa noite, que esperou essa cama pra ganhar beijos que algumas bocas nunca ganharam. Se existe segredo pra te chupar, eu não sei, nessas horas eu evito tudo que é guardado a sete chaves; prefiro o que é aberto por dez dedos. Vou abrir. Vou puxar. Vou me lambuzar. Eu quero o cheiro, eu quero o mel, eu quero seu clitóris desistindo de resistir. Quero que você esqueça pra onde tinha que ir depois;
8º – Te convidar pra sentar na minha cara. Pra você se esfregar sem receio ou pudor, sem economia de movimentos. E, com você me fazendo respirar apenas o seu sexo, perceber que seu gozo é um futuro certo, mas, mesmo longe do meu aniversário, um presente certeiro;
9º – Te colocar deitada e, provocar seu riso e seu desespero. Esfregá-lo duro, intenso e molhado no seu clitóris. Sim, falo do meu pau. Tocar a campainha, mas entrar sem bater na porta. Essa coisa de colocar só a cabeça é a brincadeira mais divertida quando você começa ‘Pelo amor de deus: Mete. Fode. Come. Entra. Invade. Faz fundo. Faz forte. Vem pra mim’. Que mulher!;
10º – Te comer a buceta com a raiva e a fúria que nossos beijos já anunciavam. Molhar o lençol com o prazer descomunal que nos demos o direito. Te tapar a boca a cada centímetro além. Te vendar os olhos e me presentear os ouvidos com cada novo barulho de tapa que sua bunda receber. Te deixar as marcas de uma noite que ainda nem aconteceu, mas que já me deixa assim: prestes a gozar a cada vírgula. Te foder sem reticências, porque são três pontos que escondem o que está por vir. Entre nós nada é escondido. Cumplicidade, olhar, mãos, corpos, suor, orgasmo e um baseado antes do nosso próximo auge.
Aliás, de regra meu sexo não se alimenta. Se eu citei dez, cite vinte. Vem me dominar.

        Das cozinhas para os escritórios, a mulher brasileira vem deixando para trás o estereótipo de dona de casa. Hoje, o estigma de sexo frágil é substituído por mulheres capacitadas que ocupam posições que antes eram exclusivamente dos homens, como a eleição de Dilma Rousseff para a presidência do Brasil; é notável que tais mudanças sejam importantes, mas não realmente suficientes. 

Desde a sua inserção no mercado de trabalho, na Revolução Industrial, as conquistas femininas tais como o direito ao voto e ao divórcio, permitiram a elas um espaço maior na sociedade. O movimento feminista, por exemplo, que busca a igualdade entre os sexos, ganha todos os anos milhares de adeptas. Através de caminhadas e protestos, como a Marcha das Vadias, buscam chamar a atenção da sociedade contra o machismo. 

Entretanto, mesmo diante de muitas conquistas, vale salientar que a mulher ainda é colocada de forma desigual em relação ao homem. Mesmo sendo maioria da população e também mais escolarizadas, elas recebem em média 30% a menos que os homens no mesmo cargo, de acordo com uma pesquisa do IBGE de 2012.

A violência e a falta de respeito, impulsionados pela coisificação da mulher pela mídia, são outros entraves encontrados pelas mulheres. A cultura do estupro, tão enraizada na sociedade brasileira, deixa claro que mesmo com a conquista da pílula anticoncepcional em 1960, a mulher não alcançou ainda, a total liberdade sobre seu próprio corpo. 

Portanto, se faz necessário, a real cooperação entre homens e mulheres como acreditava Simone Beauvoir. É importante, o estímulo pela mídia, de campanhas que preguem uma relação equânime entre os gêneros. Cabe também as famílias e as escolas, o combate ao sexismo entre as crianças e ao Estado, o incentivo as empresas em proporcionar uma equiparidade de oportunidade entre os sexos. Sendo assim, as mulheres deixarão de serem vistas como as Amélias de Ataulfo Alves, para serem as Marias de Milton Nascimento. 

Aluna: Tayanne Adrian Santana Morais da Silva
Professor: Diogo Didier

“Você está ficando velha, já tem quase 30 anos, precisa casar!” Por que????
Por que eu não posso ser feliz solteira? Por que eu preciso de um namorado, noivo, marido, para ser feliz? Por que não posso ser feliz comigo mesma, fazendo minhas coisas, vivendo minha vida em paz?
Quem foi que determinou que apenas as pessoas compromissadas são felizes? Eu conheço um monte de casais infelizes e conheço também muito solteiros felizes. E a felicidade ou a infelicidade não estão, diretamente, relacionadas ao estado civil das pessoas.
Eu não entendo aquelas pessoas que procuram um namorado desesperadamente. Isso pra mim se chama CARÊNCIA! Se você não consegue viver bem consigo mesma, tem algum problema aí. E provavelmente, esse problema está ligado à sua autoestima.
Não que eu seja autossuficiente, muito pelo contrário. Adoro estar com as pessoas e preciso delas. Mas antes de tudo eu preciso de mim mesma! Se eu não aguento ficar sozinha comigo, quem vai aguentar? Se eu não gosto da minha companhia, quem vai gostar?
Eu me faço feliz. Eu escolhi viver assim. “Antes só do que mal acompanhada?” Não! Eu não ando mal acompanhada. Tenho a mim e muitas pessoas ao meu redor. Pessoas especiais, que me entendem, me aceitam e caminham ao meu lado.
Eu não quero um namorado qualquer. Para ter um relacionamento infeliz, inseguro e destrutivo? Eu valorizo demais a minha vida para ligar ela à qualquer um. Pra quê? Só para mostrar ao mundo que eu tenho um namorado? Não preciso disso! Eu quero um cara legal, divertido, inteligente, charmoso…. Quero um relacionamento saudável, leve, que me acrescente, me incentive e me leve além.
Você acha que eu estou querendo demais? Pode ser! Talvez por isso eu ainda esteja solteira. Mas não tem problema. Eu não aceito menos que isso. Enquanto o certo não aparece eu sigo aqui. Me divertindo com meus amigos incríveis, minha família linda, meu cachorro, meus livros, meus filmes, meus passeios, alguns gatinhos interessantes que aparecem, minhas viagens, minhas baladas, meus porres, meus textos, minhas tardes no salão, minhas voltas no shopping e, principalmente, comigo mesma.
Solteira sim, sozinha nunca! Eu sempre terei a mim mesma!
__________
Autor Desconhecido

“Narciso acha feio tudo o que não é espelho.”

        A concepção de “beleza” vem sofrendo profundas transformações ao longo dos séculos. Se na Antiguidade Egípcia ela era tida como símbolo de soberania e pode, hoje é alvo do capitalismo exacerbado que comercializa um ideal de beleza padronizado. Com base nisso, é importante analisar os motores responsáveis pela difusão dessa conduta, bem como o reflexo disso na sociedade contemporânea brasileira.

        Com o avanço da globalização, um dos modelos adotados para a comercialização de produtos foi o uso do corpo nas campanhas publicitarias. Com essa modificação no paradigma social, ocorreu a massificação dos padrões de beleza que acabaram por acentuar as diferenças sociais no Brasil. Isso porque foi difundido o pensamento de que, para ser incluído em determinados grupos sociais, era necessário se adaptar às tendências pré-estipuladas pela sociedade de consumo. A partir disso, o Sociólogo Max Webber compara esses modelos estereotipados a uma gaiola de ferro que acaba por segregar as minorias, negando-lhes o direito de inclusão e exercício da cidadania.

       Por outro lado, decorrente da busca incessante pelo ‘‘belo’’, observa-se o crescimento da indústria do corpo nos setores de todas as áreas, com destaque para as academias de musculação. Isso porque um número cada vez maior de pessoas vem sendo atraídas pelas facilidades de custo e, muitas vezes, priorizam a beleza em detrimento da saúde. Reflexo disso é o uso descontrolado de anabolizantes e recursos para melhorar a aparência física que acabam por causar danos à saúde, como impotência sexual e problemas cardiovasculares. Assim, isso acaba por coisificar as pessoas, induzindo à busca de métodos cirúrgicos e estéticos para atingir uma máxima de beleza frequentemente associado ao status social como meio de se destacar na sua realidade.

      Compreende-se, portanto, que há uma linha tênue entre os padrões de beleza propostos pela sociedade capitalista e a necessidade de quebrar os paradigmas associados a um ideal de belo estereotipado. Logo, é preciso que o poder público, através de incentivos fiscais, estimulem as empresas a reduzirem o uso do corpo como artefato de venda, bem como conscientize a população, através de campanhas publicitarias, para que a sociedade não se deixe ser alienada pela ditadura da beleza. E, assim, romper com os estigmas de uma sociedade apática para que não acabemos como no mito de narciso, afogados no próprio ego.

Aluno: Guilherme Queiroz Braga
Professor: Diogo Didier




O Eduardo está em Paes desde que era Garotinho
O Fernando teve Collor pra salvar os nossos filhos
Zé Dirceu, Sarney, Nader em Serra isso
Getúlio nas horas Vargas não pensava em suicídio

Difícil achar um que Prestes na nação brasileira
Cabral se banha embaixo, Dilma Cachoeira
ACMergência, ACMinência
Indica um estado de Jaderpendência

Defesa civil, Sérgio na Yamaha
Mestre em dar voltas nos prédios da Barra
Porque no Brasil, corrupção é Genoíno
No Palócio do Planalto Nagi Narra Pinheirinhos

Depois de Dantas mentiras, de tucanos e petistas
Isso calha pra Calheiros, governo e oposicionistas
Todos tão do mesmo lado, todos são da mesma firma
Eles negam até a morte e você aperta CONFIRMA





Ninguém vai ser meu juiz, pois não há discernimento
Tá na hora de alguém justo ter poder no julgamento
NO PAÍS DA SAIA JUSTA E DO DINHEIRO NA CUECA
quem faz cara de santinho na real é quem mais peca
NO PAÍS DA SAIA JUSTA E DO DINHEIRO NA CUECA
corrupção é uma fonte e parece que não seca
NO PAÍS DA SAIA JUSTA E DO DINHEIRO NA CUECA
vejo no Brasil inteiro, mas Brasília é a MECA

Na tribo do Pajéfferson o que vale é Valério
Foi pro céu só Daniel, porque incomodou o império
Nem todo Cavalcanti é humorista Severino
O povo é aéreo e o Império é Marinho.

Beira mar é uma gota, ignoramos o oceano, 
isso vem do americano e do Russomano
O país não quer um Bastos e sim um BASTA!
O que não falta é valete pra completar os canastras

Maluficou rico, esses nunca rodam
Porque em São Paulo ele e Pita bordam
Quem teme não deve, mas quem deve Temer
Demóstenes porque existe a PM

Juiz Lalau dos Santos
Bispos não vão pro xadrez
Macedo 500 anos Crivela do português
PC também faria dinheiro no Bolsonaro
Não adianta pedir Arruda quando vir o mau olhado

Da Figueira de Figueredo não Delúbio os galhos
Kubitschek cheque mate seus adversários
Médici os Quadros pelo Castelo Branco, 
pois no meio da tortura nem o Itamar é Franco

Ninguém vai ser meu juiz, pois não há discernimento
Tá na hora de alguém justo ter poder no julgamento
NO PAÍS DA SAIA JUSTA E DO DINHEIRO NA CUECA
Quem faz cara de santinho na real é quem mais peca

NO PAÍS DA SAIA JUSTA E DO DINHEIRO NA CUECA
Corrupção é uma fonte e parece que não seca
NO PAÍS DA SAIA JUSTA E DO DINHEIRO NA CUECA
Vejo no Brasil inteiro, mas Brasília é a MECA