15 dezembro 2013
26 abril 2011

23 abril 2011
10 de Fevereiro de 2011
Burlesque
Burlesque
Estados Unidos , 2010 - 119 min
Musical / Romance
Direção:
Steven Antin
Roteiro:
Steven Antin
Elenco:
Cher, Christina Aguilera, Eric Dane, Cam Gigandet, Julianne Hough, Alan Cumming, Peter Gallagher, Kristen Bell, Stanley Tucci, Dianna Agron, Glynn Turman, David Walton, Terrence Jenkins
Já nas primeiras cenas, Burlesque (2010) mostra o poderio vocal de Christina Aguilera. E é isso que fãs da artista podem esperar de seu debute nos cinemas: uma excelente cantora e dançarina.
A trama já foi contada muitas vezes nas telas. Aguilera vive Ali, garota que se muda para a cidade grande em busca de seus sonhos. Em Los Angeles, sem planos ou certezas, Ali encontra por acaso a casa de shows burlescos que dá título ao filme. Fascinada, ela pleiteia uma vaga nos palcos. Não demora para que seu talento vocal seja reconhecido e ela conquiste uma promoção de corista a estrela principal, ganhando números totalmente remodelados para serem cantados por ela.
É esperta a decisão do diretor e roteirista Steven Antin de concentrar o filme nos números musicais - são dez ao todo -, já que a história é batida, as atuações são sofríveis e as piadas não funcionam. Aguilera tenta, mas não convence muito. Eric Dane consegue ser mais canastra que seu Dr. McSteamy, de Grey's Anatomy. Cam Gigandet tem como principal mérito sua respeitável barriga tanquinho e Stanley Tucci praticamente repete seu papel de O Diabo Veste Prada, mas ainda assim adicionando muita graça a Burlesque. Há também Alan Cumming, que normalmente é um bom ator cômico, e aqui aparece mal aproveitado.
Já Cher faz uso de toda sua presença e pose para viver Tess - não é por acaso que ela é apelidada Deusa do Pop. No entanto, mesmo com um Oscar de Melhor Atriz na prateleira (por Feitiço da Lua, de 1987), fica difícil desapegar do fato de que ela é "a Cher" e aceitá-la como outra pessoa. Cher tem momentos inspirados, mas erra nas cenas mais dramáticas, que exigem mais recursos de atuação (ou melhor direção de atores, que é o caso mais provável, considerando que ela e Tucci entregam as melhores performances do elenco).
História sofrível à parte, pelo menos os números musicais tem estilo. Os figurinos de Michael Kaplan são bonitos, cumprindo aquilo que se espera de um musical burlesco e adicionando elementos diferenciados, inspirando-se na estética dos videoclipes de indie rock da primeira década dos anos 2000.
As canções criadas para o filme também devem agradar os apreciadores da música pop atual, uma vez que têm Tricky Stewart - conhecido por hits como "Single Ladies (Put a Ring on It)", de Beyoncé, "Umbrella" de Rihanna, "Me Against the Music", de Britney Spears, entre outros - como produtor principal. No entanto, comparando-as com a safra de musicais produzidos em 2009, nenhuma canção de Burlesque é tão contagiante como "Cinema Italiano", cantada por Kate Hudson em Nine.
Já àqueles que não apreciam nenhum dos elementos citados neste texto, fica a recomendação do ótimo Turnê, este sim com números burlescos altamente surpreendentes.
Visto no Omelete
19 abril 2011
08 de abril de 2011 | 13h 18
IGOR GIANNASI - Agência Estado
A história de um triângulo amoroso entre um homem, uma mulher e o amante morto que retorna como fantasma soa familiar ao público brasileiro. Mas a semelhança entre "Dona Flor e Seus Dois Maridos", dirigido por Bruno Barreto e baseado no romance de Jorge Amado, e "Contracorrente", primeiro longa-metragem do diretor peruano Javier Fuentes-Léon, acaba por aqui. Se o tom é de comédia no filme brasileiro, na coprodução entre Peru, Colômbia, França e Alemanha que estreia nesta sexta-feira em salas de cinema de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre, a abordagem é dramática e, mais que isso, trata do envolvimento romântico de dois homens.
Em uma pequena e religiosa cidade de pescadores no norte do Peru, o pescador Miguel, interpretado pelo ator boliviano Cristian Mercado, vive com a mulher Mariela (a atriz peruana Tatiana Astengo), grávida do primeiro filho do casal. Ao mesmo tempo, ele mantém um romance secreto com um forasteiro, o pintor Santiago, papel do colombiano Manolo Cardona, que não é bem visto pelos outros moradores do vilarejo por conta de seus hábitos considerados estranhos.
A súbita morte de Santiago, em um mergulho acidental no mar, traz um conflito para o pescador: enterrar o corpo do amado como manda as tradições locais para que sua alma possa descansar em paz ou continuar o romance com o fantasma dele, já que assim, pode, por exemplo, andar de mãos dadas com ele pela cidade, sem a reprovação das pessoas. "Eu queria contar uma história de amor que é muito romântica, com grandes dilemas, com um final tocante mas com algum tipo de final positivo e esperançoso", diz o diretor Fuentes-Léon, em entrevista por telefone de Los Angeles, onde mora.
Para que conseguisse humanizar esta história de amor, Fuentes-Léon destaca que a química entre os três vértices do triângulo foi essencial. "Eu precisava que o público também se apaixonasse pelo pintor. Que não pensasse que ele estava destruindo uma família, o que seria ruim para a história porque as pessoas poderiam não se conectar com o romance entre os dois."
Fuentes-Léon considera seu primeiro trabalho em longa-metragem como "muito pessoal", ainda que não tenha vivido nada tão dramático quanto no filme. Homossexual assumido, conta que assim como Miguel, sentiu medo de ser rejeitado quando era mais jovem, mas conseguiu superar essa fase, inclusive tendo o apoio da família. "Claro que a sociedade não ajuda, especialmente com pessoas que estão lutando com sua própria identidade sexual, mas, geralmente, nosso pior inimigo não são os outros, mas nós mesmos."
Com o filme, o diretor deseja que o público gay possa se enxergar nele e encontrar algum tipo de esperança - algo que ele não conseguia reconhecer nos filmes de amor os quais cresceu assistindo. Já para o público heterossexual, a identificação deve ocorrer no esforço do protagonista em ser fiel a quem realmente ele é.
O diretor comenta que "Contracorrente" é apenas o segundo filme feito no Peru que aborda diretamente a questão da homossexualidade. O antecessor foi "Não Conte a Ninguém", de 1998, dirigido por Francisco Lombardi e baseado no romance autobiográfico do escritor peruano Jaime Baily. "Mas eu acho que este é o primeiro a colocar o tema numa visão positiva porque em ''Não Conte a Ninguém'', no final, a mensagem é de manter se escondendo e neste é seja você mesmo."
02 abril 2011

Visto no: Cinema na Rede



