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17 novembro 2016

Nada melhor que um filme que nos prende é um filme com um final inimaginável e chocante, com reviravoltas que nos deixam surpresos e apreensivos.
Ajuste a poltrona, prepare a pipoca e escolha um:
1. A Pele que Habito (2011)
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2. Código de Conduta (2009)
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3. Encurralados (2006)
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4. Os Outros (2001)
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5. A Janela Secreta (2004)
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6. A Vida de David Gale (2003)
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7. O Grande Truque (2006)
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8. Clube da Luta (1999)
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9. Roubando Vidas (2004)
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10. Os Infiltrados (2006)
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Fonte: Lista 10
TEXTO ORIGINAL DE CONTIOUTRA

26 janeiro 2016

Frieke Janssens, uma fotógrafa belga, ficou chocada quando assistiu um vídeo onde uma criança da Indonésia, aos dois anos de idade, fumava compulsivamente.
Isso a inspirou na criação de uma série fotográfica chamada Smoking Kids (Crianças Fumantes, em tradução livre), onde os modelos mirins se vestem como adultos e posam com cigarros nas mãos, fumando-o ou apenas ostentando o objeto.
O propósito de Frieke é fazer com que o espectador avalie o significado do hábito de fumar e como isso causa impacto nas crianças. A artista indaga: “Se nós não podemos escapar desse malefício, as crianças teriam alguma chance de conseguir?”.
A fotógrafa traz uma variedade de imagens, sendo algumas pessoais e outras usadas na publicidade. As crianças que fizeram parte do projeto variam de idade entre 4 e 9 anos e nenhum dos cigarros utilizados de fato continha tabaco. As crianças usaram queijo e pedaços de giz ao invés de cigarros e para a fumaça foram usados incensos.
Confira este belíssimo trabalho, abaixo, e depois dê uma olhadinha nos outros projetos dela, acessando o site ou o Facebook.
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6 (7)
Todos nós somos leigos num assunto até entendê-lo, e uma lista dessas ajuda a compreender um pouco mais o universo da arte. Não tenho a ilusão de encontrar um consenso, apesar de adotar um critério razoável. O mais “importante” nem sempre é o mais “famoso”, muito menos o mais “bonito”. “Importante” é sinônimo de originalidade; uma obra capaz de influenciar gerações e até mesmo mudar os rumos da história. Estou bastante seguro quanto à metade dessas obras. A outra metade certamente rivaliza com qualquer outra não mencionada.

VÊNUS DE MILO (século II a.C., autor desconhecido)

VÊNUS DE MILO
A arte grega clássica é tida por muitos como a mais perfeita realização estética de todos os tempos. E nenhuma delas é mais simbólica do que esta escultura, atribuída por alguns a Alexandros de Antioquia. Temos aqui o padrão de excelência da arte helênica, imitado por toda parte até reduzir-se a adorno kitsch. (Onde: Museu do Louvre)

MONALISA (1503-06), de Leonardo da Vinci

MONALISA
Embora seja admirada pela fama, temos outro motivo para cultivar a Monalisa: a técnica inovadora do chiaroscuro, uma sobreposição de camadas de mesmo tom até alcançar efeitos de luz e sombra (o sorriso da dama deriva desta ilusão). O grau de virtuosismo e perícia pictórica de Da Vinci alcança aqui os limites da arte, em qualquer época. (Onde: Museu do Louvre)

O JUÍZO FINAL (1535-41), de Michelangelo

O JUÍZO FINAL
Com o aparecimento deste afresco a arte renascentista foi definitivamente condenada. Todos os elementos de “O juízo final” opõem-se de maneira consciente e vigorosa contra os ideais vigentes. Por isso a obra é considerada o marco de superação do classicismo, na Itália. De quebra, inaugura o maneirismo e abre caminho para o barroco. (Onde: Capela Sistina, Vaticano)

A RONDA NOTURNA (1642), de Rembrandt

A RONDA NOTURNAA arte de Rembrandt é originalíssima, sendo esta tela considerada a mais perfeita de sua produção de retratos e cenas religiosas. Como a música de Bach, é uma manifestação sublime do gênio protestante. A técnica utilizada é uma verdadeira escola de composição e iluminação, antecipando a sensibilidade fotográfica. (Onde: Rijksmuseum, Amsterdã)

A LIBERDADE GUIANDO O POVO (1830), de Delacroix

A LIBERDADE GUIANDO O POVO
As principais referências do realismo é a pintura de Gericault e depois, Courbet. Eugène Delacroix situa-se entre os dois mestres: contudo, supera o passadismo do primeiro e abre caminho para o segundo. Com esta tela (retrato da revolução francesa) a arte passa a representar o tempo presente e seus próprios mitos. (Onde: Museu d’Orsay, Paris)

ALMOÇO NA RELVA (1863), de Manet

ALMOÇO NA RELVA
Obra inaugural do impressionismo, esta tela foi exposta e ridicularizada no famoso Salão de Paris. Em contraste com a arte oficial e acadêmica (representada por David e seus discípulos), enxergamos aqui o que, na época, julgavam ser uma pintura inacabada, um mero esboço. Além, é claro, de representar um tema afrontoso. (Onde: Museu d’Orsay, Paris)

A CASA DO ENFORCADO (1873), de Cézanne

A CASA DO ENFORCADO
Um dos germes da pintura como a conhecemos a partir do século 20 — isto é, como um problema de composição numa superfície plana, bidimensional — é esta modesta pintura. Podemos citar outras telas de Cézanne (“Jogadores de Cartas” e o “Monte Sainte-Victoire” são imprescindíveis para o cubismo), mas é a esta que cabe a precedência cronológica (Onde: Museu d’Orsay, Paris)

SENHORAS DE AVIGNON (1907), de Picasso

SENHORAS DE AVIGNON
Esta obra, que mais parece uma caricatura, viola as convenções clássicas e acadêmicas ainda prevalecentes, da arte figurativa. Picasso havia sido influenciado por Cézanne e pelas máscaras negras africanas. “Senhoras de Avignon” abre caminho para a revolução cubista, sendo um passo fundamental (e intermediário) entre dois extremos: o impressionismo e o abstracionismo. (Onde: Museu de Arte Moderna de Nova York)

PRIMEIRA AQUARELA ABSTRATA (1910), de Kandinsky

PRIMEIRA AQUARELA ABSTRATA
Já esta pequena aquarela divide a história da arte em dois períodos: antes e depois da arte abstrata. Antes dela tem-se a impressão de que a pintura retrata o mundo exterior (é mimética, figurativa, mesmo com Picasso). A partir dela, contudo, adquire autonomia absoluta, tornando-se um universo intuitivo de sensações. É o nascimento da pintura em estado puro. (Onde: Paris, coleção particular)

FONTE (1917), de Duchamp

FONTE
Típica da era industrial, esta obra traduz a impessoalidade que caracteriza a vida moderna. Quintessência do dadaísmo, ela questiona o que é arte e não é, dando origem à chamada arte conceitual. Paradoxalmente é a mais radical afirmação da subjetividade. O sentido de uma obra passa a ser uma “atribuição” (pessoal, crítica e institucional) e não um dado que lhe supostamente imanente. (Onde: Museu de Arte da Filadélfia)
Visto: Revista Bula
Eles são heterossexuais. Muitos deles casados, com família e tudo. Mas para as lentes do fotógrafo e artista francês Olivier Ciappa, posaram ao lado de pessoas do mesmo como se fossem um casal. Os cliques mostram cenas de amor e carinho entre os casais para mostrar que amor é amor, seja ele gay, hétero ou lésbico.
A série de fotos é chamada Imaginary Couples (Casais Imaginários). Autoexplicativo. São celebridades, como atletas e atores, que toparam embarcar na ideia de Ciappa de formar casais imaginários do mesmo sexo para tentar acabar com estereótipos.
A atriz Eva Longoria, por exemplo, fez par com a cantora Lara Fabian. Já o diretor de Sicario, Denis Villeneuve, apareceu nas fotos com o diretor de Dallas Buyers Club, Jean-Marc Vallée. Dois campeões olímpicos franceses de natação posaram juntos, em uma cena sensual embaixo do chuveiro.
Qual a inspiração de Ciappa? As várias atitudes homofóbicas ao redor do mundo. “As celebridades que eu entrevistei são heterossexuais, mas o essencial é que você enxergue esses casais e famílias imaginárias como reais”, disse o artista ao Huffington Post. “Se você não se identificar com esses casais ou não achar que é real, então eu falhei”. Que responsabilidade, né?
A exposição já passou por países europeus e daqui da América do Sul. Até o fim do ano deve chegar aos EUA. E por que não vir ao Brasil também?

Visto: Universo A

08 janeiro 2016