24 outubro 2010




Fonte: Associação de Jovens LGBTs

o que é a homossexualidade?


O que é que as pessoas geralmente pensam quando ouvem esta palavra? A maioria pensa em "homens e sexo". Mas a homossexualidade não se trata na realidade só de homens e só de sexo. Existem também mulheres que são homossexuais. Elas chamam-se lésbicas, enquanto os homens geralmente são designados de gays. Independentemente do sexo por que cada pessoa se interessa, existe na maioria das pessoas uma capacidade para amar. E por amor não queremos dizer só sexo, mas também o desejo de intimidade, afectividade e companheirismo. Na realidade, tanto a homossexualidade, como a heterossexualidade não são muito mais do que isto. Por isso faz todo o sentido escrever a seguinte equação para explicar o que é a homossexualidade: homossexualidade = amor. A partir de 1970 começou a surgir uma perspectiva positiva, generalizada, em relação à homossexualidade. A APA (American Psychiatric Association) retirou a homossexualidade do seu "Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais" (DSM) em 1973, depois de rever estudos e provas que revelavam que a homossexualidade não se enquadra nos critérios utilizados na categorização de doenças mentais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) fez o mesmo em 1993. Psicológos e sexólogos chegaram à conclusão de que a homossexualidade é uma variante da normalidade.

Qual é a diferença entre homossexuais, bissexuais e transgéneros?

Resumidamente, os gays e lésbicas são pessoas que sentem atracção emocional e sexual por pessoas do mesmo sexo. Os bissexuais são pessoas que podem tanto apaixonar-se por alguém do sexo masculino, como por alguém do sexo feminino. O termo transgénero é utilizado para descrever o grupo de pessoas que não se enquadra na forma como as definições de "homem" e "mulher" são concebidas socialmente e inclui transexuais, hemafroditas, andrógenos, travestis e transformistas. Ou seja, ser gay, lésbica ou bissexual refere-se à orientação sexual do indivíduo, enquanto que ser transgénero refere-se à identidade do género do indivíduo.

Os homossexuais são reconhecíveis fisicamente?

A maioria das pessoas nunca pensa que as pessoas que conhecem podem ser homossexuais. Isto quer dizer que a maioria das pessoas assume à partida que todas as pessoas são heterossexuais. Além disso, pensam que têm uma imagem nítida de qual é aparência dos homossexuais: "Todos os gays são efeminados e todas as lésbicas são masculinizadas". Esta é a opinião generalizada, mas não corresponde à realidade. Geralmente não é possível ver a homossexualidade através da aparência. Os gays e as lésbicas têm a mesma aparência e agem tal e qual como todas as outras pessoas. As pessoas com maneirismos são uma minoria entre os homossexuais. Porém, se a homossexualidade de repente se tornasse visível, descobririas que já conheceste gays e lésbicas, sem saberes. Talvez a tua melhor amiga, o teu primo, a tua tia, o carteiro, o empregado do supermercado, a tua professora, um deputado do parlamento ou o teu artista favorito sejam homossexuais. Na verdade, a invisibilidade dos homossexuais significa que o conhecimento de como lésbicas e gays vivem as suas vidas é muito limitado. Mas como cada vez há mais homossexuais a falarem abertamente das suas vidas, esta invisibilidade está a diminuir. E, aos poucos e poucos, as atitudes negativas em relação aos homossexuais irão também modificar-se.

Quantos homossexuais existem?

Muitos homossexuais apercebem-se desde muito cedo que as suas paixões e interesses estão direccionados para membros do mesmo sexo. Outros não descobrem até mais tarde nas suas vidas o que é que os seus sentimentos querem dizer. Muitos destes encontram-se até em relações heterossexuais, casados e com filhos. Por estas razões é muito difícil determinar quantos homossexuais existem. Mas está estimado que entre 5 a 10% da população é homossexual assumida ou tem sentimentos homossexuais aos quais não corresponde devido à pressão social.

As pessoas podem "tornar-se" homossexuais?

As pessoas não "se tornam" homossexuais, mas antes descobrem essa faceta da sua sexualidade. Para praticamente todos os homossexuais, a homossexualidade não é uma escolha. A única escolha feita, quando decidimos viver a nossa sexualidade plenamente, é a de sermos honestos, de sermos nós próprios e de, acima de tudo, sermos felizes.

Será que sou homossexual?

Uma das questões mais comuns sobre a homossexualidade é de como é que se sabe que se é gay ou lésbica. Não existe uma verdadeira resposta para isso. Muitas pessoas dão-se conta dos seus sentimentos homossexuais mesmo antes de saberem que existe uma palavra para os descrever. A muitos jovens é dito que é "só uma fase" pela qual estão a passar, mas raramente é realmente apenas uma fase. Outros têm sentimentos que só mais tarde nas suas vidas foram identificados como homossexuais. Uns compreenderam o que significavam os seus sentimentos através de um relacionamento amoroso. Outros dizem que foram os seus desejos sexuais que os fizeram aperceber-se da sua orientação sexual. Estas experiências dependem, até certo ponto, do género da pessoa. Os homens, com mais frequência dos que as mulheres, dão-se conta da sua homossexualidade através da sua sexualidade. Desde muito novos podem ter fantasias sexuais ou sentirem-se atraídos por outros rapazes. A maioria das raparigas apercebe-se da sua homossexualidade através de um relacionamento amoroso e geralmente tiveram muitas amizades especiais ou muito próximas com raparigas antes de se aperceberem de que o que sentem é amor.


O que é quer dizer "Coming Out"?

Muitos homossexuais falam em assumir a sua sexualidade ou de "sair do armário". São expressões usadas para descrever a compreensão e aceitação que uma lésbica ou um gay faz da sua própria homossexualidade e o ousar contactar outros. Mas "assumir-se" também quer dizer falar sobre os nossos sentimentos com as pessoas mais próximas de nós e de quem mais gostamos. A experiência de "sair do armário" varia muito de pessoa para pessoa. Algumas pessoas dizem que aconteceu muito depressa e que se sentiram como se de repente todas as peças do puzzle tivessem encaixado perfeitamente. Para outros é um processo longo e difícil, que dura alguns anos ou até mesmo décadas. Frequentemente estas pessoas aperceberam-se do que significavam os seus sentimentos muito antes de finalmente os terem aceite e assumido totalmente. Sem dúvida, as circunstâncias em que vivemos ditam o quão difícil é para nós assumirmo-nos. Talvez seja a idade, o local em que se vive, o ambiente familiar ou de trabalho. Também depende da nossa personalidade. Algumas pessoas estão prontas a seguir o seu próprio caminho e não têm medo do que os outros possam pensar. Muitos gays e lésbicas acham que, à partida, as pessoas à sua volta irão evitá-los se souberem que são homossexuais. Às vezes há reacções negativas, mas a experiência mostra que geralmente acontece justamente o oposto. Pais, familiares, colegas e amigos não só te aceitam, como também apreciam a tua honestidade e coragem e o facto de tomares uma posição de afirmação em relação ao que és.

Qual é a sensação de conhecer outros homossexuais?

O primeiro contacto com outros homossexuais é frequentemente uma experiência extraordinária. Ir a um local onde se costumam encontrar homossexuais significa que, de um momento para o outro, encontras pessoas que se sentem exactamente como tu. E de repente não estás sozinho. Antes de se conhecer outras lésbicas e gays a parte mais difícil de se ser homossexual é, frequentemente, a solidão e o isolamento. Acredita-se literalmente que "ninguém se sente como eu sinto" ou sabe-se que há outros, mas não se sabe como é possível alcançá-los. Por vezes lésbicas e gays descrevem o primeiro contacto com outros homossexuais como uma sensação de "voltar a casa". Talvez sintam isso porque finalmente encontraram outras pessoas que passam pelas mesmas experiências, que sabem e percebem muito bem os seus sentimentos e que reconhecem como sendo iguais.

Há afinal grandes diferenças entre a homossexualidade e a heterossexualidade?

Quando o tema "sexualidade" é discutido, muitas pessoas pensam que há uma grande diferença entre a homossexualidade e a heterossexualidade. No entanto, as investigações mais recentes sobre a sexualidade e o género indicam que na verdade a grande diferença estabelece-se na realidade mais entre os homens e as mulheres do que entre os homossexuais e os heterossexuais. Para os homens é mais fácil separar a sua sexualidade dos seus relacionamentos amorosos. Também se pode dizer que os homens usam o sexo mais vezes que as mulheres como meio para alcançar a intimidade ou para iniciar uma relação amorosa. As mulheres, por outro lado, costumam depender mais do contexto emocional para obter prazer sexual. Também se pode dizer que para muitas mulheres a sexualidade só é valorizada depois de alcançada uma proximidade e intimidade emocional com o seu companheiro ou companheira. O que acontece nas relações homossexuais é que muitas vezes estes comportamentos específicos de cada género são reforçados.

Será que é mesmo assim?

1. Nas relações homossexuais um ou uma faz o papel de mulher e o outro ou a outra de homem.
Errado. Nas relações homossexuais os parceiros partilham indiscriminadamente os papeis consignados socialmente a ambos os sexos. Isto quer dizer que nenhum finge que é do sexo oposto.

2. Os homossexuais são mais obcecados pelo sexo.
Errado. Sexo é tanto ou tão pouco importante para os homossexuais como para os heterossexuais. O que notamos, na realidade, é que a diferença entre a sexualidade masculina e feminina é bastante mais significativa do que a diferença entre a sexualidade homossexual e heterossexual.

3. Os homens homossexuais são pedófilos e molestam crianças.
Errado. Há proporcionalmente menos homens homossexuais do que homens heterossexuais que abusam sexualmente de crianças.

4. A homossexualidade é causada por um trauma durante a infância.
Errado. Ninguém sabe porque é que algumas pessoas são homossexuais. Há teorias diferentes que falam de hereditariedade e do ambiente. A maioria dos homossexuais não tiveram dificuldades especiais durante a sua infância.

5. Os filhos de homossexuais tornam-se homossexuais.
Errado. As investigações científicas que têm sido feitas mostram que estas crianças tornam-se tanto ou tão pouco homossexuais como os filhos de heterossexuais.

6. Os homossexuais sentem-se atraídos por todos os membros do seu sexo.

Errado. Não é suficiente que a pessoa seja do mesmo sexo. Os homossexuais têm critérios de escolha do parceiro tão exigentes como os heterossexuais.

7. Informação positiva sobre a homossexualidade resulta em mais pessoas "se tornarem" homossexuais.
Errado. Informação positiva não faz com que haja mais homossexuais. Surgem sim mais pessoas com coragem para se assumir visto que a informação ajuda a diminuir os preconceitos.

8. Uma pessoa é homossexual porque não consegue relacionar-se com os membros do sexo oposto.
Errado. A homossexualidade não tem nada a ver com capacidades de atrair o sexo oposto. Tem sim com o facto de os homossexuais se interessarem por pessoas do mesmo sexo.

Marcelo Cerqueira, Grupo Gay da Bahia - Salvador, 1/04/2010 10h19min

No Brasil desde a primeira Constituição do Arcebispado da Bahia em 1707, passando pelo Código Civil, Penal e a Constituição não existe punição para homossexuais e nem as práticas homoeróticas entre pessoas de maior idade e com devido consentimento. Diferente de outras Constituições das Américas tais como Cuba, Nicarágua, Chile e Argentina, onde haviam restrições explicitas a homossexuais. No Chile e Argentina não existem mais. Hoje, na Argentina homossexuais podem se casar, e no Chile não se prende mais gays.

Se não existe lei no Brasil que pune também não existem aquelas que garantam os direitos. Se por um lado não existem leis que torna a homossexualidade um crime, por outro existe uma cultura discriminatória velada. Não há punição na Lei como nos paises muçulmanos, mas existe uma prática homofóbica instituída culturalmente enraizada no seio de nossa sociedade transmitida pelas famílias, igrejas, instituições públicas e privadas. É ensinado nas escolas que gays, lésbicas e travestis são cidadãos de última categoria. Essa visão é fortalecida por formadores de opinião que promovem campanhas difamatórias contra a homossexualidade.

D. Eusébio Sheid, arcebispo de Florianópolis, em 1998 disse que a homossexualidade é uma tragédia e "gays são gente pela metade. Se é que são", impunemente. Já D. Eugenio Sales, na época cardeal do Rio disse que os homossexuais têm anomalias.

Hoje no Brasil discriminar homossexuais virou entretenimento popular e punir esse popular é o mais difícil e complexo com a legislação atual. Falta atendimento humanitário nas delegacias de polícia, onde os gays têm medo de prestar queixa. Homossexuais discriminados não podem nem apelar ao bispo, visto os depoimentos desses representantes da Igreja Católica.

É preciso que a sociedade se conscientize que defender os direitos civis dos homossexuais é um processo de civilidade. E a garantia desses direitos deve servir para aperfeiçoar as relações entre as pessoas e preservar todos os Direitos Difusos e Coletivos da Humanidade. A violência contra esse segmento começa cedo. Em casa com a família, na escola com professores e comunidade estudantil, na faculdade, no trabalho, na rua em todos os lugares, nenhum lugar é seguro para um gay, uma lésbica ou travesti. Os crimes praticados contra esse segmento variam de xingamento ao extermínio físico.

Dados do Grupo Gay da Bahia (GGB) revelam à violência homofóbica contra homossexuais no Brasil: em 2009 foram assassinados 198 homossexuais, dados divulgados por jornais nos Estados. Foram 117 gays, 72 travestis e 9 lésbicas. No Espírito Santo tivemos registro de 5 homicídios sendo 2 gays e 3 lésbicas. Querer que a homofobia, seja qualificada crime não deveria ser apenas um anseio dos gays, mas de todos. Nós queremos mais, inclusive delegacias especializadas em Crimes Homofóbicos.

21 outubro 2010



Eu te convido a embarcar numa viagem alucinate
Onde os desejos mais ardentes reinam absolutos
Te chamo a navegar pelas sinuosas curvas do meio corpo
A flutuar pelas delicadas paredes da minha boca
A se perder em cada membro que me constitui
A se deliciar com a minha carne...
Estou disposto a tudo!
Quero ser só seu neste momento
Descortinar os estigmas do pecado
E me entregar a você
Realizar as suas fantasias mais lacivas
Ah! como eu quero fazer isso...
Só em pensar, minha pele se arrepia
Meu coração palpita
Minha boca saliva...
Quero você a qualquer custo
Os meus olhos me dizem que você também me quer
Posso ouvir o pulsar do seu coração
Compassado com o meu
Posso perceber a sua respiração acelerada, ofegante
Posso sentir o calor que exala dos seus olhos ao me ver assim, desnudo
Você me quer...
Eu também te quero...
Nessa ânsia de quereres, o que nos resta?
Por que não nos entregamos logo?
Duas almas não se encontram por acaso...
Nossas vidas já estavam entrelaçadas pelo desejo
Não podemos fingir que isso não é forte
Não aguento mais!
Quero você aqui do meu lado
Partilhando os meus fetiches mais ocultos
Possuindo o meu ser cansado de esperar...
Você senti o mesmo que eu?
Sei que sim!
Então vem
Não perderemos mais tempo
Deite-se comigo e deixe eu te levar
Para um lugar onde tudo o que é carnal é divino
Onde a cópula é um ato de amor
Num paraíso onde a liberdade impera
Quero te fazer feliz nesse instante
Por algum tempo te transcender
Te deixar endoidecido de prazer...
Um convite desse não pode ser recusado.

Menina Da Lua

Maria Rita

Composição: Renato Mota

Leve na lembrança
A singela melodia que eu fiz
Pra ti, ó bem amada
Princesa, olhos d'água
Menina da lua

Quero te ver clara
Clareando a noite intensa deste amor
O céu é teu sorriso
No branco do teu rosto
A irradiar ternura

Quero que desprendas
De qualquer temor que sintas
Tens o teu escudo
O teu tear
Tens na mão, querida
A semente
De uma flor que inspira um beijo ardente
Um convite para amar [2x]

Leve na lembrança
A singela melodia que eu fiz
Pra ti, ó bem amada
Princesa, olhos d'água
Menina linda
Sinopse

Padre Greg (Linus Roache) é enviado para trabalhar em uma paróquia em Liverpool. Ele fica surpreso ao ver que seu novo superior, padre Matthew (Tom Wilkinson), não cumpre o celibato, mantendo um relacionamento com uma mulher. Este é apenas o primeiro fator que fará com que Greg entre em conflito e questione algumas regras da Igreja.

Um segundo fator é a descoberta da própria homossexualidade, quando se apaixona por um rapaz (Robert Carlyle). Mas o que mais o tortura é quando uma menina de 14 anos lhe conta que sofre abusos por parte do pai, mas Greg está de mãos atadas pelo sigilo da confissão. Dividido entre sua vocação e sua sexualidade, entre as regras da Igreja e os problemas que testemunha, Greg teme ter sua fé abalada.

Elenco:
Linus Roache ... Father Greg Pilkington
Tom Wilkinson ... Father Matthew Thomas
Robert Carlyle ... Graham
Cathy Tyson ... Maria Kerrigan
Lesley Sharp ... Mrs. Unsworth
Robert Pugh ... Mr. Unsworth
James Ellis ... Father Ellerton
Christine Tremarco ... Lisa Unsworth
Paul Barber ... Charlie
Rio Fanning ... Bishop
Jim R. Coleman ... Funeral director
Bill Dean ... Altar boy
Gilly Coman ... Ellie Molloy
Fred Pearson ... Patrick
Jimmy Gallagher ... Mick Molloy

Ficha Técnica
Título no Brasil: O Padre
Título Original: Priest
País de Origem: UK
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 105 Minutos
Ano de Lançamento: 1994
Direção: Antonia Bird
Link IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0110889/ [User Rating:7.1/10]
Nota do IMDB: 7.1/10 (4,838 votes)


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TRAILER:

Fonte: Gazeta de Piracicaba

Quem lê abre lugares vagos em sua mente e se deslumbra em juntar letrinhas, formar frases e textos dos mais diversos. Mas o que o escritor deseja a interligação dos pensamentos com as suas emoções e conceitos de vida com o espírito ávido do leitor, para que eles pactuem e aflorem na leitura.

Os escritores nos levam a singrar mares "nunca dantes navegados," e nos descrevem cenários que jamais teríamos oportunidade de imaginar. O romancista nos leva ao delírio com suas pungentes histórias, que nos dão um parâmetro sobre usos e costumes de países muito distantes e diferentes do nosso. Com sua pena somos levados pela imaginação para lugares orientais e situações próprias dos lugares e épocas retratados, e da mesma forma, concretizamos os cenários, porque no nosso imaginário está plasmada a idéia do escritor ao nos transmitir seu pensamento. O que um escritor almeja é a cumplicidade com os seus pensamentos, para que o leitor entre no seu mundo fictício, através de um compartilhamento sutil nas entrelinhas. Nas poesias, o sentimento mais delicado, mais etéreo aflora toda sensibilidade de tão pouco valor e camuflada pela violência da realidade nua e crua dos tempos modernos, quem sabe por que é uma transição evolutiva da humanidade.

Um povo sem leitura é manipulado e dependente da informação, correta ou não. Um povo que lê não se deixa levar por idéias que enveredam para a tirania, porque ele sabe ser crítico, inquieto, tem maior tirocínio, porque aprendeu a pensar é engajado, não alienado, vivendo à mercê de manipulações literárias.

Durante séculos muitas idéias foram impostas como verídicas, mas às vezes são simples teorias ditadas pela falta de informação e pela religião dominante da época. Muitas vezes nos sentimos solitários, abrindo uma porta para a entrada de pensamentos negativos e depressivos e nos esquecemos que basta começar a ler um livro para nos sentirmos acompanhados. Como diz Mario Quintana: "Dupla delicia: o livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado."

Às vezes o que falta para quem não gosta de ler, é falta da alma em sintonia. Às vezes imaginam que estão perdendo tempo. Quando o tempo é questão de preferência.

A leitura vai descortinando um mundo que com a leitura chega aos nossos olhos e vai direto ao coração. Quem lê se emociona ou se instrui porque a leitura é como um fogo lento que vai abrasando e aquecendo nosso interesse a cada página virada e nos frustra quando chegamos ao fim do livro, fazendo-nos sentir órfãos daquela empatia que tivemos no relacionamento com seus personagens, naquele espaço de tempo trocado com seus protagonistas. Saudosos daquela companhia, muitas vezes relemos o livro para continuar aqueles momentos de compartilhamento.Quem não lê perde a oportunidade de ter momentos de felicidade.

Elda Nympha Cobra Silveira é poetisa escritora e artista plástica. E-mail: eldanympha@yahoo.com.br


Vem!
Vem menino
Vem sem medo

Vem e me possui
Vem e me envolve em teus braços
Vem e me sufoca com os teus beijos
Vem e descarrega a sua libido em mim
Vem, hoje eu sou sua prisioneira

Quero ser sua esta noite
Quero ser envolvida pelos teus carinhos
Quero sentir o afago das tuas mãos
Quero deslizá-las sobre o meu corpo
Quero umedecer a minha boca com os teus beijos

Sentir nossos corpos se unificando
Sentir a estonteante sensação do prazer
Sentir o calor dos nossos desejos no ápice do prazer
Sentir toda essa loucura invadir as minhas entranhas
Sentir essa paixão ressurgir, como uma fênix

Não tenha medo do que possa acontecer
Não tenha receio de se entregar por inteiro
Não tema, isso que estamos vivendo é puro
Não exite, os nossos copos querem se amar
Não seja tímido, eu só quero amar você

Vem e mata essa vontade obscura
Vem como um animal faminto
Vem e me devora a carne
Vem saciar os nossos desejos
Vem ser feliz de verdade

Vem sem medo
Vem menino
Vem...

17 outubro 2010


Olá povo!

Estava a algum tempo pensando em mudar o layout do meu blog e o dia chegou. O único obstáculo que faltava era encontrar uma imagem que exprimisse todo o sentimento e a reflexão das postagens publicadas aqui. Depois de semanas vasculhando fotos pela internet, eu encontrei essa que fala muita coisa sem dizer uma só palavra. Nessa imagem, nós vemos uma mulher sentada, ao pé de uma montanha, avistando o horizonte. Quando eu vi essa imagem não pensei duas vezes em mudar o design do meu blog.

Mas essa metamórfose do blog não surgiu do acaso, ela é o reflexo de vários fatores:

1- O design antigo era meio gótico: Muitos amigos meus diziam que adoravam o meu blog, mas o achavam com um clima fúnebre, do qual não correspondia com a essência do título;

2- As cores não remetiam à felicidade: Devido a cor preta e branca, o modelo antigo não passava um ar feliz, alegre;

3- Dúbio: Um dos principais motivos que me fizeram mudar o layout foi uma opinião de um grande amigo, quando este disse que a foto da mulher andando num bosque cercada por uma névoa, não passava para ele um ar de liberdade e sim de fuga. Isso me fez refletir muito até que hoje surgiu a chance de refazer todo o modelo.

Eu, particularmente, adorava o modelo antigo. Ele me causava uma sensação inebriante, inexplicável. Gostava das cores, da foto e confesso que a trilha sonora (MÚSICA CELTA), é uma das minhas preferidas.

Entretanto, esse novo layout reflete um pouco do meu estado psíquico atual. Estou prestes a fazer aniversário (DIA 27 DESSE MÊS) e muitas coisas da minha vida estão sendo representadas nessa nova imagem do blog. Acho que me encontro como a mulher da foto, pensativo à espera de algo surpreendente que está a caminho do horizonte. Da mesma forma, sinto-me cada vez mais livre para dizer o que penso, expor os meus posicionamentos e compartilhar coisas boas com os meus leitores/seguidores.

Por tudo isso eu resolvi mudar. Colocar cores mais claras que remetem à alegria, felicidade, harmonia; Colocar uma música mais suave, autenticamente brasileira...Tudo isso para criar uma atmosfera mais agradável para os fiéis leitores/seguidores do meu blog.

Inicialmente pode não parecer muita coisa, pois a estrutura antiga ainda permanece, porém, uma áura mais livre reina no visual do "Ser Feliz é Ser Livre". Por isso, quero saber a sua opinião a respeito dessa mudança. Coloquei, no lado direito do blog, uma enquete para você expor a sua opinião. Mesmo assim, quero saber o que você achou da transformação do meu cantinho aqui. Pode comentar o que lhe vier na cabeça, pois a sua opinião é e sempre será muito importante para mim, afinal de contas,

Ser Feliz é Ser Livre

A Cruz e a Espada

Renato Russo

Composição: Paulo Ricardo / Luiz Schiavon

Havia um tempo em que eu vivia
Um sentimento quase infantil
Havia o medo e a timidez
Todo um lado que você nunca viu

Agora eu vejo,
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim

E agora eu ando correndo tanto
Procurando aquele novo lugar
Aquela festa o que me resta
Encontrar alguém legal pra ficar

Agora eu vejo,
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim

E agora é tarde, acordo tarde
Do meu lado alguém que eu nem conhecia
Outra criança adulterada
Pelos anos que a pintura escondia

Agora eu vejo,
Aquele beijo era o fim, ah era o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim
E nunca mais, nunca mais, ou...

Sinopse:

A comédia conta a história de Steven Russell (Jim Carrey), um cidadão exemplar, um bom pai, um bom cristão e um bom marido, porém após sofrer um grave acidente automobilístico resolve não enganar mais a si mesmo, e ser quem ele realmente é: um gay (aí que Rodrigo Santoro entra) disposto a aplicar golpes para ter a vida que sempre sonhou.

Até que um dia é pego e vai parar na prisão (acho que aí Rodrigo Santoro sai) e conhece um novo amor (gay é claro!), o presidiário Phillip Morris (Ewan McGregor). Quando sai da prisão volta a passar por diversas situações inusitadas, como tornar-se diretor financeiro de uma grande companhia.

Elenco

Jim Carrey … Steven Russell
Ewan McGregor … Phillip Morris
Leslie Mann … Debbie
Rodrigo Santoro … Jimmy Kemple
Ted Alderman … Friend of Steven’s
Nicholas Alexander … Steven’s Brother
Brennan Brown … Larry Bukheim
Marylouise Burke … Barbara Bascombe
Beth Burvant … Sara
Trey Burvant … Blake
Clay Chamberlin … Arnie
Antoni Corone … Lindholm
David Dahlgren … Physician
Harrison C. Davies … Twink
Tommy Davis … Todd
Kibwe Dorsey … Gym Trainer
Lela Edgar … Blonde Wife
Griff Furst … Mark
Annie Golden … Eudora
Douglas M. Griffin … Steven’s Attorney
Jessica Heap … Secretary
Randy Herman … Steven’s Dance Partner
Louis Herthum … Doctor
Tim Hickey … Blonde Inmate
Jaime San Andres … Swat
DeVere Jehl … Samuel
David Jensen … Judge
Kennon Kepper … Little Steven
Jacqueline King … Lawyer
Sharon K. London … Clerk
Audrey Lynn … Harried Woman
Sammi-Jack Martincak … Stephanie @ 12
James B. McDaniel … Prison Inmate
Wendy Michaels … Housewife
Randall Newsome … Cop
Victor Hugo Palacios … S.W.A.T.
Gianni Palermo … Inmate
Liann Pattison … Sra. Lindholm
Denise Robin … Steven’s sister
Andrew Sensenig … Screecher
Morgana Shaw … Steven’s Mom
Michael Showers … Gary
Elizabeth Tranchant … Nosey Neighbor
Jeremy Dean Turner … Aryan Gang Prisoner
Martha Twombly … Church member
Deneen Tyler … Caretaker
Michael Wozniak … Phillip’s friend
Julia Adams … Church Member
Garrett Allain … Inmate
Susan Glaze-Harper … Ball attendee
Russell M. Haeuser … Houston Gala patron
Deborah R. Jones … Executive Wife

Ficha Técnica

Título no Brasil: O Golpista do Ano
Título Original: I Love You Phillip Morris
País de Origem: França / EUA
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Estréia no Brasil: 04/06/2010
Estúdio/Distrib.: Imagem Filmes
Direção: Glenn Ficarra / John Requa

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1. Doce Obsessão
2. Pense em Mim
3. Tem Cheiro de Amor no Ar
4. Canto ao Pescador
5. Mais uma Vez
6. Fácil de Entender
7. Olha Eu Aí
8. Rebentão
9. Uma Noite e Meia
10. Esperando na Janela
11. Vai Sacudir
12. Que Arerê
13. Poeira Cristalina
14. Auê
15. Tudo a Ver
16. Chama da Paixão
17. Seu Adeus
18. Pureza da Paixão
19. Dias de Sol
20. Janaina
21. Caras e Bocas
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