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22 novembro 2012


Sinopse

Os O'Brien (Brad Pitt e Jessica Chastain) tiveram três filhos, criados com grande rigidez pelo pai. O mais velho deles, Jack (Sean Penn), sempre teve atritos com o pai, em parte por reconhecer em si mesmo um pouco dele. Além disto, já adulto, Jack enfrenta um forte sentimento de culpa devido à morte de seu irmão.

28 junho 2012


O Ser Feliz é Ser Livre tem a honra de apresentar para todo o Brasil uma artista que será o futuro expoente da música Nacional, Nanau Nascimento. Esta cantora, ainda desconhecida do grande público, está lançando um Cd solo, intitulado de Roda da Vida, trabalho este ritmado com o puro e autêntico samba brasileiro, incrementado, com pitorescas batidas da cultura pernambucana, terra natal da cantora. O título desse álbum faz jus ao seu propósito maior: criar um elo vívido entre todas as culturas por onde o samba introjetou suas mais sinuosas cadências.

Fruto de uma grande mistura musical, o samba é um dos mais reconhecidos ritmos da nossa cultura. Suas múltiplas facetas se manifestam de norte a sul do Brasil e não há por aqui alguém que não se identifique com os seus batuques, letras e melodias. Foi pensando nessa diversidade e na importância que o samba exerce em nossas vidas que Nanau Nascimento decidiu gravar esse Cd, unicamente dedicado a ele. Tamanha ousadia resultou no “Roda da Vida”, o seu primeiro trabalho solo. Nele, músicas que falam de amor, religiosidade, alegrias e tristezas retratam temas do cotidiano desse povo brasileiro que é intimamente ligado ao samba.

Nanau Nascimento é Pernambucana, nascida na cidade de Recife, e desde pequena tem a música como dádiva e, posteriormente como instrumento de trabalho. Ainda na adolescência, participou de várias bandas de gêneros musicais variados e pouco a pouco foi conquistando o carinho do público com a sua simpatia e o seu incontestável talento. Dona de uma voz doce e aveludada, ao mesmo tempo forte e profundamente melodiosa, Nanau é muito elogiada por onde passa por sua afinação e bom gosto musical. Cantores, compositores entre tantos outros artistas do estado de Pernambuco, que a conhecem, são unânimes em dizer que ela é uma grande promessa da nossa música popular brasileira, e o Roda da Vida é a prova máxima disso.

Cada canção que embala o repertório é digna dos tradicionais clássicos do gênero que se consagraram pelo país. É claro que, como legítima pernambucana, Nanau adicionou sutis, mas perceptíveis, influências musicais do seu estado. Nas melodias, a presença dos metais enriqueceu a cadência do samba, dando a ele uma ritmada desenvoltura. Em algumas canções, singularidades da cultura do seu estado se fazem presentes, engrandecendo ainda mais as letras dos sambas. Destaque especial para a última faixa do Cd, a qual o mais popular ritmo de Pernambuco, o frevo, se apresenta ao maior ritmo do Brasil, o samba.

Dessa união nasceu o “Roda da Vida”, uma vanguardista representação do samba, em toda a sua plenitude. Trabalho musical que mimetiza os grandes sambas que enaltecem a musicalidade do nosso país, enquanto, ao mesmo tempo, mescla o que há de mais autêntico da cultura de Pernambuco. Cd que não canta apenas o samba do nordeste, mas dialoga com todos os estados por onde o samba fincou suas raízes. Em outras palavras, uma coletânea das infinitas formas que o samba pode se apresentar. Tal mistura só confirma que o samba faz parte da identidade nacional e, por isso, merece ser cantado das variadas maneiras que o fizeram ser o ritmo mais difundido do Brasil.

Por isso, Nanau Nascimento convida você a navegar nas ondas do samba e se aventurar com ela nas suas profundas águas. Ela espera cantar, dançar, emocionar e encantar todos vocês com esse trabalho que foi idealizado com muito carinho e esmero, para proporcionar a todos o que há de mais genuíno na música brasileira. Louvação e romantismo são, portanto, temas dos quais as canções expressam sentimentos comuns da alma humana, sobretudo aqui no Brasil, onde o samba se configura como elemento simbólico da cultura do país. Pois ela, Nanau Nascimento, representa uma nação que é apaixonada por música e pelo samba. E como ela bem descreve em uma das suas faixas: Eu sou o samba, eu sou do samba. E mesmo sendo nordestina ela diz: “[...] o samba também é nosso, é Brasil. O samba de Pernambuco é Brasil [...]”.

Espero que gostem:






19 janeiro 2012



Canalha!
Retrato poético e divertido do homem contemporâneo

Formato: 14 x 21 cm Número de Páginas: 320
ISBN 9788528613421

O novo canalha em ação

Carpinejar destila irreverência e poesia
para retratar o homem contemporâneo

Canalha!, novo livro de crônicas do escritor gaúcho Fabrício Carpinejar, é uma provocação desde o título. Um ato corajoso e irreverente contra os rótulos masculinos. Uma leitura divertida do homem contemporâneo, perplexo e desorientado com as transformações de comportamento e a dissolução dos papéis fixos familiares. O autor mostra que o canalha mantém o charme sexual, mas não é mais o mesmo apregoado pelo Nelson Rodrigues e tantos escritores da metade do século XX.

“Aquele cafajeste de outrora mudou, não é mais o tipo machista e intolerante. Esqueça os personagens de Jece Valadão”, afirma Carpinejar. “Há outro canalha mais perigoso em ação, uma mutação cultural: um canalha caseiro, que não tolera preconceito (aceita ser confundido com gay e entende o chamado como um elogio), que vai fundo no sofrimento para não repeti-lo, gentil dentro das expressões, que ama demasiado os filhos, que se veste com estilo, mas não se importa com o que os outros vão pensar, que encontra a autocrítica no humor, que se aproxima de uma mulher para roubar sua alma (porque o corpo é muito influenciável.”

São crônicas que respeitam sua natureza original de conversa: amáveis e despretensiosas, com jeito de pintassilgo no muro. Para serem saboreadas tanto no café-da-manhã, ao lado de uma boa xícara com leite quente e farelos de pão, ou numa mesa romântica, com a toalha manchada de vinho. E por que não numa leitura a dois na cama, atuando como preliminares?

As verdades mais fortes acabam ditas com delicadeza. Textos leves, chamando o leitor para cada vez mais perto. Uma percepção toda nova do cotidiano, admitindo as imperfeições e as gafes, sem medo de viver para evitar sofrimentos.

“Não crie arrependimentos por aquilo que não foi feito. Sejamos mais reais em nossas dores”, propõe na crônica “Insista”. Puro carisma de um autor, que mede o mundo com as palavras e os gestos, disposto a se abrir e emoldurar as lembranças com suas histórias.

Carpinejar cria uma espécie de contraponto viril de sua coletânea de sucesso, O Amor Esquece de Começar (2006). Defende a “alma masculina” como sinônimo de sensibilidade. Analisa as relações amorosas, homenageia a amizade dos detalhes e as preciosidades da rotina, desfaz tabus sociais. É capaz de provar a gravidez masculina, onde o homem não contará para a amada que aguarda seu filho no ventre, ou de destacar o cuidado dos velhos pais com seus filhos adultos, preservando o quarto deles exatamente como deixaram ao saírem de casa.

O texto de orelha é assinada por Xico Sá: “Entre uma canalhice explícita e um inocente ‘Ivo viu a uva’, Carpinejar, o cronista, o poeta, o fabulador, o mito, o homem, o álbum branco dos Beatles, nos enfeitiça, desgraçado bom de lábia, de escrita e de jabs. Parece golpe baixo, mas o cara é capaz de observar o origami da pressa que foi feito, pela mulher, com o papelão cortado do biquinho da caixa de leite, donde sugere um peito platônico ou quase, pelo menos para os tarados de plantão terá sido mais ou menos isso, por supuesto”.

Textos como “O fim é lindo”, “Sexo depois dos filhos”, “Emprestando roupas ao marido”, “Amor é coisa de boteco”, “É adorável uma mulher toda nua, ou quase, de meias brancas”, “O orgasmo feminino e o quindim” e “Procura-se um brinco”, entre muitos outros, fazem de Canalha! um livro para homens e mulheres – casados ou solteiros, lobos ou cordeiros.

Diferente dos dicionários e muito além do significado dos vocábulos, o escritor gaúcho apanha o sentimento da pronúncia.

Visto no site: Fabrício Carpinejar