02 outubro 2011



Visto no Blog: Desabafo...

SIGNOS:

ÁRIES - No meio de um milhão de homossexuais, Áries é primeiro signo a assumir a sua sexualidade sem medo. Detestam ser enganados e por isso agem com lealdade. Não desafie um gay ariano, ele não vai medir as conseqüências para se defender, não gostam de chocar, mas se for preciso, estarão dispostos a colocar sua cara na frente para defender os injus...tiçados, principalmente se for outro amigo gay. Adoram mandar, e tem pouca paciência com quem finge para eles. Falar com um ariano gay tem que se ter muito cuidado, eles são precipitados para tirar conclusões e mesmo antes de você terminar uma frase corre o risco de levar uma bofetada. Ariano não mede as palavras para dizer o que pensa, e são reis para arrumar aquele conflito, mas quando você conquista um coração desse nativo terá do seu lado uma pessoa que não irá temer correr nenhum risco para lhe salvar de situações complexas.

TOURO - Esse tipo demora um pouco para se assumir. Na verdade são um pouco lentos para tudo. Regidos por vênus planeta do amor e da beleza, adora se envolver em atividades de moda, beleza,cultura. O problema do gay taurino é que ele no fundo é bastante conservador, como a maioria dos signos terra, e demoram para admitir que não fazem parte de da sociedade tradicional. Podem se casar com uma mulher mesmo sem sentir amor como uma maneira de esconder sua sexualidade.Mas na intimidade são muito sensuais, e sabem agradar seus parceiros.Touro preserva a segurança, e existe dentro deles algo de puritano, cuidando o máximo das aparências. Mas no geral são bem humorados, ótimas companhias desde que não lhe peçam nada emprestado.Em geral são muito bonitos e cortejados, curtem a natureza, mas não dispensam o conforto, sem segurança financeira não existe relação.

GÊMEOS - É o tipo gay que não consegue ficar parado no lugar, preferem a companhia de amigos do que da família. No trabalho são versáteis e costumam alcançar várias posições. Seu estilo sempre é estar do lado de pessoas jovens , assim como eles eternos adolescentes. Sempre mudam de visual porque odeiam coisas monótonas. No grupo de gays são os mais infiéis, pois detestam ficar muito tempo com o mesmo par.Adoram novidades e sempre procuram o que tem de mais moderno. Não são adeptos de compromissos, gostam de ser livre, até se apaixonar de verdade, ai vira um grude. Corre atrás de quem corre deles. São curiosos e preferem pessoas cheias de mistérios para que possam desvendar, e ter uma surpresa por dia. Falam de mais e acabam perdendo a credibilidade, querem saber de tudo para passar pra frente. Tem facilidade de conseguir o que deseja, pois usa de certa artimanha. No geral são bissexuais.

CÂNCER - Um dos mais sensíveis da comunidade, tímidos, preferem ficar escondidos atrás de sua concha, procuram uma pessoa que os proteja, e que também possa servir de apoio emocional para seus momentos de crise, em troca adoram cuidar de seus parceiros, cozinhar, cobrir de carinho, proteger, e defende-los diante pessoas ofensivas. Ficam muito magoados com facilidade, mas não são agressivos, preferem se afastar. Sua reação é sempre de atração, procuram não correr atrás do amor, mas sabem aproximar as pessoas diante suas atitudes maternais. São eternos carentes sempre me busca de um colo. Quando magoados sua atitude é de chantagem, procuram jogar na cara de seus parceiros toda sua dedicação e o pouco que receberam em troca. Sabem perdoar, mas não esquecem uma ofensa. Adora receber presentes personalizados, que tenham uma marca, uma lembrança, muito mais do que o seu valor monetário, adoram ser lembrados. eu amor voltada para eles, caso contrário se afasta, ficam reE para presentear gostam de realizar uma pesquisa e dar aquilo que o amado está esperando, surpreender é uma de suas marcas. Podem brigar com a família, mas é o primeiro a defende-las. Dentro de uma relação vão fazer de tudo para que o parceiro sinta que ele é indispensável na sua vida. Choram com facilidade, então pense bem no que vai dizer a ele, provavelmente nunca irão esquecer, assim com não esquece o que lhe fazem de bom. São possessivos , e em uma festa ou evento querem toda atenção de smoendo e provavelmente montaram um barraco quando estiverem sozinhos. Sempre estão lembrando do passado, e devem ser encorajados para pensar no futuro, e se desprender do que lhes faz sofrer, é um lado masoquista. Tendências para serem bons atores, sabem passar emoção ao publico, tanto por meio do riso como com lágrimas avassaladoras. Quando amam são fiéis, e não admitem uma traição.mas são ingênuos e facilmente enganados.seu passatempo preferido é reunir seus amigos em casa e poder oferecer seus dotes culinários. Adora serenatas, uma caixa de bombom, e um lindo buque de flores,jantar de luz de velas , românticos por natureza. Possuem grande dificuldades de perceberam o final de um relacionamento, mas uma vez consciente com certeza nunca mais voltaram “a bater na mesma tecla”, o medo deles é sofrer tudo novamente., não se arriscam.Adoram fantasias, e o mundo da imaginação, são sonhadores, se dão melhor com pessoas de idade bem diferente da sua, ou para cuidar ou ser cuidado., criam relações maternais.Se você gostar de uma pessoa desse signo, nunca fale mal de sua família, nem toque nas suas coleções de figurinhas, selos, tampinhas.

LEÃO - Um dos mais extrovertidos no meio homossexual, não esconde que é, e gosta mesmo de chocar, ele necessita de aparecer, seja de purpurina, paetês, em cima de um palco, o mundo para esses nativos é uma passarela. Com muita personalidade são assumidos, e não temem as criticas alheias. Mesmo assim não perdem a pose, a dignidade e detesta atitudes baixas. Seus sentimentos são verdadeiros, românticos, adoram presentear seus amores com jóias se puderem. Mas ficam muito ofendidos se não forem reconhecidos pelos seus esforços. Um dos seus defeitos é se meterem de mais na vida do parceiro querendo realizar tudo que ele faz para se sentir indispensável e amado. No fundo seu ego é muito grande, e não acredita que tenha um pessoa tão capaz como ele. São generosos, mas extremamente orgulhosos, nunca se rebaixariam para pedir qualquer coisa. Tem sorte na vida, excelentes empreendedores, criativos, e com um talento teatral voltado para o drama. Quando ofendidos ou provocados perdem a cabeça e são capazes de aprontar os piores barracos, e dramas em publico. Não escondem seus sentimentos de amor ou cólera. Para ele a frase é “os incomodados que se retirem”. Nas festas e reuniões são a alegria do ambiente, e sua falta logo é sentida pelos demais quando por algum motivo não podem participar. Mas uma vez presentes estarão chamando a atenção de todos, seja por bem ou por mal, o importante é não passar despercebido. Se você ama um leonino não espere que na multidão ele se lembre de você, ele necessita ser amado por todos, apesar de preservar seu amor a 7 chaves. Por vezes são arrogantes, necessitam ser notados. Adora desafios, por isso nunca duvide deles, podem provar sempre o que são capazes. Se quiser que ele olhe para você, ou conseguir dele alguma coisa, basta enchê-los de elogios, mesmo quando estão irritados se derrete todo e esquecem qualquer insulto. Se você quer do seu lado uma pessoa cheia de vida, capaz de se arriscar, e realizar grandes provas de amor, está ai o cara certo, porém, não esqueça de jogar os confetes.

VIRGEM - Talvez os mais discretos entre o meio, eles não suportam qualquer tipo de exposição, são comunicativos, bem humorados, mas não gostam muito de se misturar, e escolhem o parceiro a dedo. Muitos partem para o celibato, pois são exigentes, e sua mania de perfeição o faz estar sempre colocando defeito em todo mundo. Adoram consertar coisas em casa, ou ajudar o parceiro a resolver problemas profissionais. Detestam coisas fora do lugar, ou que mexam em seus pertences. Tem muitas manias, são detalhistas, e gostam do look tipo mauricinho. Se vestem com elegância e ficam muito ofendidos com criticas. Sair com eles é muito divertido, mas dividir o mesmo espaço é uma neurose. Vão cuidar da sua saúde , oferecer alimentos macrobióticos, naturalistas dos quais são adeptos e não abrem mão. Preferem parceiros com os quais possa ter uma troca intelectual, adoram mimos, mas eles mesmo parecem frios, tem tipo um bloqueio para se abrirem emocionalmente. Muitos nativos são exageradamente moralistas, e tem dificuldade de encarar seus verdadeiros desejos. Possuem um grande controle emocional, que uma hora pode se virar contra eles atingindo o lado físico, provocando algum problema de saúde. E falando em saúde , esses nativos tem realmente uma preocupação exagerada com sua qualidade de vida, com qualquer disfunção, se tornando muitas vezes hipocondríacos. No amor com certeza não são levados a fazer declarações, tem dificuldade de expressar sentimentos,mas se atraem muito pelos tipos sentimentais, pois admiram isso neles. Fora o fato que do lado de pessoas mais sensíveis tem condições de encontrar o conforto emocional que necessitam mas não admitem em si mesmo. São bastante observadores, e com certeza irão sentir um enorme prazer em organizar a vida do parceiro.Mas não se iluda, esse submisso não se apega , e uma gorda conta bancário pode deixá-los completamente apaixonados. Quando não esquecem do parceiro pela dedicação ao trabalho. Uma vez preso o amante de virgem, sua tendência é uma vida rotineira, organizada, mas sem muita emoção, o que eles preservam é a segurança. No geral é o tipo que apronta muito quando solteiro e depois se santificam e querem moralizar a todos.

LIBRA - Libra já é um signo afeminado de natureza, não querendo dizer que todos librianos teriam tendências homossexuais, mas eles se naturalmente são desancados com assuntos femininos, e se dão muito bem no mundo da moda, da arte, e beleza. È que naturalmente o libriano regido por vênus, Deusa do amor e da Beleza, possuem um charme, e um bom gosto natural. Abomina o que é exagerado , grosseiro, pois tudo para eles tem que ter equilíbrio, harmonia. Também temem o ridículo, por isso procuram sempre não ser nem muito uma coisa ou outra.Muitas vezes se apaixonam por mais de uma pessoa, e vivem esse dilema por toda a vida, o amor verdadeiro, e o amor que ele participa do social. Para ele a casa pode estar caindo, mas ele sempre irá aparentar um equilíbrio, uma tranqüilidade falsa, porque a aparência para ele é muito importante. Isso se dá porque a necessidade de ser aceito também é ampla. Ele não entende quando alguém não consegue gostar dele. Um dos seus principais problemas é a dificuldade de dizer não, e acabam se relacionando com pessoas que não tem nada a ver com eles, pelo simples fato de não querer desagradar, ou perder a simpatia do outro. Ele nunca se colocara em situações constrangedoras, pois detesta qualquer tipo de “barraco” ou situação grosseira. Ele necessita de amigos e bons relacionamentos, e desta maneira desenvolve seu maior dom que é a diplomacia. Tem muita dificuldade de aceitar sua orientação sexual, e passam a vida as vezes sobre um disfarce que os faz sofrer amargamente. Mas na intimidade são muito sensuais, românticos, adoram um clima zen, com luz de velas, bonitas toalhas, talheres de prata, uma música suave, sem isso se sentem incapaz de amar, para eles a aparência é um fator determinante na busca do parceiro ideal. Como dizia Vinicius, um libriano exemplar “Desculpe os feios , mas beleza é fundamental”.

ESCORPIÃO - São um tipo mais masculino, dando a impressão do papel ativo, o que não ocorre com freqüência, mas o nativo de escorpião em geral, seja homo ou hetero o sexo tem um papel fundamental nas suas vidas. Possuidores de muita energia, sabem atrair ou repelir quem deseja. Não fazem questão de agradar ninguém, mas quando gostam são capazes de remover montanhas. Mas não pise na bola com eles, são sensíveis, e muitas vezes vingativos. Sabem desprezar como ninguém, e dizer certas verdades que destroem qualquer ego possuído.Nunca confiam totalmente no amor, por mais que gostem. Suas relações são profundas, e possuem um ciúme que mata. Não gostam de relações superficiais, tudo na vida dele é intenso, e cheio de altos e baixos. Como amantes não existe melhor na cama, dominam completamente o parceiros e se tornam pessoas inesquecíveis, ao mesmo tempo podem usar o sexo como uma forma de poder. São obstinados, possessivos, e intolerantes. Nunca perdoaria uma traição.Existe crises freqüências de mal humor , e o melhor nessa hora é ficar bem longe, porque nem eles mesmos se entendem .São determinados em seus objetivos, e dificilmente mudam de idéias. Escorpião quando não assume sua sexualidade, pode se tornam extremamente machistas, desprezando as pessoas que se assume, mas no fundo isso é um certo temor ou insegurança com relação aquilo que realmente são. Passam por verdadeiras crises existenciais, , muitos se revoltam , se achando injustiçados de uma situação. Perdem pelo desejo, e sua missão no mundo é aprender a se desprender e amar de maneira.

SAGITÁRIO - Se você é homossexual desse signo com certeza não esconde sua opção sexual. Seu caráter é muito franco, e não consegue fingir o que realmente é. A liberdade é um fator importante na sua vida, e por isso não se prende a normas e etiquetas.muito otimistas, sabem animar todos ao seu redor, sempre de bom humor, tiram qualquer um do mundo das lamentações. Seu maior problema é a tendência para o exagero, tudo para eles é realizado de maneira compulsiva, comer, beber, se divertir, tem um grande estoque de energia, e quando acreditam que algo é bom, defendem até a ultima gota de suor. Filósofos por natureza questionam muito a vida e o comportamento humano. Dão-se bem na área jurídica, e internacional, podem ser viagens, sempre em busca de culturas diferentes para entender o comportamento humano. Ser responsável não é seu forte, não gosta de compromissos, horas marcadas, seriedade demais, gostam de quebrar o gelo com piadas picantes e descontraídas. São otimistas e acaba a atraindo o sucesso para suas vidas, gostam de esbanjar em presentes.Quer conquistar seu coração? Demonstre conhecimento da vida, coloque uma mochila nas costas e saia com ele em busca de aventuras, fale vários idiomas, astrologia, espiritismo, filosofia. Ele necessita de um objetivo na vida para lutar, busca os significados da vida, e odeia que lhe prendam. É agitado, e necessita de alguém que compreenda seu espírito livre. Gostam do campo, da natureza, odeiam gravatas, e tudo que lhes sufoque.No amor não são possessivos, são até ingênuos e sujeitos a traições, das quais com o tempo eles acabam se acostumando, acreditando que tudo tem um preço, já que também não são muito fiéis.

CAPRICÓRNIO - Outro nativo que para ele assumir seu lado homo pode ser uma verdadeira penitencia. Dão uma enorme importância para as regras e etiquetas sociais. Geralmente não transparecem seu lado afeminado pois evitam constranger as pessoas. São muito preocupados com o pensam respeito de si mesmo. Esconde-se por trás de uma fachada tradicional, séria, conservadora. Eles necessitam se sentir seguros no mundo, e temem que demonstrar seus sentimentos é como ser fraco. Sua natureza é fria, e no fundo possui um grande sentimento de rejeição, solidão. A timidez também é uma etapa a ser vencida, mas por trás dessa fachada de muita seriedade que é como uma capa para protegê-los existe uma pessoa sensível, bem humorada, que solta piadas em momentos que as pessoas menos esperam. Seu maior sofrimento é a necessidade de querer provar alguma coisa no mundo, ambiciosos , precisar crescer na escala social, e profissional, e para isso não medem esforços, trabalham com uns condenados,e acabam se realizando no período da maturidade. Calculam cada passo que desejam realizar, até nas suas conquistas amorosas. Gostam do contato físico, mas preferem se manter calados.Na vida procuram os caminhos mais difíceis pois nada vale a pena se não tem obstáculos. Também não gostam de ajudas pois receber ajuda pode significar fracasso. Apaixonam-se por pessoas de sucesso, que já conseguiram provar seu lugar no mundo, e se essa mesma pessoa perder uma posição, ele automaticamente também perde seu interesse. Querem pessoas fortes, que cuidem de sua casa, alimentação e lhe dê um lar seguro, enquanto saem a luta em busca da segurança da família. Gostam da rotina, de um lar organizado, e são muito exigentes consigo mesmo como com as pessoas que o acompanham. Ri da sua própria desgraça, fazendo uma piada quando todos pensam que ele está concentrado nos problemas. Mas sua tendência é para depressão se não assumir quem é , o que deseja, sem se preocupar com o que pensam dele.

AQUÁRIO - Talvez de todos signos do zodíaco, esse é o que tem menos problemas para se assumir , um dos fatores é sua facilidade para se desprender de dogmas, de regras feitas, questionam tudo na sua vida, e não suportam seguir um padrão habitual. Sua opinião é sempre do contra, não gostam de ser comuns, e necessitam da liberdade assim como ar que respiram. Inteligentes, se dão bem em áreas profissionais incomuns, como astrologia, ecologia, direitos humanos, e também em áreas inovadoras como computação, novas tecnologias. Seu pensamento é o dia de amanhã, esquecem o passado com facilidade e nem gostam de falar sobre ele. Gostam das mudanças, e não suportam a rotina. Também são bastante seguros para terminar um relacionamento quando observam que a situação se complica. São individualistas, e não se envolvem emocionalmente, para eles o amor inicia com uma boa amizade. Querem chocar, fazer as pessoas pensarem , e sair do fator ilusão. São loucos com os pés no chão.Sempre estão envolvidos em algum projeto idealista, lutando pelas causas de uma comunidade, direitos comuns. São intelectuais, buscam o conhecimento. um revolucionário, rebelde, excêntricos, admiráveis, atraem um grande número de adeptos para realizar seus sonhos mirabolantes. Para muitos são visto como malucos, mas na verdade sua mente está muito além da maioria das pessoas, por isso se sente um extraterrestre no mundo. Gosta do moderno, futurista. Vestem-se de maneira bastante original, não se ligam em moda, nem combinações, são muito autênticos, e quando você encontrar um empresário de terno e sandálias de borracha, pode ter certeza que está diante de um aquariano ou uma pessoa com forte.

PEIXES - Muito sensíveis, passam um longo tempo decidindo sua sexualidade, pois de tudo que fazem sempre estão confusos, não se entendem direito, ao mesmo tempo em que possuem um grande poder de compreensão com as causas alheias. Atraem pessoas problemáticas, e são muito influenciáveis. Dificilmente tomariam a iniciativa em uma relação, preferem ser conduzidos. Fiel não é uma palavra do seu dicionário já que são muito influenciados, e nem sabem exatamente o que querem. Sonhadores, vivem em um mundo de imaginação e fantasia. Com uma tendência a fuga, tem dificuldade de encarar a realidade, e muitas vezes preferem esquecer os problemas no meio dos amigos, em uma mesa de bar. Quando o pisciano se equilibra ele procura o lado da espiritualidade e consegue a harmonia pretendida. Não guardam ódio nem rancor de ninguém , são ótimas criaturas, mas não dá pra confiar muito porque vivem perdidos no seu mundo interior. São pessoas totalmente sem preconceitos, e aceita as pessoas de igual pra igual independente da sua classe econômica. Sabem se sacrificar pelos amigos, e adoram ajudar, fazem o tipo salvador mesmo quando eles mesmos são a vitima de uma situação. Sempre conseguem o que querem , e depois da conquista sempre param pra se perguntar,: Será que era isso mesmo que eu queria? Se apaixona por pessoas frágeis que ele pode ajudar, como os excluídos socialmente. Demora para se assumir, é tímido,e teme muito criticas pois se fere facilmente. São submissos, sensíveis,compreensivos, mas tem uma enorme dificuldade de encarar a realidade. Se você deseja tem do seu lado um artista, que não esquenta a cabeça com nada, mesmo quando a casa está pegando fogo, ai está o parceiro correto. São românticos, apaixonados, e capazes de grandes sacrifícios, até se esquecem de si mesmo.

Ciência, magia, sobrenatural ou tudo junto. Não se sabe bem ao certo como definir o surgimento da vida, mas o que ninguém discuti é que ela é a dádiva máxima que Deus ofertou aos seres humanos aqui na terra. No entanto, infelizmente tal constatação não é valorizada por todos, pois o que se vê são pessoas tirando a vida de outras, sustentados em razões apequenadas de ideologias que tentam padronizar um modelo de comportamento social, baseado na moral e em costumes conservadorísticos obsoletos. Daí, as camadas estigmatizadas pela sociedade sofrem com os abusos, o descaso e a violência desenfreada de uma parcela de pessoas que não sabem o significado da importância de respeitar a vida alheia, não interferindo assim no curso natural dela. Entretanto, no Brasil, isso não acontece, sobretudo com os homossexuais, já que atacá-los, caçá-los e até mata-los se tornou hobby, esporte ou necessidade, como se estes fossem peças de marfim, ou pior, pragas que devem ser extintas da face da terra.

A brutalidade contra os gays merece uma apurada reflexão, pois nunca foram cometidos tantos crimes contra essa classe como nos últimos anos. De fato, se comparado com a perseguição religiosa de momentos tortuosos da história, perceberemos que hoje eles são mais assassinados do que antes, mas pelas mesmas razões e com o mesmo requinte de crueldade. Hoje, não são apenas as travestis, os afeminados ou os homossexuais que se prostituem as únicas vítimas da violência. Idosos, homens distintos, jovens, e até crianças que estão descobrindo a própria sexualidade são vítimas da intolerância sexual de pessoas que sentem aversão à homossexualidade. Essa fúria contra o comportamento dos gays ultrapassou todos os limites, visto que os ataques não se restringem as ruas, ou locais ermos. Na escola, dentro de casa e em plena luz do dia, os agressores manifestam uma indiferença tamanha contra os LGBTTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), sem nenhum pudor, nem tão pouco respeito pela vida deles.

As razões para tanta selvageria são inúmeras e fáceis de serem pontuadas. A primeira é a imposição biológica com a visão procriativa pela qual a humanidade está fundamentada. Sobre essa perspectiva, os homossexuais representariam o extermínio da raça humana, então, por isso deveriam ser contidos antes que tais previsões fossem concretizadas. Segundo vem a questão dos valores morais, estes tão intimamente ligados a Religião que delimitou um modelo de relacionamento do qual só poderá haver afeto, atração e contato sexual entre homens e mulheres. Com isso, todo comportamento que desviasse desse padrão deve ser condenado, sob a ótica divina, não restando chances para salvação. E o terceiro, mas não menos importante, é a falta de educação. A não sedimentação desse quesito tem resultado na propagação da ignorância, esta que é determinante para o surgimento de atos de violência, geralmente respaldados pela falta de conhecimentos básicos como civilidade, igualdade, respeito e amor ao próximo. 

Na realidade, o que ocorre é uma inversão de valores por parte da sociedade. Enquanto uma parte dela ecoa discursos hipócritas contra o fim da discriminação e do preconceito, outra parte age completamente diferente quando são impelidos a combater esses problemas na prática. Ou seja, dizer que o problema existe e exigir que o outro faça a sua parte contra a violência e a segregação pela qual os gays do Brasil são obrigados a viverem, não é o suficiente. É preciso ação conjunta, empenho e comprometimento com as causas desse grupo. Não se pode fingir que eles não estão sendo exterminados. Não se pode ignorar a existência de uma educação heteronormativa dentro de vários lares e transplantada para muitas escolas. E não se pode esconder a triste realidade deles que estão vivendo na obscuridade, com medo de serem atacados por pessoas que não conseguem respeitar a individualidade alheia, e ainda por cima não são devidamente punidos por agredir um homossexual.

Padronização, esta é a palavra de ordem, portanto, quando temas polêmicos estão em jogo. De fato, ela é utilizada para justificar que o que é diferente não pode pertencer ao quadro imposto pela sociedade, porque de alguma forma foge do perfil esperado, da normalidade exigida e de tudo o que já está sacramentado. No entanto, o “diferente” não pode ser condenado por pessoas que acham que determinado grupo difere do outro apenas porque tem uma sexualidade diferenciada da considerada padrão. Falar em sexualidade, numa acepção abrangente, é como navegar num mar sem vela, logo, é um risco criar nomenclaturas e classificações estanques para enquadrar aquela “perfeita” da imperfeita. O que há são variações, experimentações. Um espectro de vida que deve ser entendido, não como perversão, bizarrice ou antinaturalismo, mas sim como vertentes humanas, possibilidades de contato com o outro na busca constante por um prazer individualizado que nem por isso é inferior ou superior, apenas diferente.

A história do Brasil é marcada de eventos marcantes que foram cruciais para a formação da pátria tal qual a conhecemos hoje. Nessa trajetória, muitos erros foram cometidos no passado, para que no presente e, consequentemente no futuro, não fossem repetidos. No entanto, infelizmente certas falhas ainda continuam a acontecer em pleno século XXI, com o mesmo imediatismo, imposição e desconhecimento dos nossos colonizadores quando aqui aportaram. Dito de outra forma, falo das “verdades” culturais que foram forçosamente impregnadas em nossas terras, como instâncias absolutas a serem seguidas à risca. Dentre elas, a principal foi indubitavelmente a Religião, impelindo uma nova forma de adoração que iria mudar definitivamente o curso da fé em nosso país.
 
A opressão religiosa sofrida pelos nativos dessa terra, no tão famoso e turbulento período da catequese, parece que não ficou restrito ao Brasil quinhentista daquela época, uma vez que hoje as Religiões continuam com a filosofia catequética de outrora. Na realidade, atualmente há uma bifurcação no conceito de adoração. Se por um lado há um grupo dedicado a angariar fieis comprometidos com as causas divinas e com a responsabilidade de disseminar o amor, a solidariedade e o respeito ao próximo. Características estas típicas dos filhos de Deus. Há, por outro lado, uma parcela de religiosos que pouco se preocupam com tais ideologias. Para estes o que realmente importa é a conquista de mais seguidores, pois eles serão cruciais para a ampliação de doutrinas particulares, promovendo não a fé individual, mas sim os dogmas das Igrejas das quais eles fazem parte. É nessa relação que surgi à diferença cabal entre ter fé e ser seguidor de uma filosofia.
 
Fé, como se sabe, é algo inabalável, indescritível, incompreensível, indomável. Fenômeno sobrenatural que vai além das perspectivas racionalizadas do homem. Ferramenta única e intransponível de amor. Elo psicodélico entre os mortais e algo superior, divino, eterno e que tem o poder de confortar as nossas angústias, de solucionar os nossos problemas, de afagar a dor que muitas vezes feri as nossas almas. Sentimento de amor que é nos imposto, mas que de certa forma não nos faz mal. Pelo contrário, pois ter fé é acreditar que o homem não é autossuficiente, mas que ele é subordinado a uma força maior, que regi a vida e que decide a todo o momento o curso da vida na terra. E essa constatação é importante porque permite que o ser humano se humanize, fazendo dessa terra um ambiente onde a paz e o amor devem sempre prevalecer.
 
Diferente dessa fé, a qual todos nós conhecemos e nutrimos dentro de nós de formas distintas, ser seguidor de uma ideologia religiosa é altamente prejudicial. Isto porque, muitas Igrejas que deveriam ser o portal por onde os fieis entrassem em contato com o divino, agem paradoxalmente, invertendo o verdadeiro sentido da fé. Isso acontece muito aqui no Brasil, onde os “detentores da palavra” da moral e dos bons costumes usam seu poder de persuasão para propagar a intolerância, o desrespeito e o desamor entre as pessoas. Mesmo vivendo numa terra onde a diversidade religiosa é base constituinte da cultura, muitas Igrejas esquecem-se dessa pluralidade e lutam entre si para angariar mais seguidores, que lotarão seus templos, ofertando além da fé um pouco, ou até muito, dinheiro. Por isso é que se veem pastores sendo presos por roubo, falcatruas, desvio de dinheiro público no caso de políticos inseridos em bancadas evangélicas. Entretanto, os “fieis” infectados pelo discurso alienativo de algumas instituições religiosas que usam a fé como artificio para conquistar o povo, seguem investindo a sua adoração ao tempo, ao pastor, ao dizimo, mas não a Deus e a filosofia altruísta propagada por ele.
 
O resultado disso é a proliferação de pensamentos maniqueístas, ou seja, posicionamentos religiosos limitados, impondo para a sociedade o que é certo e errado, o que pode ou não, quem deve permanecer vivendo ou não, e assim por diante. É, na verdade, uma catequese moderna, com os mesmos moldes impositivos daquela época de descobrimento das terras brasileiras. No entanto, as pessoas que usam a fé dessa maneira se esquecem de que, diferente dos povos que habitavam as matas do Brasil, as pessoas de hoje são reflexivas e já utilizam a razão para decidir sobre a sua vida. Ou pelo menos deveriam usá-la. De qualquer forma, a sociedade não pode deixar servir-se como massa de manobra nas mãos de aproveitadores que utilizam erroneamente os ensinamentos de Deus, como verdadeiras armas para segregar seres humanos.

Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem vivo sorrindo ao seu lado

Você pensa em mim toda hora
Me come, me cospe, me deixa
Talvez você não entenda
Mas hoje eu vou lhe mostrar

Eu sou a luz das estrelas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o medo de amar

Eu sou o medo do fraco
A força da imaginação
O blefe do jogador
Eu sou, eu fui, eu vou

Eu sou o seu sacrifício
A placa de contra-mão
O sangue no olhar do vampiro
As juras de maldição

Eu sou a vela que acende
Eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada

Por que você me pergunta?
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra
Do fogo, da água e do ar

Você me tem todo o dia
Mas não sabe se é bom ou ruim
Mas saiba que eu estou em você
Mas você não está em mim

Das telhas eu sou o telhado
A pesca do pescador
A letra "A" tem meu nome
Dos sonhos eu sou o amor

Eu sou a dona de casa
Nos "peg-pags"do mundo
Eu sou a mão do carrasco
Sou raso, largo e profundo

Eu sou a mosca da sopa
O dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão

Eu sou o amargo da língua
A mãe, o pai e o avô
O filho que ainda não veio
O início, o fim e o meio



As duas mortes do Toni
Por João Negrão, especial para o Maria Frô
26/09/2011
Quarta-feira, 21 de setembro de 2011, 19 horas, em Jackson, capital do estado da Geórgia, Estados Unidos, Troy Davis, um negro de 42 anos, recebeu a dose letal que o levaria à morte. Condenado por assassinato, Troy Davis deitou-se na maca para receber as injeções repetindo a mesma frase de 22 anos antes, quando foi preso e condenado: “Sou inocente”.
Quinta-feira, 22 de setembro de 2011, por volta das 23 horas, em Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, Brasil, Tony Bernardo da Silva, um negro de 27 anos, africano de Guiné-Bissau, estudante de Economia da Universidade Federal, recebeu um pontapé na traquéia e morreu. O golpe culmina uma sessão de socos e pontapés desferidos por dois policiais e um empresário que duraria em torno de 15 minutos.
Impossível não traçar um paralelo entre as duas mortes.
A primeira foi uma condenação legal, nos moldes da justiça norte-americana, que todos conhecemos, empenhada a condenar negros, ainda que, como é o caso de Troy, haja evidências de inocência. Inclusive depoimento de outro preso assumindo a autoria do crime atribuído a ele. Em vão: Troy não recebeu perdão, não teve a clemência do governador da Geórgia e muito menos direito a recurso na Suprema Corte, dado às evidências de sua inocência.
Difícil não imaginar que se trata de mais um caso de racismo como os que pontuam a crueldade do sistema jurídico e a sociedade racista dos Estados Unidos, especialmente nos estados sulistas como a Geórgia.
Como é difícil não suspeitar que o caso do Toni foi uma expressão pura e cabal de racismo.
Uma condenação prévia: um negro que adentra a uma pizzaria freqüentada por rapagões e moçoilas de classe média alta de Cuiabá, num bairro idem, embora predominantemente de repúblicas estudantis (o Boa Esperança fica ao lado do campus da UFMT) é um bandido. E ainda mais se este negro acidentalmente esbarra na namorada de um desses fregueses.
Afinal, aquele não é um lugar para negros. Pior ainda. Que atrevimento! Um negro que deveria estar na senzala não pode adentrar a uma casa grande dos pequenos burgueses e tocar a mulher branca do sinhozinho.
Então, eis seu crime. E está decretada a pena de morte. Não se sabe se os policiais e o empresário (sinhozinho) estavam armados. Se estivessem teriam desferido vários tiros? Tenho dúvida. Não sei se não preferiram mesmo usar como instrumentos de execução os socos e pontapés. Afinal, esta na moda uma das marcas da intolerância: matar a porradas negros, homossexuais e todos que esses “bad boys” não toleram por serem diferentes deles, supostamente bem nascidos, bem nutridos e crentes da impunidade. E com um ingrediente macabro: eles se divertem. E não raras vezes filmam e jogam em suas redes sociais.
Seguindo o mesmo “modelito” que a imprensa em geral aplica a esses casos, todos ciosos a dar voz e vez aos assassinos da elite, tentam desqualificar o morto. Versões diversas surgem por todos lados dando conta que ele tinha passagens pela polícia, era drogado, perdeu a vaga no convênio da UFMT e outras informações nefastas. Como sempre trabalham com meias-verdades, com deturpações dos fatos e a omissão de outros.
Essas versões são disseminadas por advogados e familiares dos assassinos, que encontram voz em veículos de comunicação que, deliberadamente ou não, as propagam sem questionar o contexto da vida do Toni e os depoimentos de amigos, colegas e ex-namorada, todos, unanimemente, testemunhando sua conduta passível e respeitadora.
É compreensível que os advogados e familiares tomem tal atitude. Mas não justifica a postura dos representantes da Universidade Federal de Mato Grosso, que qualificaram o Toni como um indivíduo de má conduta.
O setor da UFMT responsável pelo convênio entre o governo brasileiro e os governos dos países africanos de língua portuguesa, que permitem jovens daqueles países estudarem no Brasil, sempre foi omisso e racista com esses estudantes. Poderia desfilar aqui uma série de descasos, dificuldades criadas e declarações preconceituosas. Não é o caso agora.
Por enquanto fica o registro de que o Toni sempre buscou desesperadamente lutar contra o vício do crack e encontrou pouco apoio na UFMT. Seus amigos se mobilizaram, igualmente seus colegas e professores. Mas a instituição se agarrou na burocracia. Por ele não conseguir mais freqüentar as aulas, o desligaram do convênio, pura e simplesmente. E ficou por isso. Contudo não pouparam declarações cruéis, insensíveis e até irresponsáveis na imprensa.
Esta é a mesma instituição que ignora que drogas como o crack estão se proliferando dentro e na periferia do campus da UFMT do Boa Esperança. Foi ali mesmo que o Toni se viciou. Nas imediações da república em que ele morava, assim como nos corredores da UFMT, a droga e traficantes transitam livremente. Que providência a instituição tem tomado acerca disso? Prefere tapar os olhos e ajudar a condenar seus jovens alunos.
Foi-se o tempo em que o romantismo e a rebeldia de fumar um baseado faziam parte do cotidiano universitário. Agora o ambiente universitário é um dos mercados de drogas pesadas, assim como seu entorno. E a tragédia do crack, a pior delas, bate à porta de todos nós. Meus amigos e colegas, muitos deles vivendo esse drama familiar, sabem do que estou dizendo. Acompanhei esses dramas quando morava ainda em Cuiabá.
Eu mesmo o vivo bem de perto. Tenho um irmão que vive a perambular pelas ruas de Goiânia se consumindo pelo crack. Gilmar, um dos sete filhos adotivos de minha mãe, era um rapaz trabalhador desde criança. Estudou, casou, formou família. Suas três filhas e esposa não agüentaram viver aquela tragédia e o abandonaram. Desde então passou a viver nas cracolândias do bairro Vila Nova, na capital de Goiás.
Minha mãe, já com seus 74 anos e morando agora em Goiânia, acompanha seu infortúnio e, dentro de suas limitações, nos mobiliza a todos para tentar salvá-lo.
O Toni tentou sobreviver. Poucos meses antes de voltar para Brasília, o recebi na minha casa, a qual ele freqüentava com os demais estudantes guineenses. Minha mulher era amiga dele, chegaram de Guiné-Bissau juntos. Ele para curso Economia e ela, Publicidade. Éramos capazes de deixar nossa casa aberta para ele, junto com meus filhos. O Toni não era um bandido. Repito: era uma pessoa amável e respeitadora.
Naquela tarde fria de julho e Cuiabá melancólica devido à carência de seu sol escaldante, o Toni chegou desesperado. Primeiro pediu dinheiro emprestado. Depois, muito envergonhado, chorou no nosso colo. Pediu ajuda, implorou para que afastássemos aquela sua vontade incontrolável de querer consumir a droga. Então começamos a mobilizar os amigos, colegas e seus professores. Ele necessitava de tratamento para poder concluir os estudos e voltar para o seu país.
Dois meses depois voltei para Brasília. Mas acompanhamos daqui a vida do Toni. Ficamos sabendo que ele havia ido para o tratamento. Depois fomos informados que havia vendido tudo que tinha e foi obrigado a entregar toda a sua bolsa de estudos para os traficantes. Quando perdeu a bolsa, foi para a rua mendigar. Foi num desses momentos que entrou na pizzaria naquela noite do dia 22 de setembro.
O Toni é filho de uma família de classe média alta em Guiné-Bissau. Seu pai é agrônomo e possui uma pequena fazenda. Idealista, sempre quis que os filhos tivessem boa formação para ajudarem no desenvolvimento do país. Tem irmãos que estudam ou estudaram na França, Inglaterra e Portugal. Parte da família fez carreira nas forças armadas, onde um tio seu é um dos comandantes.
Certa vez o Toni foi flagrado pela polícia em Cuiabá carregando um botijão de gás que ganhou de um dos colegas, pois o seu ele havia vendido para comprar crack. A polícia o abordou, o levou preso, apesar de afirmar que o objeto era dele. Passou o dia inteiro na delegacia, jogado numa sala e só saiu de lá depois que acionou a Polícia Federal, jurisdição da qual estão os estudantes africanos.
Aqui abro um parêntese. Não foram poucas as vezes que a UFMT acionou a Polícia Federal para perseguir os estudantes africanos que, por um motivo ou outro, não estavam freqüentando aulas ou haviam formado e ainda estavam no Brasil tentando pós-graduações ou empregos.
Setores da imprensa de Cuiabá, motivados por advogados e familiares dos assassinos, utilizam este caso do botijão, entre outros sem gravidade, para propagar que o Toni tinha passagens pela polícia. Como se a tal “passagem” fosse uma sentença de morte.
Antes de continuar, peço licença para contar duas histórias:
Em 1980, um rapaz que faria 20 anos dali a poucas semanas, cursava Agrimensura na antiga Escola Técnica Federal de Goiás e fazia estágio numa cidade a 20 quilômetros de Goiânia. Numa tarde, como fazia todos os dias, entrou às 17 horas no ônibus que o levaria de volta para casa, quando dois policiais o abordaram, algemaram, jogaram no camburão e levaram para a delegacia. Lavraram um boletim e mal ouviram a versão do rapaz. Em seguida, para fazê-lo confessar que havia feito um assalto, os policiais deram-lhe tapas nos ouvidos, murros, beliscões no nariz, nas orelhas, cascudos e ameaçaram quebrar seus dedos com um alicate e queimá-lo com cigarros.
As sevícias duram até que um dos policiais sugeriu ao delegado que o rapaz fosse levado para que a vítima identificasse o assaltante. Àquela altura a cidade inteira já sabia da prisão. Ao chegar à casa da senhora assaltada, de onde foram levados um televisor, aparelho de som e uma bicicleta do filho, o carro da polícia encontrou uma multidão que queria linchar o “bandido”. Os policiais com dificuldade abriram um corredor para a mulher chegar até o carro. Quando ela olhou pelo pára-brisa foi logo dizendo: “Não, não é este. O ladrão é branco!”.
Em 2004, um homem de 44 anos foi abordado pela polícia próximo à sua casa. Estranhou o fato de os policiais o obrigarem a ficar ao lado da viatura, longe do seu carro. Então um dos policiais faz uma rápida revista e aparece com um revolver e um pacote do que seriam drogas. Imediatamente o homem protesta, denuncia a “plantação” e só não vai preso porque estava com a identificação de secretário-adjunto de Comunicação Social do governo de Mato Grosso e ameaçou denunciar os policiais, que imediatamente fugiram do local.
O homem e o rapaz de 24 anos antes é a mesma pessoa: eu. Poderia aqui contar outras várias histórias de arbitrariedades e prisões às quais fui submetido. Por ser negro, tido como ladrão, drogado e traficante, tive passagens pela polícia. Infelizmente aquela piadinha infame que de vez em quando ouvimos por aí é de fato uma máxima entre policiais: “Preto parado é suspeito, correndo é ladrão”.
Quantas passagens pela polícia justificam uma morte?
Mereceria eu morrer por ter cometido o crime de ter nascido negro?
Mereceria eu morrer pelo crime de provocar aos policiais a sanha assassina de quem ainda nos vê como escravos, como sub-raça, como seres desprezíveis?
Mereceria eu morrer porque há cinco séculos retiraram meus antepassados da África, jogaram num navio negreiro, atravessaram o Atlântico, os leiloaram, os submeteram a ferro e fogo, os jogaram nos canaviais, minas e fazendas, os subjugaram nas senzalas, colocaram no pelourinho, humilharam, sugaram seus sangues e suores, para depois, com a abolição, os jogarem as ruas como se fossem animais, sem direito a dignidade?
Deveria eu morrer por ser filho de Clarice Laura e José Orozimbo, neto de José e Regina e de Josefa e Pedro Alves, por sua vez netos e filhos de escravos?
Este é meu crime?
Por favor, se é este o meu crime, então que me matem! Mas me matem apenas uma vez. Não façam como estão fazendo com o Toni.
Depois de ser trucidado pelos “bad boys da intolerância”, Toni corre o risco de ser massacrado, pisoteado, sangrando até a última gota da sua dignidade.
PS: O corpo do Toni ainda está no IML de Cuiabá aguardando resultados de exames pedidos pelo delegado que acompanha o caso e a chegada da família para liberá-lo.
Dona Cecília, mãe dele, me informou que um de suas irmãs, que é arquiteta na França, deve vir ao Brasil.
A Embaixada de Guiné-Bissau em Brasília também está acompanhando o caso e prestando apoio à família.
O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, já se manifestou, repudiando o crime e pedindo desculpas à família e aos guineenses.
Amigos e compatriotas do Toni estão se mobilizando em Cuiabá e aqui em Brasília, denunciando o assassinato e pedido para que seja tipificado como motivado por racismo.



A era do pós-gênero?


Cynara Menezes21 de setembro de 2011 às 15:45h
Relatos de quem recusa as definições tradicionais de homem-mulher, hétero-homo...
O cartunista Laerte Coutinho, de 60 anos, que em 2009 decidiu passar a se vestir como mulher, usar brincos e pintar as unhas de vermelho, está dentro do banheiro masculino quando entra um velhinho. Ao se deparar com a figura de cabelos grisalhos lisos num corte chanel, saia e salto alto, em pé diante do mictório, o homem estaca. “Não se preocupe, o senhor não está no banheiro errado”, diz Laerte. E o idoso, resignado: “É, eu estou é na idade errada”.
Laerte já foi chamado de crossdresser, denominação utilizada para o homem que gosta de, ocasionalmente, usar roupas femininas como fetiche. Talvez o crossdresser mais famoso da história tenha sido o cineasta norte-americano Ed Wood, que vez por outra vestia trajes de mulher. Sentia que lhe acalmavam o espírito. Wood, encarnado no cinema pelo ator Johnny Depp no filme homônimo de Tim Burton, em 1994, era casado e, ao que tudo indica, heterossexual. Só que o cartunista acha que não é crossdresser como Wood porque não tem mais em seu armário roupas de homem. Nem uma só cueca, nada. “Foi a primeira gaveta que esvaziei”, conta.
Por outro lado, as travestis, brinca Laerte, ficariam indignadas se ele dissesse ser uma, por não ter a -exuberância que se espera delas. Drag queen ele não é, porque não se veste como mulher para fazer performances. Usa vestidos e saias todo o tempo, para desenhar, pagar contas no banco ou ir até a esquina. Transexual também não, porque não tem interesse em fazer cirurgia de mudança de sexo e nem está insatisfeito com o próprio corpo “biológico”. Bissexual, sim, com certeza. “Nomenclaturas não me interessam. A busca por uma nomenclatura é uma tentativa de enquadramento. Sou uma pessoa transgênera e gosto do termo ‘pós-gênero’”, explica o cartunista.
O fato é que não existe atualmente uma palavra para “enquadrar” Laerte. Tampouco há resposta definitiva para a questão: quantos gêneros existem na realidade? Só homem e mulher parecem não ser mais suficientes. Desde a quinta-feira 15, os australianos terão em seus passaportes a possibilidade de optar, além dos sexos “masculino” e “feminino”, por um gênero “indeterminado”. Cabem aí todas as possibilidades de definição de Laerte, ou qualquer outra que aparecer. A própria sigla LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) já é utilizada por alguns grupos como LGBTIQ – adicionada de “intersex” e “questioning” (“em dúvida” ou “explorando possibilidades”).
Com a mudança no passaporte, a Austrália na prática estende para todos os cidadãos o direito conquistado na Justiça em março do ano passado por Norrie May-Welby. Norrie, que nasceu homem, havia feito cirurgia de sexo para se tornar mulher, mas não se adaptou à nova condição. Recorreu à Justiça e se tornou a primeira pessoa do mundo a ser reconhecida como “genderless”, ou sem gênero específico. Após a decisão, Norrie May-Welby declarou: “Os conceitos de homem e mulher não cabem em mim, não são a realidade e, se aplicados a mim, são fictícios”. O sobrenome de Norrie, aliás, é um trocadilho com “may well be”, que em inglês significa “pode bem ser”.
Leda e os Cisnes, atribuído a Da Vinci
Para chegar à decisão, dois médicos o examinaram e concordaram que Norrie é psicológica e fisicamente andrógino. May-Welby comemorou a libertação da “gaiola do gênero” e sua história detonou uma discussão no país sobre a criação de direitos específicos para as pessoas sem gênero. Um problema prático é justamente a identificação em documentos oficiais. Para um homem transexual que fez a cirurgia de mudança de sexo, é possível em vários países mudar também os documentos. Mas o que fazer com os que não desejam ser identificados por gênero algum? “O caso de Norrie evidenciou a existência de pessoas que não desejam ter um sexo específico”, disse em dezembro John Hatzistergos, procurador-geral de New South Wales, o estado mais populoso da Austrália.
Nascida mulher, a filósofa espanhola Beatriz Preciado, autora do livro Manifiesto Contrasexual, uma provocação intelectual que pretende subverter os conceitos de gênero e sexo é, ela própria, um ser híbrido que recusa qualquer definição. Preciado não se considera nem homem nem mulher nem homossexual nem transexual. Perguntada pelo jornal catalão La Vanguardia sobre seu gênero, Beatriz respondeu: “Esta pergunta reflete uma ansiosa obsessão ocidental, a de querer reduzir a verdade do sexo a um binômio. Dedico minha vida a dinamitar esse binômio. Afirmo a multiplicidade infinita do sexo”. Segundo a filósofa, a sexualidade humana é como os idiomas: pode-se aprender vários.
Há psicólogos que concordam com Beatriz ao defender que uma coisa é o gênero e outra, completamente distinta, a atração sexual. Isso é o que torna possíveis os inúmeros casos relatados de indivíduos que fizeram cirurgia de mudança de sexo para se tornarem não heterossexuais, mas homossexuais. Explico: um homem, por exemplo, que se torna mulher não para ter relações com homens, como se poderia imaginar, mas com mulheres. Ou seja, que troca de sexo para ser gay.
Aconteceu recentemente na Itália: Alessandro Bernaroli, de 40 anos, submeteu-se a uma mudança de sexo e tornou-se Alessandra em 2009, mas ele e a esposa não tinham a intenção de se separar, queriam permanecer juntos. O mais incrível é que acabaram alvos de um divórcio à revelia pela Justiça italiana, baseado no fato de o país não permitir legalmente casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Alessandra está recorrendo no tribunal de última instância e pode ir à Corte Europeia de Direitos Humanos se o seu direito de permanecer casada não for reconhecido.
Na Itália, ao virar Alessandra, Alessandro foi obrigado a se separar da mulher
Há três anos, então aos 81, a escritora Jan Morris, que deixara de ser James através de uma cirurgia em 1972, decidiu casar novamente com sua companheira de toda a vida, Elizabeth Tuckniss. Eles tiveram cinco filhos juntos e nunca se separaram de fato, mesmo após a cirurgia. Por exigências legais, porém, haviam se divorciado logo depois de James se tornar Jan. James Morris, o primeiro jornalista a anunciar a conquista do Everest, diz, em seus relatos autobiográficos, que se transformou em Jan, mas nunca se sentiu homossexual, e sim “erroneamente equipado”. Achava que deveria ter nascido mulher e fez a cirurgia para corrigir o equívoco divino – o que não significava que quisesse abrir mão do amor de Elizabeth.
“Esses casos comprovam que gênero e atração sexual podem ser coisas
Na Austrália, a família sem gênero
separadas. É muito complicado, há pessoas que nunca se conformam em ser enquadradas em um gênero”, diz o psicólogo Anthony Bogaert, professor do Departamento de Ciências Sanitárias da Brock- University, no Canadá. “Gênero é uma construção complexa. Ser macho ou fêmea, assumir papéis mais femininos ou mais masculinos, não vai necessariamente indicar que tipo de pessoa atrairá sexualmente um indivíduo. Homens com características mais -femininas, por exemplo, ou até transexuais, não necessariamente tenderão a se relacionar com pessoas do mesmo sexo.”
Apesar das diferenças que estabelece entre gênero e orientação sexual, Bogaert considera discutíveis experiências como a do casal canadense Kattie Witterick e David Stocker, que, revelou-se ao mundo em maio, pretende manter o sexo de seu bebê, chamado apenas de Storm (tempestade), como um segredo de família. Isso significa que Storm crescerá sem gênero definido. Acossada por críticas de psicólogos, a mãe justificou-se dizendo ter tomado a decisão por causa da pressão sofrida por Jazz, seu filho mais velho, um garoto que gosta de usar tranças e sempre vestiu roupas de menina, para que “agisse como menino”.
Caso parecido aconteceu há dois anos na Suécia com o bebê “Pop”, gênero não revelado, que aos 2 anos podia escolher se queria usar vestidos femininos ou roupas de garoto. “Nós queremos que Pop cresça o mais livremente possível, queremos evitar que seja forçado/a a assumir um gênero específico ditado pelo exterior”, explicou a mãe da criança. “É cruel trazer uma criança ao mundo com uma estampa azul ou cor-de-rosa pregada na testa.”
Uma pré-escola na Suécia, a Egalia, baniu os termos “ele ou ela” para se referir aos pequenos alunos, que não são tratados como “meninos” ou “meninas”, mas como “amiguinhos”. Na brinquedoteca, a cozinha, com suas panelas e outros utensílios, supostamente “de predileção” nata das meninas, fica ao lado das peças de Lego e brinquedos de montar, normalmente “preferidos” pelos meninos, para que as crianças não tenham “barreiras mentais” e se sintam livres para escolher entre as duas brincadeiras. O sistema é chamado de “educação neutra em gênero”, mas já há quem tenha apelidado a ideia de “loucura dos gêneros”.
O ator Leo Moreira e a espanhola Beatriz (acima) rejeitam o binômio
Foto: Gustavo Lourenção
Pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, da Unicamp, a antropóloga Regina Facchini vê, no entanto, alguns aspectos positivos em não se enfatizarem gêneros e fortalecer estigmas na educação de crianças. “Em termos individuais, acho impossível criar uma criança sem gênero. Mas intervir no social, na escola, e não no sujeito, pode ser interessante.” A pesquisadora lembra que, no Brasil, os parâmetros curriculares aconselham fazer o possível para não estabelecer diferenças entre gêneros. Até mesmo em coisas pequenas, mas que denotam estereótipo, como, por exemplo, dar para os garotos a função “masculina” de carregar coisas pesadas.
“Existem discussões candentes hoje em dia. Os banheiros das escolas atendem os alunos transexuais? Agora, a identidade de gênero existe. Desde o momento que a criança botou a cabeça para fora, ela vai sendo construída, a partir das expectativas criadas em torno dela pelos pais, pela sociedade. Essa é uma realidade”, diz a antropóloga. “Sem dúvida, quanto menos a escola enfatizasse gêneros, menos seria traumático para algumas crianças. Assim como também seria positivo ensinar que existem várias formas de masculino e feminino que devem ser respeitadas. O que existe na maior parte dos lugares é o oposto disso.”
Até os 7 anos, o paulista Leo Moreira Sá, caçula de nove irmãos, brincava com os amigos no quintal, todos meninos, usando um short sem camiseta. No dia que ele conta ser o mais chocante de sua vida, a mãe vestiu-o com o uniforme da escola, uma sainha com blusa. Ele reclamou: “Mas isso é roupa de menina”. Ela olhou-o profundamente nos olhos e pronunciou a frase que o marcaria dali por diante: “Você É uma menina”.
Foram anos de rebeldia, bullying e inadaptação escolar até que Leo, então Lou Moreira, entrou para as Ciências Sociais da USP e descobriu na literatura algumas respostas para suas dúvidas. Ainda assim, continuava a se sentir inadaptada. Entrou para um grupo ativista de lésbicas, mas não se sentia bem aceita por ser considerada “masculina demais”. O melhor momento para ela então foi a atuação, nos anos 1980, como baterista da banda de punk-rock As Mercenárias, look andrógino, cabelo descolorido curtíssimo e ar desafiador.
Em 1995, Lou era casada com uma garota quando viu na rua a travesti Gabriella Bionda, a Gabi. “Pensei: ‘que mulher linda’”, conta. Gabi olhou para ela e falou: “Que ‘viadinho’ bonitinho”. Foi o início da relação surpreendente entre a lésbica e o travesti, que duraria nove anos e tornaria a dupla figurinha carimbada na noite paulistana. O curioso é que houve um período que Gabi “montava” Lou para que esta parecesse mais feminina, mas, nos últimos anos, ela vem se transformando em Leo. Aos 53 anos, planeja, inclusive, fazer a cirurgia de retirada dos seios e, futuramente, de mudança de sexo.
Não que tenha decidido se pretende se relacionar amorosamente com homem, mulher ou outro gênero. “No momento, não estou me relacionando com ninguém, estou pensando só na cirurgia”, diz Leo, para quem Gabi ainda é o amor de sua vida. “A Gabi é minha alma gêmea, meu espelho invertido. Estar com aquela mulher com corpo de homem quebrou certos limites da minha sexualidade. Na cama, éramos o casal mais versátil que se possa imaginar. Hoje, desfruto de um leque muito amplo de possibilidades. Nada está fechado.”
Leo, que toma hormônios, criou barba e possui uma aparência exterior masculina, rejeita assumir a identidade de homem. Não gosta do termo “transexual”, mas prefere se nomear assim, à falta de outro. “Adoraria não precisar assumir gênero algum”, admite o ator, que integra o grupo de teatro dos Sátyros, em São Paulo, cujas montagens costumam incluir transexuais e travestis no elenco. “Vivi à margem durante muitos anos. Agora, ao contrário, essa sensação de não pertencimento ao mundo me faz feliz, sinto-me um ser humano integral, completo. Vou operar para fazer um ajuste, para me sentir mais cômodo com meu próprio corpo. Mas assumir um gênero, para quê?”

Cynara Menezes

Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto "Jornal da Bahia", em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a "Folha de S. Paulo", "Estadão", "Veja" e para a revista "VIP". Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital.