31 julho 2011


COMUNICAÇÃO

Luís Fernando Veríssimo

É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
- Posso ajudá-lo, cavalheiro?
- Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...
- Pois não?
- Um... como é mesmo o nome?- Sim?
- Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.
- Sim senhor.
- O senhor vai dar risada quando souber.
- Sim senhor.
- Olha, é pontuda, certo?
- O quê, cavalheiro?
- Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?
- Infelizmente, cavalheiro...
- Ora, você sabe do que eu estou falando.
- Estou me esforçando, mas...
- Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?
- Se o senhor diz, cavalheiro.
- Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero.
- Sim senhor. Pontudo numa ponta.
- Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?
- Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?
- Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho.
- Sinto muito.
- Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. O desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais complicados, claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como você está pensando.
- Eu não estou pensando nada, cavalheiro.
- Chame o gerente.
- Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa que o senhor quer, é feito do quê?
- É de, sei lá. De metal.
- Muito bem. De metal. Ela se move?
- Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim.
- Tem mais de uma peça? Já vem montado?
- É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço.
- Francamente...
- Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta e clique, encaixa.
- Ah, tem clique. É elétrico.
- Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar.
- Já sei!
- Ótimo!
- O senhor quer uma antena externa de televisão.
- Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo...
- Tentemos por outro lado. Para o que serve?
- Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa.
- Certo. Esse instrumentos que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e...
- Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!
- Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!
- É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?

19 julho 2011

Soneto do Amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Vinicius de Moraes

Shutterstock

Visto na Revista Galileu

A tatuagem já foi usada para identificar bandidos e enfeitar poderosos; para juntar tribos e afugentar inimigos; para mostrar preferências e esconder imperfeições. O que não mudou quase nada foi a técnica de aplicação de tinta na pele. Passados mais de 4 mil anos, ela ainda é feita por meio de agulhas que perfuram a derme. Perseguida em vários momentos da história, a prática foi banida por decreto papal no século 8 e na Nova York do século 20. Apesar disso, é difícil encontrar quem nunca tenha pensado em fazer uma.


>> Entre 2160 a.C e 1994 a.C.
Múmias de mulheres egípcias, como a Amunet, possuem traços e inscrições na região do abdome

>>> Há mais de 2.400 anos
Múmias encontradas nas montanhas de Altais, na Sibéria, apresentam ombros tatuados com animais, reais e imaginários

>>> Entre 509 aC e 27 aC
Os imperadores romanos determinam que, para não serem confundidos com súditos mais bem afortunados, prisioneiros e escravos sejam tatuados

>>> 787
Sob a alegação de ser coisa do demônio, o papa Adriano I proíbe as pessoas de se tatuarem

>>> Entre os séculos 15 e 17
Durante a invasão da Bósnia e Herzegovina pelos turcos otomanos, os católicos tatuavam cruzes como forma de evitar ter de rezar para Alá

>>> 1600
Com o fim das guerras feudais no Japão, os serviços dos samurais tornaram-se desnecessários. Surge, então, a Yakuza, a máfia japonesa

>>> 1769
Em expedição à Polinésia, o navegador inglês James Cook nota a tradição local de marcar o corpo com tinta. Na língua local, chamam isso de "tatao"

>>> Entre 1831 a 1836
A bordo do HMS Beagle, Charles Darwin registra que a maioria dos povos do planeta conheciam ou utilizavam algum tipo de tatuagem

>>> 1891
O americano Samuel O’Reilly patenteia a máquina de tatuar. Trata-se de uma adaptação de uma invenção de Thomas Edison

>>> 1928
Em Chicago, um caminhão com peles tatuadas é roubado. A coleção pertencia a Masaichi Fukushi, médico japonês que estudava como a tatuagem ajudava a preservar a pele

>>> 1942
Durante a Segunda Guerra, os nazistas tatuavam um número no corpo dos judeus para identificá-los como prisioneiros nos campos de concentração

>>> 1959
Chega ao Brasil o dinamarquês Knud Gegersen, o primeiro tatuador profissional a atuar por aqui

>>> 1961
Depois de um surto de hepatite B, a Secretaria da Saúde de Nova York proíbe a realização de novas tatuagens na cidade

>>> 1999
A empresa de brinquedos Mattel lança a Barbie Butterfly Art, boneca que vinha com uma tatuagem lavável

>>> dezembro de 2009
Ao passar 52 horas tatuando o corpo de Nick Thunberg, o americano Jeremy Brown bateu o recorde mundial de sessão mais longa, que era de 43h50min, estabelecido em 2006


Olho de Lince

Maria Bethânia

Quem fala que eu sou esquisita hermética
É porque não dou sopa estou sempre elétrica
Nada que se aproxima nada me é estranho
Fulano sicrano beltrano
Seja pedra seja planta seja bicho seja humano
Quando quero saber o que ocorre a minha volta
Eu ligo a tomada abro a janela escancaro a porta
Experimento invento tudo nunca jamais me iludo
Quero crer no que vem por aí beco escuro
Me iludo passado presente futuro urro
Reviro balanço reviro na palma da mão o dado
Futuro presente passado
Tudo sentir total
É chave de ouro do meu jogo
É fósforo que acende o fogo
Da minha mais alta razão
E na seqüência de diferentes naipes

Quem fala de mim tem paixão.



Visto no site Vermelho
Por Nágyla Drumond

Assistindo as repercussões sobre o pronunciamento da deputada estadual e ex-atriz global Miriam Ryos é impossível não se sentir instigada a respondê-la, politicamente, sobre a perversa relação que os setores mais conservadores de nossa sociedade insistem em estabelecer entre orientação sexual e pedofilia. Fui procurar o que etimologicamente significava o termo pedofilia: nada mais, nada menos do que amor de adultos por crianças. No entanto, a contemporaneidade tratou de mudar os conteúdos do termo que passou a ser compreendido, do senso comum à sociedade médica internacional, como um transtorno de preferência sexual.

Relações entre adultos e crianças dilaceradas pelos novos tempos? Perda da chamada infância inocente? Foram rompidos os limites do bem e do mal? Do certo e do errado? Do normal e do anormal? Com o quê, de fato, esta visão mecanicista das relações sociais contribuem para compreender e enfrentar um fenômeno sócio-antropológico e sexual, nada recente; mas, com novos significados e conteúdos?

Muito poderia ser dito, mas, por desconhecimento teórico em discorrer sobre o tema, e por intolerância em relação a todas as formas de preconceito e violência, proponho-me a fazer um brevíssimo recorte que vem me chamando atenção: a tríade pedofilia, mercado e erotização dos corpos infantis. É inegável, embora poucas e honrosas vozes se levantem na sociedade e nas casas legislativas, que há um verdadeiro e potente mercado da pedofilia que se retroalimenta da exibição do corpo de crianças, vendidos como objetos de consumo e de prazer por (e para) adultos de todas as idades, gêneros, classes sociais, profissões, relações de parentesco e, inclusive, orientações sexuais. E que se alimenta, inclusive, do que o mercado já capturou: dos desejos do público infantil, ditado como exigente e conhecedor do que deve ser consumido!

O mesmo Estado, que corretamente, desenvolve campanhas, programas, projetos de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes é o mesmo Estado que não consegue vencer a batalha da criação de um marco regulatório para os meios de comunicação em nosso país e nem mesmo consegue avançar de maneira efetiva em conteúdos e práticas educativas e jurídico-punitivas. Gostaria de ver a mesma veemência na relação entre pedofilia e homossexualidades, contra a mídia e a indústria de entretenimento. Por exemplo, na promoção de variadas e exaustivas bandas de forró que fazem alusão à infância e ao corpo de crianças, especialmente de meninas, desde suas letras musicais, até às imagens e perfomances de “dançarinas-meninas que de tão ingênuas se tornam sedutoras”.

Vejam como as questões são muito mais complexas do que dizer, absurdamente - na tribuna de uma casa legislativa, evocando a proteção do deus católico, num Estado supostamente laico - que a pedofilia é prerrogativa de homossexuais. Aqui, me parece que a questão está nos esteriótipos sexuais e morais construídos em torno das homossexualidades, como “detentoras do poder de quebrar os bons costumes e a harmonia familiar burguesa”. Aliado a isto, a interdição do Estado, das Igrejas, da Medicina conservadora, do capital em relação ao corpo, patrimônio primeiro de todo ser humano.

As mesmas vozes que se levantam contra a livre orientação sexual, contra a união civil entre homossexuais, são as que ainda acham que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”, são as que ainda criminalizam as mulheres pela decisão do aborto, são as que acreditam no modelo da família burguesa como uma “célula-base” da harmonia social, com meninos-rapaizinhos, tendo que demonstrar virilidade desde muito cedo e meninas-mocinhas incentivadas a consumir um padrão de beleza encomendado para menores. A estas pessoas e, apenas a estas, interessa o atalho demagógico e preconceituoso de aliar, indubitavelmente, pedofilia a homossexualidades.

Por um Estado Laico! Pelo direito à infância e à felicidade de nossas meninas e meninos! Por uma sociedade justa, democrática e igualitária!

*Nágyla Drumond: Feminista. Mãe. Socióloga. Professora Substituta UECE. Secretária Estadual de Mulheres PCdoB/CE.

Não Identificado

Maria Bethânia

Composição: Caetano Veloso

Eu vou fazer uma canção pra ela
Uma canção singela, brasileira
Para lançar depois do carnaval
Eu vou fazer um iê-iê-iê romântico
Um anti-computador sentimental
Eu vou fazer uma canção de amor
Para gravar num disco voador
Uma canção dizendo tudo a ela
Que ainda estou sozinho, apaixonado
Para lançar no espaço sideral
Minha paixão há de brilhar na noite
No céu de uma cidade do interior
Como um objeto não identificado
Como um objeto não identificado
Que ainda estou sozinho, apaixonado
Como um objeto não identificado
Para gravar num disco voador
Eu vou fazer uma canção de amor
Como um objeto não identificado


10 julho 2011




Um dia, quando estava perambulando pelas ruas onde moro, um senhor me
parou do nada, mesmo sem conhecer-me, levantou a seguinte pergunta:

Você é feliz?

e ainda complementou: não precisa me responder, na hora
certa estarás com a reposta bem formulada, e me responderás.

Realmente, uma pergunta que parecesse um pouco simples e fácil, mas depois desse
dia fiquei bem pensante, o motivo da felicidade daquele sujeito e na
resposta.

Passou um bom tempo e numa noite de muita alegria encontrei o mesmo senhor, e ele me fez a mesma pergunta:

Você é feliz?

E com uma afirmação respondi que era feliz SIM, e no mesmo momento ele
perguntou o por que, e sem titubear responde-lhe tenho saúde, vida, esta que
muitas são tiradas antes mesmo da chegada ao mundo, no próprio ventre
das mães.

Tenho um verdadeiro tesouro, que são meus amigos, pois são eles que edificam parte da felicidade humana.

Tenho personalidade, vontade e esperança, creio na mudança, não só por parte de outros,
primeiramente creio em minha mudança e doarei ao mundo em seguida, pois o
diferencial começa em nós mesmos.

Depois daquele dia percebi que temos o mau costume de não dar valor ao que temos, e fazemos guerras por algo que nunca nos pertenceu.

A felicidade não só se alcança como também se constrói. Montemos conceitos e princípios que sempre estarão sujeitos a mutação e viva, pois não adianta buscar flores no jardim que
não cultivamos!

Por fim faço a seguinte pergunta:

Você é feliz?

09 julho 2011


Esconder, omitir, mascarar, dentre tantas outras palavras do mesmo campo semântico, sempre estiveram presentes nas atitudes humanas como recursos eufêmicos para justificar práticas, muitas vezes ilícitas. Na realidade, na essência de cada uma delas paira outra palavra da qual elas foram derivadas, a mentira. Esta, como se sabe, configura-se como a ausência da verdade, quando a pessoa que a propaga faz isso de forma maledicente, ou seja, com o intuito de prejudicar o outro, seja conscientemente ou não. Muito além dessa conceituação, as inverdades humanas chegam à contemporaneidade como armas de dissipação da violência, de veiculação de ideologias falsas e, principalmente de exclusão social, dividindo a humanidade entre seres superiores e inferiores.

Foi por causa dessa ampliação dada à mentira que muitas pessoas sofreram e ainda sofrem com o desamor dos outros integrantes da sociedade. Quando no passado da construção do povo brasileiro, os nossos colonos escravizaram, humilharam, torturaram e mataram os negros, justificando para isso que a cor negra da pele dos escravos era inferior a deles, eles estavam propagando falsas ideologias, baseado apenas na irracionalidade e na ausência de conhecimento de suas mentes primitivas. No presente isso culminou no preconceito velado que muitos nutrem contra a negritude de um povo marcado pela discriminação.

Muito tem se falado em longevidade, na qual pessoas vivem cada vez mais e melhor, com acesso a tudo o que possa propiciar uma vida longa e feliz. Entretanto, é muito difícil manter uma vida duradoura e com felicidade, quando os idosos desse país são desrespeitados nas filas dos bancos, ou nos assentos preferenciais dos ônibus. Ou ainda, quando algum deles procura um atendimento de qualidade na esfera pública de saúde e não encontram. Ou então, na luta para comprovar, numa idade certa, que já estão aptos a serem aposentados, e assim, terem seus direitos garantidos. Mesmo assim, é muito mais simples mentir dizendo que as pessoas estão vivendo mais, escondendo das estatísticas um modelo de vida marcado pelo sofrimento e pelo descaso.

Por um problema semelhante passa os deficientes físicos. Mesmo com os avanços tecnológicos, com equipamentos que ajudam muitos deles a levarem uma vida tão comum como as de outras pessoas, infelizmente nem todos têm condições de usufruir de tais avanços. Muitos não podem comprar certos equipamentos e acabam sendo privados de participar das atividades mais corriqueiras da sociedade. Além disso, ruas, avenidas, lojas, escolas e uma infinidade de lugares não são ajustados para atender devidamente essa parcela da população. Porém, para nós, é muito fácil excluir esses indivíduos, fingindo que eles vivem uma vida tranquila, a ter que promover uma revolução social para garantir uma mudança significativa na vida deles, descortinando mais essa mentira.

Nessa linha de mentiras e incertezas vive o sistema prisional do Brasil. Com selas lotadas de detentos vivendo em condições subumanas, os presídios do país seguem a sua rotina de aglomeração, com homens e mulheres à espera de julgamento, convivendo com estruturas deficientes e despreparadas, para realizar uma possível ressocialização, capaz de reenquadrar esses indivíduos no meio social. Porém, para os nossos governantes, criar leis que liberem esses prisioneiros, ou que dificultem o acesso deles aos presídios, serve de paliativo mentiroso para obscurecer o já negro quadro do sistema presidiário do Brasil.

O que falar então das mentiras que são veiculadas sobre as melhorias na educação de base aqui no Brasil. São índices mascarados, dados alterados, gráficos manipulados, tudo para tentar criar uma comprovação ilusória de que o ensino público melhora a cada dia. No entanto, na realidade, o que se vê nas escolas são os mesmos problemas de décadas atrás, professores mal remunerados, escolas com estruturas precárias, metodologias ultrapassadas de ensino, alunos desestimulados e o pior, descaso governamental para sanar essas moléstias da educação, tão antigas e fadadas a eternalidade.

O ser humano luta dia após dia para sobreviver nessa terra sem lei da qual são lançados no momento do nascimento. Numa corrida contra o tempo, cada indivíduo trava uma verdadeira batalha para permanecer vivo, escapando da fúria inconsequente dos membros de sua própria espécie. Quantas e quantas pessoas enfrentam grandes obstáculos, apenas para provarem que são dignas de respeito? Quantas outras passam anos de suas vidas lutando para serem aceitas pela sociedade? Sem contar aquelas que travam verdadeiras guerras contra a intolerância e o desrespeito alheio.

Por isso, em respeito a esses e outros problemas que assolam a nossa realidade, as inverdades proferidas por todos que compõe essa sociedade devem ser revistas e, sobretudo reavaliadas, no intuito de buscarmos formas consistentes que possam transformar de uma vez por todas essas mentiras que insistimos em disseminar. Minimizar a hipocrisia deve estar nas metas de cada cidadão, desde a formação educacional de uma criança até a reflexão dela na fase adulta. Seja como for, não podemos mais fechar os olhos para a realidade circundante. Temos sim, que ampliar o nosso campo de visão para converter essas mentiras em verdades verdadeiras.