08 março 2011


Por Vagner de Almeida

Comemoramos esses tempos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas ainda no Brasil a comunidade LGBT é assassinada e seus assassinos e mandantes contínuam soltos na sociedade, sociedade está, que cria brechas para que esses individuos não sejam punidos pelos seus atos.

Desde que iniciei o meu trabalho sobre violência estrutural nos ano início dos anos 80 com o surgimento da AIDS e o crescente número de vítimas do ódio homofóbico, assassinatos que são práticados com altíssimo grau de violência, vem crescendo no Brasil atual. Lamentávemente, a estatística comprova que por dia, mais de um homossexual em território nacional é assassinado. No Brasil, só nos primeiros meses de 2008 foram registrados mais de 50 homicídios contra essa comunidade, tendo esse número duplicado nos últimos meses. Um ano de violência homofóbica preocupante, pois esses dados referem-se apenas aos casos registrados nas delegacias de polícia, nos laudos dos hospitais e por instituições como o Grupo Gay da Bahia, oqual com tremenda dificuldade, consegue obter dados precários em todo território nacional. Muitas das vítimas sequer chegam a ser reconhecidas após a morte e outras ficam em estado de coma ou com sequelas por resto de suas vidas. São assassinadas simplesmente por serem gays, lésbicas ou transexuais.

Trabalhando em uma das regiões mais violentas do Estado do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense, onde crimes de ódios ocorrem com uma frequência inacreditável, foi possível constatar o descaso das políticas públicas em se tratando de descobrir, averiguar esses crimes contra essa população específica.

Raramente, a mídia em geral traz esses crimes em suas manchetes principais. Todos os dias, homossexuais são mortos por serem pobres, viverem em cinturões de miséria e trabalhando nos acostamentos da Via Dutra. E esses crimes hediondo passaram a ser banalizados até mesmo por meios que deveriam alertar a sociedade de forma correta e respeitosa. Quando esses casos são reportados em jornais sensacionalistas lê-se o seguinte.

“Uma quase mulher executada na Dutra.

Trava apedrejada até a morte.”

– Jornal Hora H – Baixada Fluminense

Na época da chacina da Baixada Fluminense em 2005, aonde cerca de mais de 30 pessoas foram vítimas dessa monstruosidade, duas jovens travestis foram brutalmente assassinadas neste pacote e nenhum jornal as mencionaram. Esse crime virou manchete no mundo inteiro, sendo mencionado nos maiores jornais do planeta como o New York Times e na Revista The Economist, presidente Lula pediu apuração rápida do caso, mas uma das travesti morta foi a última a ser enterrada e não passou pelos cuidados necessários de autopsia. Conseguiu ter um enterro menos indigno em uma cova rasa, pois ativistas, pessoas comuns, foram a procura do corpo para enterra-la em um bairro pobre da periferia da cidade do Rio de Janeiro. Tanto o poder público, quanto a família não reconheceram o corpo da travesti como cidadã plena de seus direitos também.

Estes são fatos que demonstram como a sociedade brasileira estás tratando a violência contra a comunidade LGBT brasileira.

Surgem casos de Serial Killers nas capas das manchetes, mas a sociedade vem assassinando homossexuais ao longo do tempo e quando os crimes não são no atacado como a chacina da Baixada Fluminense ou um suposto seral killer, são crimes no varejo, passam despercebidos e ainda ouve-se da própria sociedade que; “É menos um viado na terra”.

Não há um único assassino matando pessoas da comunidade LGBT, mas sim um exercíto de intolerantes que necessitam ser punidos com leis severas, pois o Brasil só será uma país sério, quando passar a adotar medidas sérias e igualdade a todos.

Leis como PLC 122/06 está a espera de passar pelo corredor da intolerância, de políticos, conservadores, que usam argumentos manipulando a opinião de outras pessoas que não endossam iguadade de direito

O site www.naohomofobia.com.br. busca assinaturas para que a homofobia seja penalizada neste país. Há muito o que se fazer para que as pessoas sejam tratadas como respeito e dignidade.

Na trilogia de documentários produzidos pela ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS e dirigido por mim, fiz percurso neste universo, aonde as leis são ignoradas e o terrítório é de pânico.

No filme “Borboletas da Vida” aonde desvendo a realidade dos jovens homossexuais que vivem na perifêria das grandes cidades, sofrendo os efeitos da pobreza e da miséria, sem perder sua dignidade, sua criatividade. São meninos, transformistas, borboletas da vida brasileira. Eles/elas “carregam a mulher na bolsa” termo usado para poderem ser transformar no gênero feminino longe de suas comunidades, pois lá seria impossível sairem trajando suas roupas de mulher Eles experimentam com as possibilidades e os limites do gênero e da sexualidade, e enfrentam a discriminação com força, coragem, e determinação. Lutam pelo direito de serem diferentes e exigem, de diversas maneiras, que as suas diferenças sejam respeitadas. Neste filme temos a “brava gente”, que a televisão brasileira não nos mostra e nem os contabiliza quando assassinados.

Muitas dessas pessoas que em menos de quatro anos, depois do filme já terminado, foram brutalmente assassinados e seus algozes até hoje se encontram livres.

Quanto documentário, “Basta um Dia”, aborda a vida de brasileiros e brasileiras que, entre a coragem e o medo, tentam, muitas vezes sem sucesso, sobreviver à dura realidade de violências impostas ao seu cotidiano. São habitantes da Baixada Fluminense, que enfrentam o preconceito, a agressão física e a morte física e social nas margens da Rodovia Presidente Dutra, principal ligação entre as duas maiores e mais ricas metrópoles do país, Rio de Janeiro e São Paulo. O filme busca acompanhar e registrar o movimento entre a vida e a finitude, a esperança e o desespero, a dor e a revolta, a descrença e as reações, com as quais estas pessoas são obrigadas a organizar suas vidas individuais e coletivas. Basta um Dia conta a história desses atores sociais perante chacinas, assassinatos a varejo e brutalidades de toda a sorte a que são submetidos e a situação de exclusão e abandono com as quais são tratados pelos poderes dominantes na sociedade.

Além de denunciar a banalidade e impunidade que caracterizam os crimes de ódio contra travestis, homossexuais, gays, entre tantos outros que possuem uma sexualidade diversa da norma heterosexual, este documentário busca somar ao coro de vozes e resistências de todos aqueles que lutam pela cidadania plena e pela afirmação da vida como um valor supremo e universal.

“Os clientes chegam aqui, mandam a gente entrar no carro, nos tratam se respeito fazem tudo com a gente e depois sai ainda sem pagar.Quando reclamamos eles colocam o revolver na nossa boca, na nossa cara e batem na gente.Esta marca aqui nas minhas costas é de um tiro que levei, depois que sai do carro sem ser paga.” – relato de uma de uma travesti que sobreviveu ao atentado de assassinato

No filme “Sexualidade e Crimes de Ódio”- 2008 busca ser uma forma de protesto diante da extrema brutalidade cometida contra os homossexuais no Brasil, um mémorial, oriundos de diferentes segmentos da sociedade. A igreja católica, os grupos evangélicos radicais, os extremistas, os fundamentalistas são co-responsáveis pelo crescimento da intolerância ao lutarem contra os direitos civis das minorias sexuais. Em uma sociedade onde predominam os valores machistas, religiosos e moralistas contra a comunidade GLBT, a ausência de direitos já levou a morte a milhares de cidadãos(ãs) brasileiros.

Um grito de basta à intolerância é o que pretende ser este filme, dedicado a todos(as) que foram cruelmente assassinados no Brasil e no mundo. - (2008)


Visto no Site do Grupo Gay da Bahia

O que você fez hoje para combater a Homofobia?

1)Você procurou conhecer os seus direitos de cidadão?

2)Você se informou e se agendou para participar dos próximos protestos, marchas e Paradas do Orgulho LGBT na sua cidade e região?

3)Você acessou algum site ou blog gay, ou postou em alguma rede social algum conteúdo combatendo a homofobia?

4)Você procurou se informar sobre as formas de registrar e denunciar alguma violência homofóbica ou alguma discriminação contra translesbigays?

5)Você revelou hoje para alguém que é gay ou lésbica?

6)Você falou para algum membro mais próximo de sua família que é gay e tem orgulho disso?

7)Você beijou seu namorado em local público para demonstrar seu afeto?

8)Você andou de mãos dadas ou abraçados com seu namorado ou namorada publicamente hoje?

9)Você disse no seu lugar de trabalho que é gay e deseja ser respeitado por isso?

10) Você deixou de fingir ser namorado de sua lésbica ou bissexual frente a seus amigos heterossexuais e familiares, ou nas baladas?

11) Você deixou de criticar os gays mais afenimados e pintontosos só porque eles são diferentes de você?

12) Você se dirigiu de forma cordial a uma colega trans ou travesti, evitando chamar de nomes que não são socialmente aceitos por elas?

13) Você postou em seus sites de relacionamentos informação sobre sua verdadeira orientação sexual?

14) Você fez uma doação financeira ou trabalho voluntário a uma ong gay de sua cidade ou região?

15) Você deixou de apresentar mulheres bissexuais aos bofes homofóbicos que freqüenta boates GLS porque acham que é mais fácil “catar minas” que nas boates heteros?

16) Você retirou a palavra “descarto afeminados” do seu perfil anônimo em sites de relacionamentos gay?


Visto no site da Veja
Sensações de incômodo e insegurança ajudam a inflar preconceito contra gays

"Se não houver uma tentativa de habituar a população com a visão do romantismo homossexual, ele sempre será encarado como algo extraordinário, escandaloso" Cristina Lasaitis, pesquisadora
Eles têm presença garantida em tudo o que se proponha a retratar o dia a dia da sociedade - seja como personagens em novelas ou participantes de reality shows. A 11ª edição do Big Brother Brasil, por exemplo, é a que traz o maior número de homossexuais e bissexuais: quatro (assumidos até agora), além da transexual Ariadna, que saiu na primeira semana. Enquanto isso, na novela das nove da TV Globo, Insensato Coração, o núcleo de personagens gays também cresce. Mas o aguardado beijo entre casais do mesmo sexo continua fora de cogitação, porque “o público não está preparado”, diz o autor Gilberto Braga. Na vida real, eles também conquistam seu espaço.

Mesmo a passos lentos, eles já começaram a conquistar direitos legais semelhantes aos concedidos a heterossexuais, como a permissão para recorrer a técnicas de reprodução assistida para ter filhos e o benefício da previdência privada a seus companheiros. Ainda assim, à medida que os homossexuais se fazem mais presentes e assumidos - são 19 milhões no Brasil, segundo estimativa de grupos ativistas - parece crescer também a intolerância. E isso se reflete nos impressionantes casos de agressões contra gays e lésbicas - de acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada dois dias um homossexual é morto no país vítima do preconceito.

Porém, quanto mais casos surgem, menos se explica o que leva uma pessoa ao cúmulo da agressão pela simples preferência sexual do outro. Um estudo feito pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que esse comportamento pode ser despertado por uma espécie de autodefesa. “Essa agressividade pode ser uma resposta a uma sensação de incômodo, insegurança ou ansiedade desencadeada pelo tabu da homossexualidade”, explica Cristina Lasaitis, pesquisadora que coordenou o estudo Aspectos Afetivos e Cognitivos da Homofobia no Contexto Brasileiro, que foi tema de sua tese de mestrado. “Esses sentimentos devem ter maior influência no preconceito do que o ódio propriamente dito.”

O poder do grupo - E ao se sentir mais acuado ou receoso perante alguém considerado diferente, uma pessoa já intolerante pode transformar esse comportamento defensivo em violência, impulsionado principalmente pelo apoio de seu próprio grupo - basta ver que raramente um caso de agressão ocorre apenas entre duas pessoas. “Quando falamos de homofobia, geralmente colocamos em foco o relacionamento entre diferentes grupos e ignoramos a importância do fator intragrupo, no caso dos agressores”, salienta Cristina.

Por isso, a pesquisadora enfatiza que “o grupo tem um papel fundamental nas agressões”. Ela acredita que, sem o respaldo dos amigos, a chance de uma pessoa partir para a violência é muito menor, ainda que a vítima também esteja sozinha. E esta espécie de amparo, que lhe dá até a sensação de poder dividir a culpa, é visto como uma “vantagem” em ser homofóbico. “Durante a agressão, predomina um forte sentimento de confraternização, de pertencimento, de coesão de grupo, além da adrenalina natural do momento. É quase como um banquete, cabendo à vítima, ironicamente, o papel mais dispensável.”

Destruir o tabu - Para começar a mudar esse quadro, a pesquisadora entende que é essencial criminalizar a homofobia. “Além do instrumento legal para punir tais atos, isso criaria uma pressão simbólica contra a violência ao transmitir à sociedade a noção de que homofobia é crime”, destaca. Ao mesmo tempo, é muito importante trabalhar na desconstrução do tabu que envolve a homossexualidade, destruindo estereótipos e se preocupando em informar corretamente e de forma natural. “É preciso mostrar a todas as pessoas que a homossexualidade também está no mundo delas, presente na forma de familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, e que o respeito e a boa convivência é uma questão de cidadania.”

E a melhor forma de ilustrar esse tabu a que a pesquisadora se refere é lembrar exatamente de como as novelas retratam os casais gays, preocupando-se em deixar o romance apenas subentendido e nunca de forma explícita, como evitando o beijo para o qual “a sociedade não está preparada”. Para Cristina, está é “uma representação hipócrita", que traz a ilusão de que o assunto está resolvido. "Se não houver uma tentativa de habituar a população com a visão do romantismo homossexual, ele sempre será encarado como algo extraordinário, escandaloso.”

Há 152 anos, em 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos em Nova Iorque fizeram uma grande greve em que ocuparam as instalações para reivindicar melhores condições de trabalho. Exigiam a redução da jornada para dez horas (eram 16 horas de trabalho diário), a equiparação de salários com os homens (já que recebiam até um terço do salário de um homem pelo mesmo tipo de função) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.


A greve foi violentamente reprimida. Trancaram as mulheres dentro da fábrica, atearam fogo em suas dependências e o trágico saldo foi a morte de 130 tecelãs carbonizadas. Décadas passaram e, em 1910, a data daquele ato bárbaro passou a ser considerada o "Dia Internacional da Mulher" em homenagem às mártires.

O dia 8 de março cai bem no meio do signo de Peixes, que é feminino por natureza e está relacionado à fraternidade universal e aos sacrifícios que são feitos em prol de uma causa altruísta. O motivo da criação da data não foi apenas o de comemorar, mas antes realizar encontros, debates e conferências para discutir o papel da mulher na sociedade, num esforço para terminar com preconceito e a desvalorização. Todos sabemos que, apesar das conquistas, ainda falta muito para isto ser alcançado. Em algumas regiões do mundo, a situação é de verdadeira penúria. É possível que, este ano, as manifestações sejam mais veementes.

“É necessário que a mulher não caia nas armadilhas da indústria e do consumo e promova mais uma revolução: uma alternativa real que aponte para uma nova forma de viver”

Para avaliarmos a condição das mulheres nos dias de hoje, podemos utilizar os trânsitos dos planetas lentos (vinculados ao desenrolar da História) e obter um quadro esclarecedor.

Na década de 50, com Urano (novidades tecnológicas e mudanças de comportamento) em Câncer (família, maternidade), surge a pílula anticoncepcional. Estava acontecendo, naquele momento, uma verdadeira revolução na vida dos casais e, em especial, da mulher. A possibilidade de fazer sexo sem o risco da gravidez permitia uma autonomia em relação ao prazer feminino nunca antes imaginada.

Posteriormente, na década de 60, com Urano e Plutão (transformações radicais no inconsciente coletivo) em Virgem (regras de convivência), e Netuno (espiritualidade e entrega) em Escorpião (rompimento com o que está estagnado), ocorre uma outra revolução, agora nos costumes, com as mulheres começando a quebrar o tabu da virgindade e tendo uma nova postura em relação ao casamento. Agora, com Urano em Peixes (dissolução), percebemos que a tradicional família patriarcal vem sendo cada vez mais desconstruída, com todos os prós e contras que isto acarreta. Tanto homens como mulheres estão se adaptando a este novo contexto relativamente recente. Aqui está um dos principais desafios para a mulher de hoje.

Outro trânsito importante foi a passagem de Urano e Plutão pelo signo de Libra (relacionamentos pessoais), nos anos 70. A partir desta época, as separações e os divórcios passaram a se tornar cada vez mais comuns, colaborando para acelerar o processo de mudanças que caracterizou a 2ª metade do Século XX. Com Urano e Netuno em Sagitário (liberdade) e Capricórnio (carreira), nas décadas de 70, 80 e 90, as mulheres acirraram a competição com os homens no mercado de trabalho, passaram a viver os seus relacionamentos com independência maior, mas também cada vez mais conscientes dos preços a serem pagos por esta emancipação: menos tempo em casa para cuidar dos filhos, rotina mais estressante, etc.

No momento presente, com Urano em Peixes, Netuno em Aquário (imersão no mundo tecnológico) e Plutão em Capricórnio (decadência dos impérios), percebemos que o horizonte sonhado pelos idealistas dos anos 60 ainda está bem longe de se realizar: as assimetrias sociais são enormes, a violência cresceu assustadoramente, há muitas disputas e guerras entre os povos, intolerância religiosa e, mais recentemente, o drama envolvendo o ecossistema do planeta e a crise financeira de proporções avassaladoras. É neste ambiente que as mulheres têm o seu mais novo desafio, num sistema comprovadamente inviável e com os próprios homens, maiores detentores do poder, sem saber exatamente o que fazer e como agir.

Mais do que nunca, a participação das mulheres será decisiva para que a humanidade consiga superar os enormes problemas que vêm surgindo. Numa sociedade dominada pela polaridade yang (masculina), é vital que natureza feminina possa permear cada vez mais o mundo cotidiano e a orientação dos povos. Caso contrário, a usura e a falta de respeito pela dimensão sagrada do universo em que vivemos poderá, realmente, nos destruir.

É necessário que a mulher não caia nas armadilhas da indústria e do consumo e promova mais uma revolução: uma alternativa real que aponte para novos hábitos e para uma nova forma de viver, com mais harmonia e solidariedade, em maior integração com a natureza e com o cosmos. Está lançado o desafio!

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