“As
palavras sempre ficam. Se me disseres que me amas, acreditarei. Mas se me
escreveres que me amas, acreditarei ainda mais. Se me falares da tua saudade,
entenderei. Mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo. Se a
tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei. Mas se a descreveres no
papel, o seu peso será menor. Lembre-se sempre do poder das palavras. Quem
escreve constrói um castelo, e quem lê passa a habitá-lo.”
O que ficou?
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Eu tinha onze anos e levava uma vida comum. Tinha escola. Tinha irmãos.
Tinha brincadeiras na rua. Tinha vizinhos que
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