11 maio 2014


Na antiguidade, o uso de ervas alucinógenas era comum como ferramenta de transcendência, hoje, porém, usar drogas não está mais fincado nessa relação. Com o advento da globalização, não foram só as máquinas que se industrializaram, mas também as pessoas. Elas que foram abrigadas a se industrializarem, numa sociedade onde o capital dita as regras e impõe poder, criando as históricas diferenças que marginalizam uns e atormentam outros, pessoas as quais vivem à margem e que são esquecidos pelo poder público.

Dessa relação, surge o escapismo como a válvula usada por muitos para fugir de tal realidade, porém este escape tem encurtado a vida de anônimos e notáveis, levando-os a caminhos sem volta. Com isso, uns usam apenas como fonte de evasão; enquanto outros, para a autodestruição. Nesse sentido, as constantes polêmicas que giram em torno das drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas, estão levantando questionamentos relacionados à necessidade do consumo exagerado vem ocasionando em diversos fatores prejudiciais à saúde do adepto referente.

Transgressoras, elas são comumente utilizadas nas grandes periferias, bem como nos luxuosos bairros habitados pela nata social, comprovando que o uso de entorpecentes não está inteiramente ligado ao abismo financeiro que segregam pobres e ricos. Em ambos os casos, a palavra escapismo controla as mentes daqueles que por alguma fragilidade aceitam o contrato de autoaniquilação formulados pelas drogas.

Umas das justificativas para o alastramento maior desta droga, é a facilidade de compra e venda dessa substância. Disso resulta na formação de um problema cíclico: descaso, que leva a marginalização, que leva à violência, que amplia o contato da sociedade com as drogas e que leva inevitavelmente a morte nos dias de hoje.

Portanto, a inibição das drogas não será a solução mais adequada; tendo em vista que muito antes do homem ter ciência do que era, realmente, certo e errado, o tóxico já se fazia presente entre as diversas populações. Por isso, cabe as pessoas respeitar aquele que faz o uso para satisfazer um prazer social; já relacionado aqueles que consomem para a aniquilação pessoal, o aceitável é que programas de acolhimento sejam criados visando a assolação desse vício e fazendo com que se encontrem no real.


        Aluna: Rosely Bezerra
Professor: Diogo Didier    

O simplismo do sobrenome Silva é mais um dos muitos legados portugueses no Brasil. Entre os colonos, tal palavra é comumente conhecida por caracterizar as famílias de menor prestígio social. No nosso país parece que esta classificação, pautada no nome, ainda resiste. Por aqui, ser da Silva é o mesmo que não ser ninguém, como se a palavra guardasse em seu íntimo um que de indigência. Por causa disso, nossos Silvas, geralmente pobres, negros e favelados, são dizimados pela sociedade, alargando as estatísticas em torno do aniquilamento das minorias.

Para provar isso, o Brasil acompanhou há poucos dias na mídia o caso do dançarino Douglas Rafael da Silva, assassinado a tiros no Rio de Janeiro. Ele que foi baleado por ter sido confundido como um bandido e, por isso, teve a vida interrompida aos 26 anos idade. O que chama atenção nesse caso é que o rapaz não foi morto apenas por uma duvidosa ação policial. Ele morreu, como se morre nesse país, por ser minoria. No caso dele três: pobre, negro e funkeiro, cada uma destas intimamente ligadas com a desigualdade social que ainda assola o país.

Não é necessário, a priori, de estatísticas capazes de comprovar o índice de mortandade entre os marginalizados do país. Porém, para os mais céticos, uma pesquisa divulgada pelo Ipea, publicada na Revista Carta Capital, trouxe dados alarmantes. Segundo a publicação, em 2013, mais de 50% dos crimes seguidos de morte tinham a população pobre como vítima. Deste número 70% eram negros. Essa vitimização é fruto do descaso social e governamental vivido por esses grupos. Sem uma real proteção, quem se enquadra nos predicados minoritários acaba sendo alvo fácil de crimes desse tipo.

Mesmo não tendo o racismo como palco central do assassinado do dançarino, ele se apresenta implicitamente na questão do emblema social do qual os negros ainda são rotulados. Por ser negro, vestir-se com trajes simples, o rapaz foi visto como o protótipo negro da cultura brasileira, aquele que é malandro e, por essa razão, bandido. Semelhante ao ajudante de pedreiro, Amarildo, arrastado por policiais e que até hoje está desaparecido. Amarildo não tem o Silva no nome, mas se configura como negro, tal qual Douglas e isso já faz desses dois personagens seres sem direitos a própria vida.

Nessas mortes, a localidade onde morava cada um dos personagens conta muito, bem como a sua cultura. A favela, para muitos, é o berço do crime, da bandidagem, local onde a ilicitude fincou raízes tão profundas que até hoje o poder público não foi capaz de tomar uma providência. Entretanto, o que muitos não se perguntam é como a favelização se tornou tão periculosa no Brasil e por que nada é feito para minimizar os dilemas desse povo. Simplesmente, nunca houve um trabalho voltado para quem vive à margem e o resultado disso é a brutalização de um povo que, sem direitos, tenta a todo custo sobreviver nesta sociedade, mesmo que de forma ilícita.

Tal clandestinidade criou na favela uma cultura transgressora, representada pelo funk carioca, mesmo ritmo dançado pelo Douglas. Com batidas envolventes e letras retratando os dilemas da comunidade, essas músicas ganharam o país com funkeiros e os mais atuais Mcs. Nelas, a dor de um povo carente de tudo serve de repertório para extravasar os clamores dessa gente que não é ouvida. Dentre tantas, uma parece ser bem interessante para as mortes dos tantos Silvas: Rap do Silva. Parece apropriado retirar dela o verso que diz "era só mais um silva que a estrela não brilha, ele era funkeiro mas era pai de família".

E era mesmo. Douglas deixou uma criança que vai crescer sem pai, tudo porque esse rapaz nasceu numa sociedade onde ser pobre, negro e funkeiro é sinônimo de não ter direito. Além disso, ele era da Silva, sem eira nem beira, mais um entre tantos outros indigentes sociais, que ainda não morreram, mas quando chegar a hora, serão eternamente esquecidos. Pessoas de boa índole que são assassinadas e nada é feito para, pelo menos, criminalizar os reais culpados. Enquanto nada de significativo é feito, a sociedade assiste, chocada e passiva, a morte abrupta e prematura de rapazes e trabalhadores, como Douglas e Amarildo, de pés e mãos atadas.

Nesse emudecimento social, quem mais sofre com a insegurança são aquelas pessoas que, como os atores desse texto, nasceram pobres, negros e dentro de uma cultura que só é cultuada quando é conveniente. Já está na hora da população dar um basta nisso. Por isso, não dá mais para derramar lágrimas a cada novo cadáver inocente que ensanguenta a mídia. O que o dançarino queria, semelhante ao ajudante de pedreiro, era apenas liberdade. Ser livre para ser eles mesmos, com a simplicidade individual, características físicas e gostos culturais. Livres para ir r vir, nesse país onde a liberdade é para poucos. Eles queriam representar o refrão de outro funk que dizia "eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci, e poder me orgulhar e ter a consciência que o pobre tem seu lugar". É, e o pobre tem um lugar, mas não é no topo da pirâmide do país, infelizmente.

       Sob um olhar discriminado, julgado e desrespeitado, sobrevivem os deficientes físicos em meio às intempéries da vida. Em uma sociedade onde, historicamente, os deficientes físicos vivem à parte, existiu um tempo onde crianças que nascessem com limitações físicas eram banidas. Ao mesmo tempo, estes que diariamente são tratados pela maioria como invisíveis, são personagens coadjuvantes da peça intitulada vida, cujos desafios principais são lutar contra os vilões da desigualdade, do preconceito e da exclusão.

            No âmbito social, vê-se uma política pública que encara o problema da exclusão de modo parcial, onde dois dos principais causadores dessa cegueira pública são faltas de educação e de assistência especial a esses grupos que vivem à margem da sociedade. Porém, nenhum atinge o tocante do assunto, que é a perda de auto-estima e de identidade de pertencer a um grupo social organizado, compartilhando, assim, ideias.

            Além disso, existe a dura realidade escolar vivenciada por esses portadores de deficiências, sendo bastante limitada. A maioria das instituições públicas de ensino não está apta a atender as peculiaridades desse grupo. Mesmo consistindo uma política onde a educação deve ser igualitária a toda sociedade, não estamos preparados para ver as pessoas com NEE de forma natural, porque não fomos estimulados a perceber essas diferenças no período escolar, tornando, assim, contraditórias.

            O problema central da humanidade nesta era de incertezas é a busca, às vezes desesperada, da identidade e do reconhecimento social. Portanto, percebe-se que, diante de uma sociedade ineficiente, os verdadeiros deficientes são as pessoas que julgam, discriminam e maltratam com gestos ou palavras pessoas com NEE. Assim, é preciso que haja uma mudança no pensamento social para uma consciência de inclusão, voltando-se também a uma transformação no sistema educacional, tornando assim uma política igualitária para atender a essas pessoas, garantindo seus direitos.


 Aluna: Rosely Bezerra
Professor: Diogo Didier

A manifestação do preconceito assusta por ser um ato de total ignorância e desconhecimento. Por causa desses dois ditames, muitos indivíduos diferentes servem de alvo para todo o tipo de violência, a qual geralmente não tem os reais culpados punidos. Nesse sentido, agir de forma preconceituosa contra quem quer que seja já é abominável e é ainda pior quando é praticado em espaços onde reina a confraternização. Um desses locais eram os estádios de futebol. O verbo no passado está bem empregado, porque infelizmente o campo deixou de ser um lugar amistoso para se tornar a arena do preconceito.

Era para ser apenas mais um jogo de futebol. Time em campo, torcedores lotando a arquibancada e então eis que surge algo no ar. Como uma granada arremessada para atingir um inimigo, alguém lança ferozmente um objeto que, comumente, não é utilizado como arma. Rapidamente o projétil chega perto do alvo, o qual resolve comê-lo. Para deixar mais claro, enganou-se quem pensou numa bala, ou qualquer outra coisa do gênero. O objeto misterioso foi uma banana. Isso, aquele fruto super nutritivo foi usado como arma contra o jogador Daniel Alves. Ele que não pensou duas vezes e engoliu a ofensa goela abaixo.

O jogador, que é negro, recebeu de um torcedor a ofensa racista na forma de uma banana. Fato este que, infelizmente não é isolado. Em times europeus, dos quais há uma predominância de atletas de cor branca, quando há um negro, este acaba se tornando alvo de racismo. Na europa, esse ato criminoso vai ser punido. Entretanto, a questão não se resume a uma punição. A incoerente atitude dos torcedores, que vivem entre a adoração e a repressão, denota que nem o futebol está imune de ser palco de violência, mesmo sendo conhecido por agregar pessoas de diferentes definições sociais.

Se em países de primeiro mundo isso ocorre, imagina no Brasil. Por aqui, atletas futebolísticos sofrem por serem negros e são agredidos verbalmente no exercício de suas funções. Numa busca rápida pela internet é fácil de encontrar jogadores de diversos times que passaram por situações como essa. Para ilustrar, muitos lembram do lateral esquerdo Roberto Carlos, que sofreu racismo quando atuava pela Rússia. O que ele tem de semelhante com Daniel, além da cor da pele, é a marginalização do seu trabalho baseado em uma ideia de raça, se é que tal palavra ainda exista.

Isso ainda acontece, porque infelizmente não há um trabalho voltado para a valorização da cultura e do povo negro. Ao invés disso, a negritude é vista como inferior, subserviente e marginal, bem como tudo o que está em sua volta. Ou seja, quando alguém de pele negra assume a sua identidade negróide, desde o cabelo afro, aos gostos musicais e religião, acaba sendo posta à margem, ou, no caso do Daniel, igualado a um macaco. Com isso, no futebol, testemunhar atitudes animalescas como estas de torcedores deixa claro que estes não sabem ou ignoram a origem dos seus atletas.

Os grandes ídolos desse esporte são negros, desde Pelé até o Neymar. Eles e muitos outros vieram de comunidades carentes e conquistaram um lugar ao sol se tornando grandes craques para muitos. Além disso, eles serviram e ainda servem de modelos para muitos, principalmente crianças, negras e pobres, que buscam um futuro melhor, longe de armas, drogas, violência e morte. Tudo isso com a garra de atletas negros, reconhecidos dentro e fora dos gramados nacionais. Ora, então quando algum torcedor ataca um jogador negro ele, incoerentemente, está violando o seu papel no campo de respeitar quem está jogando, independente da cor da pele, ao passo que também desrespeita sua herança histórica, já que na nação não há ninguém cem porcento branco ou negro.

Nesse Brasil repleto de preconceitos, a discriminação vivida pelos negros beira a burrice. Os indivíduos que nutrem esse tipo de pensamento ou vivem com a cabeça nos tempos nefastos da escravidão, ou são tão ignorantes ao ponto de desconhecer todo o trajeto dos negros no país, o qual inclui sofrimento e um riquíssimo legado. Pior ainda é quando esta conduta negativista é aplicada em jogos futebolísticos, onde deveria reinar o espírito de competitividade salutar. 

Então, quem quer jogar a favor do preconceito é bom saber que perderá a partida. As minorias ganham a cada dia o seu espaço na sociedade, e com os negros não serão diferentes. Eles não devem ser tratados como animais, apenas pela quantidade de melanina na sua pele. Nem como criminosos, confundidos duvidosamente como bandidos e mortos por isso. Na luta contra esse tipo de opressão, a sociedade deve dar uma banana para quem pensa que negro é bicho. Uma banana para quem desvaloriza o legado e a ancestralidade do povo negro. E uma palma de banana bem grande para o governo, que não investe em políticas afirmativas educacionais em prol desse povo. E, por fim, cartão vermelho e uma banana para quem insiste em dizer que negro é inferior. Qual é a sua real cor afinal?

       Recentemente uma pesquisa realizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas) gerou enorme polêmica em todo país. Ela mostrou que 65% dos brasileiros acham que mulheres que usam roupa curta “merecem” ser estupradas. Isso causou revolta em muitas feministas que protestaram na internet com o incentivo inicial da jornalista e ativista Nana Queiroz. Protesto este que mobilizou várias famosas inclusive a presidente do Brasil via redes sociais numa luta contra uma sociedade moralista e patriarcal.

        Embora tenha havido uma suposta troca de gráficos e o novo resultado divulgado pelo IPEA tenha sido de 26% da população que concorda com a afirmação em questão (Mulheres “merecem” ser estupradas por usar roupa curta), ainda assim a porcentagem é altíssima levando em consideração todos os direitos já alcançados pelas mulheres em nosso país. Fazendo uma analogia com as mulheres muçulmanas, por exemplo, que usam burca, se o problema realmente fossem as roupas, os países muçulmanos deveriam ter índice de estupro 0%.

       O resultado alarmante divulgado por essa pesquisa só demonstra o quão pré-histórica é a sociedade em que vivemos, onde um grande número de pessoas ainda associa roupas longas à “decência”, roupas curtas à “vulgaridade”, e onde o fato de as mulheres usarem shorts ou saias curtos justifica uma agressão sexual bárbara como o estupro, como se por usarem esse tipo de roupa “pedissem” para serem agredidas. Como se fossem culpadas por atiçar o “extinto animal e selvagem” de estupradores em potencial.

       Também não podemos culpar as mulheres por outro simples motivo: nosso país está acostumado a tratar o estupro como uma “brincadeira”. Isso é perceptível nas propagandas, nos filmes, nas novelas, nos programas de humor. Então, cria-se a ideia de que isso é “normal”. Portanto, não se pode culpar a mulher por usar roupa curta, deve-se culpar a mídia por propagar a ideia de que estupro é engraçado, deve-se culpar o governo pela falta de punidade severa ou pela impunidade para essa epidemia que se tornou o estupro.

       Um blogueiro, em relação à pesquisa, se pronunciou afirmando: “A culpa não é da mulher, mas tenho certeza que ‘moças de respeito’ correm menos risco de serem estupradas”. Como se define “moças de respeito”? O que se entende por vulgaridade? É por causa de pensamentos como esses que nosso país não evolui quando se trata desse tema. Sendo assim, a culpa definitivamente não é da mulher, pois ela tem a liberdade de usar a roupa que quiser, ainda mais em um país tropical como o nosso, mas a culpa é sim de uma sociedade inteira, machista e contraditória.

  
Aluna: Larissa Cassiano
Professor: Diogo Didier

A real complexidade de uma vida “defeituosa”

   Vive-se em uma sociedade cujos modelos de integração, sejam quais forem, são incoerentes com a realidade apresentada. Nesse contexto, diversas pessoas são eliminadas no processo seletivo da vida em cidadania, na qual, segundo o darwinismo social, apenas os mais fortes sobrevivem. Os considerados incapazes estão, no fim das contas na base da pirâmide, vítimas da humilhação e do desleixo por não se adequarem ao perfil do ser humano como mão-de-obra.

   Em busca de um futuro promissor, apesar das dificuldades, os deficientes têm demonstrado competência suficiente para desenvolverem tarefas nos diversos campos de trabalho. No Brasil, de acordo com estudos do Instituto de Sociologia da UnB, 3 a cada 10 portadores de qualquer tipo de deficiência conseguiram um emprego adaptado às suas condições. Um quantitativo ínfimo, se levarmos em conta todas as exigências do atual mercado capitalista.

   Além das complicações para se ter uma vida financeira estável, a própria população corrobora com a inferiorização do portador. Olhares de indiferença ou pena são comuns de um povo bitolado a estereótipos e atos preconceituosos como “ele não sabe se virar sozinho” ou são taxados de fardo familiar.

   As políticas públicas referentes à adaptação urbana para essas pessoas especiais não tem surtido o efeito desejado. Poucas são as rampas de acesso e, como mostram os programas televisionados, os elevadores dos transportes públicos muitas vezes se encontram danificados ou em péssimo estado de conservação.

   Visando atender todas as necessidades dessa parcela “invisível” da população, é preciso que haja mais oportunidades de emprego e uma melhor estruturação das cidades. Afinal, incapaz é quem não vê no outro a força de vontade e responsabilidade para ter sucesso em todos os sentidos da vida.


Aluno: Bruno Nascimento
Professor: Diogo Didier

No século XX, ter um carro significava status, melhor mobilidade pela cidade com rapidez e conforto. Já no século XXI, a história mudou, com os preços dos carros mais acessíveis, uma maior quantidade de gente pôde adquirir esse bem. Os engarrafamentos nasceram nessa mesma época, pois as cidades não estavam preparadas para toda essa frota de carros.

O trabalhador necessita do carro ou do transporte público para se locomover durante o dia, mas atualmente tem faltado qualidade nos transportes públicos e planejamento das vias urbanas. A falta de qualidade de vida agora é geral, pois mesmo para quem tem carro, muitas vezes, o dinheiro gasto com a gasolina e a perda de tempo, não compensam.

O meio ambiente não pode ser esquecido nisso tudo, pois ele também se insere na qualidade de vida. Os quilômetros de engarrafamentos em todos os lugares do mundo só mostra o quanto mais poluído tem ficado o ar. Usar a bicicleta é um bom exemplo de opção melhor para o meio ambiente, para a própria saúde e até mesmo para a locomoção, devido ao seu tamanho.

A frota de veículos tem aumentado muito, pois apesar de não ser sinônimo de velocidade por causa do trânsito, tem se mostrado mais confortável. Segundo uma pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2011, 55% dos entrevistados se declararam insatisfeitos com os serviços públicos no Brasil.

Portanto, é necessário que se busque e exija melhorias do transporte público para que valha a pena tanto financeiramente como em relação a velocidade, com menos perda de tempo e menos poluição ao meio ambiente. Com essas melhorias, e fazendo  com que o trânsito flua com vias de acessos melhores, provavelmente, as pessoas priorizariam os serviços públicos e não os veículos.

Aluna: Luana Augusto
Professor: Diogo Didier 

                                                    Meu corpo, minhas regras

      Por muito tempo, a mulher foi vista como um ser submisso ao homem nos mais variados aspectos. Essa mentalidade empobrecida perpetuou por décadas e até hoje ainda há pessoas que pensam dessa maneira. Embora ascendida socialmente, a atual situação feminina tem desafios a serem vencidos, e o maior deles é a luta contra o estupro, o qual apesar de terem seu espaço invadido por outra pessoas, são vistas por alguns como culpadas.

      Ultimamente,em uma pesquisa sobre o estupro, o IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, divulgou que 66,5% das mulheres entrevistadas, afirmavam que mulheres que usam roupas que mostram o corpo, merecem ou são culpadas por serem atacadas. Após gerar revolta e indignação de boa parte da população, o Instituto divulgou um erro na pesquisa, onde, na verdade, 26% dos entrevistados afirmavam isso.

      Embora não seja a maioria, percebe-se que muitos veem a mulher como culpada por serem atacadas. Para esses, o fato de usar uma roupa curta, a torna vulnerável e dá o direito ao homem de invadir seu espaço. Porém, de acordo com Jéferson Drezett, coordenador do Serviço de Violência Sexual, 70% dos casos de estupro acontecem durante situações cotidianas e a maioria das vítimas não usava roupas provocantes na hora do ataque, o que desconstrói a crença de que a vítima tem culpa pela violência.

      Assim, o que se vê é que a luta das mulheres é simplesmente pelo direito de posse do seu próprio corpo, de vestir-se e comportar-se da maneira que desejar, assim como os homens. O problema, como diria Kurt Cobain, é que os grupos que lidam com o estupro tentam ensinar as mulheres como se defender, quando o que precisa ser feito é ensinar aos homens a não estuprar.

Aluna: Dayane Silva
Professor: Diogo Didier

Entre a diversidade e a violência 

     Mesmo em pleno século XXI, ainda predominamos numa sociedade enraizada no patriarcado e no conservadorismo. Em que a prática da homossexualidade é considerada uma patologia e uma banalidade ao convívio social. Sociedade, esta, que não admite o direito fundamental das pessoas terem e assumirem uma identidade de gênero que não compatibiliza com seu sexo biológico. Resultando na intolerância e violência sofrida por esses indivíduos.

     A violência crônica que atinge a comunidade LGBTT(Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) brasileira, aumenta as estatísticas de homicídios, agressões psicológicas e morais. Segundo um estudo realizado pelo Grupo Gay da Bahia(GGB), o Brasil está em primeiro lugar no ranking mundial dos assassinatos homofóbicos, concentrando 44% do total de todo planeta. Um percentual absurdo para uma sociedade que se alega laica.

     Muitas são as causas que levam o permanente estado de violência em razão da identidade de gênero dos LGBTT. Só em 2013 foram contabilizados 312 assassinatos no Brasil. Sendo o Nordeste campeão desta atrocidade. Uma realidade que mancha de sangue e de impunidade a sociedade e o estado brasileiro.

     Mas, a homofobia vai além. Ela implica na hierarquização das diferentes sexualidades e a ditadura de que a heterossexualidade é a norma, padrão de sexo normal, correto e natural. Em que não comporta a diversidade. Entretanto já dizia a letra de uma música dos mamonas assassinas "Um ser humano fantástico, com poderes titânicos...Gay também é gente."

     Portanto, a homofobia é uma violência fomentada pela intolerância de uma sociedade preconceituosa. No entanto, é necessário um trabalho contínuo dos movimentos sociais e da denúncia de crimes e violações dos direitos humanos. Combatendo a violência contra os homossexuais, levando a cabo a urgente aprovação, pelos nossos congressistas, de um projeto de lei que criminaliza a homofobia. A fim de que essas estatísticas nem se mantenham, nem sustentem a barbárie da cultura da intolerância.

Aluna: Líbna Monteiro
Professor: Diogo Didier

Sensacionalismo Midiático

      A vida em sociedade gira em torno de uma complexidade de fatores que influenciam as condutas das massas. A mídia, por sua vez, configura uma poderosa ferramenta formuladora e criadora de opiniões, normas, valores e subjetividades. Utilizando manobras estratégicas a fim de distorcer a consciência e atender um projeto de dominação alienante.

     A mídia é controladora, possui poder nas mãos e sabe ser ardilosa quando quer. Ditando as pessoas seu modo de agir, pensar ou até mesmo vestir. ela cria demandas, orienta costumes e hábitos da sociedade. Assumindo seu papel de "lobo" capaz de gerenciar uma massa.

     Aplicando a didática platônica, o mito da caverna ao sensacionalismo midiático, entendemos que essa metáfora transforma a mídia em nossa caverna pós-moderna. Retratando a cegueira intelectual que nos invade. Uma crítica ao próprio indivíduo que não enxerga a realidade, apenas aceita o que lhe é dito por comodidade. Evitando questionar, pensar e buscar a verdade.

     Cabe ressaltar que a mídia é o quarto poder do Brasil. e provém dela nossa maior fonte de informação, em especial a televisão. Porém, abusam deste poder, permutando liberdade por libertinagem. Resultando numa sociedade limitada, ignorante e alienada.

     Portanto, é evidente que a mídia parte de uma ideologia manipuladora e alienante. e exerce grande poder persuasivo sobre a população brasileira. No entanto, cabe a sociedade analisar e questionar aquilo que vê nos meios de comunicação a partir de um ponto de vista crítico. Evitando, assim, o desgaste ainda maior da massa atual.

Aluna: Líbna Monteiro
Professor: Diogo Didier



As diversas máscaras da escravidão brasileira.
      
        No final do século XIX,o Brasil passou de um império pra um país republicano . E com várias mudanças ocorridas,o fim da escravidão foi umas das primordiais. Porém, na modernidade convivemos com a escravidão de forma mascarada ,mas tão perversa quanto a antiga, roubando do ser humano a dignidade e liberdade.

       Não há estatística de trabalhadores em situação de escravidão no Brasil. Mas, de acordo com a Comissão Pastoral da Terra, órgão ligado ao estado,estima-se que seja entre 20 a 40 mil. Encontrados nos diversos cenários de sujeição no país,prevalecendo assim o trabalho servil.

        O trabalho vil deriva, muitas vezes, de casamento, exploração sexual e infantil e o mais presenciado no Brasil, o por dívidas. Levando pessoas a tornarem-se dependentes de um patrão, que os mantém em situações abomináveis, obrigando-os a trabalhos forçados e miseráveis condições de vida.

        Atualmente, no país, o trabalho escravo é crime, podendo chegar a 12 anos de prisão se for contra crianças e por preconceito. Em 2003, um plano Nacional para Erradicação do trabalho escravo foi lançado, mas sua implantação ocorre de forma lenta, esbarrando na bancada ruralista e na falta de verbas.

         Logo, como a maioria dos trabalhadores são pertencentes a locais que, a situação de pobreza e miséria é abrangente, deve-se ocorrer através de políticas públicas a criação de emprego, gerando uma renda fixa. Como também, maiores fiscalizações em locais propícios a esta prática, fazendo com que trabalhadores sejam resgatados e não caiam novamente nesta armadilha.


Aluno: Isabelle Ferreira
Professor: Diogo Didier