17 março 2013


Por mais que as bases do conhecimento insistam em dizer que há uma fronteira que divide a racionalidade da irracionalidade, entre homens e animais parece que tal limiar vem perdendo este embasamento científico. A esfera social denota esta desconstrução, visto que numa sociedade carente de várias coisas, a palavra viver foi acrescida de outra, sobreviver. Sobreviver à desigualdade, que leva a fome e a miséria, e que corrobora para a selvageria entre os membros da mesma espécie, é o obstáculo vivido por muitos brasileiros. Esse desejo de sobrevivência, muitas vezes desonesto, no qual muitas das vítimas desse abismo se utilizam para sanar as suas necessidades mais básicas, acaba embrutecendo o comportamento das pessoas, ao ponto delas mesmas não se reconhecerem como integrantes de uma coletividade. O resultado disso é a supressão da liberdade de ir r vir de outros cidadãos, que se esquivam da brutalidade de um povo que não escolheu viver entre a irracionalidade dos animais, mas sim foi abrigado a se tornar e a agir como um deles.

Mais uma vez os fatores sociológicos contribuem para formação de indivíduos tão instintivos, quanto muitos animais que lutam para manter-se vivos nessa selva chamada de sociedade. Isto porque, por mais clichê, a discussão em torno da violência urbana merece uma acurada reflexão. Esse tema que desmascara os índices, os quais dizem que no Brasil a economia tem crescido e que o povo tem vivido tempos bem melhores do que em outrora. De fato, a economia cresceu, o país está mais próspero e rico, ao ponto de receber até o título de país desenvolvido, sobretudo nos discursos daqueles que são mais otimistas nesse sentido. Acontece que o enriquecimento ainda não atinge a todos, principalmente aqueles que vivem nas periferias da nação, sem acesso a serviços essenciais à vida. Nestes locais, há a formação de seres animalizados, pois a necessidade material e educacional fez deles animais que vivem com um único objetivo: matar a própria fome.

Essa fome é fruto de uma histórica divisão de bens que divide a sociedade entre os que comem bem, do bom e do melhor, enquanto outros sobrevivem com pouco ou quase nada. Por isso, numa sociedade segregada e apegada ao material, é de se esperar que os menos favorecidos busquem na ilegalidade os mecanismos para adquirir aquilo que, infelizmente o dinheiro que eles possuem não pode pagar. Nesse sentido, o número de assaltos não diminui, pois é nesse ato que muitos encontram a chance de possuir as riquezas que a sociedade endinheirada goza. É nesse momento que surgem os assaltos, furtos, dentre outras investidas brutalizadas desse povo sem lenço, nem documento. Então, para se proteger, os cidadãos fazem de tudo. Enquanto os mais ricos andam com segurança privada, enclausuram-se em prédios e casas ao estilo das fortalezas medievais, carros blindados e em bairros projetados para fugir de dessa realidade. Os mais pobres, por outro lado, servem de isca nessa caçada pela sobrevivência.

É o que se percebe na ousadia de muitos bandidos, que em plena luz do dia cometem assaltos dignos das grandes cenas que eletrizam os filmes de ação americanos. São casas sendo arrombadas a qualquer hora e lugar. Investidas em pessoas de faixas etárias diversas, que transitam pelas ruas seja na penumbra da noite ou na radiação emanada pelo sol. Isso não se limita apenas aos locais abertos. Lojas de Shoppings, bancos, escritórios, e tantos outros lugares fechados e “protegidos” servem de alvos fáceis para esses meliantes que agem por instinto. O único problema é que nesses locais a população em geral fica a mercê da violência, a qual fere e mata inocentes, cotidianamente pelo país. Tudo isso poderia ser resolvido se houvesse no Brasil uma política comprometida com as mazelas do povo, as quais só são lembradas superficialmente nas campanhas eleitorais.

Esse esquecimento resulta noutros criando uma bola de neve indissolvível. Faltam saúde e segurança de qualidade e, sobretudo um projeto educacional pautado no respeito às diferenças, principalmente aquelas pautadas na renda. Sem uma educação humanitária, esses indivíduos não são capazes de enxergar no outro uma semelhança, mas sim uma caça, uma presa fácil que deverá ser devorada para que a sua cadeia alimentar sobreviva. E, por isso, o nicho sociológico acaba animalizando seres humanos, revelando verdadeiros feras, que lutam a todo custo para se manterem vivos nessa selva, onde ferir, furtar, matar e morrer se tornaram lema de vida. Então, muitos poderiam questionar quem são os verdadeiros responsáveis por isso e por que eles ainda não fizeram nada?

Imóveis, os governantes do povo não traçam uma real meta para retirar esses “animais” do zoológico onde estão enjaulados. Pelo contrário, eles preferem alimentar esses indivíduos com esmolas, para que não sejam capazes de reivindicar o que é deles por direito. Com essa atitude, os políticos esquecem que os mesmos animais que se estranham entre si, não respeitam fronteiras sociais e, com isso, adentram em outras esferas da sociedade e reivindicam seus direitos abruptamente em sequestros, na potencialização do tráfico de drogas e na execução dos seus possíveis predadores. Ou seja, a marginalidade, a qual tem replicado pessoas animalizadas, não se limita a atmosfera da periferia, com suas favelas e morros. Ela chega até a elite da pior forma possível, invadindo o seu espaço e mostrando que desigualdade é capaz de personificar a humanidade, transformando-os em seres mais animalescos que se possa pensar.

Por causa dessa lacuna, os atos violentos continuam a afrontar a realidade daqueles que, muitas vezes, não têm nenhuma relação com tal disparidade. Esse grupo é composto por boa parte da população, a qual paga caro pelo descaso de uma parcela da sociedade que tem o poder para reverter à realidade marginalizada de muitos indivíduos, mas não demonstram o menor interesse nisso. Nesse diminuto grupo estão os políticos, os grandes empresários, os artistas famosos, e toda uma cultura de luxo e riqueza que é empregada na nação, impregnando valores pautados apenas no dinheiro e esquecendo-se que existem outros que não podem usufruir das mesmas regalias. Abandonados e esquecidos, a enorme massa marginalizada encontra na violência a sua rota de fuga e nela uma vida alimentada pelas armas, drogas, e, consequentemente pela morte. Nesse ciclo de caça e caçador, infelizmente não há vencedores nem perdedores, apenas um empate desumano entre competidores que se enfrentam em prol de nada.

O que fica evidenciado nisso tudo é que muitos animais, considerados irracionais e selvagens, são menos instintivos do que muitos humanos, estes dotados de uma “inteligência”, a qual deveria ser capaz de conduzir sua própria vida, bem como a do outrem, para caminhos mais racionais, ou, no mínimo aceitáveis. Na realidade, a ausência de uma educação pautada no humano poderia ser a causa primária para este dilema, porém, equalizar as riquezas do país poderia, no mínimo, fazer emergir a esperança submersa de um povo que vive e age como verdadeiros animais para sobreviver. Nesse mar de desesperança, onde a sociedade boia a deriva, não faltam apenas alimentos. Ela carece de um ambiente salubre, com bom tratamento sanitário que os livre das epidemias. Falta segurança de qualidade e comprometida com a proteção de todos. Falta educação qualitativa e não essa que é difundida pelo governo pautada apenas em quantidade. E, por fim, falta investimento em tudo o que é, de fato, do povo por direito. Assegurar esses e outros benefícios ajudaria a retirar muitos indivíduos da marginalidade, a qual é impiedosa e não mede esforços quando o assunto é sobrevivência. 



      Sabe-se que o trânsito está presente diariamente na mídia e em toda a sociedade, portanto, é um assunto de extrema importância. A sensação de conquista na compra do primeiro carro e a de liberdade ao assumir o volante, entre outros, são sonhos e prazeres quando se trata do trânsito. Porém, este palco também apresenta faces contrárias, como a violência e tragédias, que na maioria das vezes estão relacionadas com a falta de responsabilidade ao volante.


      Um dos maiores transtornos do trânsito são os chamados engarrafamentos. Diariamente pessoas sofrem bastante com isto, que vem crescendo cada vez mais. Existem várias causas para este crescimento, e dentre as principais está a desorganização das cidades, que não suportam o número elevado de automóveis que por ali transitam. Este aumento no número de automóveis está ligado à facilidade de compra encontrada por qualquer pessoa de diferentes classes sociais.


      Atualmente um automóvel é comprado de maneira bem mais facilitada, e esta facilidade é espelhada no trânsito, já que o fluxo de automóveis é visivelmente maior ao longo dos anos. A compra de um carro, por exemplo, deixou de ser um luxo e se tornou uma certa necessidade. Famílias de todo o mundo chegam a possuir mais de um automóvel, principalmente se tratando de famílias pertencentes a classes sociais mais desenvolvidas.


      Infelizmente o aumento do fluxo também gera um crescimento por parte da irresponsabilidade ao volante. As consequências disto são o alto índice de acidentes no trânsito e tragédias frequentes. Um assunto de alta visibilidade midiática são as bebidas alcoólicas, que se misturadas ao volante acabam gerando graves transtornos.


      Portanto, o trânsito pode ser considerado um palco de tristezas e alegrias. Regras são criadas para serem cumpridas e possuem o intuito de resolução de vários problemas. Campanhas em diferentes meios comunicativos e o papel dos arte-educadores, por exemplo, têm uma enorme importância e, sem dúvidas, já ajudaram e salvaram várias vidas. Desse modo, cabe a sociedade um papel de conscientização, que é de importante valia ao se abordar um tema como o trânsito.

Aluno: Silvestre Gomes
Diogo: Diogo Didier


    A mídia invade a sociedade. Som, luzes, imagens, transformam o cotidiano numa espécie de livro ambulante, onde se contam histórias reais, das quais se abordam assuntos de interesses do ser. Mas, por não saber a profundidade dos fatos anunciados, torna-se inviável a informação, transformando o que era direito de muitos em mais uma mera notícia, por conta da ocultação dos acontecimentos.

    O sistema midiático, desde sua existência, carrega consigo um poder de comunicação que evolui cada vez mais, sendo consistido pelo conhecimento de pessoas que, sob as grandes lentes e redes explanam apenas artigos que lhes convêm. Fazendo isso, os relatos do dia a dia se tornam anúncios dos quais eles limitam da forma que entenderem, excluindo a realidade propriamente dita, sem nenhum remorso de tal ato.

    A força persuasiva está ligada não só a mídia, mas em locais onde a base do conhecer está exposta, logo, interditar uma instituição de ensino consiste em privar o indivíduo do seu poder. Com isso, deixá-lo desinformado de tudo que o engloba se torna viável, para que ele não saia da zona de conforto a qual foi imposto ao mesmo, ficar.

    Pessoas informadas são a catástrofe de um estado, de um país, porque, tendo senso crítico, pode-se abrir inúmeras portas para o saber e o desenvolvimento do ser humano, ajudando-o a ser dono de sua vontade e do seu ponto de vista. E é mais fácil persuadir pessoas sem estudo e sem posição perante a sociedade, do que envolver-se com alguém que tem o pensamento e o olhar que vai além da margem, que sabe discernir a justiça da hipocrisia.

   Contudo, sabe-se que o problema não será resolvido da noite para o dia, porém, em cada residência o indivíduo, que a ela pertence, tem a liberdade de ir e vir, de ver e ouvir o que lhe for concebível, pois, algo só influencia na vida do homem se ele quiser e até o ponto que o mesmo desejar. Assim, a manipulação e o poder midiático tornam-se controlável, crescente e atraente ao olhar de quem, neste local, irá informar-se com as notícias.



Aluna: Maria Camila
 Prof. : Diogo Didier  



Revista Veja, 28 de março de 2001.
Como tornar o Brasil uma nação letrada? É o título de um documento de Ottaviano Carlo De Fiore, secretário do Livro e Leitura. Honestamente, eu nem sabia que o Ministério da Cultura tinha um secretário do Livro e Leitura. Mas tem. Sua principal tarefa é “acompanhar, avaliar e sugerir alternativas para as políticas do livro, da leitura e da biblioteca”. Foi exatamente o que Ottaviano Carlo De Fiore tentou fazer em seu documento, estudando maneiras de aumentar o interesse por livros no Brasil. Cito um trecho: “É fundamental que nos meios de massa, políticos, estrelas, sindicalistas, professores, religiosos, jornalistas (através de depoimentos, conselhos, testemunhos) propaguem contínua e perenemente a necessidade, a importância e o prazer da leitura, assim como a ascensão social e o poder pessoal que o hábito de ler confere às pessoas”.

Não pertenço a nenhuma das categorias mencionadas por Ottaviano Carlo de Fiore. A rigor, portanto, meu depoimento não foi solicitado. Dou-o mesmo assim, ainda que tenha plena consciência de minha falta de prestígio e incapacidade de influenciar as pessoas. Se digo que meu escritor preferido é Rabelais, por exemplo, ninguém sente o irrefreável impulso de entrar numa livraria e comprá-lo. Se, por outro lado, Rubens Barrichello recomenda os relatos de reencarnação de Muitas Vidas, Muitos Mestres, do americano Brian Weiss (”depois que o li, o medo que tinha da morte foi embora”), é bastante provável que consiga vender quatro ou cinco exemplares a mais.

Minha experiência, ao contrário do que afirma o documento de Ottaviano Carlo De Fiore, é que o hábito da leitura constitui o maior obstáculo para a ascensão social e o poder pessoal no Brasil. Não é um acaso que aqueles que vivem de livros — os escritores — se encontrem no patamar mais baixo de nossa escala social. Muito mais baixo do que políticos, estrelas, sindicalistas, professores, religiosos ou jornalistas. De fato, basta entrar no Congresso, num estúdio de TV, numa universidade ou numa redação de jornal para ver que todos os presentes têm verdadeira aversão por livros.

Eles sabem que livros não ajudam a conquistar poder, dinheiro, respeitabilidade. Livros só atrapalham. Criam espíritos perdedores. Provocam isolamento, frustração, resignação. Desde que comecei a ler, virei um frouxo, um molenga. Com o passar dos anos, foram-se embora todas as minhas ambições. Tudo porque os livros me colocaram no devido lugar. Nada disso, claro, tem a ver com o temperamento nacional, tão afirmativo, tão voraz, tão animal. É contraproducente tentar convencer os poderosos a prestar depoimentos sobre a importância dos livros em suas carreiras, simplesmente porque é mentira, e todo mundo sabe que é mentira. Dê uma olhada nas pessoas de sucesso que aparecem nas páginas desta revista. É fácil perceber que nenhuma delas precisou ler para subir na vida. A melhor receita para o sucesso, no Brasil, é o analfabetismo.

Por mais bem intencionado que seja Ottaviano Carlo De Fiore, duvido que um dia o Brasil venha a se tornar uma nação letrada. Se por acaso isso acontecer, certamente lerá os livros errados. Se calhar de ler os livros certos, só dirá bobagens sobre o que leu.

Diogo Mainardi
MAINARDI, Diogo. Ler não serve para nada. Veja, São Paulo, n.1.693, 2001.”


    Em um país tão diversificado, como o Brasil, é totalmente aceitável existir dúvidas sobre qual profissão exercer. Muitos tendem a seguir o ramo profissional da família, outros escolhem pela estabilidade financeira e alguns por afinidade. No entanto, a dúvida ainda é muito grande sobre qual dos caminhos seguir e qual escolha fazer. Se arrepender da decisão tomada, talvez, seja uma das coisas mais temidas por todos os adolescentes atualmente.

    Os jovens, de hoje, almejam profissões nas quais possam obter uma vida estável, mas que ao mesmo tempo seja algo agradável e não um sacrifício desempenhar a função escolhida ou imposta. O problema é que algumas profissões optadas por eles, não lhe oferecem uma condição financeira sólida. É aí que paira a dúvida não saber se escolhe por afinidade ou que lhe traga reconhecimento e ascensão econômica.

     Durante os últimos anos, as profissões que têm sido alvo dos futuros profissionais são as das áreas de direito, logo após medicina e as engenharias. São escolhas que lhe colocam no ápice do desenvolvimento, concede uma boa lucratividade, mas para segui-las precisa-se de muito estudo e dedicação, pois ambas além de bastante concorridas não são nada simplórias.

     Outra saída que anda bastante procurada são os cursos técnicos, alguns oferecidos gratuitamente pelas escolas como o SENAI e os Institutos Federais de cada estado brasileiro. Buscam por esses cursos, pessoas com dúvidas em qual curso superior exercer e pelos que já querem logo ingressar no mercado trabalhista, já que antes mesmo de concluí-los, a maioria já estão todos empregados, adquirindo experiência e ganhando um salário razoável.

     É preciso que antes de tomar uma decisão definitiva de qual carreira seguir, deve-se estudar mais sobre a profissão de escolha, conversar com alguém que a exerça, para ter certeza da atividade que optou. Tendo consciência dos prós e dos contras dessa profissão, porque não se pode perder tempo com escolhas erradas temos que usá-lo ao nosso favor, adquirindo esperteza para aproveitar esse tempo e não perdê-lo.

Aluna: Julyanne Albuquerque
Professor: Diogo Didier



"Graças ao jogo de interesses entre os partidos da base aliada, é quase certo que o pastor e deputado Marco Feliciano presidirá a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Esse fato não é escandaloso --e eu não me oponho a ele-- pelo simples fato de ele ser pastor. Se o deputado Marco Feliciano fosse um pastor identificado com a garantia dos direitos humanos e da dignidade das minorias estigmatizadas, não haveria problema algum e eu não faria qualquer oposição.

Acontece que o deputado Marco Feliciano é um inimigo público e declarado de minorias estigmatizadas e tem um discurso público que estimula a violação da dignidade humana desses grupos.

Como pode presidir uma comissão de direitos humanos e minorias um deputado que disse que o problema da África negra é "espiritual" porque "os africanos descendem de um ancestral amaldiçoado por Noé", revivendo uma interpretação distorcida e racista da Bíblia, que já foi usada no passado para justificar a escravidão dos negros?

Como pode presidir uma comissão de direitos humanos e minorias um deputado que se referiu à Aids como "o câncer gay"? Um deputado que defende um projeto de lei para obrigar o Conselho Federal de Psicologia a aceitar supostas "terapias de reversão da homossexualidade" anticientíficas e baseadas em preconceitos.

Um deputado que quer criminalizar o povo de terreiro e enviar pais e mães de santo à cadeia por rituais religiosos que estão presentes nos mesmos capítulos da Bíblia que ele usa para injuriar os homossexuais? Ele lê a Bíblia com um olho só. Um deputado que apresentou um projeto para anular diversas (boas) decisões do Supremo Tribunal Federal, entre elas a sentença que reconhece as uniões homoafetivas como entidades familiares.

Na verdade, para ser justo, o acordo realizado para dar a presidência da CDHM ao PSC, com ou sem Marco Feliciano, já era um grave problema. Trata-se de um partido que fez campanha definindo a família de uma maneira que exclui não só gays e lésbicas, como também as famílias monoparentais, as com filhos adotivos e tantas outras. Trata-se de um partido que defende posições fundamentalistas que vão contra os direitos de muitas das minorias que essa comissão deve proteger.

Eu me formei num cristianismo que acolhe os diferentes, respeitando sua dignidade. Eu me apaixonei na juventude por esse cristianismo que deu origem à Teologia da Libertação, que participou da luta contra a ditadura e que nos deu grandes referências.

O PSC, lamentavelmente, não tem nada a ver com isso. E Marco Feliciano menos ainda! Que ele seja o novo presidente da comissão é uma contradição: é como colocar à frente das políticas contra a violência de gênero um cara que bate na mulher.

É isso que milhares de brasileiras e brasileiros estão sentido nesse momento: que a Câmara bateu neles. Em nós --confesso que eu também senti. Às vezes, me pergunto o que estou fazendo aqui. Mas depois vejo a mobilização de milhares de pessoas para impedir essa loucura e penso: é isso que estou fazendo, tentando representar aqueles que, como eu, sempre receberam mais insultos e porradas que direitos e estima! Saibam que não estão sozinhos! Luta que segue!"

JEAN WYLLYS, 38, é deputado federal pelo PSOL-RJ


" O que você vai ser quando crescer? "

    A profissão é uma das questões chaves da vida e que precisa ser tomada na adolescência, que além de não possuir maturidade suficiente para uma escolha de tal importância, é uma fase bem tumultuada. Por tais motivos, decidir qual profissão seguir, se torna uma das decisões mais difíceis do homem.

   Nesse momento de pressão é onde começam a surgir as dúvidas e medos. Infelizmente, hoje as escolhas deixaram de ser naturalmente pela afinidade e amor ao trabalho e sim, pela aquisição das remunerações oferecidas e suas posições sociais.

  Por causa de decisões como essas, não há a formação de profissionais competentes e sim gananciosos, o que dificulta o desenvolvimento até do país que precisa de pessoas não só qualificadas, mas também dedicadas e empenhadas ao seu dever. Além de não obter a realização e satisfação pessoal almejada.

    Por isso, pais e mentores têm como obrigação orientar e estimular nessa fase tão turbulenta, a busca do conhecimento pelas profissões, suas obrigações, oportunidades e reconhecimento. Para que, então, o jovem faça uma escolha consciente de acordo com sua vocação e desejo, para um futuro bem sucedido.

Aluna: Samanta Portela
Professor: Diogo Didier

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Você faz seu futuro

    Nos dias de hoje,uma profissão é algo que mexe muito com a cabeça das pessoas. Para algumas delas uma escolha onde não há muito o que se pensar,mas para outras, isso acaba se tornando uma série de indecisões.

    Mas a pergunta é: Porque é difícil?qual a dificuldade?. A verdade é que as pessoas hoje tem medo de não se adaptar ao emprego, tem o receio de não ser da maneira como elas esperavam. De tanto pensar acabam escolhendo a pior das hipóteses.

    Se acomodam em qualquer profissão por um simples medo de tentar, arriscar e recomeçar;basta só tomar a iniciativa, ir pelas características presentes no seu "eu" e acreditar na possibilidade do risco.

    As pessoas precisam ter em mente que o único risco possível é o de elas mesmas não gostarem e não o de serem rejeitados pelo mercado, por exemplo. A solução é simples: queira, qualifique-se no que escolheu e tenha garra, pois tudo que conquistamos vem do nosso esforço e da persistência no que almejamos. Não é difícil escolher, apenas saiba como.

Aluna: Grazielly Mckaulin
Professor: Diogo Didier

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Quero ir à lua!


      Empregos são destruidores de sonhos. São eles que tiram aquela ideia imaginária em relação a o que o cidadão acha que vai exercer e o joga na realidade nua e crua. A realidade que é difícil. Não se trabalha para si mesmo, mas sim para algo (ou alguém) maior, ou seja, não se toma decisões.

   Desde a infância são feitas sondagens sobre o que a criança quer ser "quando crescer" e são extremamente comuns as convicções de que serão futuros veterinários, atletas, bombeiros e astronautas. Na realidade, os futuros adultos pouco se importam com a renda, mas sim com a essência do que é exercido por esses exemplos citados, como "quero ajudar animais", "vou jogar futebol", "eu quero salvar pessoas" ou "quero ir até saturno".

      Percebe-se que atualmente pouco importam as aspirações, mas sim o que entra no bolso. É isso que faz um filósofo genial ou algum antropólogo querer se tornar engenheiro civil ou fazer advocacia. É de fazer chorar a quantidade de pessoas que ingressam em algum curso e desistem na metade, aquelas que não tem nem ideia de onde começar e ainda aquelas com seu caminho já percorrido, já conseguiram emprego mas na verdade pertencem a outra área.

    É fácil entender, mas difícil compreender que o sistema arma o jogo e vai moldando as funções dos cidadãos ao que se adequa melhor. Então é necessário prestar muita atenção e se voltar para algo que realmente se goste, assim se poupando de cultivar futuras frustrações existenciais, para fazer algo que realmente lhe dê prazer.


Aluna: Maria Júlia Amoras
Professor: Diogo Didier


10 março 2013



Na antiguidade, o uso de ervas alucinógenas era comum como ferramenta de transcendência, para que o indivíduo encontra-se nos efeitos inebriados das plantas algo sobrenatural que pudesse confortar a sua alma e seu espírito. Hoje, porém, usar drogas não está mais fincado nessa relação espiritual. Com o advento da globalização, não foram só as máquinas que se industrializaram, mas também as pessoas. Elas que foram obrigadas a se industrializarem, numa sociedade onde o capital dita as regras e impõe poder, criando as históricas diferenças que marginalizam uns e atormentam outros. Dessa relação, era de se esperar que o escapismo fosse à válvula usada por muitas pessoas para fugir de tal realidade, porém este escape tem encurtado a vida de anônimos e notáveis, levando-os a caminhos sem volta.

Há diversas rotas que podem levar a morte. Em alguns casos, porém, uma vida autodestrutiva é capaz de agilizar tal processo, levando vários indivíduos a acelerar o contato com o outro lado da vida. Na atualidade, um dos caminhos mais perigosos nesse sentido é o que está fincado no uso de drogas, sobretudo as ilícitas. Transgressoras, elas são comumente utilizadas nas grandes periferias nacionais, bem como nos luxuosos bairros habitados pela nata social, comprovando que o uso de entorpecentes não está inteiramente ligado ao abismo financeiro que segregam pobres e ricos, mas sim na marginalização da alma, na qual pessoas desamparadas recorrem ao proibido para se sentirem vivas nesse mundo onde a vida, infelizmente, tem perdido o seu real sentido.

Enquanto aqueles que não têm dinheiro encontram nas drogas os subsídios para a marginalização, os que possuem um maior poder aquisitivo usam-nas porque estão à margem de si mesmos. Em ambos os casos a palavra escapismo controla as mentes daqueles que por alguma fragilidade aceitam o contrato de autoaniquilação formulado pelas drogas. Foi o que aconteceu com o cantor e compositor Chorão, integrante da Banda Charlie Brown Jr. Famoso, ele apareceu morto no seu apartamento e, segundo informações midiáticas, a causa da morte foi overdose. Este caso reacende a discussão da periculosidade das drogas na atmosfera artística, tanto nacional como internacional.

Ele é mais uma vítima vencida pelas drogas. Mais um entre tantas outras celebridades que sucumbiram a uma vida de glória, todavia deslocada, vazia, sem direcionamento, repleta de carências, as quais não podem ser preenchidas com dinheiro, fama e sucesso. A morte de Chorão é o reflexo de uma sociedade doente que encontra na entorpecência uma fórmula mágica que seja capaz de curar as feridas causadas pela falta de foco, pela depressão e por todos os sentimentos nefastos que escurecem a mente daqueles mais fragilizados, fazendo-os entender que há uma solução ao ingerir substâncias que “aliviam” suas dores. Ledo engano, pois o que de fato pode aliviar as mazelas humanas não está contido em comprimidos, pós, baseados e outros utensílios do gênero, mas na capacidade de encarar os problemas de frente e tentar resolvê-los sobriamente.

Em contrapartida, nem todos têm a força necessária para enfrentar a guerra contra as drogas. Nas regiões mais periféricas do país, elas angariam vidas de pessoas desde cedo. Crianças e adolescentes são corrompidos pelos efeitos da maconha, do craque, da cocaína e de tantas outras, mas o que de fato atrai o contato da juventude com tais substâncias é a facilidade de compra e venda que elas oferecem. Muito consumidas, elas se tornaram mecanismos rápidos para o enriquecimento de traficantes cada vez mais jovens, que arriscam suas vidas ingerindo e comercializando tais entorpecentes. Tudo isso porque, infelizmente, no caso deles, não houve uma segunda chance de mudarem de vidas.

Numa sociedade marcada pela desigualdade social, já era de se esperar que a marginalização tomasse conta de uma parte significativa da população. Pessoas que são impelidas a entrar nesse mundo escuso, muitas vezes para sobreviver da pobreza e miséria, as quais insistem a em por à margem aqueles que são esquecidos pelo poder público. Disso resulta na formação de um problema cíclico: descaso, que leva a marginalização, que leva à violência, que amplia o contato da sociedade com as drogas e que leva inevitavelmente a morte. Fim que desemboca no mar de brutalidade das balas nos guerrilheiros encontros entre policiais e traficantes. Ou nos suicídios dominados pelas overdoses, como o que acometeu o cantor Chorão, bem como muitos outros que encontraram na mistura perigosa de entorpecentes a receita para abandonar seus tormentos.

Além das ilícitas, deve-se pontuar que há outras drogas consideradas “menos” perigosas que circulam livremente pela sociedade e passam despercebidas por ela. O álcool é uma delas. Vendida e comercializada abertamente, cervejas, vodcas, whiskies, são mercantilizados pela mídia, a qual se utiliza de um discurso contraditório para vender tais produtos. Nos comerciais aparecem lindas mulheres, sensualizando com caras e bocas e mostrando ao telespectador de várias idades que consumir essas bebidas é algo natural e, possivelmente saudável, já que em numa das publicidades aparecem homens com cirrose, cometendo acidentes de trânsito, ou agredindo parentes e amigos depois de estarem sob o efeito excessivo dessas drogas.

Seja como for, todas as vezes que o uso de drogas, lícitas ou não, é feito de maneira inconsciente e irresponsável, o resultado é, lamentavelmente a morte. Ela que vive a espreita, oportunizando os cadáveres a cada baseado ou comprimido ingerido. Ela que se alimenta da miséria humana, seja aquela fomentada pela desigualdade social que distanciam pobres e ricos; ou a que é criada dentro de indivíduos fracos emocionalmente, encontrando nas suas fraquezas as brechas necessárias para embalsamar mais um corpo. Nos dois casos, porém, há uma relação de estatística, a qual diz que no duelo entre o homem e a droga, esta última continua a ganhar a luta. Para fugir dessa realidade é preciso entender que existem outras formas de encontrar a paz interior, sem necessariamente recorrer de forma abrupta ao uso dessas substâncias. No entanto, o homem precisa primeiro buscar meios para se encontrar nessa sociedade onde muitos são obrigatoriamente perdidos e outros escolhem se perder por conta própria.


    Desde o seu surgimento em plena Guerra Fria, a internet vem interferindo e revolucionando na relação entre o homem moderno e o mundo. Nos tempos atuais, dificilmente alguém não a acessa ou não possui algum perfil em alguma dessas efervescentes redes sociais. O perigo se faz presente quando se extrapola o número de detalhes pessoais "online", as consequências por vezes podem ser mais rápidas que dois cliques.

    Na era dos "smartphones", a qual não importa onde ou quando para se poder postar algo, sendo de conteúdo frívolo ou intelectual, o privado e o público andam lado a lado, frente a frente em uma linha tênue. A rapidez de comunicação nos condiciona a expressar opiniões, publicar fotos e contar particularidades do nosso dia-a-dia sem pensar muito antes nem refletir as conseqüências de tais informações expostas na rede. Quando nos demos conta o "enter" já foi apertado e boa parte de nossos contatos já viu.

    A perda do emprego por conteúdo inconveniente na internet, o reconhecimento instantâneo por algo indesejado, o envolvimento com desconhecidos de intenções duvidosas, o "sextape" caseiro que vazou: o que eram só horas de lazer podem se tornar poderosas armas prejudiciais, que dependendo do que deixou ser acessível e do nível de difamação podem arruinar reputações e futuras oportunidades para o resto da vida.

    Dando a devida atenção às políticas de privacidade dos "websites" em que se participa, ao que se armazena no "HD" (por causa de possíveis ataques "hackers"), e as demais informações que publicamos na internet, podemos nos sentir consideravelmente seguros sem inesperadas infâmias ou algo similar difícil de lidar. O que se registra na rede é difícil retirar, segue a lógica de que com o tempo não se lembra mas também não se esquece. Ficar fora dela não é viável, nos desconecta do mundo, de fato. Então, o que custa pensar duas vezes antes de publicar algo? Afinal, de que adianta investir na segurança de sua própria casa se na rede a tua vida está de porta aberta?

Aluna: Tamires Amorim
Professor: Diogo Didier

A cacofonia com a qual me deparo, pelas ruas por onde ando, causa-me total estranheza. Inicialmente, estou convicta de que se trata de um caso epidêmico de poluição sonora. No entanto, conforme venho a perceber depois é apenas música, ainda que me questione acerca do seu conceito.

Essa é a nova tendência musical que se alastrou pelo Brasil e que hoje pode ser ouvida em alto e “ruim” som pelas ruas pernambucanas, em um estilo que faria Beethoven se revirar na tumba.

No ano do centenário do rei do baião, Luiz Gonzaga, ficou claro que a música popular pernambucana atingiu um reconhecimento de níveis nacional e internacional, tal como visto na homenagem prestada pelo Galo da Madrugada, maior bloco carnavalesco do mundo, e até mesmo em ares mais distantes, mais precisamente na Sapucaí. Lá, a homenagem ficou a cargo da Unidos da Tijuca, escola de samba carioca vencedora deste ano.

Porém, é no mínimo questionável que a beleza de manifestações culturais, como o forró, o frevo, o xote o baião, venha cedendo espaço para músicas de pouco conteúdo e que, em sua grande maioria, fundamentam-se no fato dos jovens de hoje ousarem de seus estilos e esbanjarem sua sexualidade mais precocemente, a fim de serem vistos como adultos e "donos de si".

O caso já atingiu maiores proporções, deixando de ser somente uma crítica de uma reles aspirante à escritora. Houve abertura de inquéritos por parte da Polícia Civil de Pernambuco e pela GPCA (Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente), ambos alegando que atuais músicas dos MCS Boco, Cego, Metal e Sheldon contêm versos com duplo sentido e, portanto, poderiam ir contra o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) ao fazer apologia à pedofilia. A investigação partiu de um pedido do MPPE (Ministério Público de Pernambuco), após várias reportagens publicadas no jornal Diário de Pernambuco.

É sabido que os ídolos são frutos da escolha que a sociedade faz e que ela é, portanto, a unidade de medida do sucesso deles. Então, por que ela tem sido demasiadamente tolerante acerca dessa situação?

A resposta é simples. Estamos lidando com seres humanos, não com máquinas. Cada um de nós constitui uma parte única e especial de todo um conjunto. Pensamos diferentes, sentimos diferentes. E então, buscamos a arte a fim de nos identificar com nossa realidade - ou para fugir dela.

A partir desse momento, surge um novo elemento na questão. A Indústria. Ela não está se importando com as novas visões da sociedade, nem tampouco com as dores que a menina está sentindo ao ouvir uma música “corta-pulsos”. O que entrou em jogo é o dinheiro que isso renderá, ao lançar as músicas que terão seus “quinze minutos de fama” (sim, porque a repercussão de uma música na mídia é tamanha que raramente o sucesso consegue perdurar).

Meu apelo não se atém a muito mais do que: olhemos para tudo que tentam nos impor de maneira crítica e só aceitemos aquilo que nos faz bem, não permitindo que as novas tendências apaguem de nossa memória a cultura tão bela que Pernambuco ostenta.

Que a nossa arte não deixe de falar dos altos coqueiros, das ladeiras olindenses, do teatro de Nova Jerusalém (o maior teatro ao livre do mundo). Ah, e da feira de Caruaru! Como não falar dela se “tudo que há no mundo nela tem pra vender”? E de tantas outras coisas que não me comprometo a continuar, pois correria o risco de não saber mais como findar.

Como conseguir equilibrar o que gostamos, sem permitir que roubem nossa essência? Instruamo-nos antes e todo o mal sucumbirá.

(Pollyanna Cristina Quadros de Souza)*


           Em pleno século XXI, em uma era tecnológica e avançada em tantos sentidos, causa-nos estranheza que alguns pensamentos arcaicos ainda estejam imersos em nosso meio. É o caso do preconceito contra nordestinos.

            Bem, sabe-se que o preconceito é algo arraigado na essência humana. Desde os primórdios de nossa existência, estamos fazendo uma leitura de tudo que os rodeia, inicialmente embasados nas sensações que nos são despertadas. No entanto, algumas pessoas se valem tão somente dessa primeira leitura e emitem juízos de valor.

            Foi o caso da ex-estudante de Direito, Mayara Petruso, que fez um comentário, numa rede social, de caráter preconceituoso, causando grande repercussão e resultando em uma pena que será paga com serviços comunitários e multa.

            O caso pode ter se encerrado, mas a polêmica que ele despertou ainda não. Afinal, valores como o respeito não deveriam se extinguir, ao contrário da crença de “superioridade”.

            Nosso país, com 8.515.767 km² de extensão – incluindo as águas internas – é um tanto quanto “grandinho”. Acrescentemos isso à miscigenação dos povos que aqui viveram e veremos o quão rica é nossa cultura.

            O Nordeste é uma parte do Brasil que muito tem de louvável: a própria geografia do lugar – privilegiando-o com lindas praias e paisagens encantadoras –, a contribuição para a literatura – com nomes de peso, como: Graciliano Ramos, Gregório de Matos, João Cabral de Melo Neto, Jorge Amado, José de Alencar e Manuel Bandeira –, a sua música, a sua história, o seu povo trabalhador e alegre. Essa parte do Brasil anseia por reconhecimento e respeito.

            Que não só máquinas evoluam, mas também o pensamento dos seres humanos, para que um dia entendam que por fora somos todos diferentes, mas somos em essência iguais.


Aluna: Pollyanna Cristina Quadros de Souza
Professor: Diogo Didier