19 julho 2010

Eu quero tocar a tua pele, como o sol que queima ao bronzear
Eu quero beijar a tua boca mil vezes sem cessar
Eu quero banhar-me com o salivar dos teus lábios
Eu quero me enroscar na tua coxa
Eu quero rasgar a tua roupa
Eu quero te devorar como um animal faminto
Eu quero morder, arranhar teu peito
Eu quero te levar a loucura
Eu quero me prender em teus braços
Eu quero acompanhar o compasso
Eu quero te amarrar num laço
Eu quero gritar que te amo
Eu quero amar você
Eu quero amor
Eu quero sim
Eu preciso
de você...
07 julho 2010
06 julho 2010


LINKS INTERESSANTÍSSIMOS, POR FAVOR CONFIRAM:

Para ressaltar ainda mais os malefícios que o futebol pode acasionar irei falar da Copa do Mundo. Isso mesmo! A copa que, como vocês sabem, constitui o ápice do futebol no mundo. Várias seleções se encontram num determinado país única e exclusivamente para competir e trazer consigo a taça de campeão mundial. A euforia é tanta que muitos vestem a camisa do time que torcem, compram bandeiras, pintam as casas, cabeças, móveis, se possível o corpo todo, para mostrar o seu amor pelo time. No entanto, por que todo esse patriotismo depositado nos jogos da copa não é perpetuado ao longo dos anos por outras valas da sociedade?
A resposta é simples: por que não há patriotismo. O que acontece nesse periodo é uma pseudounião de um povo que prefere esquecer os reais problemas que enfrentam, para torcer a favor do seu time. Povo este que serve de massa de manobra, numa nação onde a corrupção e as leis inoperantes governam. Você deve estar sentindo a minha fúria transparecer em cada linha desse texto, mas, antes de me crucificar, explicarei o porquê do meu posicionamento.
As atitudes acima mostram, ou tenta mostrar, o quanto o país está unido em prol da vitória do seu time querido. Contudo, isso não passa de uma grande teia tecida pelas próprias pessoas. Vou explicar melhor. No Brasil o principal assunto de discussão são as diferenças sociais, não é? Bom! E que diferenças são essas: ricoxpobre, brancoxnegro, homemxmulher, gaysxhéteros e etc., sendo que, na época da copa todas elas parecem desaparecer. As pessoas deixam seus preconceitos de lado para unir forças a favor da seleção. Se essa “união” fosse legitma até eu faria parte dela (mesmo abominando futebol), mas, na realidade não é bem assim.
Prova disso foi à eliminação do Brasil na atual copa da África do Sul. Antes de fazer esse texto eu venho observando o quotidiano das pessoas que assitiram a copa. E quem são essas pessoas? Meus amigos, conhecidos e até mesmo desconhecidos. Analisei cada um e percebi o quão artificial é a copa em suas multiplas vertentes e de que forma ela consegui manipular mentes fracas. Olhei ainda, como os jogos interferiram na rotina, já que bancos, comércio, repartições públicas, tudo parou para ver o Brasil jogar.
Voltanto a derrota da seleção. No fatidico dia em que ocorreu a eliminação eu presenciei pessoas brigando, discussões infundadas, argumentos mal fundamentados, tudo para tentar justificar a partida em que o Brasil foi eliminado pela Holanda. Nisso, a televisão exerceu o seu papel princiapal, ou seja, a manipulação da massa. A todo o momento falava-se sobre a derrota e o porquê dela. Colocaram a culpa em Dunga, em Mick Jagger, por ser “pé frio”, em jogadores... Enfim, tentaram encontrar meios de justificar algo que eu já sei há tempo: a seleção, como representante máxima do futebol no país, mostrou apenas uma coisa: jogadores milionários e um péssimo trabalho esportivo.
Muito além disso estão os problemas vividos no país da copa. Como se sabe, a África é marcadoca por problemas socioculturais que, nem de longe o Brasil sonharia em enfrentar. Desiguladade, conflitos religiosos, crise financeira, pobreza, miséria extrema, fome, AIDS (mais da metade dos portadores dessa doença estão lá), má distribuição de rende e etc. Este último pode ser exemplificado com a copa, já que a sede dos jogos mundiais limitou-se apenas a África do Sul, região esta mais desenvolvida e de grande maioria branca.
Em contrapartida, nem mesmo a escolha do local da copa diminuiu a indgnação da população local. Vi na televisão, se não me engano ontem, uma reportagem que falava sobre os ganhos e perdas que o continente teve com esse evento. É notório que muitos foram beneficiados com os jogos, mas a grande maioria não. Na reportagem que eu assiti, mostrava claramente a fúria de centenas de pessoas que não lucraram nada com a copa.
Eu vou além disso: e o resto do continente, como ficará após o termino da copa? Os colossais investimentos, se direcionados para sanar os problemas dos africanos, poderiam mudar a triste realidade vivida por eles? Cadê a união nesse momento em que o mundo esteve de olho na copa? É simples: a união foi suplantada pelo divertimento e entretenimento de muitos que preferem fechar os olhos ao ver e, sobretudo, solucionar a dor alheia. Enquanto isso a África continuará pobre e miserável, lutando para manter o que resta da sua cultura e tradição.
É lamentavel saber que tanto dinheiro é jogado fora, pois, os estádios construídos na África, nem tão cedo serão usados novamente. Trazendo esse foco para o Brasil, onde em 2014 ocorrerá a próxima copa, outros problemas marcarão o pais. E já estão marcando! Isto por que, em muitos estados já começaram as obras para a copa e muitos estádios já estão sendo construídos. Como eu não sei o que ocorre em outros estados, falarei apenas do meu.
Em Pernambuco as obras da cidade da copa, localizada na região metropolitana do Recife, conta com a desaprovação de alguns ambientalistas que temem um grande desastre no ecosistema. A região que sediará o evento fica próxima de um resquício de mata atlântica que será duramente atingida para a construção das grandes estruturas de cimento. Mas, parece que o meu ambiente não é importante, já que a copa suplanta outras esferas sociais de dimensões bem maiores como aeducação, política e saúde.
Eu encaro esse devaneio da nação como uma tentativa frustrada de revalorização da pátria típica dos ideais românticos do século XVIII. Um falso patriotismo que acaba ferindo toda uma rede de acontecimentos, desviando a atenção para o que realmente deveria ser valorizado no país. Se você pensa como eu, PARABÉNS! Você faz parte do grupo que está a frente de uma massa que preferi repetir o discurso fadado que a mídia faz questão de propagar. Com isso, não espero convencer ninguém sobre o meu ponto de vista, mas mostrar que o futebol também tem seu lado nocivo e precisa ser trazido a tona. Termino essa postagem com uma frase que diz muito em poucas palavras
"Essa questão de sermos guerreiros e compatriotas na Copa é uma burrice. Futebol é esporte, só isso. Misturar patriotismo e futebol é de uma infantilidade tremenda (José Wilker)”.

03 julho 2010

Sou o orvalho respingando a sinfonia
Sou a relva soprando melodia
Sou a utopia que rege a paz desse planeta
Sou a invasão arrasadora de um cometa
Sou a inexistência da tristeza
Sou uma alma errante entre a multidão
Sou um navio velejando na imensidão
Sou um ser a procura do coração
Sou a seiva sincera da tranquilidade
Sou a face discreta da honestidade
Sou alguém buscando a felicidade
Sou o que restou da confiança
Sou o suspiro de esperança
Sou a leveza da bonança
Sou um elemento constante
Sou a relva refrescante
Sou um perigo distante
Sou o enigma do mistério
Sou um grão no deserto
Sou o caminho eterno
Sou a chuva que irriga
Sou a lua que ilumina
Sou o sol que te guia
Sou o que você crê
Sou o que você vê
Sou o que lê
Sou um instante
Sou pensante
Sou amante
Sou solidão
Sou amigo
Sou irmão
Sou paixão
Sou ilusão
Sou união
Sou terra
Sou água
Sou ar
Sou tudo
nada
Sou
Eu...
02 julho 2010

Planeta Água
Guilherme Arantes
Composição: Guilherme Arantes
Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...
Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...
Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...
Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...(2x)
Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...(2x)

By Julio Moura (Live and Let Live)
Produzido e Corrigido: Diogo Didier
A poluição hídrica é uma das alterações ambientais que mais nos chama atenção, pelo fato de danificar os cursos de água de uma maneira bastante significativa, destruindo a fauna e a flora desse ambiente natural, interferindo na qualidade de vida dos seres humanos que dela precisam. Com a produção exagerada dos resíduos sólidos, a sua destinação final inadequada, faz com que a população utilize os cursos hídricos como deposito de lixo, degradando-os.
Nesse sentido, o rio Morno, localizado no bairro de Dois Unidos na cidade do Recife, encontra-se degradado pela deposição do lixo urbano pela comunidade que reside em torno dele. Analisando essa questão em tela, justifica-se o referido trabalho que será desempenhado na Escola Estadual Álvaro Lins, já que este busca a conscientização dos alunos sob a necessidade de conservação dos recursos naturais, especificamente do Rio Morno.
2. OBJETIVOS
2.1 Objetivos Gerais
O objetivo geral desse projeto é despertar nos alunos do 3° ano do ensino médio a importância e/ou necessidade de preservar o meio ambiente circundante. Através de um trabalho de conscientização esperamos sensibilizar nesses jovens o espírito de cidadão para que no futuro possamos conter a degradação maciça dos nossos recursos hídricos.
2.2 Objetivos Específicos
Demonstrar a importância do Rio Morno para a comunidade.
Verificar as causas da poluição hídrica.
Sensibilizar os alunos sobre a necessidade de deposição adequada dos resíduos sólidos.
Promover a Educação Ambiental de forma interdisciplinar no contexto escolar.
3. METODOLOGIA
Em meio a isso, vamos utilizar uma metodologia interligada com as informações disponíveis no meio da comunicação. Entre elas a internet será a mais importante ferramenta, pois dessa fonte será retirada algumas características referentes ao rio e seu atual nível de degradação. Além disso, buscaremos novas atividades lúdicas para atrair ainda mais os jovens para os assuntos ligados à preservação do meio ambiente. Depois dessa busca inicial, iremos elaborar palestras educativas, feiras, peças teatrais, mesas redondas, panfletagem junto à comunidade ribeirinha e uma pequena caminhada com cartazes pela comunidade que vive em torno do rio. Todo esse trabalho vem só para enfatizar ainda mais a importância da preservação da bacia do Rio Morno.
3. INTRODUÇÃO
Discutir sobre os problemas sofridos pelo meio ambiente tornam-se relevantes quando atingem comunidades que, basicamente pouco tem ou desconhecem o seu papel na relação existente com a natureza. Isso toma maiores proporções num país que, mesmo com toda diversidade ambiental, vive com uma política inexistente quando o foco é a fauna e flora.
A primeira, em especial, é desconsiderada quando delimitamos para os recursos hídricos, já que estes são usados de forma inapropriada por uma população que ignora a importância de usufruir desse recurso sustentavelmente. Isso ganha dimensões catastróficas quando essa população vive próxima dos rios, lagos e mares. Essa massa ribeirinha, muitas vezes desconsidera a crucialidade desses recursos para as suas vidas, poluindo-o gradativamente. Com isso, cometem um ato, às vezes inconsciente, de destruição da natureza.
Nessa óptica, a desinformação dessa sociedade agrava-se ainda mais quando, somado a condição social vivida por eles, acaba a desconsiderar a necessidade de manter a integração com o curso natural da natureza. Nisso, como foco deste trabalho, o rio e seus afluentes ganham papel de destaque, já que muitas pessoas dependem dele para subsistir. Por isso, é válido despertar nestes o interesse pela preservação desse recurso que, como se sabe, é limitado e não renovável.
Em linhas gerais, a ideia principal deste artigo está pautada não somente na preservação do rio Morno como afluente, mas também na conscientização das pessoas que dependem e vivem perto dele. Dessa forma, estarão entrelaçados todos os aspectos básicos que constituem a relação sustentável que deve preexistir entre homem-natureza.

4.1 ÁGUA: BEM COMUM DA HUMANIDADE
A busca pelo progresso tem causado mudanças significativas em várias esferas do âmbito social. Conseqüentemente, o homem tem contribuído de forma direta para que essas mudanças ocorram. O resultado disso pode ser verificado quando são feitas comparações do estilo de vida vivido por outras civilizações em contrapartida aos avanços tecnológicos em que o homem, principal condutor dessa transformação, tornou-se mestre e maestro. Infelizmente, a combinação entre progresso e respeito ambiental nem sempre estiveram intrinsecamente interligadas. O homem muitas vezes, em nome do capitalismo, acaba desrespeitando e até invadindo espaços onde a natureza reinava absoluta.
Nesse sentido, toda fauna e flora, além de rios, lagos, mananciais, afluentes, são degradados para dar espaço à urbanização desenfreada da sociedade moderna. Com isso, a falta de planejamento na expansão populacional afeta diretamente o habitat de diversos seres, alterando o ecossistema do planeta. Isto porque, como se sabe, o ecossistema funciona como uma rede, um elo, onde todos os elementos são de extrema importância para manter o equilíbrio, o funcionamento do planeta. Por isso, a água, principal agente do equilíbrio dessa rede, é a maior prejudicada com o crescimento desordenado da poluição das grandes metrópoles, junto com a falta de consciência ambiental, o que resulta no descaso ainda maior por parte da sociedade.
A água ocupa grande parte do nosso globo terrestre, pois recentes estudos apontam que o planeta é constituído aproximadamente de 70% de água, sendo que deste total, cerca de 1% é de água doce, ou seja, aquela que é utilizada para consumo humano. Esta pequena quantidade, lamentavelmente está sendo destruída pela ação do homem que não criou um mecanismo eficaz que concilie o progresso ao planejamento sustentável.
O rio morno, que nasce na BR 101 norte, tem 12 km de extensão, atravessando centenas de casas em seu percurso. Devido a essa proximidade com a população, ele está sofrendo com o alto índice de poluição, sobretudo o lixo doméstico. Além desse impacto, o rio ainda conta com a contaminação por parte da feira local e do matadouro que descarregam pesadas quantidades de entulho em suas águas.
Lamentavelmente, isso ocorre devido a uma inexistência relacionada à informatividade preventivo-conservadora que estivesse presente constantemente na vida da população ribeirinha. Em meio a isso, as políticas ambientais voltadas a restaurar o rio esbarram na burocracia da máquina publica, sobretudo por que o rio morno é apenas um afluente integrado ao rio Beberibe, outro importante rio do estado de Pernambuco.
Nessa perspectiva, pode-se citar que a perda desse importante afluente do rio Beberibe que, como fora mencionado acima, pode chegar a 12 km de extensão, seria como se um paciente que está com o seu corpo doente tivesse que cortar um braço ou perna. Este mesmo paciente poderia sobreviver, embora com muita dificuldade, pela falta do seu membro que não deveria ter adoecido e menos ainda ter sido retirado. Assim é o caso do rio Morno que, devido a sua importância, consequentemente a sua perda seria imensurável para a sociedade, quiçá para o mundo.
Pensando nisso, recentemente uma escola da comunidade de Beberibe, Ricardo Gama, realizou um trabalho de pesquisa e conscientização ao redor do rio morno. Para a surpresa dessa pesquisa, um dos maiores obstáculos para a revitalização das águas do rio está no descaso da população que vive nos arredores, pois, segundo a pesquisa, a comunidade parece ignorar a importância do rio morno. Esse desapego pelo meio ambiente está intimamente relacionado com a falta de um discurso contundente na vida diária dessas pessoas que teimam em desrespeitar a natureza circundante.
O impacto sofrido pelo rio morno é apenas o reflexo do descaso que ainda é presente em vários outros mananciais existentes no Brasil. Isto por que, como fora mencionado, a falta de uma política maciça, que tente integrar à população dos problemas do rio, acaba gerando a carência de informação, consequentemente, o povo não toma consciência da importância, quiçá necessidade, de proteger o ecossistema em que vivem. Partindo dessa premissa, acredito que com a criação de projetos ambientais poderemos mudar a realidade, não só do rio morno, mas também de vários outros rios que passam por problemas semelhantes.
É através desses pequenos gestos que, lentamente vamos reestruturar o que cotidianamente o homem vem destruindo. Mesmo parecendo ser algo utópico, não podemos deixar de dar o primeiro passo para melhorar a qualidade de vida das pessoas. E para isso, é preciso começar pelo pouco de ecossistema que ainda está vivo ao nosso redor.
Por isso, quando observamos o despejo de resíduos sólidos nos rios e mananciais, como: pano e papel, que leva de 3 a 6 meses para ser decomposto pela natureza; filtro de cigarro e chiclete que passa 5 anos para se decompor; madeira pintada 13 anos e nylon chega a 30 anos para ser decomposto; plástico e metal 100 anos; vidros 1 milhão de anos e borracha como de pneus tem tempo indeterminado, ou seja, pode passar milhões e milhões de anos para ser decomposto. Isso para mencionar alguns vilões do meio ambiente, no entanto, o maior deles ainda é o homem, pois ele é o principal causador de toda essa destruição na natureza, que em muitos casos é irreversível.
Toda essa catástrofe na natureza poderia ser evitada por meio de ações simples, de reeducação da população em relação aos cuidados necessários com os recursos hídricos que bem sabemos São limitados e em alguns casos não renováveis. Essa orientação a população acerca de como acomodar os seus resíduos domésticos para ser coletados por empresas especializadas em reciclagem e reutilização de materiais descartáveis seria uma solução para resolver um dos maiores problemas das grandes metrópoles, o grande volume de lixo, jogado não só nas ruas mais também em locais inadequados como mares; rios; córregos; lagos; canais, canaletas e etc.
Além de ser economicamente viável para o país que é campeão mundial de reciclagem de latinhas de alumínio devolvendo para os cofres públicos milhões de reais. É possível notar que o problema relacionado com a poluição hídrica, apesar de grave, não é algo impossível de ser corrigido, podemos usar como exemplo de êxito os resultados obtidos por países como França, que trata as suas águas antes de ser lançado nos seus canais, o que pode ser notado ao observar os canais.
Isso é um processo necessário num país onde o volume de água potável é menor que a do Brasil, que chega a ter até 12% da água doce do mundo disponível em rios e abriga o maior rio em extensão e volume do Planeta, o Amazonas. Além disso, mais de 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano e as condições climáticas e geológicas propiciam a formação de uma extensa e densa rede de rios, com exceção do Semi-Árido, onde os rios são pobres e temporários. Essa água, no entanto, é distribuída de forma irregular, apesar da abundância em termos gerais. A Amazônia, onde estão as mais baixas concentrações populacionais, possui 78% da água superficial. Enquanto isso, no Sudeste, essa relação se inverte: a maior concentração populacional do País tem disponíveis 6% do total da água. Essa política de preservação ambiental hoje é uma necessidade cada vez maior não só em países como a França, mas também em todo o mundo, pois é de conhecimento geral que a água é o bem maior dos seres vivos é algo indispensável para a manutenção da vida.
É relevante citar também o pensamento limitado de uma parcela da sociedade sobre as causas da destruição no nosso planeta. Muitos justificam sua interferência por mencionar o ciclo da água como sendo constantes e que há lençóis de água em baixo da terra que poderiam fazer a manutenção da vida por muitos anos. Já outros, acham que eles não poluem o suficiente para causar tanta destruição. E existem aqueles que imaginam que não é problema deles e que nunca serão atingidos pelas consequências de seus atos. Mas é engano, pois para esses que acreditam na existência de água por muitos anos, seja pelos lençóis ou ciclos de água, não são eternos e sim findáveis.
Em relação aos que acreditam que não poluem o suficiente para causar danos ao meio ambiente, pode-se lembrar que apenas uma pessoa produz cerca de um quilo de lixo por dia, e se juntar esse número a uma população como a de Recife que é de mais de um milhão de habitantes veremos o estrago que esse pouco pode causar. Para completar têm-se aqueles que jogam a culpa nos outros por seus atos, é o caso das pessoas que moram nas margens de lagos, córregos, rios, canais e canaletas. Esses têm um exemplo ainda mais forte e claro, já que ao jogar seus resíduos em locais inapropriados como já mencionado, causam deslizamento de barreira, além de poluir os recursos hídricos em volta. Ainda assim achar que é um problema político que não recolhe o lixo doméstico de suas casas, o que em alguns casos é verdade, mas, geralmente é a falta de conscientização adequada com o próximo e consigo mesmo e acabam sofrendo por atos irrefletidos.
Despertar na sociedade a necessidade de respeitar o meu ambiente é uma tarefa que muitos ambientalistas almejam, sobretudo quando o publico alvo são os jovens, pois conscientizá-los é garantir que, no futuro, possamos usufruir das maravilhas que a natureza tem a nos oferecer. Por isso, ao escolhermos os alunos do 3° ano do ensino médio, entendemos que estes são mais maduros para compreender que a natureza deve ser preservada. O trabalho com esses jovens, inicialmente, foi o de despertar acerca dos problemas vividos pelo rio morno. Em seguida, começou o processo de conscientização para alavancar a importância de preservar, não só os nossos rios, mas também os mananciais e afluentes, pois estes juntos são primordiais para a existência do rio.
Para que isso fosse possível, contamos com a colaboração do professor Luiz Mario, docente de geografia da Escola Álvaro Lins, que por sua vez foi o elo entre os alunos, indicando o 3° ano, pois já havia desenvolvido um trabalho semelhante a esse com total sucesso. Não só esta escola, mas também a Escola Ricardo Gama, desenvolveu pesquisas e discussões para tentar excitar na comunidade o seu papel como cidadãos junto aos temas relacionados aos recursos hídricos. Além disso, as escolas trouxeram para dentro da atmosfera escolar os problemas vivenciados pela comunidade local, desenvolvendo o senso critico dessas pessoas em torno da degradação do rio e, consequentemente, trazendo significativas soluções para melhorar a relação existente entre o homem e a natureza.
No inicio da pesquisa percebemos que a comunidade ribeirinha abraçou a causa de preservação do rio morno com bons olhos. No entanto, devido ao longo histórico de degradação e, principalmente, a falta de mobilização social por parte dos nossos governantes para conscientizar a sociedade sobre os malefícios que a poluição dos rios pode acarretar, também pode ser considerada como um dos maiores entraves para a falta de respeito com o meio ambiente. Por isso, desenvolver um trabalho que tenha como meta reverter os hábitos dessas pessoas requer, além de tempo, recursos conjuntos da sociedade e dos órgãos competentes. Portanto, foi feito uma minúscula parcela para tentar resolver um grande problema ambiental que, possivelmente é irreversível. Acreditamos que atitudes significativas como estas, além de proteger o meu ambiente, contribui para construir um modelo de cidadão mais voltado ao seu papel como ser que desfruta do meio ambiente e que está consciente de que, para poder usufruir dos recursos que a natureza tem a oferecer, primeiramente ele tem que preservar o pouco que restou; e nada mais justo que isso ocorra dentro da comunidade onde o individuo vive.


By Julio Moura (Live and Let Live)
Correção textual: Diogo Didier
No entanto, como já falado, esses esforços sempre atraíram muita repercussão da sociedade contra a pesquisa clínica. Mesmo assim, vale ressaltar que é muito fácil acusar, condenar, criticar, ou seja, qual for o termo usado para direcionar a insatisfação a alguém quando apenas é muitas vezes visto um lado nocivo da pesquisa, por pessoas que não dominam plenamente esse assunto; o que em muitos casos é negado por aqueles que defendem tais interesses. Porém, a realidade é outra, pois quando um cientista procura pesquisar um novo fármaco ou tratamento é em interesse da população, já que, bem sabemos que os medicamentos que hoje conhecemos antes eram apenas ideias ou até sonhos de pesquisadores otimizados que não se acomodaram após sua formação acadêmica e procuraram manter-se na ativa em benefício da sociedade.
Ainda assim, alguns dos críticos das pesquisas certamente dizem erroneamente que é apenas por causa da soma oferecida por laboratórios, que financiam as pesquisas, o que ainda é muito pouco incentivado no Brasil. Não deixa de ser uma verdade, no entanto, não apenas por isso, pois sendo sinceros podemos entender que não há como realizar uma pesquisa clínica aqui no Brasil, sem o investimento estrangeiro. Pode até parecer muito duro dizer isso, mas é a mais pura realidade.
Mesmo que alguém diga que há pesquisa financiada por iniciativas nacionais, bem se sabe que são poucas e de pequena importância no mercado. Fato esse que não deveria se justificar, pois o Brasil tem um excelente potencial para pesquisas clínicas e, no entanto, isso não ocorre por falta de incentivos nacionais em nessas áreas; mesmo tendo uma grande variedade de recursos naturais.
Mas então, o que é uma pesquisa clínica? Bem, uma pesquisa é um estudo realizado de forma séria por um cientista e sua equipe que realiza um determinado achado, seja um fármaco ou um tratamento, e que é entendido como eficaz para determinada necessidade humana. Como é realizada uma pesquisa clínica? Uma vez feito essa pesquisa é passado para o processo de patentear e em seguida passa-se a buscar financiamento para a realização da pesquisa em fase I, ou seja, a viabilidade da medicação ser produzida, uma vez sendo realizada tal pesquisa entra-se na fase II que é o uso experimental da medicação por voluntários, que antes era apenas pagar um determinado valor para o voluntário e tudo ficava acertado, o que levou a necessidade de novas diretrizes que determinam o uso de um TCLE (TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO), que rege os direitos do paciente acerca do estudo baseado em uma lei de bioética lei N°196 onde determina todas as obrigações das pesquisas clínicas.

Concluindo a fase II entra-se na fase III na qual é realizada com placebos (falsa medicação), sendo alguns pacientes escolhidos sem saber para usá-lo, medicação sem fator ativo, e os que usarão a medicação com o fator ativo para não haver alteração no resultado por causa de um paciente achar que não estar tomando a medicação que faz efeito e assim esse tratamento serve para encontrar possíveis reações que o paciente pode ter ao uso da medicação por contra-indicação e nesse sentido o paciente é acompanhado por um período que permite ao estudo aferir essas contra-indicações.
Chegando a fase IV que permite a viabilização comercial da medicação e sua produção o que nos leva a fase V na qual é produzida comercialmente com o preço da medicação e seu nome sugerido pelo pesquisador mais o nome comercial do laboratório. Como nos beneficiamos de uma pesquisa clínica? Uma vez concluída todas as fases já mencionadas o medicamento chega ao mercado para ajudar contra algum mal que aflige a humanidade. Dessa forma podemos nos beneficiar de uma pesquisa bem realizada. Vale à pena ressaltar, que esses passos são de suma importância para um bom resultado da pesquisa. E não importa o que se disse antes, de uma forma ou de outra, a nova medicação acaba por ajudar milhares ou até milhões de pessoas a ter mais qualidade de vida.
Levando em conta tal fato, é até difícil entender os críticos da pesquisa clínica, pois tendo por objetivo melhorar a qualidade de vida para o ser humano, fica claro que os críticos deveriam ter algum interesse nesse assunto. O que podemos ter a oportunidade de ver graças às novas descobertas da ciência a respeito da celular sintética, pela qual um cientista recombinou a carga genética de uma bactéria e conseguiu que ela se se duplica deixando muitos perplexos com a nova descoberta e levando-os a trazer novos questionamentos a cerca do uso de tal achado.
É uma grande ilusão propagada pelos críticos da pesquisa clínica achar que essa pesquisa só apresenta falhas ou riscos a vida humana, pois há leis como já mencionado a 196 e outras que regularizam as pesquisas clínicas e outras podem ser criadas para regulamentar tal descoberta. Desta forma é muito infundado o medo e a perplexidade em que se encontra a população com respeito ao assunto. As pesquisas clínicas são necessárias e importantes para nosso benefício e devemos sim acompanhar o seu desenvolvimento, mais sem alarde desnecessário e irrefletido o que não trará nem um benefício para o coletivo. Logo, como coordenador de pesquisa clínica posso dizer que tanto os fármacos e tratamento da pesquisa são importantes como todos os que nela trabalham que a levam a sério para o seu benefício e de muitos outros.







