11 janeiro 2014



Hoje me arrumando no espelho, encontrei algo em mim que eu raramente encontro, uma espinha. Sei que é bem comum se ter isso, mas, de tanto olhar pra aquela espinha, eu fiquei pensando: como existe pessoas espinha em nossas vidas. Sim, pessoas que assim como as espinhas, incomodam, nos causam dor, tiram a alegria do nosso rosto e que só aparecem quando estamos nos preparando para algo especial e estragam com a nossa felicidade. 

Muitas vezes tentamos disfarçar, maquiar, esconder essa " espinha ", esperando que ela simplesmente suma do mesmo jeito que apareceu em nossas vidas, mas apesar de tudo, nada parece funcionar e assim como com as espinhas, esse tipo de pessoa que tenta a qualquer custo fazer parte de você, deve ser "espremido" de nossas vidas. 

No começo vai doer, pode te machucar e até deixar marcas, mas prefira antes a dor do momento, que é passageira, do que o incomodo de um ser sempre a espreita para suprimir sua alegria e estragar seus planos.


Pois é, talvez estejamos usando a palavra errada sobre determinadas opiniões. Como ser preconceituoso com gays se já conhecemos quem eles são? Pessoas iguais a pessoas, com alguns casos em que há determinados exageros. Como ser preconceituoso com evangélicos sabendo quem são eles, um grupo com fé na bíblia e que segue ensinamentos, porém existem aqueles que tiram proveitos de pessoas frágeis. E como ser preconceituoso com Negros? Se desde o primário escolar já sabemos de toda sua história. Existindo casos é claro onde eles de fato, quando não cagam na entrada, cagam na saída.

Na opção sexual, na religião e na raça, existem muitos debates. Porém na minha opinião o ser humano aprendeu a avaliar as pessoas e seus gostos pela minoria que prática a parte errada da história, isso mesmo. É óbvio que todas as escolhas existem seus prós e contras, Tudo tem sua consequência. Mas porque avaliar o caráter de alguém porque ele é negro. Ou simplesmente dizer que todos os pastores são ladrões. Porque indiciar criminalmente Alan Turing pelo fato de o mesmo ser homossexual tendo ele ajudado tanto a sociedade (Mesmo até se fosse um mero desconhecido). Simplesmente pelo fato de termos pontos de vista diferente.

Não aceitar as pessoas por elas serem quem são não é pré-conceito e sim pós-conceito que pra mim é pior ainda. Julgar o livro pela capa é pré-conceito. Assistir um ótimo filme e dizer que é ruim porque ele é nacional, isso é pós-conceito. Da mesma forma acontece com pessoas. Sabemos quem somos, e quem são os outros. Sabemos das lutas de cada um. Mesmo assim preferimos rejeita-las.


Quem nunca sonhou com um amor de novela? Pois eu já sonhei! Imaginava quando criança como seria o meu primeiro namoro. Se haveria aquela magia dos romances novelescos. Se eu sentiria meu coração palpitar ao ver a pessoa amada. Se eu encontraria, no primeiro olhar, a minha "cara metade".

Queria um amor. Um tipo novela das oito. Aquele que enfrenta tudo e todos para ser feliz. Um sentimento avassalador, capaz de nos fazer cometer as mais insanas loucuras. Sem precedentes, ilimitado, além da nossa imaginação. Aquele que nos cega, nos tira do chão nos perde no caminho certo.

Algum amor aventureiro, baldio, certo no meio de tantas incertezas. Esse amor personificado num único ser. Alguém que fosse capaz de, junto a mim, se entregar, se perder e desejar apenas multiplicar os sentimentos bons existentes naquele romance que eu idealizava nas novelas

Quando cresci, porém, vi que a realidade é outra. O amor existe, mas não como nas novelas ou contos de fadas. Ele também tem seus defeitos e, como uma pedra preciosa, ele é cada vez mais raro. Se você encontra-lo em alguma esquina, agarre-o com unhas e dentes, pois não faltará gente querendo ocupar seu lugar.

Sorte que o amor pode assumir outras facetas. Podemos canaliza-lo para a família, para os amigos, o trabalho, um hobby, ou tudo aquilo que nos faz bem. Enquanto isso, eu escrevo. Alguns leem e o tempo passa. Nesses tempos de sentimentos fugidios, onde o amor é aniquilado diariamente, não podemos nunca perder as esperanças. Nunca! Enquanto isso, procure algo ou alguém para amar, pois se depender da fantasia das novelas e do cinema, continuaremos totalmente solteiros.

07 janeiro 2014



Considerado como uma verdadeira bomba relógio, o sistema prisional brasileiro é conhecido nacional e mundialmente pela sua precariedade em todos os aspectos. Pavilhões lotados, celas com detentos além da capacidade, falta de carcereiros e pessoal habilitado para vigiar os presos, condições insalubres de higienização e, por isso, de saúde. Tudo isso constantemente é noticiado na mídia e nada foi feito até agora para mudar tal realidade. Sabendo disso, muitos presos encontram meios de viver confortavelmente dentro desses ambientes, através de ameaças, subornos e outras corruptelas típicas da cultura brasileira. O resultado disso é a binária divisão dos que nestes locais habitam: muitos vivendo amontoados como selvagens e outros desfrutando de regalias, como se estivessem hospedados em hotéis cinco estrelas.

Diante desse quadro, é de se esperar que, no caso do primeiro grupo, ocorram manifestações violentas, mas conhecidas como rebeliões. Motivadas por inúmeras razões, seja para melhorias da permanência deles nos presídios, seja para buscar formas de sair de lá, essas incendiárias ocorrências da brutalidade nas cadeias denota o quão frágil é a nossa segurança pública. Fragilidade esta que frequentemente é evidenciada quando os detentos resolvem confrontar a barreira policial. E tal embate independe se o preso está ou não encarcerado, visto que, muitos são aqueles que dentro do sistema penitenciário emitem ordem de comando, muitas vezes até através de aparelhagem eletrônica, para que atrocidades ocorram fora dos limites prisionais. Frente a essa falta de limites, no Maranhão, detentos emitiram uma ordem para incendiarem um ônibus na principal avenida da cidade, em retaliação a ação da polícia carcerária de lá. Resultado, gente inocente morta e alguns ainda feridos.

Entre as vítimas desse comando, estava a maranhense Ana Clara Santos Souza. Ela que lamentavelmente faleceu, depois de não suportar as queimaduras que estavam alastradas em 95% do seu corpo. Essa atrocidade, cometida por seres que já perderam a humanidade há muito tempo, chocou o país. Ficar chocado, porém, não trará a vida dessa garota de volta. Nem tão pouco do seu bisavô, que morreu ao saber do estado da menina. Essas vidas perdidas trazem à tona outra discussão pertinente: a falta de estrutura da segurança pública daquele Estado e do restante do país, tanto dentro quanto fora das unidades prisionais. Enquanto a nação se concentra social e midiaticamente falando, com a chegada da copa, mal podemos assegurar que fatalidades como essas continuem acontecendo. Ao invés disso, continuamos a direcionar o dinheiro público para fins hedonistas, enquanto vidas infanto-juvenis e adultas são ceifadas e nada é feito para reverter essa situação.

Não tem como não sentir um misto de indignação e revolta ao saber que uma menina de seis anos de idade teve sua vida interrompida abruptamente. Vergonha por ver que essa vida poderia ter sido poupada, se o nosso voto fosse mais bem direcionado e, se os governantes escolhidos tivessem um real compromisso com as prioridades existentes no país, as quais sempre se apresentam através da violência urbana, como no caso da falecida maranhense. Ou seja, se o sistema prisional brasileiro passasse por um processo digno de melhorias, talvez a ordem emitida para incinerar o ônibus, que reduziu a vida daquela garota a pó, não tivesse sido enviada. Também não tem como não sentir vergonha de um país que não investe no que, de fato, é essencial. Mesmo que o presídio não deva ser um local de luxo. Ele também não pode ser um ambiente onde homens entram humanos e se tornam verdadeiras bestas. No mínimo, um lugar onde a ressocialização seja capaz de dar uma nova chance àqueles que estiverem dispostos a mudar.

No entanto, infelizmente, esse processo de ressocialização dos presidiários está longe de ser concretizado. Convivendo com marginais de vários naipes, todos geralmente misturados, pois não há divisão para criminosos específicos, eles não encontram outra perspectiva a não ser potencializar a criminalidade que os levou até ali. Por isso que é comum o uso de drogas, muitas vezes até o tráfico destas. As armas também continuam sendo utilizadas, tanto entre os detentos quanto contra os agentes que cuidam da permanência desses indivíduos. Outras violências, como estupros, também são comuns nesses locais. Este último, por exemplo, chegou a ser ordenado no Maranhão por detentos, para que, fora da cadeia, seus emissários pudessem violentar as esposas dos seus rivais. Todo esse poder dos criminosos emana da falta de poder da segurança pública. Se os primeiros conseguem armas, drogas, munições, celulares e outros apetrechos, é porque o segundo, ou seja, a polícia, ou facilita a entrada disso, ou, mal aparelhada, não consegue conter a entrada. Talvez até as duas coisas.

Enquanto isso nas celas, os atos mais aborígenes do ser humano são despertados, visto que, como não foram condicionados a viver enjaulados, eles acabam despertando a fera oculta nesses locais, ou pior, ordenando crimes de dentro dos próprios presídios, onde se imaginavam que estariam e ficariam presos cumprindo as suas respectivas penas. O exemplo mais famoso do poderio desses criminosos está no lendário PCC (Primeiro Comando da Capital). Quem não recorda de nomes como Fernandinho Beira Mar, o qual já foi considerado como um dos homens mais procurados do país. Ele que, dentro dos presídios vivia como um marajá e continuava a praticar crimes, acionando seus compassas fora dos muros da cadeia. Impotente, a polícia teve que armar um verdadeiro projeto de guerra para desvencilhar o PCC, porém, volta e meia os criminosos se organizam a retornam a exercer seu poder e envergonhar a frágil segurança pública. Mais impotente ainda está à população, a qual, no meio desse fogo cruzado, paga as duras penas disso tudo, muitas vezes com a vida, como no caso da inocente Ana Clara.

Os caminhos para solucionar esse problema são antigos e bem conhecidos e se resumem em uma palavra: investimento. Investir numa polícia preparada dentro e fora do sistema prisional. Investir em cadeias seguras e, pelo menos, mais dignas onde o detento possa pagar pelos seus crimes como humano, não se tornando mais um dos muitos animais soltos por ai. Investir e assegurar que o dinheiro seja bem direcionado. Para isso, basta focar nas prioridades do país e não gastar milhões com futilidades passageiras que pouco trazem de benefício para a sociedade. Se, antes da copa do mundo deste ano, não conseguimos proteger os meros cidadãos brasileiros dos atos de violência que envergonham a nação, como protegeremos os turistas tão aguardados? É incoerente investi cifras milionárias para assegurar o bem estar de turistas, que passarão uma breve estada por aqui, enquanto o cidadão de fato brasileiro serve de alvo para criminosos inescrupulosos que a todo o momento estampam as manchetes policiais por mais um crime cometido.

Na realidade, no Brasil tudo se resumi a pó. O pó das drogas inaladas. O pó da pólvora engatilhada. O pó das vidas desperdiçadas. Reduzi o ser humano à poeira se tornou algo banal. É como fumar um cigarro e esperar que a nicotina vire cinzas. Tudo isso porque não somos capazes de combater, com ímpeto, essa criminalidade que ceifa vidas e desperdiça as verbas públicas a cada crime cometido, a cada rebelião, na qual camas, colchões, etc., são queimados e, com o dinheiro público, repostos. Seja como for, por causa desses descasos, livres ou não, os bandidos ainda tem voz e vez neste país, intimidando civis, ao ponto deles viverem à mercê da violência. Mesmo sabendo que a violência não vai acabar da noite para o dia, não podemos simplesmente chorar a morte daquela menina e de tantos outros inocentes e depois virá à página. Essa história só vai ter o final feliz quando a morte humana deixar de ser tirada abruptamente e continuar a ser como diz o famoso mandamento bíblico: “Viestes do pó e ao pó retornarás (Gênesis 3.19)”, e não reduzida a farelo humano por uma criminalidade que poderia ser contida, se houvesse mais empenho para isso.


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MATRÍCULA- 100,00.
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             Não é de hoje que o homem enfrenta o antagonismo causado pelos conflitos de valores. Apesar de haver a falsa impressão de que esse é mais um problema oriundo da modernidade, ele já coexiste com a humanidade há milênios e, recentemente, transformou-se na tônica dos debates entre as relações comportamentais.  Essa inversão de valores tem gerado uma dicotomia, trazendo dois novos desafios para a psicologia moderna: o desvio de conduta moral e a anástrofe social.

            É bem verdade que a ética está se tornando um termo recorrente entre os meios de comunicação, ainda que ela venha de encontro à prática promovida por eles.  Nesse meio, o desvio de conduta moral parece ter maior valor: Luciana Gimenez, modelo fotográfico, ganhou programação em horário nobre por engravidar em um caso extraconjugal com mega-astro Mick Jagger. Corroborando essa corrente, a imprensa patenteia o repórter Pedro Bial, autorizando-o chamar de heróis os Big Brothers que, para vencer, trapaceiam, mentem, manipulam e até traem os seus cônjuges.  Mas, se por um lado, esse modelo de comportamento deturpa a moralidade, afrontando as famílias e os bons costumes, por outro, traz recursos e números positivos para quem o promove.  A indústria do entretenimento, ávida por audiência, tem o poder até mesmo de regenerar bandidos, transformando-os em mocinhos: aqui, Ronald Biggs, ladrão inglês, ostentava status de celebridade!

            Além disso, também não é menos verdadeiro que a corrupção tem sido escárnio da mídia e da opinião pública, que, descontente com o atual estado de coisas, recentemente foi às ruas. Entretanto, o contrassenso social é flagrante quando aqueles que deveriam representar a voz dessa massa zombam da inteligência dela. Apostando inverter os papéis com gestos à guisa bolchevique, José Genoino, José Dirceu e Delúbio Soares achincalharam a ação do Poder Judiciário, tentando transformar suas prisões em ato heroico. No entanto, essa distorção social não se limita apenas ao Espaço Nacional; ela transgride as fronteiras continentais. Nos Estados Unidos, esse efeito é inverso: o herói torna-se vilão. Edward Snowden, analista de sistemas que denunciou as espionagens realizadas pela Agência de Segurança Nacional americana, recebeu indicação ao prêmio Nobel da paz na Noruega, contrariando as leis de seu país pátrio que o condenam por roubo de propriedade do governo.

            Assim, a página que contém o pensamento de que “hoje em dia conhecemos o preço de tudo e o valor de nada”, escrito há dois séculos por Oscar Wilde, urge ser virada. Não é só necessário desenvolver maior senso crítico, mas, sobretudo amadurecer essa percepção, habilitando-nos a melhor discernir e eleger os nossos padrões comportamentais. Do contrário, correremos o risco de repetir os mesmos erros do passado, cometidos há dois mil anos quando libertamos o vilão e crucificamos o Herói.



         O sistema educacional brasileiro tem como uma de suas marcas as grandes deficiências na aprendizagem de alunos, que na maioria das vezes não são publicadas em dados estatísticos. A prática do bullying, que é cometida em vários ambientes, mas tem seu peso nas escolas, vem colaborando para a intensificação de tais problemas e suas causas e conseqüências partem de diversos âmbitos.

               A prática do bullying vem se tornando cada vez mais frequente, e segundo estudos realizados por especialistas das áreas de saúde e educação, seus praticantes geralmente sofrem por motivos pessoais. A questão, normalmente familiar, faz com que o indivíduo encontre nas agressões uma maneira de se sentir aliviado. Acontece que esta forma de reflexão vem a causar sérios danos à saúde de suas vítimas.

           Apelidos de mau gosto, agressões físicas, ameaças e isolamento do convívio social são algumas marcas do bullying. As pessoas que passam a serem vítimas de tais atos sofrem caladas, por medo, e tornam-se cada vez mais deprimidas e dispersas. Muitas vezes chegam a tentarem suicídio por não encontrarem saída para reverter a situação e viverem de fato tranquilas.

              O bullying está presente em vários locais: trabalho; e até mesmo na internet, com o “cyberbullying”, que diz respeito ao envio de mensagens ofensivas por “e-mail” ou páginas de relacionamento. Porém é na escola que o problema tem força maior. Segundo dados do IBGE, 3 em cada 10 estudantes sofrem bullying. O Estado do Rio de Janeiro , na tentativa de solucionar a questão, sancionou uma lei que obriga as escolas a informarem os casos à polícia, já que a prática desrespeita princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa, por exemplo.

             Sendo assim, a questão vem a ser solucionada com maior eficácia se partida de pais mais presentes na educação de seus filhos e impondo nestes confiança para que sempre exista o diálogo. Assim, é mais provável que se tornem conscientes e não venham a destruir o sonho do outro.

Aluno: Moisés Cristiano
Professor: Diogo Didier 


            A relação do homem com o seu habitat vem se tornando cada vez mais desarmônica. Este atrito da espécie humana com seu lugar de sobrevivência passou a ser notado com maior facilidade pela falta de consciência das pessoas e também os progressos tecnológicos contribuíram neste sentido. Até hoje o planeta sofre graves consequências a estes danos causados pela própria sociedade.

        As questões educacionais também influenciaram na questão. Pode-se perceber isto a partir do momento em que se depara com maior facilidade com lixos em meio às ruas, que são jogados ali de maneira natural; automóveis que liberam grande quantidade de fumaça; e também à falta de hábito no ato de separação dos lixos orgânicos e inorgânicos nas residências.

        Junto a isto existe a presença do capitalismo, que sente o inesgotável anseio em números cada vez maiores de fábricas. Embora haja o lado positivo neste aspecto por conta do progresso urbano, a alta de grandes indústrias prejudica o planeta por causa da emissão de gases poluentes na atmosfera. Sem contar as fábricas que retiram da natureza seus meios de produção de uma maneira ilegal, prejudicando intensamente a fauna e a flora.

          A questão do lixo é também um fator que exige atenção. Isso porque apenas a região Sudeste do Brasil produz 89 mil toneladas de lixo por dia. Em casos como estes ou parecidos o encaminhamento incorreto deste material vem a prejudicar o solo e a atmosfera por conta da produção de gás metano e chorume.

         Diante de tais fatos, torna-se fácil perceber que há uma via de mão dupla na situação. Afinal. Enquanto o homem não passar a ter os devidos cuidados com a natureza, os desastres e perdas de grandes espécies se tornarão cada vez mais freqüentes. A população humana deve rever suas atitudes para com o meio ambiente para que a situação venha a melhorar para os dois lados.
    

Aluno: Moisés Cristiano
Professor: Diogo Didier


Áries (o início)
Agressividade, exagero em se preocupar consigo mesmo. Mesquinhez. Acha que tem uma missão gigantesca no mundo e na própria na vida mas espera que alguém patrocine essa missão. Espera muitas vezes que os outros resolvam seus problemas. Gosta de tudo como quer e se algo é diferente fica aborrecido. Gosta também de tudo com rapidez e precisão. Em alguns momentos só pensa em si mesmo. Grosseiro.
Conselho: relaxar mais, aceitar o ponto de vista dos outros. Humildade, tolerância, não perder tão facilmente a paciência, não ser duro e não reclamar da vida.


Touro (eu tenho)
Necessidade de tudo possuir, determinação obsessiva, falta de flexibilidade, fanatismo político, religioso, familiar e/ou filosófico, dificilmente muda de idéia. Pode-se usar de pessoas sem perceber, ser oportunista. Teimosia, dá conselho sem ser solicitado. Avarento, obstinado ao excesso, comodista.
Conselho: construir com calma seus valores. Flexibilidade, tolerância. Não ser tão mimado, cuidar mais de si e usar sua força de vontade prazerosamente.


Gêmeos (eu comunico)
Fala sobre tudo o que está errado nas pessoas e no mundo, mas não coloca suas filosofias em prática. Irresponsabilidade. Acha que é perseguido, não confia nas pessoas só se entregando um pouco. Insegurança criada por si mesmo. Dispersivo, tagarela ao excesso, manipulador. Superficialidade exagerada. Vive com os nervos à flor da pele e isso pode gerar muita tensão.
Conselho: confiar mais em si e nas pessoas; encarar o mundo de forma realista. Abrir várias portas ao mesmo tempo.


Câncer (eu sinto)
Quer proteger demais a todos. Medo de se expor emocionalmente, conseqüentemente não é inteiro. Acha desculpa para tudo, tende a viver para os outros e se essas pessoas não retribuem o amor acaba se martirizando. Mima demais ou é mimado demais. Pessimismo exagerado. Dependente, melancólico, tem medo de sentir.
Conselho: agir menos negativamente, não se fazer de mártir. Sentir quem precisa e quem não precisa de proteção. Aprender a se alimentar. Construir seus valores, amar a si e conseqüentemente aos próximos.


Leão (eu brilho)
Síndrome do "Eu, o Rei", achar que é o mais generoso e mão aberta que existe e adorar que as pessoas precisem dele. É exagerado, exigente e vaidoso. Gosta de se doar muito para não ter ninguém em pé de igualdade. Em alguns momentos rouba as idéias dos outros, pois como rei tudo é dele, assim sendo é insensível quanto à individualidade alheia. Em alguns momentos acha que sabe tudo o que é melhor para os outros e principalmente acha que sabe tudo na vida.
Conselho: desenvolver sempre a criatividade e tentar eliminar seu lado amargo e ciumento. Procurar não viver rodeado de pessoas interesseiras que possam apagar seu brilho.


Virgem (eu analiso)
Obsessividade. Tortura-se interiormente, acha que sabe de tudo na vida, podendo cortar a criatividade dos próximos. Vive dizendo "Eu não disse?", mesmo quando não disse nada. Medo do novo, do desconhecido, quer controlar a vida e qualquer surpresa já tira o equilíbrio. Acha que todos ou tudo têm um preço. Crítica exagerada, queixoso, perfeccionista ao extremo. Cria preocupações sem sentido.
Conselho: Reconhecer que sempre haverá mistérios na vida, não ser tão realista, não exagerar no julgamento e na crítica, aprender a confiar, se curar e se nutrir.


Libra (nós somos)
Síndrome do "Não se aproxime muito de mim", que se mostra como uma dificuldade de permitir muita intimidade. É uma pessoa cujo desejo enorme de ser amado e receber aprovação de todos é tão intenso que relacionamentos se tornam uma competição com o objetivo de conquistar e depois rejeitar. Todos são espelhos. Às vezes em relacionamentos gostosos cria algumas brigas para movimentar. Indecisão, mau humor. Manipulador, fica em cima do muro, superficial. Tem necessidade de aprovação o tempo todo. Tendência ainda a simpatizar tanto com o sexo oposto que pode vir a ter insegurança com sua sexualidade. Acha ainda que há sempre algo errado em seu corpo.
Vem para esta vida para aprender a amar e a se relacionar de forma harmoniosa.
Conselho: procurar gostar muito de si do jeito que é e acreditar por si só que é adorável.


Escorpião (eu desejo)
Exagerado na colocação de opiniões e preocupação demasiada com seus próprios valores pessoais. Dificuldade para ter uma visão clara e justa das pessoas e situações. Em alguns momentos tem opinião fixa e preconceituosa, principalmente sobre o sexo oposto. Ciúmes e temor da solidão. Demora a confiar ou perdoar, tem uma visão amarga da vida, negatividade; em alguns momentos ignora por completo o ponto de vista alheio. Rancoroso e possessivo. Vem para esta vida para aprender a renovar e encontrar a segurança nas mudanças. Possessivo, desconfiado, vingativo.
Conselho: descobrir seu grande poder interior que muitas vezes se encontra reprimido e descobrir que pode fazer de sua vida o que quiser.


Sagitário (eu penso)
Mania de se "achar" muito importante e/ou amigo de pessoas importantes. Gostar de fazer "panelinhas". Prepotência, em alguns minutos uma tendência para contar vantagens. O fantasma por opção (principalmente religiosa). Tem um lado "promessinha". O sagitário é louco para se sobrecarregar de tarefas e promete coisas impossíveis de se cumprir. Irresponsabilidade. É grosseiro em vários momentos.
Parecem generosos mas em alguns momentos são pão-duros e se você lhe prometer algo e não cumprir ele ficará magoado. Vem para esta vida aprender a verdade da vida, mas tem medo de descobrir isso. Excessivo, fanático.
Conselho: permitir-se ser bondoso, imaginativo, engraçado, inteligente e aprendiz da vida. Permita-se ainda ser amado por si mesmo e não apenas por suas fantasias.


Capricórnio (eu realizo)
Fanatismo, necessidade de dar conselhos a respeito de tudo. Autoritarismo sem limites. É moralista e está sempre com um plano para mudar a sociedade mas não põe em prática seu plano. Só aceita a sua maneira de viver. É crítico, rígido, autoritário e às vezes inconscientemente cruel e inafetivo. Veio para este planeta para construir seu destino e colocar suas emoções para fora. Exageradamente ambicioso.
Conselho: procurar não ver a vida tão a sério e dar asas à sua imaginação. Colocar ainda suas fantasias para fora e se divertir mais.


Aquário (o grupo)
Egocentrismo, não admite que discordem dos seus pensamentos de igualdade e, no fundo, é inafetivo e caprichoso. Mania de querer mudar o mundo mas acaba não mudando sua própria vida (diz uma coisa e faz outra). Excêntrico em excesso. Tem um desejo secreto: que todos o admirem. Quer muito a igualdade no mundo mas é egoísta com as pessoas que o rodeiam. Síndrome do psicólogo, ou seja, é uma pessoa que sabe as teorias de tudo mas dificilmente resolve seus problemas. Vem para esta vida para viver em grupo e também sozinho.
Conselho: tomar consciência de si e de todos. Saber que é impossível o total egoísmo e procurar de alguma forma prática, ajudar a humanidade.


Peixes (iluminação)
Não conhece limitações, usa tudo o que é possível para alcançar experiências espirituais. Signo do não perfeito, pois deixa as coisas para amanhã. Sente necessidade de poder e em momentos da vida faz papel de vítima (o pior é que criam energeticamente pessoas que lhes prejudicam). Dificuldade de dar forma aos seus sonhos. Escapista, irrealista, medo da realidade. Inércia em momentos onde o certo seria lutar, levantar a voz, se revoltar, etc. É submisso, escapista. Desejo oculto de ser o rei/rainha do mundo. Síndrome do gênio incompreendido. Falta de realismo (um dia... quando o mundo me compreender). Vem para esta vida para realizar o impossível.
Conselho: lutar realmente pela realização de seus sonhos e colocar seus talentos e criatividade para fora.

Visto no: Somos todos um

Um homem franzino, 1m75 de altura e 50 anos de idade adentra o prédio do Teatro Barreto Júnior, no Pina, munido apenas com uma mala de viagens. Veste uma bermuda clara, uma camisa de algodão simples e chinelos marrons. O cabelo contido por um pequeno prendedor azul mais os óculos de lentes estreitas e armação de haste dupla imprimem um tom discreto. Acompanhado da equipe de reportagem, ele cumprimenta os funcionários da portaria e caminha, na frente, pela escadaria da plateia, em direção ao palco, antes mesmo que acendam a luz. “Dá pra descer isso aqui tranquilo, não tem como quebrar o salto”, brinca.

O personagem, tão íntimo daquele espaço, se chama Odemir Félix Lins, mas quase ninguém conhece assim o penúltimo entre os seis filhos da parteira Blandina com o ex-combatente Osório, ambos atualmente com 92 anos. A vida inteira ligada às artes rendeu a Odemir quatro DRTs (sigla da carteira de registro profissional) e um nome unissex híbrido, que sintetiza o de batismo: Odilex é maquiador, figurinista, aderecista e ator – atividades dispostas na ordem decrescente de retorno financeiro. A última arte, que em outros tempos já rendeu a construção de sua casa, no bairro de Casa Amarela, ocupa cada vez menos espaço no orçamento, mas lhe enche de prazer há 33 anos. “O aplauso de uma sala lotada é a maior recompensa possível para a alma de um artista”, explica.

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“Numa velocidade estonteante”, Odilex sobe os degraus do palco e caminha pelo tablado até o camarim, que fica nas costas do fundo negro das cenas. Liga as luzes da longa penteadeira, onde coloca os óculos e a mala, e começa a tirar pincel, blush, batom e lápis de olho, além de uma calça, duas blusas e um terninho, sempre brancos. Está prestes a se transformar na “chuva que lança a areia do Saara sobre os automóveis de Roma”, um ritual que pratica todas as semanas — em algumas, mais de uma vez. “Recebo a entidade Maria Bethânia”, diz. “Não é só um cover, ele leva ao espetáculo a essência de Bethânia”, avalia o amigo Júnior Barros, ator conhecido pela interpretação da drag queen Vagiene Coqueluche.

A metamorfose é rápida. Empregando a experiência do vasto currículo como maquiador (principalmente no mercado publicitário e no teatro, caso da Paixão de Cristo do Recife, mas também no cinema, em curtas e longas, como O Bem Amado (Guel Arraes, 2010), e em eventos como As Noites do Terror, do antigo parque Mirabilândia), Odilex não demora mais de quinze minutos para concluir a caracterização. Nesse período, concentrado, como um “mar partindo ao meio”, parece que vai incorporando gradativamente os trejeitos da cantora.

Primeiro é o pé esquerdo que abandona a sandália, começando a se guardar para a sacralidade do palco — uma das marcas mais conhecidas da irmã de Caetano. Então Odilex apoia-se na penteadeira, encara o espelho luminoso e mantém a perna canhota curva, como a vela de um barco, com a sola do pé se atando à perna direita. Terminada a maquiagem, o outro pé também se afasta do calçado. Chega a hora dos “truques que o público não pode saber”, como ele diz, e o homem delgado ganha seios, veste a calça feminina, a blusa, dois colares, uma coleção de pulseiras no braço esquerdo e um bracelete dourado no outro. “O que não dá mais para ocultar” toma forma, e o cabelo, antes contido, ganha volume tropicalista. No início, usava peruca. Agora, para dar mais autenticidade, faz alongamento a cada três meses.

Há momentos em que a lógica se inverte e Odilex, o fã, se transforma no centro da admiração. “O show dele é performático, maravilhoso. Eu encontrava um homem magro, discreto e tímido, que de repente se transformava no esboço mais perfeito de Maria Bethânia”, comenta Rudimar Constâncio, ator e diretor de teatro. Odilex não se resume a seu personagem mais famoso. A primeira participação no teatro, além das brincadeiras de colégio, foi numa montagem do clássico musical Hair, nos anos 1970. Depois, ele fez parte da Trupe do Barulho, encenando espetáculos como a sequência Salve-se quem puder, que fez sucesso nos anos 1990, com turnê pelo Nordeste. Atualmente, integra o elenco da peça As Freirigas, em cartaz no Teatro Valdemar de Oliveira.

“Odilex é nome importante de um teatro pernambucano que muitas vezes é desprezado pelos chamados intelectuais”, avalia Luís Reis, professor e pesquisador de teatro da Universidade Federal de Pernambuco. “É uma linhagem apoiada numa tradição popular, que busca a linguagem das massas para suprir uma das maravilhosas funções da arte: trazer diversão”. Segundo Reis, este caminho foi aberto no estado pelo grupo Vivencial, nos anos 1970. “Em plena ditadura, o grupo uniu estudiosos e pessoas que estavam à margem, tendo como figura emblemática a travesti. Foi uma atualização de várias tradições do teatro, como os gêneros ligeiros e o teatro de revista, que têm como essência uma coisa muito brasileira, a paródia”.

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Difícil pensar que o intérprete dedicado não gostou de sua musa inspiradora um dia. Mas quando tudo começou, em 1979, Odilex sequer conhecia um disco inteiro de Bethânia. Àquela altura, fazia cover da cantora e atriz Liza Minnelli, vencedora do Oscar por sua atuação como Sally Bowles no filme Cabaret (Bob Fosse, 1972). Foi a amiga Claudete Bardot, que interpretava Dalva de Oliveira nos palcos pernambucanos, quem percebeu a semelhança física e convenceu Odilex a investir no novo papel. Desde então, a pesquisa profissional para composição da performance evoluiu para uma devoção entusiasmada, com direito a coleção com mais de 3 mil fotos e discografia completa, além de gravações inéditas de concertos, tanto em áudio como em vídeo. “Amo não só a música de Bethânia, mas os detalhes: o andar, a respiração, o movimento dos braços, o som e o texto”, declara-se Odilex, presente em todos os shows da estrela no Recife. “Já garanti meu ingresso para a abertura da Fliporto, ela vai participar”, comemora.

Após as apresentações de Bethânia na cidade, Odilex sempre vai ao camarim levar um presente. Só não foi atendido uma vez. “Ela estava muito cansada”, alivia, acrescentando que não deseja estreitar os laços para uma relação pessoal. Questionado por que nega sistematicamente os convites de amigos para conhecer a família Veloso em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, Odilex pondera: “Bethânia tem personalidade difícil. A pessoa é uma coisa diferente do artista. Eu prefiro manter essa condição de fã com o ídolo, para não correr o risco de quebrar o encanto”. Precaução sensata para garantir que, “sob o sono dos séculos”, continue a amanhecer o espetáculo.
Mano Ferreira (texto) / Helder Tavares (fotos)

Visto no: Aurora