01 julho 2013


Em vários momentos da história da humanidade é fácil encontrar lendas e mitos em torno da fonte da juventude. Caracterizada ora como um lago, ora como um poço, a verdade é que se acreditava na possibilidade de retardar os efeitos do tempo a partir do momento que alguém bebesse a água desses locais ou mergulhasse nos seus límpidos aquíferos, quase celestiais. Essas nascentes milagrosas já não povoam o nosso imaginário como antes. Agora, ao invés de fontes, temos uma infinidade de recursos, dos mais empíricos aos mais tecnológicos, os quais prometem “corrigir” as marcas gravadas pelo tempo. Assim, comercializados e, posteriormente vendidos como verdadeiras fórmulas mágicas, muitos produtos passam a ideia ilusória da juventude eterna, oferecendo em academias, cirurgias, frascos e maquiagens o elixir da felicidade imposto pela cultura “Peter Pan”. Aprisionados nessa terra do nunca, homens e mulheres se submetem aos mais controversos tratamentos para parecerem dez ou vinte anos mais jovens, alimentando a ideia errônea de que ser feliz está restrito a rostos congelados cirurgicamente.

Parecer, e não ser, este é o lema que tem levado muitos indivíduos a serem escravos das artimanhas culturais da sociedade atual, a qual vende, a todo instante, bálsamos miraculosos capazes de retroceder a idade como num passe de mágica. Nesse conto de fadas, as maiores vítimas são as mulheres. Elas que no passado eram cultuadas por suas curvas sinuosas e, por vezes, rechonchudas. Hoje, porém, sofrem com a plastificação da beleza, numa sociedade cada vez mais magra e fotoshopada. Sobre elas ainda, no Brasil, recai o peso da mulher tipo exportação, já que o nosso país é conhecido mundialmente pela exuberância feminina, sobretudo daquelas que encartam o carnaval. Acontece que nem todas são altas, lindas e magras. Nem tão pouco possui corpos malhados e com curvas simetricamente sinuosas. A maioria delas está fora desses padrões e, por essa razão, se tornam as principais vítimas da indústria da beleza. E é na mais tenra idade onde a escravidão começa. Sutilmente, as meninas se encantam ainda na infância, por maquiagens, joias, sapatos e uma infinidade de outros apetrechos do gênero. Educadas a estarem sempre maquiadas e com as roupas da moda, a família impõe, às vezes inconscientemente a essas futuras mulheres, uma vida plastificada.

Por essa razão, muitas delas perpetuam estes estamentos sociais ao extremo. Sabendo disso, a industrialização de cosméticos cada vez mais inovadores e milagrosos cresce a cada dia. É o batom que aumenta os lábios, deixando-os mais viçosos e juvenis; antirrugas poderosíssimos capazes de encobrir as cicatrizes deixadas pelos anos; e em meio a tudo isso, truques de beleza para combinar cores e texturas, não apenas para estar bonita, mas para esconder a idade real. Isso, no entanto, não quer dizer que não podemos cuidar do nosso corpo e, principalmente do rosto. De fato, manter uma boa aparência é, além de um hábito saudável, uma forma de estar bem consigo mesmo. Entretanto, o que vem acontecendo com muitas mulheres é a o inverso disso. Elas não querem ser ou estar bonitas. Mas, além disso, aparentar menos idade, numa luta constante e frustrada contra o tempo. Nesse sentido, Caetano Veloso estava certo quando musicalmente disse: “é que narciso acha feio o que não é espelho”. Ou seja, o que muitas dessas mulheres temem é encontrar o próprio reflexo no espelho e a partir dele compreender que não há nada que possa atenuar drasticamente as feições cravadas pelos anos passados.

Mesmo assim, elas não desistem fácil de encontrar a receita do rejuvenescimento. Quando a maquiagem já não dá conta de esconder o que o tempo insiste em mostrar, entram em campo as cirurgias plásticas. Nesse sentido, nosso país é um dos que mais realizam procedimentos cirúrgicos estéticos no mundo. São Botox cada vez mais bizarros, peitos siliconados que mais parecem bombas nucleares prestes a explodir, lipoaspirações, peles esticadas ao máximo que deixariam com inveja o “Senhor Fantástico” do famoso quarteto em quadrinhos. Tudo para estar mais “lindas” e atraentes às exigências dessa sociedade escrava da beleza neoparnasiana. Em contrapartida, tais modificações exigem além de coragem uma boa quantia em dinheiro. Aquelas que podem pagar se submetem a estas transformações e procuram clínicas especializadas, com todo o respaldo que o dinheiro pode comprar. Já muitas outras se arriscam em ambientes clandestinos, com médicos e materiais de quinta categoria, saindo das salas de cirurgias piores do que quando entraram. Nos dois casos, contudo, o risco de morte povoa os corpos dessas mulheres que sonham em ter o corpo perfeito.

Entretanto, o perigo da incessante busca pela juventude eterna não se encerra nesses pontos. Com a imposição midiática, famosos de áreas diversas exercem um fascínio enorme nos costumes e na vida de uma sociedade superapegada ao rótulo. Nas telas das emissoras, mulheres e homens “perfeitos” propagam um ideal de beleza doentio e, muitas vezes, inalcançável. São corpos aerodinâmicos, malhados, marombados e sarados. Modelos estéticos convidativos, os quais induzem quem estar do outro lado a aderir a tais formas. Na mídia também há outra postura periculosa a qual diz que quem é belo, consequentemente é mais feliz no amor, no trabalho e na vida. Então, logo surgem as indagações e as frustrações sobre a própria aparência. Por que eu não tenho o lábio da Angelina Jolie? Por que eu não sou alta, bela e magra como a Top Model internacional Gisele Bündchen? E, por que eu não nasci com o charme e a beleza do ator Reynaldo Gianecchini? Quando esses questionamentos não são saudavelmente respondidos acabam resvalando em práticas doentias como anorexia, bulimia e tantas outras psicoses, as quais levam centenas de indivíduos a óbito ano a ano.

Nessa odisseia pela forma perfeita, não é só as mulheres que estão no epicentro narcisista da sociedade. Os homens também começaram a dividir espaço com elas e há muito tempo transitam nesse terreno. Hoje, mais livres dos preconceitos sociais que impuseram neles o perfil de macho alfa, eles fazem quase tudo e mais um pouco que as mulheres fazem. Cada vez mais a ala masculina ocupa as academias, musculando braços, bíceps, peitos e pernas, cobiçando cada vez mais os atributos desejados tanto pelas mulheres quanto por muitos homens. No entanto, quando a silhueta desejada não é adquirida através dos exercícios físicos, eles também se aventuram em tratamentos estéticos mais sofisticados. É por isso que vemos tantos deles colocando implantes de silicone em diversas partes do corpo, fazendo às sobrancelhas, depilando as pernas, e tantos outros recursos antes limitados a atmosfera feminina. Toda essa mudança de conduta fez com que os homens extrapolassem seus limites, como fez o americano Justin Jedlica, de 32 anos. Na sua obsessão pela beleza, ele fez 90 modificações cirúrgicas para ficar “idêntico” ao Ken, famoso namorado da boneca Barbie.

E quem não tem posses para isso? Para estes restam os riscos dos emagrecimentos rápidos e infalíveis que prometem perda de dezenas de quilos num piscar de olhos. Sobram também frustrações e uma vida fadada a infelicidade, já que não há sentido condicionar a existência a um protótipo corpóreo, do qual a forma física se sobreponha aos valores humanos. A relatividade da beleza é inquestionável, mas estamos presos ao “Retrato de Dorian Gray”, tal qual aquele que foi escrito sabiamente em outrora por Oscar Wilde. Tanto nesta obra quanto na vida real, não queremos largar o nosso passado jovem e viril, pois aprendemos que a felicidade está restrita a juventude e o fato de perdê-la significa deixar de ser feliz, ou simplesmente deixar de existir. É por isso que, em silêncio, em casa, nas academias e tantos outros lugares onde possam ver seus reflexos, homens e mulheres se perguntam: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela (o) do que eu?”. E se veem monstruosamente artificiais, opacos pela maquiagem excessiva, ou estranhamente cirurgiados para agradar aos padrões sociais. Infelizes, essas pessoas esquecem que “o tempo voa...escorre pelas mãos. Mesmo sem se sentir. E não há tempo que volte...”. Por isso que é importante se permitir e se gostar do jeito que se é, mesmo que os seus atributos estejam fora dos requisitos preestabelecidos pela sociedade. Ser feliz ainda é um estado de espírito e não há nada pior do que viver uma vida de engano, fingida e superficial.

O peso da idade
            
              Na mitologia, a fonte da juventude era um rio que saia do monte Olimpo e passava pela terra; como vinha dos Deuses, o rio seria capaz de rejuvenescer a quem bebesse de sua água. Hoje, porém, a água deu espaço aos produtos estéticos e os Deuses tornaram-se os padrões impostos pela sociedade, as quais se materializam pelo protótipo de feições jovens e muitas vezes superficiais.

          Em meio à necessidade de um consumo desenfreado, as clínicas estéticas, academias e uma variedade de cremes, surgem para atender e acobertar as marcas do tempo nas pessoas. No desejo de se encaixar nos moldes exigidos na/pela sociedade, as pessoas se submetem as horas de tratamentos, deixando para segundo plano, os valores éticos e morais, além dos limites da vaidade.

         Ao vender sonhos de beleza eterna, as indústrias cosméticas em parceria com os meios comunicativos, vendem a ideia de que para ser feliz é preciso ser jovem e bonito. Embora o mercado publicitário agregue a ideia da beleza ao conceito de saúde e inteligência, fica implícito na mensagem, que a essência das pessoas foi perdida em um pote de um caro creme rejuvenescedor.

        Segundo o Instituto Brasileiro de Cosméticos, o número de pessoas, na maioria mulheres, que vem recorrendo aos usos de produtos de beleza corresponde aproximadamente a 63,5%, ou seja, mais da metade. Entretanto, os homens também não ficam atrás, na busca pelo corpo ‘’aparentemente’’ saudável, eles acabam fazendo o uso das academias ou até mesmo de anabolizantes. Ambos, movidos pelo desejo de continuarem jovens e bonitos.


        Nunca se deu tanta atenção à beleza e ao medo de envelhecer quanto hoje. No entanto, da mesma forma que o belo e o jovem são pautados como fundamentais outros fatores também são. Portanto, é preciso deixar que as marcas do tempo emanem sobre a nossa pele e as pessoas passem a valorizar o interior de cada um, porque no final não é a jovialidade que vai importar e sim o nosso caráter.

Aluno: Paulo Ricardo Mendes da Silva
Professor: Diogo Didier
Apesar dos anos vividos, ainda me surpreendo com a estupidez humana.

Os crentes dizem que Deus houve por bem limitar-nos a inteligência, para impedir que bisbilhotássemos seus domínios. Se assim agiu, pena não lhe ter ocorrido impor limites para a burrice dos seres que criou à sua imagem e semelhança.

Um grupo de deputados reunidos na Comissão de Direitos Humanos, presidida por um evangélico sem nenhuma aparência de homem fervoroso, aprovou o projeto conhecido como "cura gay", que assegura aos psicólogos o direito de aplicar métodos de tratamento destinados a transformar homo em heterossexuais, e de apregoar aos incautos a cura da homossexualidade, práticas condenadas pelo Conselho Federal de Psicologia e por todas as pessoas com um mínimo de discernimento.

Em todos os povos conhecidos, uma parcela de indivíduos em alguma fase da vida experimentou orgasmo por meio da estimulação dos genitais realizada por uma pessoa do mesmo sexo.

A incidência da homossexualidade varia de acordo com o grupo social. Um estudo clássico dos anos 1950 mostrou que em cerca de 60% das populações pesquisadas o comportamento homossexual é aceito sem restrições. Na África, entre os povos Siwan, e no sudoeste do Pacífico, entre os melanésios, virtualmente todos os homens praticaram sexo com outros homens em algum estágio da vida.

As 40% restantes vivem em países nos quais a homossexualidade é objeto de tabu social. As nações industrializadas se enquadram nesse grupo minoritário.

Embora os dados nem sempre confirmem com exatidão, a homossexualidade masculina parece ser duas a três vezes mais prevalente do que a feminina, em todas as sociedades até hoje avaliadas.

A maioria esmagadora dos indivíduos que experimentam orgasmos com pessoas do mesmo sexo são bissexuais. No Ocidente, homossexualidade pura, caracterizada pela ausência de práticas sexuais com o sexo oposto durante a vida inteira, ocorre em apenas 1% da população.

Comportamento homossexual tem sido descrito em répteis, pássaros e mamíferos, animais que na evolução divergiram há mais de 100 milhões de anos. Uma parte dos machos e fêmeas de todas as espécies de aves estudadas têm relações sexuais com indivíduos do mesmo sexo. Em muitas ocasiões, essas práticas terminam em orgasmo de apenas um ou dois dos parceiros.

Nos mamíferos, a maioria das relações homossexuais entre as fêmeas acontece quando uma parceira monta sobre a outra, comportamento já documentado em pelo menos 70 espécies: ratos, hamsters, coelhos, martas, gado, carneiros, cavalos, antílopes, porcos, macacos, chimpanzés, bonobos, leões etc.

Há mais de um século e meio, Charles Darwin nos ensinou que uma caraterística presente em diversas espécies distintas indica que foi herdada de um ancestral comum, portador do mesmo traço. Podemos garantir que o ancestral que deu origem aos vertebrados tinha dois globos oculares, caraterística herdada por todos os animais com esqueleto.

O paralelismo é óbvio, prezadíssimo leitor: se o comportamento homossexual está documentado em animais tão distintos quanto répteis, aves e mamíferos, é porque a homossexualidade é mais antiga do que a humanidade.

Certamente, já existiam hominídeos homo e bissexuais 5 a 7 milhões de anos atrás, quando nossos ancestrais resolveram descer das árvores nas savanas da África. Está coberta de razão a sabedoria popular ao dizer que a homossexualidade é mais velha do que andar a pé.
Sempre houve e haverá mulheres e homens que desejam pessoas do mesmo sexo, porque essa é uma característica inerente à condição humana. Com persistência e determinação, eles podem controlar o comportamento sexual, mas o desejo não. O desejo é uma força da natureza mais íntima de cada um de nós; é água que corre montanha abaixo.

Os fatores genéticos e as interações sociais envolvidas no comportamento sexual são de tal complexidade que só a ignorância crassa é capaz de propor simplificações.

Eu, que sempre coloquei em dúvida a masculinidade daqueles excessivamente preocupados ou ofendidos com a homossexualidade alheia, gostaria de saber em que porta de botequim os nobres deputados ouviram falar que o homossexual é um doente à espera de tratamento psicológico.
Drauzio Varella
Drauzio Varella é médico cancerologista. Por 20 anos dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer. Foi um dos pioneiros no tratamento da Aids no Brasil e do trabalho em presídios, ao qual se dedica ainda hoje. É autor do livro "Estação Carandiru" (Companhia das Letras). Escreve aos sábados, a cada duas semanas, na versão impressa de "Ilustrada".
Visto na: Folha de São Paulo

Saúde pública defasada, educação fajuta, desigualdade social, esses são alguns dos problemas que assolam a sociedade brasileira. Porém, se tais adversidades são de grande importância e ainda contribuem para outras calamidades sociais, por que bilhões de reais são gastos com estádios para a Copa enquanto algumas pessoas vivem em condições subumanas?

Embora de grande importância, tais hostilidades são negligenciadas, uma vez que a maioria dos representantes brasileiros fazem parte da elite e o Brasil é um país que privilegia as minorias. Deste modo, é mais interessante para eles investir em outros setores, como por exemplo: a copa do Mundo.

O que gera uma grande contraditoriedade, pois, enquanto bilhões de reais são gastos na reestruturação do país para a Copa,muitas pessoas passam fome,não tem acesso a educação de qualidade,passam meses à espera de uma cirurgia em hospitais públicos.Fatalidades essas que vêm arruinando o Brasil paulatinamente, o que não estimula a população local a procurar soluções para estas.

Segundo Nelson Mandela “a educação é a arma mais poderosa que alguém pode usar para mudar o mundo”. Isto é, um país que prioriza a educação ganha força contra várias calamidades. Para evidenciar esse fato, o jornal do comércio mostrou os resultados de uma pesquisa que alega que países como: Alemanha, Itália, Japão que dão ênfase na educação tem os melhores índices socioeconômicos.

Dessa forma, é perceptível que o Brasil é um país que privilegia as minorias e não o bem comum, deixando de priorizar coisas de fundamental importância. Por isso, é necessário que a população, interligada com o governo, crie metas e estabeleça prioridades para com estas, assim enfatizando o aprimoramento dos principais déficits.


Aluno: Carlos Eduardo (Cadu Vieira [c]12)

Professor: Diogo Didier


Diante de mais de 1 milhão de brasileiros nas ruas contra tudo e todos na quinta-feira, em 120 cidades, o sentimento comum entre estudiosos era a “perplexidade”. Estavam perplexos com o tamanho dos protestos, a temperatura da indignação, a falta de lideranças claras, a nuvem difusa de reivindicações. Minha perplexidade sempre foi outra. Não entendia como ninguém saía às ruas contra a calamidade nos serviços essenciais e no baixíssimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) brasileiro. Era como se fôssemos impotentes para mudar as prioridades do país – já que, pelo voto, só conseguiríamos mudar o ruim pelo menos pior.

Se o movimento começou com foco em passagens mais baratas – ou gratuitas – de ônibus, terminamos a semana numa catarse anárquica. Manifestantes e policiais perderam o controle. Hoje, se uma causa pudesse unir todos os manifestantes, ela seria: “Hay gobierno? Soy contra”. O passe livre passou a ser o passo livre. A adrenalina tomou conta de jovens que se sentiam à margem do processo histórico e político do país, sem voz, sem ilusões, em busca de ideais. Pouquíssimos conhecem de verdade o que significa a palavra “ditadura”.

O protesto atual é perigoso para a paz social? Sim. Mas era mais previsível que a sucessão de estações do ano. Uma hora o brasileiro cordial estouraria – e seria convocado pelas redes sociais... porque foi assim em todos os países, independentemente das bandeiras. Não é isso que nós, profissionais da imprensa, prevíamos? Há anos temos denunciado escândalos na educação, na saúde, no transporte, na habitação, na infraestrutura, nos Três Poderes. Há anos nos indignamos com os impostos escorchantes, a falta de representatividade dos partidos, a corrupção, a impunidade e o mau uso do dinheiro público. E nos revoltamos com as alianças espúrias que permitem a um odioso Marco Feliciano cuidar de direitos humanos e apoiar a “cura gay”.

É triste e assustador ver a ação de vândalos e arruaceiros que depredam equipamento público, picham, invadem prédios do governo, quebram lojas, saqueiam, incendeiam. É triste e assustador ver a ação de policiais de choque que espirram pimenta numa senhora dentro de uma clínica para ela parar de falar, que jogam bombas em jovens de mãos ao alto voltando para casa pacificamente com a bandeira brasileira, que encurralam manifestantes em lanchonetes e jogam gás dentro, que lançam gás lacrimogêneo dentro de hospitais. Isso é receita de guerra alimentada por ódio. Quando a revolta escapa ao controle, só favorece extremistas.

É inadmissível que protestos pacíficos descambem para a intolerância às diferenças. Mesmo que a maioria dos jovens se diga apartidária, eles não têm o direito de incendiar bandeiras. Nem têm direito de hostilizar jornalistas ou queimar carros de empresas de comunicação. Esse comportamento é fascista.

Faz seis anos que escrevo uma coluna semanal para ÉPOCA. Uso a arma possível: as palavras. Condenei tantas vezes Renan Calheiros e a votação secreta, que o alçou ao lugar de seu padrinho José Sarney, com a bênção de Dilma. Sugeri a criação da Contribuição dos Corruptos Municipais, Estaduais e Federais, a CCMEF. Listei “10 razões para se indignar”, no fim de 2010 e de 2011. Fiz campanha contra o voto compulsório. Perguntei ao leitor “Quando vamos moralizar o Poder?”. Revoltei-me com a informação de que 13 milhões de brasileiros, ou 7% da população, não têm banheiro. Defendi que “precisam sair do escuro as relações entre as autoridades e as empresas de ônibus”. Afirmei que “não há vergonha na cara de um país que mata e despreza seus velhos por negligência” nas filas e corredores de hospitais.

E, depois de escrever tudo isso com liberdade, não posso vestir a camisa da Editora Globo para cobrir os protestos. Corro o risco de ser linchada por um grupo minoritário de jovens ignorantes que confundem tudo, uns desmemoriados que desrespeitam o trabalho de tantos jornalistas investigativos, entre eles Caco Barcellos. Ou, então, corro o risco de levar uma bala de borracha na testa ou no olho, disparada por um policial de choque com sede de sangue.


Posso relevar todos esses atos de estupidez, de lado a lado, sob um único argumento: a verdadeira democracia pressupõe um exercício ativo da população, uma vigilância perene sobre as instituições, uma participação atuante de jovens comprometidos com nossa história. E o Brasil enferrujou em anos de pasmaceira e populismo. Está na hora de aprender não só a cantar o hino, mas a respeitar as cidades. Está na hora de as forças da ordem honrarem sua farda e seu poder. Não ataquem inocentes – os senhores estão sendo filmados. 


Visto na: Época
Liberte-se da caverna!


        O protesto é um meio de manifestação pública com objetivo de reivindicação de direitos. É um canal bastante eficiente se feito por uma grande massa unida, de forma organizada com um único propósito em comum. A história revela inúmeros protestos que com êxito mudaram leis, dogmas e governos. Como movimentos sufragistas, feministas e o dos caras pintadas.

        Reivindicar é um direito de todo cidadão, principalmente em se tratando de uma democracia. No entanto, tal liberdade, tão limitada na ditadura militar e que parece ter sido reconquistada com seu término, não passa de uma ilusão.  Sabendo que constantemente policiais e militares abusam da autoridade que possuem e se utilizam da agressividade para conter manifestantes. Tendo ciência também, que o governo reprime o povo "sutilmente", ou seja, se utilizando de artifícios que alienam e controla a massa. Pela mídia, por exemplo.

       Diante de tais absurdos, nota-se que o Brasil não passa de uma oligarquia encapada de democracia. Pois, o país não é de todos e sim daqueles que têm capital suficiente para ascender às custas da miséria alheia. Com isso, é inevitável o surgimento de revoltas populares. Revoltas estas que se manifestam de variadas formas. Nas ruas e também virtualmente, através da utilização sensata da tecnologia. Sendo inclusive, a forte arma para a eclosão da Primavera Árabe.

       Falta, na maioria da população Brasileira, a consciência de que sua liberdade é ilusória. Precisam do mesmo senso crítico que milhares de jovens lutaram contra a ditadura e o Impeachment de Collor. Necessita sair da "Caverna de Platão" e enxergar a realidade tal como ela é. Tanto meios de protestos virtuais, quanto concretos, podem ser eficientes se todos unidos ideologicamente lutarem por um Brasil melhor. Em suma, o ideal é que cada um reavalie seus próprios conceitos, assumindo uma nova postura em prol do bem comum.

Aluna: Amanda Gabriele de F. Santos

Professor: Diogo Didier
 
Publicado pela Folha
 
Na verdade eu tenho dezenas de amigos gays.
 
Muitos destes meus amigos gays me causam sincero e imenso orgulho. Orgulho pelo brilhantismo intelectual que ostentam, pelo talento artístico, pela capacidade de vencer materialmente na vida, pela dedicação a causas justas e humanitárias, pela maneira como sustentam sua família, pela amizade que me dedicam, pelo caráter.
 
Tenho particular admiração por um amigo gay que comanda uma empresa com centenas de funcionários; neste caso não sei se ele é bom ou mau patrão, mas certamente há os que o considerem bom, outros nem tanto, como sói acontecer...
 
Outro amigo gay é muito jovem e foi difícil para a família aceitar sua orientação, quando revelada. Mas todos fizeram de tudo para suplantar preconceitos e traumas e ficar ao lado daquele jovem bom, honesto, trabalhador.
 
Tenho também um outro, nem tanto amigo assim, mais conhecido, e este não é lá flor que se cheire. Ambicioso demais, carreirista demais, intriguento demais, já tem dinheiro o bastante, mas quer ficar mais rico e espera que todos à sua volta se comportem como súditos.
 
E quando digo amigos quero dizer amigas também, evidentemente, porque não costumo classificar as pessoas por gênero.
 
Muito menos costumo classificar as pessoas por conta de suas orientações sexuais: estas pessoas às quais me referi até agora, exceto o último, merecem meu respeito pela maneira como se comportam no mundo em que vivem, ponto.
 
Se são gays ou não, trata-se de uma questão de foro íntimo, que só diz respeito à sua individualidade, garantida pela Constituição deste país.
 
Adoto a retórica de desfiar suas características e referir-me à sua sexualidade apenas para argumentar em favor do meu incômodo com o slogan que está circulando muito por aí, que diz assim: "Tenho um amigo gay e ele não precisa de cura, precisa de respeito".
 
Discordo.
 
Claro que dizer que alguém merece respeito por conta de sua sexualidade não chega aos pés em termos de absurdo, de ofensivo, de ridículo, atrasado, risível que é dizer que alguém precisa de tratamento pelo mesmo motivo. Mas também creio que não seja o caso, estigmatiza tanto quanto.
 
Esta decisão tomada em Brasília por pressão de religiosos, estes sim doentios, não deve ser apequenada com slogans. Por sua nocividade e pela vergonha que representa, precisa ser combatida com energia e eficiência, na esfera em que ocorre, que é a política.
 
*
 
Não há como deixar de falar sobre as manifestações, e comento por dois ângulos.
 
Primeiro para dizer que se alguém afirma que sabe exatamente o que está acontecendo no Brasil hoje este alguém é equivocado ou mente.
 
As teorias são muitas, as certezas mínimas e há ainda muita coisa para se definir, apesar de todas as boas intenções.
 
Enquanto tantas agendas e demandas estiverem assim misturadas, além de tudo eivadas de destrambelhamentos como atear fogo no Itamaraty ou agredir um jornalista acima de qualquer suspeita como o Caco Barcellos, ainda estaremos no campo da catarse.
 
Não que isso, a catarse em si, seja completamente ruim, mas é insuficiente para mudar "tudo isso que está aí", portanto é cedo para conclusões.
 
Outro ponto é o seguinte: cobrei aqui na coluna anterior que o Movimento Passe livre tinha a obrigação de condenar os atos de violência surgidos em meio ao movimento que eles detonaram.
 
Para minha satisfação, a garotada do MPL não apenas condenou com veemência os excessos, como retirou-se deste cenário tão conturbado. Porque eles têm uma pauta muito bem definida e pretendem continuar lutando e de fato mudar a realidade.
 
É isso aí, apoiado, dão exemplo que deveria ser seguido por muitos: maturidade, discernimento e foco.
 
*Luiz Caversan é jornalista e consultor na área de comunicação corporativa. Foi repórter especial, diretor da sucursal do Rio da Folha, editor dos cadernos "Cotidiano", "Ilustrada" e "Dinheiro", entre outras funções. Escreve aos sábados no site da Folha.

21 junho 2013


Acabo de chegar da manifestação que parou a cidade do Recife. Igual a muitas capitais nacionais, a nossa também aderiu aos protestos que têm levado multidões às ruas. Com faixas, caras pintadas e gritos reivindicativos, o povo lotou as ruas e avenidas da cidade, mostrando que não é só no sul e no sudeste que há pessoas politizadas e dispostas a cobrar mudanças para esse país.

Inicialmente, eu pensei que iria participar de uma verdadeira guerra. Como possuímos uma fama de sermos exaltados, confesso que estava preparado para assistir cenas tão truculentas quanto aquelas que estampam as matérias dos meios de comunicação. Entretanto, em comparação a outros Estados, o nosso deu um show nesse sentido, realizando uma manifestação pacífica e bem organizada.

Claro que alguns vândalos deram o seu ar da graça e no final do evento resolveram depredar o patrimônio público. Alguns mais ousados quebraram as vidraças da Prefeitura e tentaram saquear lojas por onde passavam. Mas o policiamento presente impediu que esses indivíduos concretizassem tais ações. Também não presenciei feridos ou pessoas gravemente machucadas (coisa que pode mudar após a mídia fazer o levantamento desse evento)

O que vi foi muitos estudantes, de vários níveis e classes sociais, famílias inteiras (de gerações diversas) e uma infinidade de grupos sociais comungando em prol de um só propósito: modificar a história desse país. Entre os manifestantes, um senhor de mais ou menos 70 anos chamou minha atenção. Durante o trajeto, ele carregava uma faixa, como muitos de nós, porém o fervor das suas palavras discursando entoava um espírito diferenciado dos demais ali presentes.

Na voz dele havia uma significação nostálgica, como se aquele indivíduo estivesse revivendo a mesma história em outro momento da vida dele. Na sua face, o prazer de ver jovens com cartazes, apitos, gritos, em grupos ou sozinhos, despertaram as sensações mais sublimes naquele senhor. E acredito que ele não foi o único. Muitas pessoas mais maduras apresentavam um entusiasmo que contagiou a todos nós, sobretudo a mim.

Entusiasmo é a palavra mais coerente para nominalizar esse momento. Estar entre uma multidão reivindicando melhorias na saúde, segurança, educação, dentre outras prioridades emergenciais do país, foi algo impagável. Senti meu corpo e mente teletransportados para a época da Ditadura Militar, ou algo mais recente no Impeachment de Collor. Entusiasmo também por saber que tudo isso foi em prol de causas nobres, as quais já pareciam sucumbir eternamente no vale do esquecimento.

Junto com os problemas do país, nós acordamos do limbo onde fomos obrigados a adormecer. E Recife não poderia ficar de fora dessa luta. A história de glória do nosso povo foi contundente para as transformações que vemos na atualidade. O leão do norte, como é conhecido, fez a sua parte, de forma ordeira, pacífica e altamente democrática. A única ressalva que faço é que nas próximas manifestações, o público mais carente se faça presente e ocupa as ruas para exigir que seus direitos sejam garantidos. Mesmo sabendo que o que impede a presença desse grupo é, muitas vezes, a falta de conhecimento social e político. Alguns, porém, precisam apenas de um pouco mais de incentivo.

Então, para você que ficou em casa, digo apenas isso: VÁ DA PRÓXIMA VEZ! Saia de casa, ganhe às ruas, proteste, grite, pinte a sua cara, faça faixas e reivindique melhorias para si e para a sociedade. Não podemos deixar passar essa energia boa das manifestações, a qual tem recarregado os ânimos de esperança desse Brasil que até pouco tempo vivia sob o prisma da desesperança. Lembre-se que a mudança só ocorrerá de fato se caminharmos juntos, numa mesma voz, cantando a mesma canção. E Recife mostrou que é capaz de fazer isso sem danos significativos para o outrem. Basta, portanto, participação e uma bela dose de destemor e ousadia.

Vem fazer a diferença e mudar esse país. A nossa hora chegou. O momento é esse. Não podemos nos calar diante de tantos problemas. Nossa presença começou a ser notada, logo, é a chance perfeita para revolucionar essa sociedade. Transgredir, sem vandalizar e subverter, sem violentar, são os ingredientes dessa linda revolução social que depois de anos conseguiu elaborar o antídoto, capaz de acordar o adormecido gigante chamado Brasil. Acordado, agora é hora dele, guiado por nós, trabalhar da única forma devida: para, por e pelo povo daqui para frente. 


Até demorou. Não se dizia que os brasileiros eram passivos demais, sem consciência política? Um povo inebriado por futebol, Carnaval e cerveja, que só se aglomerava em show, bloco e passeata gay ou evangélica? Agora, uma fagulha, o aumento das tarifas de ônibus, incendiou multidões. São especialmente jovens. Como em qualquer lugar do mundo. Entre os que protestam pacificamente com flores na mão, há os vândalos que, rindo e xingando, depredam o patrimônio, quebram lojas, incendeiam ônibus. Alguma novidade? Sempre foi exatamente assim, em Paris, Londres, Buenos Aires ou Istambul.

Os excessos devem ser repudiados, os vândalos detidos. Mas a reação truculenta das tropas de choque e as declarações de prefeitos e governadores de todos os partidos mostram algo preocupante: o poder – no Brasil, como na Turquia – não faz a menor ideia de como coibir com eficácia protestos que resvalem para a violência. Policiais e políticos igualam-se aos arruaceiros na ignorância, tornam-se delinquentes por trás de armaduras e gravatas, tacham de ilegítimas todas as manifestações, não param para escutar, entender ou negociar. O resultado é este: cidadãos encurralados na volta do trabalho, crianças atemorizadas. Os jornalistas são feridos pela polícia com balas de borracha, bombas de gás e spray de pimenta nos olhos. São coagidos e xingados por jovens mascarados e desinformados.

Os preços sobem, a inflação está em alta, os impostos absurdos não revertem em saúde, moradia, transporte e educação para a população, os empregos para a juventude começam a minguar, as empresas demitem em massa sem repor vagas. A presidente Dilma diz que a economia está sob controle. A farra nos Três Poderes continua. Ninguém aperta o cinto de couro em Brasília. O noticiário continua coalhado de mordomias no Legislativo, Judiciário e Executivo.

O jornalista Zuenir Ventura um dia cunhou a expressão Cidade Partida para se referir à divisão entre asfalto e morro, no Rio de Janeiro. Hoje, está claro que vivemos num País Partido. O Brasil dos que produzem e trabalham quase cinco meses só para pagar impostos... e o Brasil dos que mamam nas tetas do Estado, com aposentadorias vitalícias polpudas e múltiplas, e ainda têm a cara de pau de discutir o rombo da Previdência. É corrupção, nepotismo, promiscuidade, formação de quadrilha nas altas esferas, desmoralização dos sindicatos que se lambuzam com o melado federal. A casta superior do País Partido insiste em ignorar o sentimento de vulnerabilidade da população assalariada.

Com a ditadura, o Brasil se desacostumou a conviver com manifestações e greves. Tudo vira sinônimo de anarquia. Estava em Londres em 1979, no “winter of discontent”, o inverno da insatisfação, que encheu a cidade de lixo e mau cheiro e derrubou os trabalhistas, abrindo o caminho para Margaret Thatcher. Trafalgar Square equivale simbolicamente à Praça Taksim, de Istambul – mas com os bobbies (policiais ingleses) protegendo os manifestantes.

Estava em Paris no outono de 2005, quando jovens da banlieue (a periferia) invadiram a Rive Gauche e saíram quebrando tudo, em protesto contra a situação de jovens imigrantes nos subúrbios. Foram 19 noites de distúrbios na França, 9 mil carros queimados, 3 mil jovens presos. Essa revolta saiu de controle. A “manif” já faz parte da cultura parisiense – quase como a praia no Rio de Janeiro e o restaurante em São Paulo. Não há fim de semana em que avenidas não sejam bloqueadas por protestos. As tropas de choque se organizam, com o objetivo de garantir a passeata, e não de fomentar a violência.

No Brasil, o Movimento do Passe Livre é o estopim, ou a parte visível de um descontentamento que não pode ser minimizado. O péssimo serviço de ônibus, metrôs e trens, aliado a aumentos nas passagens, é, sim, revoltante. Ouvir de Sérgio Cabral, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad que os protestos “têm motivação política” causa risos. É lógico que protestos sejam políticos. Não existe crime nisso. Ouvir das autoridades que os manifestantes são mauricinhos causa desconforto. É preciso ser prostituta para defender os direitos da classe nas ruas? É preciso ser povão para protestar contra a indignidade dos trens?

Torço para que os manifestantes expulsem de suas alas os marginais que aterrorizam exatamente aqueles que mais se servem do transporte público. Espero que os governos não mandem às ruas policiais despreparados, brutamontes e enraivecidos, que atacam pelo prazer da repressão. “Baderna é inaceitável”, diz Alckmin. Concordo. Mas os piores baderneiros são os armados pelo Estado. Deslizes policiais e insensibilidade governamental podem nos lançar ao caos.

Visto na: Época


A partir dos anos 60, o futebol foi tachado por muitos intelectuais de ser utilizado pelo Estado para o domínio das massas. Essa crítica se tornou evidente durante o período da ditadura militar. Como se sabe, essa alienação infelizmente perdura até os dias de hoje, pois a força como que o futebol distrai as massas é explícito no fanatismo por parte da população como o seu patriotismo exacerbado.

Assim como “a bola na trave não altera o placar”, sediar a copa das confederações não vai alterar em nada a situação em que se encontra o Brasil. Ao fim dos jogos, as desigualdades permanecerão as mesmas, o preconceito velado ainda subsistirá. Isto porque, vivemos em um país onde as disparidades são evidentes. Enquanto os jogadores estarão no conforto dos seus lares ganhando rios de dinheiro, uma parcela da população estará trabalhando durante 8 horas ou mais para garantir ao menos um salário mínimo.

É importante destacar que o futebol tem seu lado benéfico, como qualquer outra prática esportiva, ele vem ajudando os jovens a se distanciarem das drogas e da criminalidade. Além das melhorias que vem sendo feitas nas estradas e nos terminais integrados. No entanto, essas mudanças não estão sento feitas para o bem da população que reside nas cidades que sediarão a copa, mas para mostrar aos turistas que o país é a bola da vez.

Em um país onde as necessidades básicas não são supridas, é contraditório pensar nos gastos com a copa. Visto que foram investidos aproximadamente 27 milhões de reais em benefício do evento. E infelizmente, uma parte da população está tão alienada chegando ao ponto de não perceber que este dinheiro poderia ser revertido para melhorias na sociedade, assim seria possível alcançar um bom nível educacional e boa estrutura na área de saúde.


Sendo assim, fica claro que levantar a taça não trará benefícios a população. O que precisamos é de investimento em educação de qualidade, saúde e segurança. Benefícios estes que são deixados para último plano, quando o verdadeiro desafio não é ser bom apenas no futebol, mas também em outras áreas. Como diz a música de Wilson Simonal: “Nesses noventa minutos de emoção e alegria, esqueço a casa e o trabalho. A vida fica lá fora, a fome fica lá fora e tudo fica lá fora”. Infelizmente esse é o reflexo da influência futebolística no país.

Aluna: Juliana Nascimento
Professor: Diogo Didier

Encontro Casual

Gilson

Durante muito tempo em minha vida esperei por você
Te via nos meus sonhos nitidamente assim como agora
Esse nosso encontro casual não foi acaso nenhum
E nem o destino marcou nosso encontro aqui

Te procurava, te desejava
E toda noite, sonhava acordado
Eu esperava por esse encontro
Há tanto tempo e ao primeiro olhar eu te amei

Uma explosão de sentimentos
Um grande amor no devido tempo
Você chegou no momento certo
É bom olhar e te ver...

Eu sinto que você há muito tempo esperava por mim
Me via nos teus sonhos nitidamente assim como agora
Esse nosso encontro casual não foi acaso nenhum
E nem o destino marcou nosso encontro aqui

Duas pessoas que se desejam
E se procuram, acabam se encontrando
Você sonhava com esse encontro
Há tanto tempo e ao primeiro olhar você me amou

Uma explosão de sentimentos
Um grande amor no devido tempo
Você chegou no momento certo
É bom olhar e te ver...