08 dezembro 2010


Sinopse:

Inspirado em fatos reais, o filme é uma aventura emocional em torno de Camino, uma extraordinária menina de onze anos que enfrenta ao mesmo tempo dois acontecimentos que são completamente novos para ela: se apaixonar e morrer. A Menina doce que ama incondicionalmente sua mãe, seu pai e sua irmã mais velha, tem um tumor raro e extremamente agressivo, que começa a destruir sua vida e vai lhe privando, passo a passo e com dolorosa precisão, cada uma de suas ilusões. Mas Camino é uma luz brilhante capaz de atravessar cada uma das portas que vão se fechando diante dela, que pretendem inutilmente deixar na escuridão o seu desejo de viver, amar e sentir-se definitivamente feliz.

Elenco:

Nerea Camacho … Camino
Carme Elias … Gloria
Mariano … José
Manuela Vellés … Nuria
Lola Casamayor … Tía Marita
Ana Gracia … Inés
Pepe Ocio … Don Miguel Ángel
Jordi Dauder … Don Luis
Emilio Gavira … Mr. Meebles
Lucas Manzano … Cuco
Claudia Otero … Begoña
Miriam Raya …

Ficha Técnica:

Título Original: Caminho
Título Traduzido: Um Caminho De Luz
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 138 min
Ano de Lançamento: 2010
Direção: Javier Fesser
Tamanho: 631 Mb
Qualidade: DVDRip
Video e Audio: 10
Áudio: Português

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07 dezembro 2010


Por Rildo Véras Martins*


Quando estamos falando em direitos humanos, estamos falando, na verdade, em direitos de quem? Quem são e onde estão os humanos? Porque a necessidade de se dedicar uma semana (e um dia, em especial: 10 de dezembro) para celebrar os direitos humanos?

Os dois principais marcos legais – A Constituição de 1988 e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) – enfatizam que todos/as são iguais perante a lei sem distinção. Em seu preâmbulo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.”

O que se constata na prática é, muitas vezes, distante e difere dos conceitos acima mencionados. Grupos sociais historicamente marginalizados – a exemplo das mulheres, dos homossexuais, das pessoas idosas, das pessoas com deficiência, de negros e negras, de indígenas, ciganos, crianças e adolescentes, população em situação de rua, só para citar alguns - em pleno século XXI ainda têm direitos violados, de modo que uma das estratégias adotadas é a organização em grupos para que o que está tão bem escrito no papel torne-se realidade na vida daqueles e daquelas que têm sua cidadania plena constantemente violada.

Os homossexuais, por exemplo, têm pelo menos 37 direitos que lhes são negados: não podem casar, não adotam o sobrenome do parceiro, não podem declarar imposto de renda juntos, não podem somar renda para aprovar financiamentos, não podem adotar criança enquanto casal, não têm direito à herança... não podem, não podem, não podem...

Defender os direitos humanos passa, necessariamente, por uma postura política, ética e pela mentalidade do respeito às diversidades, bem como o exercício da solidariedade entre os povos e implica em processos de mudanças de paradigmas, de reconstrução sócio-cultural.

Não obstante toda a realidade de violação de tais direitos uma nova realidade começa a ser construída principalmente por ativistas organizados/as e por gestões comprometidas com a construção de uma sociedade que respeite as diferenças, porque historicamente não fomos educados para respeitá-las, mas para discriminar e colocar à margem aqueles e aquelas que ousam viver e expressar suas diferenças.

A criação de secretarias para tratarem das especificidades dos direitos humanos nos âmbitos federal, estaduais e municipais, além de órgãos dentro das secretarias de educação (a exemplo da Gerência de Direitos Humanos, da Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco e de outros organismos para implantarem políticas públicas específicas para mulheres, negros e negras, homossexuais, pessoas com deficiência, idosos etc etc.) configuram-se como compromissos na efetivação de tais direitos.

Das atividades preparadas pelos governos vale destaque para: a 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul (realizada pelo Governo Federal em parceria com o Governo de Pernambuco), no Cinema São Luiz, no período de 06 a 12 de dezembro e ainda da Comenda “Medalha dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara” realizada pela Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã, da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes.

Não há como negar que os desafios perduram, todavia. Mas também temos que enfatizar que estamos em processo de construção de uma sociedade em que as pessoas serão respeitadas pelo simples (e complexo) fato de serem humanas com toda a diferença e diversidade que lhes são tão peculiares. Vai na linha de pensamento de Boaventura de Souza Santos quando sabiamente filosofou: “Temos o direito a sermos iguais quando a diferença nos inferioriza, temos o direito a sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza” .

Que o universo continue conspirando sempre a nosso favor. Que possamos cada vez mais ser humanos (nem mais humanos nem menos humanos), mas com direitos iguais aos demais.

*Sociólogo, pos-graduando em gênero e diversidade (UERJ) e assessor especial do Governo de Pernambuco para Diversidade Sexual.


Se eu já era fã do médico Dráuzio Varela, depois da matéria abaixo, eu me tornei mais ainda. Isto porque, sem prolixidade, ele desconstrói e, ao mesmo tempo esclarece os leitores sobre o desconhecimento da sociedade sobre a homossexualidade. Além disso ele dá um ligeiro panorama histórico de tudo o que envolve a sexualidade humana. VALE A PENA LER:



A HOMOSSEXUALIDADE é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare. Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência a mulheres e a homens homossexuais. Apesar de tal constatação, esse comportamento ainda é chamado de antinatural. Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (leia-se Deus) criou os órgãos sexuais para a procriação; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).

Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras? Se a homossexualidade fosse apenas uma perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.

Em alguma fase da vida de virtualmente todas as espécies de pássaros, ocorrem interações homossexuais que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação. Comportamento homossexual foi documentado em fêmeas e machos de ao menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.

A homossexualidade entre primatas não humanos está fartamente documentada na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no "Journal of Animal Behaviour" um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre os machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes. Masturbação mútua e penetração anal estão no repertório sexual de todos os primatas já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.

Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas. Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por mero capricho. Quer dizer, num belo dia, pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas, como sou sem-vergonha, prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.

Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros. A sexualidade não admite opções, simplesmente se impõe. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.

Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto à heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países o fazem com o racismo. Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais que procurem no âmago das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal aceitam a alheia com respeito e naturalidade.

Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social. Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser nazistas a ponto de pretender impor sua vontade aos mais esclarecidos.

Afinal, caro leitor, a menos que suas noites sejam atormentadas por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu por 30 anos?


Baba Baby
Maria Gadú
Composição: Kelly Key

Você não acreditou, você nem me olhou
Disse que eu era muito nova pra você
Mas agora que eu cresci você quer me namorar

Não vou acreditar nesse falso amor
Que só quer me iludir, me enganar, isso é caô
E pra não dizer que eu sou ruim, vou deixar você me olhar
Só olhar, só olhar, baby

Baba! Olha o que perdeu
A criança cresceu
Bem feito pra você!
Agora eu sou mais eu!
Isso é pra você
Aprender a nunca mais me esnobar
Baba baba, baba baby,3x
Baba baby

Não vou acreditar nesse falso amor
Que só quer me iludir, me enganar, isso é caô
E pra não dizer que eu sou ruim,
vou deixar você me olhar
Só olhar, só olhar, baby

Baba! Olha o que perdeu
A criança cresceu
Bem feito pra você!
Agora eu sou mais eu!
pra não dizer que eu sou ruim,
vou deixar você me olhar
Só olhar, só olhar, baby
Baba baba, baba baby,3x
Baba baby

Não vou acreditar nesse falso amor
Que só quer me iludir, me enganar, isso é caô
E pra não dizer que eu sou ruim,
vou deixar você me olhar
Só olhar, só olhar, baby

Deixa eu te confessar...
Que na noite passada eu lembrei do seu olhar
Era uma linda noite de luar
As estrelas brilhavam a cada piscar
Quando começamos a nos amar

Deixas eu te confessar...
Que nesta manhã ao acordar
Abri os olhos e ainda estava a sonhar
Lembrando dos beijos que me fizeram delirar
Da noite linda que passamos a nos amar

Deixa eu te confessar...
Que nesta tarde eu fiquei sem ar
Porque perdi com você o meu respirar
Fico ofegante apenas em pensar
Que essa paixão possa um dia acabar

Deixa eu te confessar...
Que quando a noite chega eu começo a pensar
Que você está chegando de novo para me amar
Meu coração já começa a palpitar
Como é bom por você me apaixonar

Deixa eu te confessar...
Você é meu tudo, meu sol, meu mar
Sem você eu viveria os meus dias a vagar
Porque minha bussula, meu guia, é o seu olhar
Daria a minha vida, para contigo ficar

Deixa eu te confessar...
Que sem você eu não vou ficar
Faria tudo apenas para te abraçar
Ou quem sabe provar do teu paladar
Todas as vezes que nossos corpos se encontrarem na hora de amar

Deixa eu te confessar...

Para contar algumas verdades e esclarecer a população, este artigo vem derrubar cinco mitos a respeito dos homossexuais

Hypescience - Rafael Alves


Para contar algumas verdades e esclarecer a população, este artigo vem derrubar cinco mitos a respeito dos homossexuais. Você pode descobrir coisas que sempre imaginou serem diferentes.

Alguns conceitos sobre homossexualismo encontram grande aceitação entre as pessoas.

1 – Animais são sempre heterossexuais

Há quem conteste o homossexualismo por dizer que não é parte da natureza, já que não existem animais gays. Mentira. Animais como pinguim, golfinho, bisão, cisne, girafa e chimpanzé são apenas alguns exemplos de animais que praticam relações homossexuais.

Isso derruba outro senso comum, de que os animais só fazem sexo para reprodução. O que ainda intriga os cientistas é o motivo. As teorias mais aceitas dizem que o relacionamento de animais do mesmo sexo ajuda a fortalecer laços sociais.

2 – Relacionamentos gays não duram

Geralmente, se tem essa ideia. Ou pelo menos que eles não duram tanto quanto as relações heterossexuais. Algumas teorias psicológicas afirmam que é justamente o preconceito das outras pessoas e a dificuldade de reconhecimento legal que levam os casais homossexuais a desejarem fortalecer um relacionamento.

Um estudo da Universidade de Washington acompanhou casais gays por um período de doze anos, e constatou que um a cada cinco casais romperam a relação, taxa inferior à de divórcios no mesmo período.

3- A maioria dos pedófilos são gays

Essa é uma questão delicada, já que pedofilia é um dos poucos assuntos no mundo em que há unanimidade: ninguém defende publicamente a pedofilia. Quando se trata de traçar um perfil do pedófilo, alguns imaginam uma compulsão a desejos homossexuais. Um instituto de Psiquiatria no Canadá fez um estudo com gays para descobrir se havia alguma ligação entre as duas coisas. Os cientistas chamaram homens homo e outros heterossexuais, lhes mostraram fotos de crianças e mediram sua excitação sexual. Os homossexuais não reagiram mais fortemente à imagem de meninos do que os heteros à de meninas.

Um outro estudo, da Universidade do Colorado, analisou 269 casos de abuso infantil. 82% dos casos foram iniciativa de adultos heterossexuais, e os 18% restantes ficaram divididos entre homens gays e lésbicas. De lambuja, o estudo afirmou concluir que homossexuais tendem a resolver conflitos mais facilmente.

4 – Casais gays não são bons como pais ou mães

Uma ideia que envolve legalidade, já que a justiça da esmagadora maioria dos países proíbe o casamento homossexual, também não se mostrou verdadeira. Muitos fazem fileiras contra o casamento gay porque não admitem a possibilidade de que eles possam formar uma família.

Estudos analisaram alguns quesitos com os filhos de casais. 90 adolescentes foram analisados, por exemplo, na escola, e a média de nota foi superior em filhos de casal homossexual. O estudo mostrou também que não há entre filhos de casal homossexual tendência nenhuma para entrar em delinquência juvenil, que ás vezes é relacionada a revoltas ou traumas de infância. A conclusão do estudo, de que não há mal nenhum em que casais gays criem filhos, foi publicada em uma revista norte-americana em fevereiro deste ano.

5 – Ser gay é uma escolha

Esta aqui pode causar a maior surpresa: um estudo afirma que o homossexualismo não é uma escolha, é genético! Um estudo da Universidade McMaster, em Ontario (Canadá). Entenda: a pesquisa analisou gêmeos univitelinos ( gêmeos idênticos em que todos os genes são compartilhados), com gêmeos bi vitelinos (chamados de gêmeos fraternos, onde apenas 50% dos genes são iguais). Observou-se que os gêmeos idênticos estão mais propensos a ter a mesma orientação sexual – seja ela qual for – do que os gêmeos fraternos. Ou seja, na maioria dos gêmeos idênticos, se um deles é gay, o outro também o será, ou seja, está no gene.

O estudo também achou outras possíveis causas para a homossexualidade. Uma delas, curiosa, é a exposição hormonal do feto dentro do útero durante a gravidez. E há particularidades no organismo de indivíduos sexuais, tais como diferenças no sistema nervoso central. E uma surpreendente, que caracteriza os gays pelo formato da orelha! [Live Science]

06 dezembro 2010


Coisas Que Eu Sei
Danni Carlos
Composição: Dudu Falcão

Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...

Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Eu sei!

Fonte: Grupo Gay da Bahia - GGB

Meninos agridem mais outros alunos gays e são muitas vezes estimulados pelos professores

André Ribeiro

Nikky (ela prefere usar o apelido) se orgulhava de ser aluna de uma escola particular tida como ‘liberal’ em Campinas. Não precisava usar uniforme completo, podia usar piercings e ela até já foi pra escola de moicano, um penteado punk com pontas de um palmo de altura. Casais de namorados podiam se beijar à vontade, ao contrário de outras escolas, e ela não pensou duas vezes antes de beijar sua namorada no pátio do colégio. A reação foi devastadora. “Um amigo meu veio me dizer que achava que eu quis aparecer, que se eu queria ser lésbica, que fosse entre quatro paredes. Que as pessoas não eram obrigadas a ver isso”.
Essa intolerância é enfrentada por milhares de alunos e alunas homossexuais da rede de ensino de Campinas todos os dias. Parte dessa intolerância acaba resultando em violência escolar. “Eu sofri agressões físicas, verbais e ‘tecnológicas’,” desabafa Augusto Kobayashi, aluno do ensino médio e assumidamente homossexual. “Levava socos, chutes, cotovelatas, joelhadas e empurrões.” Augusto ainda diz que o grupo de meninos que o importunava, não satisfeito com as agressões físicas e verbais, espalhavam pelos computadores da escola imagens dele caracterizado como travesti e com as unhas pintadas de rosa.

Fenômeno masculino
Segundo pesquisa da UNESCO divulgada este ano, sobre violência, Aids e drogas nas escolas, 28% dos alunos do ensino fundamental e médio do estado de São Paulo não gostariam de ter homossexuais como colegas de classe. Essa proporção aumenta se enfocarmos apenas os alunos do sexo masculino: cêrca de 41% dos meninos não toleram colegas gays ou lésbicas.

Mary Garcia Castro, coordenadora da pesquisa da UNESCO, acredita que a discriminação contra homossexuais (também chamada de homofobia), ao contrário das de outros tipos, é não apenas mais abertamente assumida, pelos meninos, como é valorizada por eles, o que sugere um padrão de afirmação de masculinidade. “A homofobia pode expressar-se numa espécie de terror de não ser mais considerado como um homem de verdade”, diz a pesquisadora.

Segundo a mesma pesquisa, “Bater em homossexuais” foi classificada pelas meninas como a terceira forma de violência mais grave, atrás apenas de “Atirar em alguém” e “Estuprar”, enquanto para os meninos ela ocupa apenas a sexta posição, atrás de “Usar drogas” ou simplesmente “Andar armado”.

Essa conclusão encontra eco entre outros pesquisadores e profissionais que lidam com jovens, dentro e fora do Brasil. O holandês Theo van der Meer, que entrevistou mais de 300 agressores de homossexuais condenados, concluiu que todos são homens e sofrem de uma auto-estima baixa ou exageradamente alta. Para esses jovens, bater em homossexuais – que eles consideram fracos e afeminados – seria como um ritual de passagem, uma afirmação de força. Murilo Moura Sarno, médico do programa da Saúde da Família de São Paulo e que conversa com alunos da rede pública sobre sexualidade, já presenciou esse potencial de agressão. “Um aluno da oitava série afirmou categoricamente que se encontrasse um casal gay num shopping, iria esperar na garagem com um bastão de ferro para quebrar a cabeça dos dois até matar o casal,” afirmou o médico. “E foi apoiado pelos outros amigos”.

Professores preconceituosos
João Augusto, aluno homossexual de um cursinho pré-vestibular em Campinas, se sente extremamente ofendido com as diversas piadinhas feitas pelos professores – quase todas tendo gays como alvo. “Como fazer com que essas piadinhas acabem, sem me expôr?”, questiona ele. “O que fazer quando as pessoas que deveriam nos proteger em sala são as que mais agridem?”

Segundo a pesquisadora da UNESCO Mary Castro, isso é normal. “Muitas vezes os professores não apenas silenciam, mas colaboram ativamente na reprodução de tal violência” Os dados da pesquisa mostram que apenas 2,3% dos professores do estado não gostariam de ter alunos homossexuais. “Mas alguns consideram que as brincadeiras não são manifestações de agressão,” ressalta a pesquisadora, “naturalizando e banalizando expressões de preconceito.”

Todos os especialistas consultados concordam que o silêncio é a pior forma de se lidar com o assunto. “Precisamos de intervenções mais sérias nas escolas,” sugere o médico Murilo Sarno, “Primeiro sobre cidadania, depois sobre sexualidades, todas elas.” A conclusão da UNESCO vai além e pede por investimentos em uma “cultura de convivência com a diversidade” que até pode se valer da informação, mas que deve se utilizar, principalmente, do “debate e o questionamento das irracionalidades que sustentam discriminações.”

Os alunos fazem coro. “Falta diálogo,” diz Nikky. “Na minha classe um certo professor se referia às lesbicas como 'sapatonas machos e etc'. Um dia cheguei pra ele em particular e disse que aquilo me ofendia. Nunca mais ele falou.” Augusto acha que a escola simplesmente não enfoca o assunto. “Assim como temos aulas de biologia e história, deveriam reservar algumas aulas para tratar de cidadania, direitos e deveres, promover um debate entre os alunos, levar palestrantes, mostrar que os homossexuais não têm nada de diferente. As pessoas tendem a ter preconceito daquilo que nunca tiveram contato e esse debate ajudaria e muito no combate à discriminação contra os homossexuais e contra todos os outros tipos de minorias.”

Indicação de fotos e gráficos: · Fotos de silhueta de alunas de mãos dadas num colégio, fotos de um dos especialistas entrevistados e/ou um dos alunos
· Gráfico da UNESCO mostrando as cinco ações consideradas mais violentas por alunos e alunas (“Bater em homossexuais” aparece em 3º. para as meninas e nem aparece (é apenas 6º.) para os meninos)
· Foto da sacanagem cibernética que fizeram com o aluno Augusto (modificada para preservar sua identidade),
http://www.e-jovem.com/ e-mail:

Por que excluir os gays nas escolas?
Vicente Martins *

Estamos, do ponto de vista tecnológico, na era da Informática, mas em se tratando de educação de valores, ainda estamos na Idade Média.

Reproduzindo a cosmovisão dos nossos ancestrais, continuamos a não respeitar as diferenças de sexo, cor e até de ideologia. Proponho, aqui, uma reflexão sobre o papel dos educadores na reversão do preconceito sexual na escola.

Em se tratando de civilização brasileira, avançamos muito pouco com relação às idéias sobre corpo, alma e sexualidade inculcadas no século XVI. A situação é ainda mais acentuada quando fazemos referência às questões de ordem sexual no âmbito da educação escolar.

Este tema é, em geral, visto com olhar enviesado, estreito, apesar da sociedade democrática ter escolhido, a partir do século XVIII, as instituições de ensino, em todos os níveis, para acolher as grandes questões que inquietam o meio social.

A homossexualidade é tema que educadores, sejam diretores, coordenadores ou professores, com ou sem pós-graduação, fazem questão de silenciar. Nós evitamos comentar o assunto. Ignoramos as crianças e adolescentes com tendências homossexuais e ficamos torcendo, de forma iníqua, que no futuro, isto é, na fase adulta, os homossexuais mudem de opção sexual.

Na mídia, quando o tema é levantado, a intenção é gerar polêmica. Em um programa televisivo, em rede nacional, o carismático Marcelo Rossi (o padre pop) ao ser indagado sobre o que pensava sobre homossexualidade, simplificou em dizer se tratar de doença, o que acabou por provocar ação judicial impetrada por entidades gays do País.

Não há de ser oportuno, no âmbito da educação escolar, uma reflexão sobre o assunto? Por que a escola não é lugar para respeitar as diferenças sexistas? Poderíamos continuar indiferente à problemática da sexualidade. Diriam, assim, alguns educadores: `` Se não sou homossexual, o que tenho a ver com os que o são?. Exatamente, por termos nossa opção sexual resolvida, devemos ter uma preocupação com aqueles que, sendo crianças ou adolescentes, estão se definindo sexualmente para a vida.

Ao fazer referência às escolas públicas, essa questão da homossexualidade sofre com um preconceito muito acentuado. Ao fazer referência às escolas privadas, pouco se discute, pouco se fala, pouco se reflete, gerando, não poucas vezes, comportamentos sutilmente agressivos de professores com relação aos alunos homossexuais, sejam meninos ou meninas. Nas escolas privadas, aceita-se o matriculado, mas não se tolera o educando com tendência homossexual. A diferença entre escola pública e privada, nesse particular, é que, naquela, não há o princípio de tolerância. Para algumas escolas conservadoras, não há diferença entre o aidético e o homossexual: todos sofrem com o preconceito social.

Começo por lançar algumas propostas de reversão desse preconceito: primeiramente, aponto quem considero responsável pelo preconceito contra os homossexuais no século XX: o Estado. Explico: o Estado tem contribuído nos avanços culturais com relação à questão da sexualidade e às reivindicações das massas, mas esses avanços foram mais em termos de discurso jurídico e esvaziado de práxis. O Estado promoveu iniciativas judiciais em favor das minorias de cor, de sexo ou de raça, todavia chegamos ao final do século XX, com muita cerimônia na discussão sobre sexualidade, sobretudo sobre sua faceta homossexual.

Neste século XXI, creio que o Estado, através de uma Constituinte Planetária, deverá revelar e consolidar os valores éticos e morais da nova sociedade informática, a começar pela própria América Latina. Revisando, assim, através de uma democracia direta (via Internet), a longa tradição secular e jurídica de dissimular a diversidade de comportamento sexual, de modo a fazer, abertamente, a judicialização da sexualidade humana. Espero que nos próximos dez anos, o Estado nacional venha a determinar, juridicamente, que a homossexualidade não é uma inversão ou doença, como julgam alguns párocos e educadores mais duros, mas uma opção sexual. Em substância, no século XXI em construção, a homossexualidade não será tabu.

Sem fundamento jurídico que condene o comportamento sexual, não haverá proibição ou perseguição à homossexualidade. Nisso, talvez desapareça a noção de gênero, isto é, de diferença biológica de masculino e feminino, em que todos nós, homens ou mulheres, seremos apenas andróginos.

Estaremos, enfim, numa época em que corpo, alma, ecologia e sexualidade constituirão novo ramo bioético. Isso não é futurologia, mas revolução ecossexual, em que o respeito às diferenças de gênero e opção sexual será a base para o desenvolvimento humano e da sustentabilidade.
Reconheço que o tema merecerá maior reflexão, razão pela qual ei-lo como proposta de fórum permanente, tema recorrente, para apreciação e julgamento dos inquisidores da moral e dos bons costumes.

* Professor do Centro de Letras e Artes da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), em Sobral, Estado do Ceará (Brasil).
E-mail: vicente.martins@uol.com.br

Sinopse:

Jeanne (Sophie Marceau), uma escritora, casada, com dois filhos, começa a perceber inquietantes mudanças em sua casa. Seu corpo está começando a mudar e ninguém à sua volta parece perceber. Sua família diz que esses receios são causados pelo stress de ter que terminar seu próximo livro, mas Jeanne acha que algo mais profundo e perturbador está acontecendo.



Elenco:

Sophie Marceau … Jeanne
Monica Bellucci … Jeanne
Andrea Di Stefano … Teo / Gianni
Thierry Neuvic … Teo #2
Brigitte Catillon … Nadia / Valérie
Sylvie Granotier … Nadia #2
Augusto Zucchi … Fabrizio
Giovanni Franzoni … Enrico
Vittoria Meneganti … Enfant brune 11 ans
Francesca Melucci … Enfant blonde 9 ans
Didier Flamand … Robert
Serena d’Amato … Donatella
Adrien de Van … Le psychiatre
Thais Fischer … Léa 6 ans
Pascal Bonitzer
Andrea Coppola … Invité
Thomas De Araujo
Frédéric Frenay … Boucher
Augustin Legrand
Kovatchev Lubomir … The psychologist
Myriam Muller
Daniel Plier … Michael
Lucas Preux
Patrick Sobelman
Nathalie Brocker … Doublure Valérie

Ficha Técnica:

Título no Brasil: Encontro Com o Passado
Título Original: Ne te retourne pas / Don’t Look Back
País de Origem: França / Itália / Luxemburgo / Bélgica
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Paramount Pictures
Direção: Marina de Van

Dados do Download

Tamanho: 350 Mb
Formato: DvdRip Rmvb
Qualidade de Áudio: 10
Qualidade de Vídeo: 10
Idioma: Português
Ano de Lançamento: 2010


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