15 outubro 2010




Professor, educador...
Gente de fibra, de coragem.
Perseverante assíduo, batalhador,
sabedoria, esperança, traz na bagagem.


Na jornada da vida, sofrimento,
pensar em desistir talvez,
sempre enfrentando o tormento,
pra alcançar o mérito, tudo fez.

Professor, que nos olhos da criança
vê um futuro de esperança,
que sente na pele, o pouco valor
que lhe é dado, mas retribui com amor,

sim, amor pela profissão,
e pela arte de ensinar
se envolve de corpo, alma, mente, coração,
sua sina é conquista, nada lhe faz parar.

Professor, do analfabetismo, um combatente.
Da igualdade social, um aliado.
Na sociedade, um ser presente,
é fundamental para o aprendizado.

Ser professor é ser um amante do saber.
Ser professor é viver pra ensinar.
Ser professor é libertar pra vida cada ser.
Ser professor é querer... é sentir...é amar...

15 de Outubro - Dia do Professor

(por: Bruno Duarte Noronha – Apodi/RN)
Fonte: Jornal Mundo Jovem

Doce ilusão

Ed Motta

Composição: Ed Motta e Nelson Motta

Vim cansado de mim
Voltei como quem não foi
Foi só te ver,
Pra ver que viver sem você vai ser triste demais, hum
Vai ser nunca mais, seus beijos de amor seus ais
Mais ficar com você, pode ser pior, muito mais triste que sozinho

É amor de verdade um mais um ilusão
Veneno, que alegra o coração;

Vai, me deixa em paz, vai ser bem melhor assim
Não quero mais, olhar seu olhar, nem ouvir sua voz me mentindo
Sorrindo pra mim, dizendo te quero amor
Quem sou eu onde estou
Já não posso mais fugir, fingir agora é tarde

Nada disso é verdade, diz a voz da razão
Calando a dor do coração,
Às vezes, um sim dói mais que um não...
Nada disso é verdade, diz a voz da razão
Calando a dor do coração,
Às vezes um sim dói mais que um não...

Às vezes um não dói mais que um sim...
Às vezes a vida faz assim

14 outubro 2010


O ato de ensinar deveria ser enquadrado entre os cânones clássicos das artes mais conceituadas. Isto porque, a figura do professor está intimamente ligada a de qualquer artista, visto que ele é o maestro da grande orquestra que rege as nossas escolhas, oferecendo-nos instrumentos imprescindiveis para a evolução e construção das nossas bases cognitivas. Ele é também o responsável pela lapidação do individuo enquanto ser pensante que no futuro contribuirá com os conhecimentos adquiridos em prol da sociedade. Esse ourives, no entanto, são pouco recompensados pelas seus feitos, pelo menos aqui no Brasil, onde essa profissão não se encaixa no "status" supremo, no qual outras profissões reinam absolutas.

A desvalorização do professor, na minha concepção, é algo difícil de ser compreendido. Como a sociedade é capaz de colocar em segundo plano uma profissão que é primordial para o andamento da vida? Por que o nosso governo não dá a devida importância a esses profissionais que tanto contribuem para a nação? Essas perguntas eram feitas por mim, muito antes de me tornar um professor. Para falar a verdade, eu nunca imaginei que hoje estaria escrevendo um texto em defesa da classe. Lembro-me bem que na minha adolescência eram comuns as paralisações, passeatas, greves e uma série de manifestações reivindicatórias, das quais eu não entendia muito bem. A minha falta de compreensão, porém, não estava atrelada à inocência, pelo contrário, no meu inconsciente (MUITO CONSCIENTE) eu me autoindagava sobre o porquê da falta de resolução para as propostas feitas pelos professores.

Depois de muitas idas e vindas eu me tornei um deles e comecei a entender tudo o que se passava no âmbito educacional. O problema começa na formação, ou seja, muitos profissionais não são tão bem preparados academicamente para atuar nas escolas, pois as universidades do Brasil, sobretudo as públicas, na sua grande maioria não têm um monitoramento efetivo que regule o grau da qualidade do ensino ofertado aos futuros formadores de mentes da sociedade. Estes, por sua vez, entram numa sala de aula despreparados e acabam encontrando outros problemas: falta de material escolar, acomodações precárias, baixos salários e um arsenal infinito de deficiências que acabam desestimulando qualquer pessoa que esteja pensando em ingressar nessa carreira.

Mesmo com toda essa problemática o número de professores no mercado têm crescido muito em comparação a outras gerações. Esse fenômeno nada mais é do que o reflexo da evolução do ensino no país. Acredito também que a sociedade, juntamente com as nossas esferas politicas, estão começando a perceber que sem educação não há crescimento e para haver uma melhora real é preciso investir naquele que é a peça chave desse quebra-cabeça: o Professor. Qualificação profissional, melhores condições de trabalho e uma boa remuneração seriam os elementos fundamentais para que a educação alavancasse um posição considerável dentro da sociedade.

No entanto, sabemos que o caminho até a realização desses sonhos, para não dizer devaneios, estão um pouco distantes de serem concretizados. Então, por que existem tantas pessoas escolhendo essa profissão tão desvalorizada? Para responder a essa pergunta eu só penso numa palavra "amor". Esse sentimento é o único que está atrelado à vocação que muitas pessoas têm em passar seus conhecimentos para outros indivíduos. É ele que guia a mente e os corações desses profissionais que não exitam um só momento quando o foco é construir a personalidade educativa de uma criança.

Mesmo com todas as limitações, o professor consegue mostrar que a vida vai muito além da sala de aula e que seus alunos terão um futuro brilhante se escolherem os caminhos certos. Ele ainda age, em alguns momentos, de forma materno-paternalista, saindo do âmbito educacional para adentrar na subjetividade do aluno, tudo isso para melhorar a relação aluno-professor que, consequentemente refletirá no aprendizado.

Confesso que não pretendo lecionar pela vida toda. Descobri recentemente que eu não nasci com o LINDO dom de ensinar. Pode parecer contraditório da minha parte, mas atualmente eu só ensino por uma questão acadêmica. Meus amigos quando ouvem isso ficam furiosos comigo, pois acham que eu levo jeito com os alunos e a sala de aula. Em alguns momentos eu fico pensando sobre essa minha posição, que por sinal não é irrevogável, pois acredito que na vida tudo pode ser mudado, da mesma forma que as pessoas. Enquanto não dou o meu "veredicto", eu continuo a fazer parte dos afortunados, não em dinheiro, mas em espírito, que pretendem dar um novo rumo na educação do país.

Por isso, para você que é professor, ou pretende seguir essa carreira PARABÉNS! você já é um vencedor. Enfrentar as dificuldades que o ensino brasileiro apresenta e ainda formar a mente dos futuros cidadãos não é uma tarefa fácil. Apenas pessoas comprometidas com a educação conseguem entender o papel exercido por um professor. Seus ensinamentos nunca serão desnecessários, seus conselhos nunca serão infundados, seus elogios nunca serão demasiados, suas broncas nunca serão inapropriadas, sua presença e, sobretudo referência nunca será efêmera...

PARABÉNS queridos mestres do Brasil por ultrapassarem barreiras instransponiveis para levar o conhecimento para o interior das mentes das pessoas. Espero muito estar vivo para ver o dia em que a nossa profissão seja realmente valorizada e alçada num plano superior, onde é o seu lugar de direito. Enquanto esse dia não chega, vamos continuar propagando a crucialidade que esse profissinal exerce nas nossas vidas, construindo passo a passo as possíveis rotas do nosso caminho, consequentemente nos guinado para um futuro promissor e repleto de conhecimento.

Saiba como surgiu o dia do professor aqui

MEU ETERNO CARINHO A VOCÊ PROFESSOR:


Sinopse

Quando um serial killer, perseguindo bares gays de couro no lado oeste de Manhattan, reivindica uma outra vítima, o chefe da quadrilha a Polícia de Nova Iorque caso importante - Capitão Edelson (Paul Sorvino) - recruta um jovem cadete chamado Steve Burns (Al Pacino) para ir à paisana. Escolhida devido à sua semelhança física com as vítimas, Burns parece saber pouco ou nada sobre estilos de vida gay, mas aceita o emprego porque ele sente que é o caminho mais rápido para um escudo de ouro.

Mantendo seu segredo de atribuição de sua namorada (Karen Allen), Burns é movido para o West Village, sob o nome "John Forbes". Ele faz amizade com seu vizinho, um aspirante a dramaturgo chamado Ted (Don Scardino) que está tendo problemas com seu companheiro de quarto. Ted não faz parte do "Cruising" a cultura - homens procurando sexo anônimo com outros homens - mas Burns está comprometido com sua missão e torna-se um dispositivo elétrico na cena de couro.

Os assassinatos continuam, aparentemente, nas mãos de um assassino diferente de cada vez. O primeiro suspeito de Burns é contratado em uma churrascaria, mas depois de um interrogatório bizarro e violento, Edelson percebe que pegou o homem errado. Burns desloca sua atenção para uma estudante de música na Universidade de Columbia (Richard Cox) com problemas com os pais. O policial tenta chamar o assassino fora no aberto, mas encontra seu trabalho, interferindo na vida pessoal.


Al Pacino é o policial que se infiltra na comunidade gay de Nova York para tentar desvendar a identidade de um assassino que está aterrorizando o grupo. A experiência se revela muito mais brutal do que ele poderia imaginar. Para encontrar o maníaco, precisa mergulhar na atmosfera dos clubes de sadomasoquismo e outros redutos gays da cidade.

Elenco:

Al Pacino
Paul Sorvino
Karen Allen
Richard Cox
Joe Spinell
Don Scardino
Jay Acovone
Randy Jurgensen
Barton Heyman
Gene Davis

Ficha Técnica:


Direção: William Friedkin
Ano: 1980
País: Alemanha, Estados Unidos
Gênero: Policial, Drama, Thriller
Duração: 106 min. / cor
Título Original: Cruising

Qualidade: DVDRip
Tamanho: 700Mb

História da produção

Cruzeiro foi um romance de 1970 por Gerald Walker, um editor do New York Times Magazine. A história "gritty" tratada com uma série de crimes contra gays em Nova York, como disse, do ponto de vista de um assassino, um detetive da polícia, e um jovem policial. Produtor Phil D'Antoni adquiriu os direitos do filme. Sua primeira escolha para dirigir era William Friedkin, que D'Antoni havia trabalhado em "Operação França" e havia acabado de "O Exorcista".

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13 outubro 2010

Recebi um email bem interessante do grupo Leões do Norte, localizado no centro da cidade do Recife/PE, organização esta que trabalha em prol dos direitos LGBTT. O email é bem esclarecedor, tanto para quem é homossexual quanto para aqueles que lutam ou simpatizam com as causas ligadas ao público gay. O idealizador foi Tony Reis, atual presidemte da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais). Confiram:

Já na primeira semana do segundo turno das eleições presidenciais de 2010, dois Projetos de Lei - da competência do Legislativo Federal – surgiram no debate acerca das candidaturas ao mais alto cargo do Executivo. Nesta confusão entre competências das esferas governamentais, trouxe-se para a arena eleitoral a discussão da cidadania da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), como se a questão dos direitos humanos de determinados setores da sociedade fosse algo que pudesse ser usado para desmerecer uma ou outra candidatura à Presidência da República.

À luz das discussões e declarações feitas aos meios de comunicação na semana passada sobre os Projetos de Lei em questão: o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 122/2006 e o Projeto de Lei nº 4914/2009; sinto-me obrigado a fazer umas considerações e a reproduzir na íntegra o texto de ambas as proposições, para que – em vez distorções e afirmações inverídicas a seu respeito – os(as) leitores(as) possam conhecer, avaliar e chegar às suas próprias opiniões sobre os mesmos. Recorrendo ao filósofo grego Aristóteles, quando disse “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”, vamos à reflexão:

O PLC 122/2006 objetiva amparar setores da população que ainda não contam com legislação específica que os garanta a proteção contra a discriminação, criando um paralelo com outras leis já regulamentadas que dispõem sobre crimes de discriminação, como é o caso do racismo. Ademais, o PLC 122/2006 não se restringe somente à proteção da população LGBT, sendo muito mais abrangente do que isso.

Projeto de Lei da Câmara nº 122, de 2006:

(Substitutivo, aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal em 10/11/2009)

Art. 1º A ementa da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

Art. 2º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

“Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares ou locais semelhantes abertos ao público.

Pena: reclusão de um a três anos.

Parágrafo único: Incide nas mesmas penas aquele que impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público de pessoas com as características previstas no art. 1º desta Lei, sendo estas expressões e manifestações permitidas às demais pessoas.” (NR)

“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

Pena: reclusão de um a três anos e multa.” (NR)

Art. 3º O § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:

“§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:

..............................................................................” (NR)

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

No caso especifico da população LGBT, determinados setores no Congresso Nacional têm argumentado desde a Constituinte que basta a disposição generalizada constante do Art. 3º da Constituição Federal, de que não haverá “preconceitos de ... sexo, ... e quaisquer outras formas de discriminação.”

Ora, se fosse assim, não ocorreriam em média 200 assassinatos de pessoas LGBT por ano no Brasil; a impunidade dos autores destes crimes não seria corriqueira; não haveria estudos científicos produzidos por organizações de renome, como a Unesco, e até pelo próprio Ministério da Educação, comprovando inequivocamente a existência de níveis elevados de práticas e atitudes discriminatórias contra pessoas LGBT nas escolas; não haveria estudos da Academia confirmando esta mesma discriminação na sociedade brasileira como um todo. O Governo Federal não teria implantado o Programa Brasil Sem Homofobia, e não estaria implementando o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, se não existissem discriminação e violência contra esta população.

Parte do propósito do PLC 122/2006 é contribuir para reverter este quadro vergonhoso de desrespeito aos direitos humanos básicos da população LGBT no Brasil, como descreveu o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello:

“São 18 milhões de cidadãos considerados de segunda categoria: pagam impostos, votam, sujeitam-se a normas legais, mas, ainda assim, são vítimas de preconceitos, discriminações, insultos e chacotas” ... e que as vítimas dos homicídios ... “foram trucidadas apenas por serem homossexuais”.

O PLC 122/2006 tem sido apelido por determinados setores de “mordaça gay”. Afirmamos que a liberdade de expressão é universal, um direito de todos, inclusive a liberdade de expressão de crença religiosa, conforme garantida constitucionalmente. O projeto não veda que dentro do estabelecimento religioso se manifestem as crenças e se mantenham as posições religiosas, nem existe a possibilidade de padres ou outras autoridades religiosas serem presos por estes motivos e muito menos a Bíblia ou outros livros sagrados serem "modificados". Mas a liberdade de expressão, seja de quem for (das religiões, das pessoas LGBT, de todo mundo), também há de respeitar o próximo, sem discriminá-lo. Isto vale para todos, e não se constitui em uma espécie de penalidade às religiões. É apenas a aplicação do preceito constitucional da universalidade da não discriminação e da não violência.

Ademais, o PLC 122/2006 foi motivo de várias audiências públicas e já sofreu alterações no Senado, visando atender aos anseios acima expostos. Ao terminar sua tramitação no Senado terá que voltar para a Câmara dos Deputados em razão das modificações que sofreu e ainda poderá vir a sofrer. Sempre estivemos abertos ao diálogo com todas as partes interessadas para que a proposição final tenha a melhor redação possível, ao mesmo em que garanta a não discriminação, inclusive das pessoas LGBT.

O outro projeto de lei que teve seu propósito distorcido no debate das eleições presidenciais diz respeito à união estável entre pessoas do mesmo sexo. Reproduzo aqui o texto desta proposição:

Projeto de Lei nº 4914/2009 de 2009:

Art. 1º - Esta lei acrescenta disposições à Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil, relativas à união estávelde pessoas do mesmo sexo.

Art. 2º - Acrescenta o seguinte art. 1.727 A, à Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, Código Civil.

Art. nº 1.727 A - São aplicáveis os artigos anteriores do presente Título, com exceção do artigo 1.726, às relações entre pessoas do mesmo sexo, garantidos os direitos e deveres decorrentes.”

Art. 3º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Como se pode ver, o P/L nº 4914/2009 propõe tão somente o alterar o Código Civil para que reconheça a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Em nenhum momento propõe o casamento, pelo contrário: faz exceção a esta possibilidade.

Cabe indagar, por que tanta polêmica acerca do “casamento gay nas igrejas”. Onde será que está escrito isso no projeto de lei acima?

O P/L nº 4914/2009 visa apenas garantir os direitos civis de pessoas do mesmo sexo que convivem em união estável. Isto porque estudos mostram que, comparando um casal heterossexual com um casal homossexual, este último não tem acesso a pelo menos 78 direitos garantidos ao casal heterossexual, entre eles: não têm reconhecida a união estável; não têm direito à herança; não têm direito à sucessão; não podem ser curadores do parceiro declarado judicialmente incapaz. Em alguns casos essa falta de amparo aos casais do mesmo sexo chega a ser cruel, como no caso da morte de um(a) parceiro(a), onde o(a) parceiro(a) sobrevivente – às vezes depois de muitos anos de convivência – além de perder o(a) parceiro(a), fica sem nenhum bem e nem sem onde morar, porque a família do(a) falecido(a) exerce o direito sobre a propriedade deste(a), enquanto o(a) sobrevivente é desamparado(a) pela lei na forma como está.

Aqui tem-se um caso patente do descumprimento das disposições Constitucionais da igualdade, da não discriminação e da dignidade humano, que o P/L nº 4914/2009 visa corrigir.

Há de se lembrar que tanto o PLC nº 122/2006 como o P/L 4914/2009 tratam de questões de direitos civis. São proposições legislativas fundamentadas na lei maior da nação brasileira, a Constituição Federal.

Ainda, o Brasil é signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e os princípios, direitos e garantias fundamentais de nossa Constituição se baseiam nela. A Declaração é “Universal” porque os direitos humanos são indivisíveis. Ou seja, aplicam-se igualmente a todos os seres humanos, independente de sua nacionalidade, cor, etnia, convicção religiosa, e independente de serem heterossexuais, bissexuais, homossexuais, ou de qualquer outra condição

Outro princípio fundamental que deve ser preservado acima de tudo neste debate é o princípio da laicidade do Estado. Desde a Proclamação da República, em 1889, o Estado brasileiro é laico. Isso quer dizer que no Estado laico não há nenhuma religião oficial, e há separação entre o governo e as religiões. Assim sendo, os cultos, as crenças e outras manifestações religiosas são respeitadas, dentro de suas esferas independentes, da mesma forma que o Estado tem sua independência das religiões.

Creio piamente que os direitos humanos não se barganham, não se negociam, simplesmente se respeitam, e que devemos escolher nossa candidatura pelas propostas que tem pelo país, pela biografia, pela capacidade de governar, e pela capacidade de fazer valer a Constituição Federal, indiscriminadamente.

Como disse Ulisses Tavares precisamos olhar de novo: não existem brancos, não existem amarelos, não existem negros: somos todos arco-íris.

12 outubro 2010


Ninguém sabe o que me sufoca,
Isso destrói todo tipo de alegria dentro de mim.
Fico triste por saber que nada que eu faça irá mudar
o passado da nossa realidade.
Foi difícil ter que ouvir:
Olha! Isso também vai passar...
Com a voz meio trêmula eu respondi:
"Tudo vai ficar bem, mesmo que às vezes não"
Lembro-me que por um segundo fiquei sem chão
Meu corpo chorou.
Minha alma foi maculada e corrompida por uma tristeza incomparável,
Naquele momento fui transportado em pensamento para outra dimensão.
e voltei...
Na hora me vi jogado
Em um abismo sombrio de solidão,
Não consigo esquecer.
É uma maldita sensação que parece rasgar meu peito,
Descompassa o meu coração em cinzas de um amor que me foi roubado
Você foi o único ser que me ensinou o terrível significado da desolação,
Você me mostrou a amargura da desvastação
Sensações sentidas por quem sofre de corpo, alma e coração
De quem ama
De quem perde,
Como eu, que te perdi...

Aquarela

Toquinho

Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...

Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...

Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...

Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...

Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...

Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...

Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...

De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...

Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...

Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)

11 outubro 2010

Fonte: Sampaonline

Toda criança tem direito à atenção e ao amor

Todas as crianças são iguais

Toda criança tem direito a uma boa alimentação
Toda criança tem direito à atenção e ao amor

Todas as crianças são iguais

Toda criança tem direito a uma boa alimentação
Toda criança tem direito a uma boa saúde

Toda criança criança tem direito ao lazer

Toda criança tem direito de ir à escola
Toda criança tem direito a uma boa saúde

Toda criança criança tem direito ao lazer

Toda criança tem direito de ir à escola

Nenhuma criança deve ser vítima da guerra

Nenhuma criança deve ser vítima de abusos sexuais

Toda criança pode se expressar livremente
Nenhuma criança deve ser vítima da guerra

Nenhuma criança deve ser vítima de abusos sexuais

Toda criança pode se expressar livremente
Toda criança pode praticar sua religião Nenhuma criança deve ser maltratada Nenhuma criança deve ser explorada pelo trabalho
Toda criança pode praticar sua religião Nenhuma criança deve ser maltratada Nenhuma criança deve ser explorada pelo trabalho

Toda criança pode se unir a outras crianças

Toda criança pode receber informações para seu bem

Deve ser dada prioridade  às crianças refugiadas
Toda criança pode se unir a outras crianças

Toda criança pode receber informações para seu bem

Deve ser dada prioridade às crianças refugiadas

Deve ser dada prioridade às crianças portadoras de deficiências

Deve ser dada prioridade às crianças em conflitos legais

Deve ser dada prioridade às crianças sem familia

Deve ser dada prioridade às crianças portadoras de deficiências

Deve ser dada prioridade às crianças em conflitos legais

Deve ser dada prioridade às crianças sem família